Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 7.2 Online


Modo Claro

ꕥ Capítulo 7 – Emboscada, Parte 02

No momento em que Nick ouviu que a localização de Owen era a ilha onde ficava o laboratório de Locke, seu sangue gelou.

O plano era eliminar o alvo sem pressa e voltar para casa. Ele ia olhar profundamente nos olhos azuis de Owen e pedi-lo em casamento seriamente. Sem demora, logo após chegar em casa. Talvez até no saguão de entrada.

E quando surgisse a oportunidade, ele revelaria a verdade sobre o vilão que vinha atormentando Owen, garantindo-lhe que nunca mais o incomodariam. Talvez, em sua empolgação, ele fizesse até uma confissão embaraçosamente piegas sobre protegê-lo. Ele estava tão ansioso pela resposta que aqueles belos olhos azuis mostrariam que suas mãos, segurando o rifle, tremiam levemente.

Tudo parece um sonho de algum tempo distante.

— Chefe, três minutos para a chegada.

A voz de Simon, vinda pelo ponto eletrônico, estava contida.

Após a confirmação de Frank de que a Mansão Rose estava vazia e a verificação final de John sobre a localização de Owen, um silêncio pesado se instalou no helicóptero.

As histórias que Josh, o agente de narcóticos, lhe contara não saíam de sua mente. Ele precisava afastá-las, mas não conseguia. A imagem de uma vítima, usada como cobaia em experimentos cruéis e encontrada em um estado lamentável ao longo do Rio Hudson, recusava-se a desaparecer.

Nick pressionou o botão para abrir a comunicação interna e chamou o piloto do helicóptero.

— Mude o ponto de descida. Burke, vá direto para o prédio do laboratório.

O plano original era pousar em um heliporto a 700 metros do prédio do laboratório e infiltrar-se furtivamente. Mas não havia tempo a perder com uma caminhada de 700 metros.

Baseado no que haviam coletado até agora, Locke não parecia estar em guarda contra intrusões externas. Eles poderiam pousar em segurança. Mas se fosse na empresa de Nick, a aparição de um helicóptero não agendado seria recebida com fogo preventivo.

— Se algum segurança sair para nos encontrar, neutralize-os do ar.

Hugh puxou seu rifle e tomou posição na entrada do helicóptero.

— Mirem apenas em braços e pernas.

Matar é, de certa forma, mais fácil. Neutralizar sem matar é mais complicado. Mas, até onde sabiam, esses guardas eram apenas funcionários contratados para patrulhar o laboratório.

Eles entraram em uma distância onde a aproximação do helicóptero poderia ser confirmada visualmente. Felizmente, o telhado do prédio do laboratório estava vazio. O telhado era aberto, sem parapeitos, e parecia que poderia acomodar o pouso de um helicóptero se estivesse desobstruído.

— Burke, como está a situação?

— Parece que podemos pousar.

— Bom. Pouse. Todos, fiquem alertas.

Havia apenas uma entrada. Apesar do barulho alto, nenhum guarda abriu a porta para sair. O sistema de segurança da Robo Solutions era frouxo, mas isso era um alívio por enquanto.

— Peguem seus equipamentos.

Assim que os esquis do helicóptero tocaram o solo, Nick pulou primeiro.

No momento em que Hugh desceu do helicóptero, a porta que conectava ao prédio se abriu. Dois homens de terno, não com traje de combate, emergiram de dentro. Um caminhava à frente. O outro diminuiu o passo, tocou em seu dispositivo de comunicação e moveu os lábios. Mas antes que pudesse trocar mais do que algumas palavras, ele desabou, segurando o joelho. Hugh o atingira na perna.

O homem que caminhava à frente virou-se e só então levou a mão para dentro do paletó, provavelmente tentando abrir um coldre usado como colete sob o terno. Nick caminhou em direção a ele, sacando sua arma sem hesitação e atirando no ombro do homem. O recuo fez a mão do homem saltar para fora do paletó. A arma que ele sacara do coldre escorregou de sua mão enfraquecida e voou para longe, inerte.

— Argh—!!

Nick pressionou o pé sobre a coxa do primeiro homem que caíra, e um grito exagerado irrompeu. Provavelmente doía, mas não era um ferimento fatal. A Robo Solutions parecia ser apenas uma empresa de segurança predial, como esperado. Um agente de combate adequado teria sua arma sacada e em mãos antes de abrir aquela porta, não escondida sob as roupas.

Nick manteve o pé sobre o ferimento do homem, que não ousou resistir sob tal dor, e revistou os bolsos do terno. O homem ficou tenso conforme as mãos de Nick se aproximavam, mas não conseguiu se afastar muito devido à dor. Nick revistou as mangas do homem sem hesitar. Um cartão de acesso apareceu.

Nick arrancou o rádio e o fio conectado do bolso interno do homem. O ponto eletrônico conectado ao ouvido do homem saiu junto.

Ele guardou o rádio em um bolso lateral de seu colete e inseriu o ponto roubado em seu próprio ouvido vazio. O ponto estava zumbindo com alguém exigindo um relatório de situação.

A poucos passos de distância, Cooper estava pegando um cartão de acesso e um rádio do homem baleado no ombro e colocando-os. Simon silenciosamente puxou braçadeiras de nylon e amarrou as mãos e os pés dos dois homens caídos.

[Equipe 2, sigam para a retaguarda e reportem a situação.]

Alguém emitiu uma nova ordem através da comunicação da Robo Solutions. A “retaguarda” provavelmente se referia a onde Nick estava.

— Sem sala de controle, hein?

Cooper, ouvindo a mesma comunicação, comentou.

— Não, tem uma sim.

Simon o contradisse, apontando para uma parede branca. Na ponta de seu dedo, uma câmera de segurança estava flagrantemente exposta.

De cima, não havia uma única janela deste lado. Era uma ala de laboratório completamente selada. Um prédio como este sem dúvida teria uma sala de controle monitorando o interior e o exterior. Só não parecia que a equipe da Robo Solutions, encarregada da segurança predial, tivesse acesso a ela.

A Equipe 2 enviada para verificar as coisas não parecia particularmente ameaçadora, mas não havia tempo para hesitar. Nick dirigiu-se à porta de onde os homens de terno haviam saído. Ele passou o cartão no terminal ao lado da porta, e a luz ficou verde, destravando com um clique.

Conforme o plano de operação, Simon, designado para a neutralização externa, permaneceu do lado de fora, enquanto o restante entrou. Os membros da equipe, cada um designado para suas zonas, verificaram brevemente a planta baixa do prédio em seus dispositivos de pulso antes de seguirem para suas respectivas áreas. Nick caminhou sozinho pelo corredor vazio.

Ele tinha que encontrar Owen.

Nick abriu seus sentidos. O prédio era vasto, mas Owen era alguém que ele sentira através do aço carbono de um helicóptero. Se Owen estivesse neste prédio, ele o encontraria.

[O Coelho ainda não se apresentou? Confirmamos se era um visitante agendado?]

[O Coelho está no laboratório. Você sabe como é. Uma vez que entram no laboratório…]

[Sem perturbações, entendido. Eu sei!]

Por razões de segurança, é prática da indústria usar codinomes em vez de nomes reais para indivíduos protegidos. Como disseram que o “Coelho” estava no laboratório, era provável que fosse o codinome de Locke.

Nick mentalmente acessou a planta baixa do prédio e localizou o laboratório. Verificando duplamente sua posição atual, ele seguiu em direção ao laboratório sem hesitação.

[Ei, Equipe 2. Reportem-se.]

A comunicação da Robo Solutions ocasionalmente estalava em seu ouvido. Mas ninguém respondia à chamada.

Simon havia cuidado deles. O silêncio, esperado por Nick, parecia frustrar as pessoas na comunicação, pois ordens urgentes para seguir ao laboratório vieram em seguida.

[Esqueçam. Eu mesmo vou.]

Nick passou sob uma câmera de segurança saliente.

Se a sala de controle estivesse monitorando adequadamente, eles teriam compreendido a situação imediatamente. Julgando pela falta de noção da equipe da Robo Solutions na comunicação, eles definitivamente não tinham acesso à sala de controle. Isso deu a Nick um pouco mais de liberdade de movimento.

— …!

Os passos rápidos de Nick pararam abruptamente. Para confirmar se o feromônio que ele acabara de captar era um que ele reconhecia, ele ficou rígido como uma estátua, focando apenas em seus sentidos.

— …!!

Era o cheiro de Owen.

O alívio de encontrá-lo passou em um instante, substituído pelo pavor.

Owen não liberava feromônios. No entanto, o aroma sutil que ele estava captando agora era inequivocamente um almíscar leve. O cheiro de Owen. Seus pés começaram a correr.

No final de um corredor que se dividia em dois, ele virou em ângulo reto sem hesitar. Em um prédio de laboratório projetado para uma pessoa, não havia uma única placa comum indicando o que era o quê. O prédio massivo estava estranhamente desprovido de presença humana. Mas isso tornava mais fácil detectar a presença de pessoas além do corredor.

Duas pessoas. A cinco passos de distância.

Ele não sabia o que havia além da porta de saída de emergência, mas dado o interior austero pelo qual passara, a cena do lado de fora não seria muito diferente. Provavelmente seria um corredor aberto sem cobertura.

Nick baixou o olhar para verificar a maçaneta. Infelizmente, não era do tipo tradicional. Uma barra longa e grande estendia-se pelo meio da porta, projetando-se para fora. Era uma barra de pânico, projetada para facilitar a saída em emergências. Uma barra de pânico daquele tamanho não poderia ser aberta furtivamente. No momento em que ele pressionasse a barra longa para abrir a porta, o som da trava desengatando ecoaria pelo corredor vazio.

— ….

Nick escaneou a situação além da porta mais uma vez, então empurrou a barra de pânico sem hesitação. Ele não se deu ao trabalho de verificar a reação dos guardas. Aproximou-se rapidamente e agarrou o pescoço do homem à esquerda. Não houve som de sufocamento. Ele bloqueara a artéria carótida, cortando o fluxo sanguíneo.

Enquanto o homem desabava no chão, Nick torceu o pulso do homem à direita. Ele não o quebrou completamente para evitar um grito, mas foi torcido o suficiente para que um leve movimento em falso o partisse.

O homem com o pulso torcido cambaleou para trás, gemendo de dor. Nick arrancou rapidamente o fio do ponto eletrônico do ouvido do homem com a mão livre, puxando o rádio junto e jogando-o no chão para impedir a comunicação.

— Abra.

Este era o laboratório, guardado pelos dois homens. Mas a porta estava firmemente fechada.

Diante da exigência de Nick, o homem com a articulação torcida balançou a cabeça.

— Não… não posso abrir. Além da minha permissão!

Ele não estava mentindo. Nick antecipara essa possibilidade.

Nick golpeou a nuca do homem. O homem desabou no chão sem emitir som. Havia um cartão de acesso no bolso do homem caído, mas era do mesmo tipo que Nick já possuía. Passá-lo não abriu a porta.

Nick encarou a porta de metal.

— ….

Owen estava definitivamente do outro lado desta porta. Mas o que estava deixando Nick tenso agora não era Owen — era a outra pessoa. A aura frenética e violenta emanando de alguém próximo a Owen, provavelmente o primo de Owen, Locke W. Rose, estava deixando Nick ansioso.

Ele sacou a arma de trás da cintura. Sua mão, segurando o cabo, estava úmida de suor frio. Ele ergueu o cano, mirando no painel de controle de acesso.

Deveria atirar…

Havia um método para desativar o sistema eletrônico e forçar a abertura. Mas dependendo do sistema de controle de acesso, isso poderia acionar uma trava de emergência, selando-a completamente. Era por isso que ele hesitava.

— …!!

A cabeça de Nick levantou-se abruptamente. Outra onda de violência foi detectada lá dentro.

Ele não podia mais hesitar. Se uma trava de emergência fosse acionada, ele descarregaria todas as armas que tinha nela. Mesmo que não quebrasse, ele precisava pelo menos desviar a atenção daquele lunático para longe de Owen.

Enquanto enganchava o dedo no gatilho, ele sentiu outra presença se aproximando. Uma pessoa desta vez. Alguém tenso.

Nick puxou a arma contra o peito e encostou-se na parede, posicionando-se fora de vista do ângulo de quem subia as escadas.

O homem que subia as escadas parou ao ver os guardas caídos. Após um momento, ele recuou dois degraus.

[Código 30, Código 30. Todas as unidades para o laboratório.]

Um comando sussurrado e urgente veio através do ponto eletrônico roubado. O Código 30 era provavelmente um identificador de situação definido pela Robo Solutions, possivelmente indicando uma emergência.

A voz se destacava mais do que o conteúdo. Era a mesma voz que dissera que iria ao laboratório pessoalmente mais cedo. Baseado nas comunicações interceptadas, a pessoa parada na base das escadas era o chefe da segurança local.

Nick estendeu sua arma, mirando onde estaria o ombro do homem. Um grunhido foi seguido por fogo de retorno. Nick atirou no outro ombro do homem. Só então o som pesado de uma arma atingindo o chão ecoou. Nick desceu as escadas e revistou os bolsos do homem.

— Quem… é você?

O homem estirado pateticamente no chão era um caucasiano grande e loiro.

Nick puxou um cartão do bolso do homem. O cartão do bolso do chefe de segurança tinha uma listra de cor diferente. Nick nocauteou o homem com um golpe na cabeça e correu para a porta do laboratório.

Ao passar o cartão, a luz branca de “espera” desapareceu. Uma luz verde de “acesso concedido” apareceu, acompanhada de um pequeno clique mecânico. Mas mais alto que isso foi o som de carne sendo atingida.

A situação estava clara antes mesmo de a porta se abrir totalmente. Parecia que seu sangue estava fervendo em sentido contrário.

Nick caminhou sem hesitação em direção ao homem que segurava o cabelo de Owen, erguendo sua arma ao mesmo tempo. A mão do homem estava estendida para fora. O som do golpe que Nick acabara de ouvir pareceu ecoar novamente como uma alucinação auditiva. Nick prendeu a respiração para manter o foco e mirou a arma. Puxou o gatilho sem hesitação.

— Aaagh!!!

Mesmo por uma dor tão pequena, Locke se debateu e gritou. Não querendo ver sangue imundo pingar no corpo de Owen, Nick correu e chutou o ombro de Locke. Locke gritou novamente, caindo para longe.

Nick queria esmagar cada centímetro da carne desse bastardo com suas botas de combate, começando pelo pulso crivado de balas, até virar polpa. Mas havia algo mais urgente que sua raiva. Nick desviou seus olhos furiosos e ajoelhou-se.

Owen, arquejando pesadamente, estava com os olhos fechados. Não estava claro se ele conseguia sequer ouvir a voz de Nick.

— Owen. Owen? Sou eu. Pode ouvir minha voz?

Não houve resposta. Nick guardou sua arma no coldre e ergueu Owen com ambos os braços. Uma corrente repulsiva estava presa ao pescoço de Owen.

Esse… lunático!

— Aguente firme. Vou tirar isso.

A corrente parecia resistente, mas estava conectada a uma gargantilha de couro, então remover a gargantilha parecia mais fácil do que quebrar a corrente. Nick a agarrou para arrancá-la de uma vez, mas um cabo fino ficou preso em seu aperto.

O visual da guia era tão avassalador que ele não havia notado, mas isso não parecia um mero acessório. Nick seguiu o cabo com os olhos para ver onde ele levava.

O cabo fino desaparecia sob uma mesa que parecia uma bancada de laboratório. Provavelmente estava conectado a um computador lá dentro. Isso significava que poderia estar coletando dados para enviar ao computador.

Nick inclinou-se sobre Owen, que parecia inconsciente. Ele levantou cuidadosamente o pescoço de Owen. Deslizando a mão por dentro da gargantilha, ele tateou sua circunferência. Como esperado, as pontas de seus dedos tocaram em pequenos objetos salientes.

— …!

Ele pensou que um espinho afiado o havia picado, mas quando tirou a mão, não havia uma única gota de sangue.

— Heh… hehehe… ugh! Hiss!

Nesse meio tempo, Locke rastejara até um canto da parede. Apoiado nela, ele alternava entre risadinhas de louco e gemidos de dor por causa do ferimento.

Perguntar o que era aquilo provavelmente não renderia uma resposta adequada.

Bipe—bipe—bipe—bipe—

O som mecânico vinha tocando desde que Nick entrara no laboratório. Ele virou a cabeça para encontrar a fonte. Havia uma cadeira que lembrava uma cadeira odontológica, de propósito incerto, e ao lado dela estava um monitor massivo. O som estava vindo do monitor.

Bipe—bipe—bipe—bipe—

Nick pousou Owen com cuidado e levantou-se. Durante a curta caminhada até o monitor, seu coração bateu estranhamente.

Nick raramente visitava hospitais para exames. Ele confiava em seus órgãos sensoriais mais do que em equipamentos médicos para qualquer coisa que acontecesse em seu corpo. Ele via o médico da equipe frequentemente, mas apenas para questões cirúrgicas.

Assim, o longo gráfico exibido diante dele era desconhecido. Faltava-lhe o conhecimento médico para interpretá-lo. Mas ele percebia que a tela vermelha piscando e o som de bipe eram avisos.

— ….

Se os números na tela fossem de Owen…!

Nick deslizou de volta para o lado de Owen. Colocou uma mão no pescoço de Owen para verificar a pulsação, mas o movimento ofegante do peito de Owen era suficiente. Nesse ritmo, um ataque cardíaco não seria surpreendente a qualquer momento. Ou um derrame devido à pressão arterial disparada poderia vir primeiro.

Ele precisava baixar a pressão arterial imediatamente. Nick puxou seu kit de primeiros socorros e o espalhou no chão. O kit de primeiros socorros personalizado da Security Solutions, baseado em um kit de emergência militar, continha vários antídotos. Dois deles eram usados para pacientes trazidos com overdose de drogas. Nick pegou uma seringa sem hesitação.

— ….

Ele parou logo antes de injetar.

Julgando pela tez pálida de Owen, parecia que ele estava sufocando, mas os números no monitor sugeriam o contrário.

— John, urgente. Chame o Doc da Equipe.

Nick pressionou o botão e chamou John.

— Sim, chefe. Na escuta.

Felizmente, o Doc da Equipe estava de prontidão e conectou-se imediatamente.

— Consegue ver a transmissão da minha câmera?

Os coletes da Security Solutions tinham um lugar para uma câmera no ombro. Nick parou brevemente em frente ao monitor para que o Doc pudesse ver a tela, depois focou na condição de Owen.

— Parece que foi injetado Feromônio Ácido. Não sei a dose.

Nick levantou-se novamente e mostrou a bancada caótica do laboratório. Dois frascos vazios estavam espalhados, mas sem saber quão cheios estavam inicialmente, ele não podia calcular a dose real usada.

— Precisamos baixar a pressão arterial primeiro. Está alta demais.

— Qual eu uso?

A bancada do laboratório tinha vários injetáveis, e pareciam legítimos baseados em seus rótulos, mas ele não podia confiar em nada ali. Ele estava perguntando qual droga de seu próprio kit de emergência usar.

— Labetalol deve ser usado para baixar a pressão arterial rapidamente.

Labetalol não estava em seu kit de emergência pessoal. Antes que pudesse dizer isso, o Doc falou primeiro.

— Está no helicóptero. Vou me comunicar agora.

Poderia levar tempo para o piloto do helicóptero chegar ao laboratório. Nick pressionou o botão de comunicação interna e chamou Cooper. Ele arrancou o ponto eletrônico roubado do guarda, que não era mais necessário, e o jogou longe.

— Cooper, vá ao helicóptero, pegue o kit de emergência e venha para o laboratório. Terceiro andar.

— Três minutos.

A voz de Cooper tremeu ligeiramente, provavelmente porque ele começara a correr.

— Um minuto.

Nick olhou para a tela do monitor novamente e ajoelhou-se para verificar a pulsação de Owen. Batia com o gráfico. A tela estava de fato mostrando a condição de Owen. Por enquanto, por mais desagradável que fosse, deixar a gargantilha e monitorar parecia o melhor.

O kit de primeiros socorros de Nick permanecia aberto ao lado de Owen. Ele puxou uma pequena seringa de metal de dentro dele. Havia trabalho a fazer enquanto esperava por Cooper. Nick aproximou-se de Locke, que estava encostado na parede.

Locke segurava a mão ferida pela bala contra o peito, apertando-a com a outra. Nick ergueu o pé e chutou o braço para longe.

— Aaaagh—!!

Agarrando o cabelo de Locke, que gritava, Nick puxou seu pescoço para trás. Ele rapidamente cravou a seringa no pescoço exposto. Ele pisou na mão que caiu no chão, sentindo os ossos esmagarem-se satisfatoriamente sob sua bota.

Nick não buscava uma confissão através de tortura. Infelizmente, lunáticos como este não cediam sob dor. Ele apenas queria garantir que Locke não pudesse fazer nada imprudente enquanto estivesse desacompanhado. Ele poderia ter usado braçadeiras de nylon, mas as emoções já haviam subido demais para isso. Nick arrastou a outra mão escondida de Locke e a esmagou sob os pés também.

— Gaaahhh!!!

O soro da verdade fora administrado, então seus efeitos começariam imediatamente.

— Chefe, estou do lado de fora da porta. Abra.

Cooper chegara ao laboratório. Levou um minuto e vinte segundos.

Nick moveu-se rapidamente até a porta e pegou o kit de primeiros socorros.

— Dei a ele um soro da verdade. Descubra o tipo e a dose da droga administrada ao Owen.

Ele gesticulou em direção a Locke com o queixo. Cooper assentiu uma vez e seguiu naquela direção.

— Doc da Equipe, peguei. Guie-me através da administração.

Nick ajoelhou-se ao lado de Owen novamente, abrindo o kit de primeiros socorros entregue.

— Estará rotulado como labetalol.

O kit de primeiros socorros continha várias drogas.

ꕥ Capítulo 7.2 – Emboscada

↫─⚝─↬

— Achei.

— Administre via intravenosa.

— Dose?

— Por enquanto, 50mg, administrados lentamente ao longo de um minuto.

Nick habilmente puxou uma seringa vazia e a encheu com o injetável. O antebraço enrolado de Owen já apresentava manchas de sangue, provavelmente de injeções brutas feitas anteriormente. Nick rangeu os dentes e inseriu cuidadosamente a agulha, evitando a área ferida.

— Feito.

— O efeito máximo deve aparecer em cinco minutos, então monitore sinais de redução da pressão arterial.

Cinco minutos.

Cinco minutos poderiam parecer excruciantemente longos.

Nick inclinou-se para frente para verificar a condição de Owen. Depois, virou a cabeça para olhar o monitor. O som de bipe sinistro e os alertas coloridos ainda dominavam a tela.

— Chefe.

Cooper chamou Nick cautelosamente, que alternava incessantemente entre olhar o monitor e o rosto de Owen.

— Fale com o Doc da Equipe diretamente.

Nick respondeu sem tirar os olhos de Owen.

— Doc da Equipe, eles usaram um anestésico para sequestrá-lo para cá. Isso foi às 12h30 de hoje. A dose foi alta demais, então eles esperaram que ele acordasse e então administraram um antídoto por volta da hora em que chegamos. Em seguida, aplicaram a primeira dose de Feromônio Ácido, mas a dose…

Nick ouvia a mesma informação através da comunicação interna aberta enquanto observava o monitor. Finalmente, o ruído ensurdecedor vindo do monitor mudou. Owen ainda não abrira os olhos, mas o ritmo do som frenético de bipe mudou.

O bipe-bipe-bipe urgente desacelerou para um bipe… bipe… mais longo. Nick foi até o monitor para verificar os números. Eles estavam caindo. Só então ele jogou a seringa vazia que ainda segurava no lixo.

— Doc da Equipe, está vendo isso?

— Sim, estou vendo. Felizmente, está baixando a partir da primeira dose. John está coletando dados de tratamento de emergência para pacientes de Feromônio Ácido de fontes médicas agora mesmo. Mesmo verificar alguns pontos-chave nos dará informações críticas, então eu o guiarei nos próximos passos. Aguente um momento, chefe.

De repente, Locke, encostado na parede, começou a dar risadinhas.

— O que deu nesse lunático?

Para Cooper, um beta, parecia apenas uma pessoa louca fazendo coisas loucas, mas Nick sabia por que Locke estava rindo.

O perfume de Owen estava explodindo. Baixar sua frequência cardíaca e pressão arterial impedira o choque, mas agora parecia que o Feromônio Ácido estava começando a fazer efeito de verdade.

— Cooper, arraste esse cara para fora daqui.

— O quê…?

Nick não queria compartilhar os feromônios de Owen com ninguém, especialmente não dessa forma. Embora o perfume fosse liberado inconscientemente enquanto Owen estava indefeso, ele estava começando a excitar Nick no momento em que o captava. Se aquele lunático, alegando ser um alfa, se excitasse também, Nick sentia que deixaria todas as prioridades de lado e focaria apenas em esmagá-lo.

— Er… chefe?

Cooper, pego de surpresa, mas movendo-se para seguir as ordens, fez um som preocupado enquanto se aproximava de Locke.

Nick pensara que Locke estava encostado em uma parede, mas devia ser uma passagem secreta, porque Locke deslizara por ela. Nick notara os movimentos frenéticos de Locke com o canto do olho, mas deixou passar, imaginando que ele não poderia escapar para longe com as mãos feridas dentro do prédio. Ele não percebera que havia uma porta ali.

— Como abrimos essa porta?

Como parecia uma parede, naturalmente não havia maçaneta ou botão. Dado que Locke entrara, provavelmente havia um painel de reconhecimento em algum lugar, mas ele só seria visível para alguém que soubesse onde procurar.

— Cooper, pegue o computador com o Hugh.

— Ah, a situação lá fora está toda resolvida. Seria mais rápido para o Hugh vir aqui.

Disse Cooper, levando a mão ao ponto eletrônico, pronto para chamar Hugh imediatamente.

— Não. A partir deste momento, todos os membros da equipe permanecem em suas posições. Ninguém sobe ao terceiro andar.

Depois de dizer não a Cooper, Nick tocou em seu próprio ponto eletrônico e transmitiu para toda a equipe.

— Entendido, chefe. Cooper, desça. Estou bem nas escadas do primeiro andar.

— Oh…

Finalmente entendendo a situação, Cooper sinalizou sua confirmação. Como um beta, ele não podia sentir o cheiro, mas o perfume de Owen estava ficando mais forte.

— John, se conectarmos nosso computador, você consegue acessar este aqui?

— Provavelmente. Burlar o firewall remotamente seria difícil, mas conectar nosso sistema diretamente deve funcionar.

Era apenas uma questão de descer e subir as escadas correndo, então Cooper voltou rapidamente. Sabendo o que fazer sem instruções explícitas, Cooper localizou imediatamente a unidade principal conectada ao monitor. Ele abriu a bolsa de computador que trouxera e conectou o cabo.

— Avise-me quando tiver hackeado.

Isso foi direcionado a John.

— E Cooper.

— Sim, chefe.

Cooper, tendo terminado de conectar o computador, levantou-se e respondeu.

— Pegue isto e tente na porta pela qual aquele bastardo passou. É do chefe de segurança, então pode funcionar.

Nick entregou o cartão que havia tirado do chefe de segurança para abrir a porta do laboratório.

— Se não funcionar, interrogue os pesquisadores que detivemos lá embaixo para descobrir como abri-la.

— Sim, senhor!

Cooper respondeu com energia, e Nick acrescentou que ele fechasse a porta ao sair. O perfume de Owen já estava preenchendo a sala. Manter a porta aberta poderia ajudar na circulação de ar, mas Nick não queria que o aroma se espalhasse mais.

— Ei, cão de guarda.

Naquele momento, uma voz desconhecida veio do teto.

Não era difícil adivinhar que era o primo lunático de Owen, que havia desaparecido através da parede. Em vez de responder, Nick caminhou até a parede onde o rastro de sangue terminava. Ele procurou pela fresta da porta, mas a parede de ferro, projetada para parecer um cofre grande, tinha ranhuras verticais intrincadas, provavelmente intencionais. Isso tornava impossível encontrar a emenda e até distinguir onde a porta começava e terminava era confuso.

— Cooper, você abriu?

— Alguém do lado de fora continua tentando o cartão errado, mas esta não vai abrir.

O primo lunático respondeu mais rápido que Cooper.

— Este é o meu quarto. Traga todos os explosivos que tiver e tente explodi-lo. Não vai abrir sem inserir o código. E mesmo que consiga o código, não vai abrir sem os meus dados biométricos.

Outra risadinha seguiu-se.

— John, do que ele está falando?

Nick chamou John em vez de dar corda ao primo lunático.

— Uh… acho que vi algo sobre pedidos de painéis à prova de balas nos documentos. Estava em um orçamento para a construção deste laboratório. São painéis usados em aeronaves. Se ele transformou o quarto em um quarto do pânico… você não vai conseguir abrir. São camadas de painéis de liga especial, com 20 cm de espessura. Entende o que quero dizer? Explosivos de nível C4 não vão romper isso.

— Que conveniente. Eu estava mesmo precisando de um alfa para um experimento.

Estivesse ele solitário ou com dor, o primo lunático continuava abrindo a comunicação para falar.

— Chefe, aqui é o Doc da Equipe. John conectou a transmissão do monitor para nos mostrar, mas algo está errado. Você pode verificar a condição do Presidente Rose?

Nick ignorou a voz vindo do teto e se afastou da parede, voltando para o lado de Owen em um passo largo.

Ajoelhando-se para examinar Owen, ele notou que as bochechas de Owen pareciam ligeiramente coradas. Abaixando-se mais, viu que Owen estava respirando pesadamente através dos lábios levemente entreabertos.

— A respiração dele está rápida. A pressão arterial está subindo de novo?

Nick levantou-se para verificar o monitor. Felizmente, o monitor não estava apitando. Mas um gráfico havia mudado estranhamente.

— Chefe, está vendo isso?

— Sim. Estou vendo. O que é?

— São os níveis de feromônio. Eles estão subindo há um tempo.

— Não é por causa do Feromônio Ácido?

— Provavelmente.

— Ei, cão de guarda, consegue entender alguma coisa nessa tela?

O lunático falou novamente, vendo Nick parado em frente ao monitor.

— Então você é o alfa com quem Owen Rose tem dormido ultimamente? Vou mostrar ao mundo a verdadeira natureza de Owen Rose hoje. Você não deveria estar me agradecendo? Você está sendo muito duro! Dói demais!!!

Sua voz ofegante ecoou por um tempo. Saber sobre o relacionamento de Nick e Owen significava que ele tinha contato com a família deles.

— Você fez uma grande cena, mas logo vai se arrepender se ele valia a pena. Cão de guarda, você não acha que eu corri para cá porque estou com medo de você, acha? Isso seria muito decepcionante.

Locke havia fugido para seu quarto logo após os feromônios de Owen surgirem. Suas palavras de agora eram praticamente uma confissão de que ele temia Owen.

— Owen Rose é um monstro. Um monstro ômega que devora alfas.

Parecia que o trauma de infância persistia mais profundamente no primo lunático do que em Owen.

— Eu dei a ele uma dose digna de um monstro. Seria uma pena se ele tivesse morrido antes, mas felizmente você o salvou. Graças a isso, ele pode morrer agora. Heh heh.

Com os pulsos estraçalhados, ele mal deveria conseguir se mover, no entanto soava muito animado. Nick suspeitou que ele pudesse estar sob efeito de analgésicos.

— Minha droga não tem antídoto. Ou ela é martelada em você até que seus buracos sejam desfiados e você queime todos os seus feromônios, ou você morre de choque porque não consegue liberar o calor. Qualquer um dos caminhos serve, mas pelo bem da audiência, seria melhor se vocês dois dessem um show bem aí.

As risadinhas continuaram por um tempo.

— Oh, cão de guarda, você não recebeu o roteiro? Vou te contar como você vai morrer.

— ….

O primo lunático falava como se aquilo fosse entretenimento.

— Começa com vocês dois se pegando no cio. Mas o gênero muda logo. Vira um filme de terror. Mesmo um alfa grande e forte como você fica indefeso diante de um monstro como Owen Rose. Em vez de terminar feliz dentro dele, você de repente espuma pela boca e desaba.

Ele começou a rir de novo, como se aquilo fosse divertido.

— Este primo não parece apenas louco, mas como um pervertido seriamente desviante.

John, ouvindo a conversa, não conseguiu segurar sua opinião. Nick não respondeu a nenhum dos dois e se aproximou de Owen, que ainda respirava pesadamente, para verificar seu pulso novamente.

— Enquanto você estiver morrendo, Owen continuará cavalgando, alheio a tudo. O nobre Presidente Owen Rose, que trabalhou tanto por relações equilibradas entre ômegas e alfas, devorando um alfa — essa cena será gravada como está. Oh, que pena. Você não vai conseguir ver, cão de guarda.

— ….

Nesse ponto, um impulso de retrucar surgiu dentro de Nick. Tanto esse cara quanto Owen, mais cedo, pareciam tão certos de que Owen lhe faria mal.

— Depois de devorar você, Owen ficará exausto e dócil por um tempo. É quando eu abrirei esta porta e sairei. Vou passar por cima do seu cadáver patético, comido por um ômega, e reivindicar meu ômega. Vou domar o ômega que derrubou um gigante como você. Imagine só: Owen acorda e descobre que matou seu precioso cão de guarda com as próprias mãos e percebe que me aceitou como seu alfa de marcação. O quanto isso seria péssimo? Ooh… vai levar algumas horas. Como eu vou esperar?

O arrependimento em sua voz soava genuíno.

— John, diga-me que você pode calar esse absurdo.

Nick já tinha suportado o suficiente. Ele não conseguia mais ouvir.

— Posso fazer isso, chefe. As linhas de comunicação e segurança são separadas, então mesmo que não possamos abrir a porta, podemos cortar a comunicação.

— Faça isso.

— É pra já.

— Chefe, aqui é o Simon.

Uma voz diferente veio pelo fone.

— Fale.

— Más notícias. Nenhum dos cartões dos pesquisadores, guardas ou equipe de manutenção consegue abrir aquela porta. Isso veio do soro da verdade, então é legítimo. A boa notícia é que não há outra saída daquele quarto. É usado como um quarto, então o layout é simples. Um dos lados é uma janela do chão ao teto, mas é vidro reforçado, então ele não pode quebrá-la e escapar sozinho.

— Entendido. John, certifique-se de que aquele lunático não consiga ver nada.

— Feito. As comunicações foram cortadas. Agora o primo louco não pode ver, ouvir ou falar através da comunicação interna. Ele não pode nem fazer chamadas, exceto talvez por um celular.

— A única variável restante é a resposta da polícia, então? Quanto tempo temos, John?

Hugh, ouvindo a conversa, interveio.

— Aqui é o Doc da Equipe. Estou analisando os dados da pesquisa que John extraiu e, na minha opinião pessoal, eles provavelmente não chamarão a polícia.

— O quê? Por quê? Ah, porque a pesquisa é antiética? Doc, você sabe como esses tipos são sem-vergonha. Eles não pensam no que fizeram e se fazem de vítimas perfeitamente quando estão em apuros. Qual é a jurisdição aqui?

— Não precisam se preocupar com a polícia. O Doc está certo, e o Hugh também, mas eles não vão chamar os policiais.

O primo lunático, Locke, iria querer completar esse palco que ele montou. A polícia interferiria. Além disso, ele acha que está seguro lá dentro agora, então, como ele divagou antes, planeja sair em algumas horas.

— E honestamente, na situação atual, mesmo que chamassem a polícia, não seria um problema, certo? Podemos dizer que fomos contratados pelo Presidente Rose para resgatá-lo de um sequestro. Ele confirmaria que fomos contratados, não confirmaria?

Cooper, ouvindo, lançou uma sugestão prática.

— Temos provas de sobra garantidas de qualquer maneira.

— Uh… sobre essas provas.

— Não me diga que são insuficientes, John. Processos judiciais são um pesadelo.

— É mais do que suficiente. Transbordando. Não é isso. Chefe, o Doc da Equipe tem algo a dizer.

Em meio ao vai e vem da equipe, John chamou Nick. Nick fechou o canal aberto e abriu uma linha privada com o Doc da Equipe.

— Chefe, estou analisando os dados da pesquisa que Locke compilou.

Uma voz hesitante veio pelo fone primeiro. Não era um bom sinal.

— Então, qual tratamento precisamos fazer?

Nick reprimiu um pressentimento ruim e pressionou por uma resposta.

— Chefe, acalme-se e ouça-me primeiro.

— …Fale.

— Primeiro, olhei para os tratamentos de emergência de pacientes trazidos com overdose de Feromônio Ácido no último ano, e… é confuso. Alguns registros dizem que um antídoto funcionou para certos pacientes, outros dizem que injeções de atropina preveniram a parada cardíaca. Mas os dados compartilhados de outro hospital dizem para nunca usar estimulantes cardíacos e, em resumo, os tratamentos recomendados variam muito. Um tratamento que funcionou em uma emergência foi inútil em outra, com relatórios mistos.

Esse não é o tipo de notícia frustrante que Nick queria ouvir. Pesquisa acadêmica era assunto para médicos resolverem, e tudo o que Nick precisava era saber o que fazer para trazer Owen de volta à consciência, mas o Doc estava dando apenas respostas vagas.

— A razão pela qual as opiniões médicas conflitam é simples: a droga é diferente. Então mergulhei nos dados do primo que John me mostrou. Como esperado, esse primo louco — ou cientista louco — continuou ajustando a fórmula da droga.

— Apenas me fale sobre os casos de tratamento de emergência bem-sucedidos.

— Houve um paciente trazido à emergência após sexo intenso que foi tratado com sucesso. Mas isso foi com a droga inicial. A receita inicial incluía fentanil, que tem contramedidas um tanto eficazes.

— Ele teria usado a versão final no Owen. Olhe os dados recentes.

Nick entendia onde ele queria chegar, mas não estava interessado em histórias antigas. Enquanto aguardava ansiosamente pela resposta do Doc, Nick examinou o kit de primeiros socorros que Cooper havia entregado. Uma droga chamou sua atenção.

— E quanto à naloxona?

Pelo que Nick sabia, era usada como antagonista para neutralizar efeitos de opioides. Ele pegou uma seringa, pronto para injetar imediatamente.

— Não vai funcionar.

Mas a resposta foi negativa.

— A naloxona só funciona em opioides. Existem algumas receitas de Feromônio Ácido, mas, como você disse, vamos focar na versão final. De acordo com esta receita, o nome Feromônio Ácido é um equívoco. Ela contém alguns componentes de LSD, mas é mais pesada em anfetaminas. Como você sabe, para anfetaminas, não existe—

— Antídoto.

Nick baixou o autoinjetor que estava prestes a cravar na coxa externa de Owen.

— Mas com todas essas drogas, por que não existe um supressor?

— Supressores não funcionam! Para anfetaminas, você precisa de drogas que promovam a excreção. Supressores não servem.

O Doc gritou urgentemente.

— Eu sei. Eu preciso para mim mesmo.

A última parte foi um resmungo para si mesmo. O perfume de Owen estava tão avassalador que Nick sentia que entraria no rut a qualquer momento. Ele desejara o cheiro de Owen, mas não desse jeito.

— Uh… chefe?

John abriu cautelosamente a comunicação.

— Você provavelmente deveria ver este vídeo.

— Apenas me conte.

Nick sentou-se, encarando apenas Owen.

— É mais fácil ver. Minhas habilidades linguísticas não conseguem descrever.

Relutantemente, Nick desviou o olhar de Owen e ativou o monitor em seu pulso.

A tela que John enviou parecia a gravação de um experimento. Um profundamente nojento. Nick acelerou a reprodução.

— Este primo louco é como um cientista louco de verdade, saído direto de uma história em quadrinhos. Havia uma razão para ele conectar o laboratório ao quarto dele… ele conduzia experimentos lá dentro também. Bem, se é que se pode chamar aquilo de experimento. Há muita filmagem, mas os resultados são todos semelhantes.

A pessoa na tela usava uma coleira similar à de Owen.

— Qual é o resultado?

Mesmo em avanço rápido, ainda não tinha chegado à cena final. Nick perguntou secamente.

— Morte. A causa listada: hemorragia cerebral, parada cardíaca. O Doc diz que é choque por overdose.

Nick desviou o olhar do monitor para observar Owen. Sua respiração parecia um pouco rápida, mas ele parecia ter passado daquele estágio.

— Doc da Equipe, então apenas esperamos a droga perder o efeito neste estado?

— Sim, como é uma mistura de alucinógenos, estimulantes e potencializadores de feromônio, induzir a excreção do corpo parece a melhor abordagem.

Isso era, pelo menos, uma boa notícia. Nick não queria mais assistir à filmagem perturbadora e desligou a tela.

Ele apoiou os joelhos e enterrou brevemente a cabeça entre eles. Soltou um suspiro de alívio que ninguém pôde ouvir. Seu próprio corpo precisava de um supressor, mas ele conseguia aguentar.

Se possível, ele moveria Owen para um local mais confortável e seguro, mas com os feromônios emanando, isso não era viável. Como o lunático havia dito, parecia que teriam que ficar aqui por um tempo.

— Chefe, você está bem?

Nick, ainda com a cabeça enterrada entre os joelhos, apenas ouvia a voz vindo pelo fone.

— Só com os dados que vi, eu provavelmente conseguiria que esse cara fosse condenado a mais de 300 anos. Console-se um pouco com isso.

Nick não podia deixar aquele bastardo viver seus dias confortavelmente em uma prisão.

— Quanto controle temos sobre este sistema?

— Por enquanto, temos controle sobre tudo o que o computador gerencia. Mas para romper o sistema de segurança, não podemos fazer remotamente. Teríamos que ir pessoalmente.

— Então venha. Traga o Doc da Equipe também.

É uma viagem de aproximadamente cinco horas, mais ou menos.

— Sim, senhor.

— Meu supressor quando você—

Nick interrompeu-se no meio da frase, cortado por um som sinistro.

O alarme de aviso bipe-bipe começou a tocar novamente. Nick deu um pulo e correu para o monitor. A pressão arterial de Owen estava subindo de novo.

— O que está acontecendo? Doc da Equipe!?

— Sim, estou vendo. É provável que seja uma overdose.

— Estava estabilizando!

— Existem casos assim em relatórios de emergência. O efeito faz efeito, depois tem uma recaída.

— E então? Qual é o próximo passo?

Um rosnado escapou dos lábios de Nick, temendo a possibilidade de que as próximas palavras fossem sobre Owen morrendo.

— ….

Sinistramente, o Doc da Equipe escolheu o silêncio absoluto.

Nick pressionou os dedos contra a testa e respirou fundo. Ele tinha que manter a calma. Não havia problema sem solução.

— E quanto a usar labetalol de novo?

— Para responder diretamente, não posso recomendar. Mesmo com intervalos de cinco minutos, você não deve exceder 200 mg no total. Claro, você poderia tentar cerca de mais três doses. Mas drogas demais já foram administradas desde a noite passada. Isso danificaria demais o fígado. Como não há um antídoto claro de qualquer maneira, é melhor não injetar mais nada, seja o que for. Chefe, já que precisa ser excretado, tente induzir a excreção em vez disso.

Naquele momento, as filmagens do experimento de laboratório que John enviara para Nick assistir passaram por sua mente.

— Você está seriamente me dizendo para possuir o Owen aqui e agora? Enquanto ele está inconsciente?

— …….

Sentindo o peso da raiva na voz de Nick, o Doc da Equipe sabiamente escolheu o silêncio novamente.

— …Chefe.

— ….

O Doc chamou cautelosamente de novo, mas Nick permaneceu em silêncio.

— No mínimo, tente induzir a liberação livre de feromônios. No momento, parece que algo os está suprimindo. Comparado aos outros sujeitos de teste—

— Escolha bem suas palavras, Doc.

O termo “sujeito de teste” o irritou. Aquela pessoa na filmagem realmente consentiu em fazer parte do experimento de um cientista louco?

Enquanto Nick examinava os olhos ainda fechados de Owen, o Doc, que havia hesitado brevemente, continuou.

— …Os padrões mostrados por outras vítimas são ligeiramente diferentes. Baseado na suposição de que Locke manteve registros precisos, de acordo com as notas dele, as vítimas que sobreviveram ao primeiro choque imediatamente ‘erupcionaram’ com feromônios. O termo ‘erupcionar’ é usado repetidamente para descrever a depleção temporária de feromônios.

— …É por causa do supressor?

Owen vinha usando supressores regularmente.

— Pode ser. Seja qual for a causa, a situação atual não é boa. Se eles continuarem se acumulando internamente, vão explodir em algum momento. De acordo com os registros de outras vítimas, uma vez que os feromônios estão totalmente esgotados, acaba. Pelo menos para os efeitos do Feromônio Ácido.

— ….

Nick não precisava que lhe dissessem o que aquele lunático do Locke fazia depois.

O monitor ainda estava soando seu aviso longo de bipe… bipe…. Nick colocou a mão no fone e abriu a comunicação geral.

— John, a partir deste momento, desligue todos os dispositivos nesta sala que possam gravar vídeo, áudio ou qualquer outra coisa.

— …Feito.

— Retirem-se, então. Todos os outros fiquem em alerta até as próximas ordens.

Após ouvir a confirmação, Nick arrancou o ponto eletrônico do ouvido.

Ler My Perfect Omega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.

Gostou de ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 7.2?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!