Ler No c* da Cobra – Capítulo 01 Online

Modo Claro

A imprevisibilidade era inquietante para Benedict. Situações além do seu controle eram às vezes até repulsivas. Mas a pior parte era essa dor de cabeça. A experiência lhe dizia que provavelmente o atormentaria o dia todo.

‘De todos os dias, por que hoje?’

Mas, quando é que isso escolheu um momento conveniente? A dor de cabeça atacava de repente, sem aviso, e desaparecia abruptamente. Sem razão, sem padrão.

— Comandante.

A voz de Moritz, ajudante e assistente do duque, chamou de fora.

— Vossa Graça.

O segundo chamado foi atado com uma pitada de preocupação, pois a saída de seu senhor foi mais tarde do que o normal. Ele normalmente deixava a tenda antes do primeiro galo cantar.

— Sou eu, Moritz. Posso entrar?

— Espere.

Benedict tirou o cobertor de seu catre e se levantou. Ele nunca baixou a guarda, mesmo quando descansava em sua tenda, então nunca estava completamente despido. Ele rapidamente ficou pronto.

Assim que Benedict, vestido com sua armadura e manoplas, deu sua permissão, Moritz entrou e se ajoelhou sobre um joelho.

— Vossa Graça.

O leal subordinado olhou para seu senhor, incapaz de esconder sua admiração.

O senhor do rico e fértil território Bertolph. O pilar do Império. O cavaleiro invicto, Duque Benedict Oaklien. Encarar os cativantes olhos dourados do homem sempre evocava admiração.

Mesmo entre a nobreza, famosa por suas feições nobres, seus olhos dourados eram excepcionalmente vívidos.

— Você tem algo a relatar, não é?

A pergunta fria vinda de cima trouxe Moritz de volta à posição de sentido como se tivesse sido encharcado com água gelada.

— Minhas desculpas, Vossa Graça.

Percebendo seu lapso, Moritz respondeu apressadamente. O duque desprezava qualquer desperdício de seu tempo.

— Os batedores que enviamos ao Reino Sacro acabaram de retornar. 

Ele rapidamente entregou seu relatório antes que a paciência de seu senhor acabasse.

— Eles relatam que a passagem da fronteira que pretendemos usar tem pouca proteção. De acordo com nossos cálculos, seremos capazes de tomar o território do Marquesado está noite.

— Ah, é mesmo?

Seus lábios carnudos se curvaram em um sorriso inclinado, tão sensual quanto um anjo caído.

— Logo descobriremos se o sangue do Rei Sagrado é branco ou não.

Mas seu tom monótono não revelava nenhuma curiosidade. Ele falava com o desapego de alguém que apenas afirmava um fato inevitável.

O distanciamento desumano do homem com a carapaça impecável causou um arrepio na espinha de Moritz.

‘Desumano.’

Sim, algo estava faltando em Benedict Oaklien. Algo crucial.

Moritz observou enquanto Benedict, com a testa levemente franzida em aparente desconforto pela dor latejante, tomava um gole de água. Uma tênue veia azul pulsava em sua têmpora.

‘Ah, essa maldita dor de cabeça voltou para atormentá-lo,’ —Moritz suspirou silenciosamente.

‘Tudo começou naquele dia, não foi…?’

Seu senhor sempre fora arrogante e altivo. Sua inescrutabilidade às vezes era assustadora. Mas, pelo menos no passado, ele não possuía essa aura perturbadora.

Moritz se lembrava vividamente do dia em que as terríveis dores de cabeça afligiram seu senhor pela primeira vez. A lembrança ainda lhe causava calafrios na espinha. Ele nunca se esqueceria da visão do Duque, montado em seu cavalo, subitamente ofegante, com os olhos revirando.

— Meu Senhor!

‘Porque você continua morrendo!’

O homem, com os olhos em branco, rugiu antes de apertar a cabeça e gritar em agonia. O cavalo, assustado, empinou violentamente de repente e deu um coice selvagem no ar. Naquele momento perigoso, quando o Duque estava prestes a ser jogado da cela, seus olhos focaram novamente.

Ele conseguiu retomar o controle das rédeas, evitando por pouco uma queda. Mas as dores de cabeça que começaram naquele dia nunca cessaram. E o senhor, que já estava um pouco quebrado, ficou muito mais depois daquele dia, como uma carroça ganhando velocidade morro abaixo.

Sua natureza obsessiva o levava a atingir seus objetivos por qualquer meio necessário. Ele não hesitava em fazer escolhas impiedosas e cruéis. Muitas vezes, era arrepiante testemunhá-lo pisoteando casualmente a vida de alguém, desprovido até mesmo de malícia.

‘Às vezes, ele parece um homem sem sentimentos…’

Enquanto Moritz estava perdido em seus pensamentos preocupados, Benedict, com a testa franzida contra a pulsação irritante, virou-se para ele e ordenou:

— Cruzamos a fronteira em uma hora.

Sua mão agarrada na espada era incomumente forte. Moritz engoliu em seco nervosamente, uma premonição arrepiante o invadindo. Em alguns dias, o Reino Sagrado de Crozeta seria apagado do mapa. 👀

Continua…

Tradução Elisa Erzet

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Sinopse:
Ele falhou em salvar Hilde 999 vezes. Isso significava que o coração de Benedict havia sido dilacerado 999 vezes. Implorando por uma última chance, ele voltou no tempo, mas perdeu todas as lembranças sobre ela — a mulher que sempre esteve gravada em cada uma de suas memórias, emoções e alma. Isto é, até que ele capturou uma escrava, uma prisioneira de um reino caído.
— Eu… eu pensei que talvez seu ferimento fosse em parte culpa minha, mestre.
A mulher era absurdamente irritantemente gentil. É por isso que o incomodava, por isso que permanecia encrustada em seus pensamentos, ela estava tão estranhamente, persistentemente cravada em sua mente.
— Existe sempre um preço para um acordo. Não é?
— Qualquer coisa. Eu farei o que você pedir…
— Isso não é muito atraente. Um escravo obedecendo ao seu mestre é um dado adquirido.
Ele queria fazer aqueles olhos cor-de-rosa chorarem até ficarem inchados. No entanto, ao mesmo tempo, queria desesperadamente abraçar e beijar a mulher.
Mesmo assim, Benedict não se lembrava. Ele não recordava do quanto a amava, o quão desesperadamente ansiava que ela vivesse.
Ela era sua linda e preciosa escrava, exercendo poder divino e curando os outros. Um dia, ele decidiu que daria tudo a ela. Foi então que o passado esquecido desabou sobre ele.

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