Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 6.5 Online

ꕥ Capítulo 6 – Obstáculos não foram feitos para serem saltados, mas sim afastados, Parte 05
No horário habitual de saída de Owen, a pessoa que estava sempre no primeiro andar não estava lá hoje. As luzes estavam acesas, então não parecia que ele tinha saído.
— Nick?
Owen chamou o nome de Nick e esperou por um momento. Nick, com seus sentidos surpreendentemente aguçados, geralmente ouviria até mesmo um chamado tão suave e responderia de algum lugar.
Mesmo depois de esperar um pouco mais, a pessoa que deveria vir correndo, chamando “Owen”, não respondeu.
Owen subiu as escadas lentamente. Não foi até quase chegar ao segundo andar que ele sentiu fracamente a presença de alguém. O rosto tenso de Owen relaxou um pouco.
— Nick, você estava aqui…
— Esse era o número do telefone dele? …Hmm… Entendo?
Owen parou enquanto abria a porta do quarto. Nick estava ao telefone com alguém.
O perspicaz Nick virou-se imediatamente. Ele sorriu para Owen e depois voltou-se para continuar a chamada.
Owen soltou a maçaneta e deu um passo para dentro do quarto que compartilhavam.
“O instinto de um alfa é inevitável.”
O que exatamente é o instinto de um alfa?
Embora tivesse tentado ignorar, a história que a tia Catherine lhe contara ocupava um canto da mente de Owen, recusando-se a desaparecer. Owen olhou fixamente para as costas de Nick. Nenhuma outra palavra veio de Nick; ele parecia estar ouvindo a outra pessoa.
Owen não sabia o que era o instinto de um alfa. Ele sempre tivera medo de enfrentar plenamente até mesmo os instintos de ômega dentro de si, ocupado demais suprimindo-os para evitar que surgissem. Eram os instintos realmente tão importantes na sociedade moderna? Não seriam apenas desculpas usadas por pessoas que careciam de controle de impulsos? Era o que ele pensava.
Ultimamente, Nick vinha tendo apenas sexo gentil com Owen. Era tão bom que Owen estava prestes a propor um relacionamento permanente. Ele tinha certeza de que Nick estava gostando também. Nick não era mesquinho em suas expressões, sempre cobrindo Owen de elogios que derretiam seus ouvidos.
Então Owen se sentira seguro. Até agora, ele pensara que detinha a chave. Ele acreditava que Nick estava apenas esperando pela aprovação de Owen.
Se Owen dissesse: “Vamos levar o nosso tempo com a marca e nos casar primeiro”, ele presumira que Nick assentiria sem hesitação. Ele pensara que a decisão era dele, nunca considerando que Nick pudesse recusar.
Olhando para trás, desde o primeiro dia, Nick pedira a Owen para liberar seus feromônios. Sempre que Owen, levado pelo clima, liberava uma pequena quantidade, Nick inevitavelmente tentava o nó. Mesmo sabendo que Owen tinha uma cápsula contraceptiva, Nick não se importava. Como se movido pelo instinto, mesmo sabendo que era inútil, Nick se tornava uma pessoa diferente naquele momento, mergulhando em Owen.
Mas recentemente, Nick vinha tendo apenas sexo gentil e comum. Owen pensara que era por consideração a ele. Mas… e se não fosse?
Nick era uma pessoa altamente inteligente e racional. Owen podia sentir sua afeição. Ao mesmo tempo, ele era um alfa saudável no auge de seus instintos.
E se aquele homem tivesse a chance de se vincular totalmente com outro ômega? O cio de Nick ainda não chegara, mas e se, quando chegasse, ele buscasse um ômega completo? Ou… e se ele já tivesse encontrado um?
Nick era um homem adulto plenamente maduro. Não seria surpreendente se tivesse alguns filhos em algum lugar. Owen percebeu que não sabia quase nada sobre Nick. O afeto que Nick lhe mostrava parecia genuíno, mas e se ele fosse alguém capaz de ter múltiplos afetos genuínos?
Owen sentiu um aperto no coração.
— Owen? Você está bem?
A chamada deve ter terminado, pois Nick se aproximou, ainda segurando o telefone. Vendo a mão de Owen sobre o peito, ele falou com preocupação.
— Não. Sim, estou bem.
Nick pareceu intrigado pela resposta contraditória e perguntou novamente.
— Tem certeza de que está bem?
— Eu não quis bisbilhotar, mas agora mesmo… você vai a algum lugar?
— Dá para ouvir tudo. Eu estava prestes a te contar. Algo surgiu com o trabalho e eu preciso dar uma saída por um tempo. Pode levar alguns dias desta vez, mas voltarei assim que possível.
— Quando você vai embora?
— Infelizmente, não poderemos passar esta noite juntos.
— …Agora?
Owen sentiu como se seus olhos estivessem prestes a saltar enquanto pedia confirmação.
— É algo que precisa ser resolvido o mais rápido possível.
— Para onde… para onde você vai? Nick, eu tenho algo para conversar com você.
Nick olhou para Owen com olhos cheios de desculpas. Ele segurou suavemente os braços de Owen e os esfregou afetuosamente.
— Infelizmente, eu tenho que ir agora mesmo. A equipe está esperando. …Eu nunca te vi fazer esse tipo de rosto antes. Voltarei o mais rápido que puder.
O telefone de Nick, ainda em sua mão, começou a tocar novamente. Ele não atendeu imediatamente, mas soltou uma declaração ainda mais chocante.
— Ah, e durante a operação, talvez eu não consiga manter contato.
Era o mesmo que dizer a Owen para não ligar. Em vez de atender o telefone na frente de Owen, Nick o enfiou no bolso, pegou sua jaqueta e foi só. Ele nem sequer levou bagagem.
— Tranque bem a porta, Owen.
Os lábios de Nick roçaram a bochecha de Owen e, antes que Owen pudesse processar, ouviu o som dele saindo. Foi apenas quando percebeu que era a porta da frente se fechando que Owen pensou em correr atrás dele, mas Nick provavelmente já tinha partido.
O que diabos está acontecendo…?
Owen levou a mão à testa. Por um momento, ele teve que considerar se estava sonhando. Olhou ao redor do quarto. Nada estava fora do lugar.
Ele não partiu como se estivesse fugindo. Isso é óbvio.
O quarto no segundo andar não estava diferente do habitual. Owen caminhou em direção às escadas que levavam ao terceiro andar. O quarto de hóspedes que ele havia designado inicialmente para Nick também estava inalterado. Não havia sinais de malas feitas às pressas.
Claro.
O alívio o invadiu, e ele soltou um longo suspiro que estivera segurando.
Owen caminhou lentamente em direção ao closet e o abriu. Roupas que Ted, seu assistente, havia trazido e organizado estavam arrumadas lá dentro. Como Owen pedira para fazer compras várias vezes depois disso, era natural que o closet estivesse tão cheio.
Ele deveria ter feito Nick mudar todas as suas coisas para o quarto do segundo andar mais cedo.
Era algo trivial, mas Owen se arrependeu de não ter prestado atenção a algo importante.
Desde o momento em que nasceu, Owen fora cuidado. Com pessoas sempre zelando por ele, os pequenos detalhes da vida cotidiana estavam além de sua consideração. Isso poderia ser uma desculpa, mas Nick poderia ter se sentido negligenciado. Movendo-se entre o quarto de hóspedes e o quarto do segundo andar, ele poderia ter se sentido como um convidado.
Com essa percepção tardia, Owen tocou a testa novamente.
Enquanto folheava as roupas sem rumo, o fato de Nick ter literalmente partido de mãos vazias afundou lentamente em sua mente. O homem que dissera que ficaria fora por alguns dias não tinha nada nas mãos. Ele não deveria ter levado ao menos uma muda de roupa? Ou… será que era porque ele não tinha uma bolsa? Abrindo outro armário, Owen não viu nada que pudesse servir como bolsa.
Como Ted cuidara das roupas de Nick, Owen não conhecia os detalhes minuciosos. Mas se Nick precisasse de uma bolsa, Owen tinha de sobra.
De repente, ocorreu a Owen que naquela casa — nem no quarto de hóspedes designado para Nick, nem no quarto do segundo andar que compartilhavam — não havia verdadeiramente nenhum pertence pessoal de Nick.
— …
Owen virou-se e saiu do quarto de hóspedes. Começou a descer as escadas correndo.
Isso não serviria. Ele precisava falar com Nick, nem que fosse por dez minutos. Ele não poderia deixá-lo partir assim, não com essa ansiedade.
— …!
Seus passos apressados pararam no hall de entrada. Um saco plástico, que ele não havia notado quando entrou, chamou sua atenção.
Aquele saco feio, colocado perto da porta da frente, era definitivamente o que Ted havia buscado na delegacia ontem. A julgar pelo seu formato volumoso, o conteúdo parecia intocado.
Parecia que Nick o largara ali, com a intenção de jogá-lo fora como lixo. O próprio Owen pensara, ao abrir o saco malcheiroso, que tudo ali dentro precisava ser descartado.
Ainda assim, ele não teve coragem de verificar o conteúdo do saco plástico, agora reduzido a um saco de lixo.
Quando Nick dissera pela primeira vez que deixaria Nova York por um tempo devido ao trabalho, Owen sentira uma emoção desconhecida. Na época, pensara ser solidão.
Certamente havia solidão, mas não era só isso. Agora ele entendia. Era ansiedade.
Não havia um único item de Nick nesta casa. Se até aquele saco plástico feio fosse jogado fora, não haveria sequer um objeto perdido para Nick voltar buscar. Assim como chegara de mãos vazias, ele poderia partir da mesma forma.
Mas Nick dissera que estava saindo por alguns dias a trabalho. Sua expressão estava calma. Hoje, isso devia ser verdade. Mesmo que pudesse chegar um dia em que Nick não voltasse, o Nick que Owen conhece certamente diria cara a cara que acabou antes de encerrar as coisas.
— …
Seu olhar caiu novamente sobre o saco plástico, sentado desoladamente, esperando para ser descartado.
O que Nick estava jogando fora era uma bolsa estragada, não o próprio Owen. Conectar os dois era um exagero. Nick dissera que conversariam quando ele voltasse, então Owen só precisava esperar alguns dias. Quando ele voltar.
…Ele voltará?
Se ele diz que não estará contactável e parte, quanto tempo Owen deveria esperar?
E se alguns dias se tornarem algumas semanas? Ele poderia ao menos perguntar quando Nick estaria de volta.
Mais cedo, Owen estivera atordoado demais. Nick provavelmente ainda não tinha ido longe, então atenderia a uma ligação.
Determinado a ligar antes que fosse tarde demais, Owen procurou por seu telefone. Deve tê-lo deixado no segundo andar. Subiu as escadas correndo, escancarou a porta do quarto e procurou freneticamente pelo aparelho.
— …!
Quando o desbloqueou, a última janela de mensagem que vira apareceu. As fotos do investigador daquela manhã ainda estavam lá, não deletadas, encaradas o dia todo.
Owen mordeu o lábio inferior e desligou a tela. Segurou o telefone com as duas mãos como se estivesse em prece, cobrindo toda a tela com as palmas para evitar apertar qualquer botão. Levou as mãos à testa. Ele não sabia que palavras poderiam escapar se entrasse em contato com Nick agora mesmo.
Owen desabou na cama.
Como dissera ao Dr. O’Riley, a vida sexual deles era extremamente ativa, e Owen estava mais do que satisfeito. Comparado a quando misturavam feromônios, o sexo deles tornara-se mais simples, mas a conexão emocional ainda estava lá. Ou assim ele acreditava.
Nick era um homem altamente inteligente, responsável e gentil. Na verdade, de todos os alfas e betas que Owen encontrara, ele poderia dizer que Nick era o mais masculino.
Então isso tudo era um exagero, e Owen estava apenas um pouco fora de si agora.
Ele não deveria alimentar suspeitas infundadas.
…Ou talvez, apenas mais uma vez, devesse verificar os fatos.
Owen desbloqueou lentamente o telefone de novo. Seu olhar estava frio enquanto olhava para as fotos na tela. Seus dedos calmos discaram o número do remetente. No segundo toque, a outra parte atendeu.
— Aqui é Ryder.
— Parece que ele está deixando Nova York a trabalho. Você pode descobrir para onde ele está indo e se está com alguém?
Não havia necessidade de especificar quem.
— Já estou nisso. Reportarei assim que tiver confirmação.
Ah… como Owen não cancelara o pedido, o investigador estava continuando o trabalho.
Ele sabia que estava fazendo algo absurdo, mas não conseguia desapegar do único alfa que se tornara parte de sua vida.
Se, apenas se, Nick, que saiu apressado de casa, estivesse hospedado no Hotel Plaza, desta vez Owen conseguiria o número do quarto.
…Haveria muitos olhos no hotel.
A localização e o reconhecimento da marca do Hotel Plaza significavam que Owen poderia trombar com um ou outro rosto familiar. Mesmo que não, o rosto de Owen Rose era bem conhecido. Não importa o quão discretamente entrasse para buscar Nick, ele não seria capaz de impedir os rumores.
Owen Rose, batendo na porta de um hotel para arrastar um alfa para fora, uma criança chorando e outro ômega agarrado a ele, um caso de amor escandaloso… Mesmo que significasse dominar os tabloides no dia seguinte, Owen estava determinado a levá-lo de volta.
A ligação de confirmação veio rápido.
— Sim.
Suas mãos frias nem sequer suavam.
— Ele desceu de um táxi no Hotel Zenith.
— …!
A testa de Owen franziu-se levemente.
Existem muitos hotéis boutique em Nova York. Mesmo agora, a construção para novas aberturas de hotéis continua inabalável em algum lugar da cidade.
Owen não tem ocasião para usar os hotéis boutique de Nova York, mas reconheceu imediatamente o nome Zenith. É o hotel na Montague Street.
Para ser preciso, é um lugar aberto pelo jovem diretor da Montague Street com uma herança antecipada. Rumores dizem que ele não apenas empresta seu nome, mas o gerencia ativamente. Dizem até que ele mesmo se hospeda lá com frequência.
Entre os jovens socialites, é conhecido como um local para festas selvagens. Alguns dizem que foi construído para esse propósito exato. O clube subterrâneo hospeda festas exclusivas e de portas fechadas em ocasiões especiais, mas o problema é que essas ocasiões especiais acontecem com tanta frequência que há um boato sarcástico de que o proprietário sozinho impulsiona a receita do Zenith. O clube para o qual Owen fora convidado da última vez provavelmente era aquele.
— Isso é tudo o que precisa saber por enquanto?
Ryder perguntou em um tom seco. Owen apertou o telefone com força.
— Não. Por favor, diga-me o número do quarto também.
— O quarto reservado no nome do Sr. Stockton é uma suíte. O número do quarto é…
Enquanto Owen ouvia, sua mente ficava mais emaranhada. Por que Nick diria que estava indo em uma viagem de negócios e então se dirigiria a um hotel? Para onde foi a pessoa que estava hospedada no Hotel Plaza? Eles se mudaram para um hotel menor? Por quê? Para evitar atenção?
Se Owen fosse pensar de forma generosa, poderia ser que o trabalho de Nick exigisse confidencialidade. Um assunto que necessitasse de um encontro em um lugar longe de olhos curiosos…
— …
Embora nunca tivesse estado lá, Owen conhecia as inclinações do jovem Montague. De acordo com Spiros, o advogado da empresa que se interessa pelos negócios dos diretores, todos os quartos são decorados com conceitos únicos e os preços são elevados.
Se os quartos que Montague projetou são adequados para discutir negócios, Owen não sabia. Uma suíte, afinal, poderia variar em tipo e conceito. Owen iria e descobriria quem Nick estava encontrando e onde.
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Ler My Perfect Omega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.