Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 01 Online


Modo Claro

ꕥ Capítulo 1, Detecção

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Em algum lugar, há um aroma.

Nick ergueu o queixo na direção de onde o vento soprava. Para ser preciso, não era exatamente um cheiro. Estava mais para a sensação de perceber um odor.

Esse instinto animal, que salvou a vida de Nick diversas vezes, não podia ser provado, mas era, sem dúvida, uma habilidade que ele possuía.

O que outros poderiam chamar de intuição — algo de que ririam como sendo apenas um pressentimento — era, para Nick Stockton, percebido de uma forma muito distinta. E agora, em meio à enxurrada de odores variados trazidos pela brisa do rio, Nick definitivamente havia captado o aroma de feromônios.

Certamente fora detectado por sua habilidade. Se não fosse, a doca do Píer 6, onde Nick estava, teria sido mergulhada no caos por alfas no cio. Para feromônios tão potentes estarem presentes sem causar alvoroço, significava que não era um cheiro real.

Nick sentira a presença do ser que emitia esses feromônios cativantes.

Eles eram tão atraentes que suas calças começavam a ficar desconfortáveis. Estava ao ponto de ele ter que se preocupar se a frente de seu jeans preto iria fazer volume no formato de sua ereção. Era com essa intensidade que ele estava sentindo.

Quem poderia ser?

A maioria das pessoas, querendo evitar a brisa vinda do Rio Hudson, estava dentro do prédio usado como área de espera. Foi exatamente por isso que Nick saiu. O ar livre, com o vento soprando, era melhor do que o interior, onde todos os tipos de cheiros se misturavam.

Nick varreu os arredores com o olhar. Não havia muitas pessoas fora do prédio. Alguns estavam parados por perto, encolhidos contra o frio, fumando cigarros. Mesmo aqueles que saíam para fumar voltavam para dentro assim que terminavam.

— ….

Ele analisou os fumantes, procurando a fonte dos feromônios.

Não era nenhum deles. Mesmo olhando ao redor do heliporto aberto, ele não conseguia identificar a origem.

— Droga.

Nick murmurou um xingamento sob a respiração.

Talvez fosse melhor parar de pensar nisso. Quanto mais ele remoía sobre o dono desses feromônios, pior a situação em suas calças ficava. Mesmo que encontrasse a fonte, ele não poderia exatamente se aproximar e empurrar o quadril para frente, pedindo que cuidassem disso. Esse surto repentino de luxúria era absurdo e, acima de tudo, irritante.

Ele estava ocioso por muito tempo? Quando foi a última vez que fez sexo?

Pensando bem, não fazia tanto tempo assim.

A essa altura, a menos que fosse ao banheiro para resolver o problema, ele precisava parar de pensar. Caso contrário, poderia acabar em uma cela de detenção por alguma acusação humilhante. E no momento em que o nome de Nick Stockton entrasse no sistema da polícia, John, seu associado competente, descobriria.

Uma vibração zumbiu em seu bolso. Falando no diabo — quando ele puxou o telefone, o nome de John estava na tela.

— Fale.

— Chefe, há um atraso de dez minutos.

Nick virou o pulso para verificar as horas.

— Qual é a demora?

Cronogramas de voo estavam sempre sujeitos a mudanças. Nunca eram antecipados, mas atrasos eram comuns. Nick não era do tipo rígido quanto a horários. Mas, agora, havia a questão de suas calças. Ele queria sair dali rápido, mas acabaram de lhe dizer que o helicóptero que viria buscá-lo estava atrasado. Nenhuma palavra agradável saía de sua boca.

— Força maior.

Nick olhou para o céu, incrédulo. Estava limpo, sem uma única nuvem à vista. Antes que pudesse exigir saber que tipo de força maior era essa, John acrescentou:

— Vento de prédio. É um novo tipo de desastre, coberto até em cláusulas de seguro.

— Os prédios em Manhattan são altos demais, então o helicóptero não pode decolar?

Apesar do sarcasmo de Nick, John continuou sem se abalar.

— Você está certo, chefe. Dizem que um novo arranha-céu que subiu no ano passado está interrompendo todo o fluxo de ar ao redor. A última vez que você esteve lá foi na primavera do ano passado, e esta é sua primeira vez de volta, certo? Olhe ao redor. Aposto que há um prédio novo que você não viu antes.

Nick não se deu ao trabalho de olhar como instruído, mas entendeu o que John quis dizer. Ele se lembrou de ler um artigo sobre um aumento de reclamações devido àquele prédio.

— E então?

— Então, todas as permissões de voo lá estão suspensas agora.

— É alugado?

— Sim.

A empresa de Nick possuía helicópteros, mas a base deles não era em Nova York. Quando a logística permitia, eles usavam os helicópteros da empresa, mas em outras regiões, muitas vezes alugavam.

— Melhore a categoria.

— Esta já é a categoria máxima, chefe. Sikorsky S-76C. Não é sobre desempenho. Mesmo um helicóptero de treze milhões de dólares não pode lutar contra os ventos dos prédios do centro.

O S-76C era um modelo convertido para uso privado por famílias reais europeias. Sua segurança e desempenho eram objetivamente comprovados. Mas de que adiantava isso se não podia pousar agora?

— John, eu vi um helicóptero pousar bem na minha frente há alguns minutos.

Nick explicou por que estava pressionando a questão.

— Ah… aquele é o da Rose.

John soube imediatamente, como se tivesse acesso ao cronograma de pouso do heliporto.

— Isso é prova de que estou dizendo a verdade. A sede da Rose Pharmaceuticals é bem ali, mas eles não puderam pousar no próprio heliponto e tiveram que vir para o heliporto de Manhattan. Os ventos na parte alta da cidade não são brincadeira. Eles estão fazendo um longo desvio ao longo do rio, então apenas tenha um pouco mais de paciência.

Paciência não era um talento que Nick Stockton possuía. Se necessário, ele poderia ficar agachado nos arbustos por trinta e seis horas, mas essa era uma virtude que ele só exercia quando taticamente exigido.

Mas quando John falava assim, significava que esperar era a única opção.

Ele desligou. O olhar de Nick naturalmente derivou para o helicóptero da Rose Pharmaceuticals mencionado na chamada.

Ele não era o único. Os fumantes, as pessoas na área de espera — a atenção de todos estava voltada para o emblema da rosa.

Na lateral do elegante helicóptero preto havia um emblema no formato de uma rosa. Como John dissera, parecia que uma situação os forçara a usar um heliporto comercial frequentado por turistas. Eles nem sequer haviam se preparado para a mudança, já que o helicóptero da Rose Pharmaceuticals estava apenas parado ali após o pouso. Provavelmente era um problema menor, como o veículo de transporte não estar pronto devido ao desvio da rota original.

Por que isso importava? Nick era quem estava preso aqui.

Atrasos em cronogramas eram familiares. Mas a ansiedade de querer escapar deste lugar estava perturbando sua mente. E não importa o quanto tentasse ignorar, a presença do dono do feromônio era avassaladora.

Deveria apenas encontrá-lo e confirmar? Encarar a realidade dissiparia a ilusão. Então ele poderia lidar com a luxúria embaraçosa em suas calças agarrando a primeira pessoa com quem cruzasse o olhar.

A porta da sala de espera abriu novamente. Desta vez, as pessoas que saíram não pareciam estar ali para fumar. Dois homens vestidos impecavelmente caminharam apressadamente em direção ao helicóptero com o emblema da rosa.

Nem este, nem aquele.

Embora não tivesse se decidido, Nick continuava checando cada pessoa que via, tentando confirmar se eram a fonte dos feromônios.

Seus instintos emitiam um alerta vermelho, dizendo para parar de procurar e cair fora. Gritavam que ser pego por alguém com tanta influência seria o fim, incitando-o a fugir do heliporto.

Deveria seguir seus instintos ou confirmar? Enquanto hesitava, os dois homens de terno alcançaram o helicóptero.

A porta do helicóptero preto polido abriu. Entre um grupo que parecia ser de escoltas, um homem vestido inteiramente de preto emergiu. Seu rosto não era visível, mas era um homem.

— …?!

Havia algo errado com seu pulso. Ele podia sentir o fluxo sanguíneo acelerando, latejando em suas têmporas.

— …!!

No momento em que a calça de terno perfeitamente cortada roçou o chão enquanto ele saía, um estrondo ecoou em seus ouvidos. Não era sua ereção excitada — era seu coração explodindo.

Nick ergueu a mão direita para tocar onde ficava o coração. Tudo o que sentiu foi o tecido macio de suas roupas. Ele não estava morto.

— É Owen Rose.

— Aquele Owen Rose? O presidente da Rose Bio-Pharma?

— Alguém como ele vem a um lugar como este? Posso tirar uma foto?

— Uau, ele realmente é como dizem os boatos.

— ….

Ele era de tirar o fôlego, cativante. Nick não conseguia desviar os olhos, completamente atraído.

Não havia necessidade de procurar pelo dono dos feromônios que ele sentira — ou pensara ter sentido. Não havia necessidade de abrir seus sentidos para confirmar. Era este homem.

As escoltas cercaram o homem que descera do helicóptero e começaram a caminhar em um ritmo constante. O olhar de Nick disparava, procurando brechas entre os seguranças.

O homem caminhava com graça e força. Sua estrutura esguia se movia com passos leves. Ele devia se exercitar. Era o tipo de movimento visto apenas em um corpo bem cuidado.

A calça de terno folgada, provavelmente desenhada para ser refinada, colava em seu corpo a cada rajada da brisa do rio, revelando as linhas suaves e tonificadas de suas coxas. O calor, momentaneamente esquecido em seu choque, inflamou-se novamente em seu âmago.

— É o Owen Rose mesmo!

Alguns turistas esperando pela liberação do voo correram para fora da sala de espera. Aqueles que espreitavam pelas janelas haviam avistado o emblema da Rose antes de Nick, e agora gritavam o nome de Owen Rose antes dele.

Owen Rose. Uma celebridade de Nova York. Nick já tinha ouvido falar dele.

Em Nova York, pessoas que possuíam prédios em Manhattan eram tão populares quanto celebridades. Seus jovens herdeiros apareciam em tabloides locais com mais frequência do que estrelas.

— Ele é realmente uma beleza.

— Mas não consigo ver o rosto dele. A cor dos olhos dele é mesmo como nas fotos?

— Não sei. Ele está olhando para baixo, então é difícil dizer.

O olhar de Owen Rose estava fixo no chão. Fosse por estar imerso em pensamentos ou para evitar atenção, ele parecia seguir apenas os passos de suas escoltas.

Nick não lia tabloides, mas uma vez aceitara um trabalho de alguém que lia. Essa pessoa, lendo artigos duvidosos, pedira a opinião de Nick. Cabelo preto e olhos azuis não eram raros, mas não havia algo estranho nos olhos de Owen Rose? Eles esfregaram um tabloide digital na cara de Nick. Nick não achou que valia a pena responder e ignorou.

Mesmo na foto daquele artigo, Owen Rose estava com os olhos baixos, então a cor dos olhos não era visível de qualquer forma. Mas mesmo que a foto o mostrasse olhando para cima, uma avaliação adequada teria sido impossível. Uma foto de paparazzi, tirada sem cuidado com flash, jamais conseguiria capturar o rosto que Nick estava vendo agora.

Ele não sabia que um rosto podia ser tão pálido. O fino cabelo preto, bagunçado pela brisa do rio, escondia parcialmente suas feições, mas, ainda assim, ele era lindo. E frágil. Owen Rose, caminhando com os olhos no chão, parecia de alguma forma triste, apertando o coração de Nick.

Nick desbloqueou o telefone em sua mão. Mantendo os olhos fixos em Owen Rose, ele pressionou o botão de discagem rápida.

— Chefe, eu estava prestes a ligar. Três minutos, eles dizem. Se você for para a plataforma de pouso agora, o tempo será perfeito…

— John, o Owen Rose é um ômega?

— Hã?

— Você me ouviu.

— Owen… Rose, tipo o Owen Rose da Rose Bio-Pharma?

— É.

— Uh… espere um pouco.

O som de um teclado batendo veio brevemente pelo telefone.

— Este é um novo alvo que você aceitou?

— Não. Responda, John.

Cada célula de seu corpo gritava que era verdade. Impaciente com a demora de John em busca de uma confirmação de uma em um milhão, o tom de Nick tornou-se interrogativo.

— Ele ainda não está no banco de dados da nossa empresa. Não tenho nenhuma informação específica sobre ele, então estou pesquisando agora… e, bem, parece que sim? Ele está registrado como um ômega.

Sem ser solicitado, John começou a recitar o ano de nascimento de Owen Rose e uma biografia resumida.

A comitiva de Owen Rose estava chegando mais perto de onde Nick estava. Nick parara de ouvir John há algum tempo.

Enquanto passavam bem na sua frente, Owen Rose, que estivera olhando para o chão o tempo todo, inexplicavelmente ergueu a cabeça e virou-se brevemente para Nick.

— …!!

Foi passageiro. Então a cabeça de Owen Rose retornou ao seu ângulo original. John ainda resmungava algo nos ouvidos atordoados de Nick.

— …Esqueça o helicóptero.

Sua voz estava rouca, provavelmente pelo choque avassalador. Se isso fosse uma missão, um sensor biométrico provavelmente estaria berrando um alerta sobre seu batimento cardíaco errático.

— O-O quê?

— Não venha.

Sua voz estava fraca demais para gritar, então Nick sussurrou a instrução. Ele nem sequer conseguiu apertar o botão de encerrar a chamada, apenas afastou o telefone do ouvido. — Chefe? Alô? Alô? — Os sons eram distrativos demais, mas sua mão trêmula não conseguia encerrar a ligação.

Aqueles olhos azuis haviam perfurado seu coração. Nick, com o polegar levemente trêmulo, encerrou a chamada.

Ele o encontrara. O seu ômega.

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Nick observava Owen Rose de uma distância adequada.

Ele respirou fundo, conscientemente. Era a única maneira de relaxar seus músculos tensos. O choque residual da surpresa persistia, um leve tremor em seu peito, mas pelo menos suas mãos não tremiam mais.

Ele enfiou o telefone que segurava no bolso. Sua bolsa de viagem estava pendurada no ombro. Mantendo uma distância que não despertasse suspeitas das escoltas, ele acompanhou o ritmo deles.

O grupo reunido em frente ao helicóptero da Rose Pharmaceuticals estava agora se aproximando da entrada da sala de espera. Uma das escoltas deu passos mais largos, chegando à porta primeiro e abrindo-a a tempo da aproximação de Owen Rose. Owen Rose manteve o olhar baixo, não fazendo contato visual com ninguém, simplesmente caminhando pelo caminho aberto para ele.

Quando a porta abriu, o ar interno confinado explodiu para fora. Uma confusão de cheiros variados atingiu o nariz de Nick. Mergulhar naquilo seria profundamente desagradável para ele, mas desta vez, ele não tinha escolha. Nick seguiu a comitiva da Rose pela porta que acabavam de entrar.

O heliporto de Manhattan ficava agitado o ano todo com turistas em passeios de helicóptero. Sua proximidade com Wall Street também significava que executivos o usavam com frequência. Nick não tinha laços com o distrito financeiro, mas o cliente que ele encontrara hoje era baseado lá, então ele se enquadrava na última categoria.

Com as permissões de voo suspensas, a sala de espera, que deveria estar silenciosa, estava lotada de turistas. Alguns usavam perfume — a maioria betas. Havia também feromônios vazando, sem controle. Esses feromônios estimulavam uns aos outros, liberando constantemente novos antes que os antigos pudessem desaparecer, criando uma mistura poluída de odores que sujava o ar interno fechado.

Mas Nick era provavelmente o único que sentia as coisas dessa maneira. Se a qualidade do ar fosse testada, provavelmente registraria como agradável. Instalações usadas pelo público eram obrigadas a ter purificadores de ar de alta qualidade para lidar com vazamentos acidentais de feromônios. Estes não eram apenas instalados — eram inspecionados regularmente para garantir o funcionamento correto. Então, o desconforto dos cheiros de perfume misturados era provavelmente apenas os sentidos hipersensíveis de Nick em ação.

Em meio à enxurrada de odores sujos e desagradáveis, a presença de Owen Rose era levemente perceptível. Nick sentia que poderia encontrá-lo sem nem mesmo olhar para a posição das escoltas.

Esse sentimento era novo. Era como se todo o sangue em seu corpo estivesse dizendo que aquela era a sua pessoa. Se a hemoglobina pudesse ser personificada, cada glóbulo vermelho no corpo de Nick estaria dançando por suas veias. Ele quase podia ver a dança primordial, martelando seu coração e pisoteando suas têmporas.

Ao mesmo tempo, aquele sangue quente estava estimulando outras partes dele.

O homem primitivo dentro de Nick gritava para avançar e reivindicar esta pessoa. O pensamento bárbaro de arrancar suas roupas, envolver Owen Rose da cabeça aos pés e levá-lo para algum lugar onde ninguém pudesse alcançar parecia atraente demais. Ele poderia realmente agir de acordo se não tivesse cuidado.

Essa possessividade e cautela desconhecidas confundiam Nick, mas era uma ideia louca. Ele não podia agir assim. Owen Rose não o conhecia. Nick não conhecia Owen vinte minutos atrás.

Meu ômega. Ele nem sabia que estava procurando. Se não tivessem cruzado caminhos hoje, ele poderia ter vivido a vida inteira sem saber. E ele estaria bem.

Que aterrorizante. Terminar uma vida iludido, pensando que fora bem vivida, sem saber do que havia perdido. Além de aterrorizante — era lastimável. Essa era a vida que Nick teria vivido se tivesse perdido esse tremor.

O grupo de Owen Rose atravessou rapidamente a sala de espera, indo em direção à porta do estacionamento. Nick abriu caminho pela multidão e saiu da sala de espera.

Felizmente, a distância que ele mantivera do grupo de Owen Rose permanecia intacta. A razão, alertando que se aproximar assim lhe renderia um tapa ou uma bala, suprimiu seus impulsos.

— Acalme-se.

Tranquilizando-se, Nick parou de caminhar. Caso seus impulsos vencessem, era melhor não seguir adiante.

Ele jogou a bolsa que estava em sua mão no chão e encostou-se na parede do prédio, observando o grupo de Owen Rose se afastar. Ele não tinha carro de qualquer maneira, então seguir mais longe era inútil. Sabendo quem era, ele poderia se aproximar lentamente, após acalmar sua excitação.

O rosto pálido de Owen Rose não era mais claramente visível. Mais alguns passos e o ângulo mudaria, deixando apenas suas costas à vista.

Ainda parecia que a melhor opção era arrastá-lo para um bunker e trancar a porta. Owen Rose estaria seguro. Estar no topo dos 0,01% significava que ele vivia tão alto que ninguém ousaria se aproximar descuidadamente. Deixá-lo sozinho por alguns dias não significaria que outra pessoa o levaria.

— Então eu disse que deveríamos ter pegado a balsa para ver a Estátua da Liberdade. Todo esse tempo vindo aqui só para andar de helicóptero, fazendo todo o treinamento exigido, esperando quatro horas, e agora é cancelado devido ao mau tempo? Você sabe quanto vale o dia de um viajante? Podemos conseguir compensação por isso?

— Compensação por força maior? Você só perdeu um dia. E agora?

— Vamos para uma boate.

— É cedo demais para isso. Sério, o que fazemos?

Quatro rapazes irromperam pela porta do estacionamento, reclamando alto. Mais vozes se seguiram, ecoando queixas semelhantes enquanto deixavam o prédio. Parecia que um aviso de cancelamento para parte dos passeios de helicóptero acabara de ser anunciado.

Helicópteros turísticos, destinados a levar passageiros a cada hora, continuavam sofrendo atrasos. Era por isso que a sala de espera estava tão cheia. Parecia que metade das pessoas ali havia saído.

O caminho para o estacionamento não era estreito, mas um lado se abria para o rio. O heliporto fora construído em um píer. Uma multidão poderia tornar as coisas ligeiramente perigosas, mas o grupo de Owen Rose ainda estava à frente. Contanto que não demorassem, não seriam pegos pelo aglomerado.

— …!

O olhar de Nick, varrendo a cena, parou em um homem.

Um capuz escuro sob uma jaqueta de couro. Sozinho, sem grupo. Ele não parecia um turista — familiarizado demais com a cidade. Ele se destacava distintamente entre a multidão de turistas.

O outono de Nova York era frio, especialmente no píer com a brisa do rio. Usar um moletom com capuz sob uma jaqueta fazia sentido. Escondia a cor do cabelo e parte do rosto. Caminhando com as duas mãos nos bolsos, ele era ou particularmente sensível ao frio ou um mercenário de livro didático.

Ele provavelmente estava tentando se misturar com os turistas para ter cobertura. Mas este era um local ruim. Para um ataque rápido e fuga, você escolheria um lugar com grande tráfego de pedestres. Não havia lojas ou multidões para se esconder aqui. Estando no píer, você teria que atravessar uma estrada principal para chegar à rua principal.

Normalmente, Nick não se importaria com os assuntos dos outros, mas o grupo de Owen Rose ainda estava no píer.

O homem de capuz acelerou o passo repentinamente. Ele tinha um alvo. Empurrando os turistas, caminhando direto para frente, ele não se importava mais com a cobertura. Seu alvo estava claramente por perto. Nick seguiu a linha de visão do homem, apenas para confirmar.

— …!!!

Ele correu. Ele não checou duas vezes o alvo em que o olhar do homem estava fixo. Se estivesse errado, seria apenas visto como estranho por um momento.

A habilidade de detecção de Nick era limitada e tinha restrições. Ela apenas captava perigos próximos, principalmente relacionados à sua própria segurança. Se alguém estivesse visando ele, Nick já teria sentido. Mas este homem não estava atrás de Nick. Então, a essa distância, Nick não conseguia dizer se o homem era um mercenário ou apenas um cara pálido e apressado.

Foi por isso que ele começou a correr, mas o caminho para o estacionamento estava bloqueado. Mais pessoas haviam saído nesse meio tempo. Parecia que todos os voos após esse horário haviam sido cancelados.

— Com licença. Com licença…

Ele tentou abrir caminho com algumas palavras, mas havia gente demais. Nick calou a boca e liberou feromônios.

— Ugh…!

— O que houve?! Você está bem?

A reação foi imediata. Alfas cambalearam para trás ou afundaram no chão, liberando metade do caminho bloqueado.

Alfas podiam usar feromônios para mais do que fins sexuais. Estudiosos diziam que isso evoluiu para subjugar ou intimidar rivais. Mas não era o suficiente para representar um perigo real, então era visto como outra ferramenta de comunicação — como dizer: “Afaste-se. Não gosto de você”, através dos feromônios. Alguns até imploravam para não chamarem os alfas de feras.

Poderia haver alfas assim, mas Nick podia empunhar feromônios mais agressivos. Se eles se desenvolveram por necessidade profissional ou se sua habilidade inata o levou ao sucesso como mercenário, ele não sabia.

Graças aos feromônios ferozes que Nick emitia, sua visão clareou. Alfas na passarela estreita agarraram suas cabeças primeiro, afastando-se. Ômegas e betas estremeceram e abriram caminho também.

O homem de capuz tirou a mão do bolso. Uma mão enluvada sob um capuz — Nick agora não tinha dúvidas sobre a profissão do homem.

Felizmente, o homem não estava segurando uma arma. Sua mão enluvada estava cerrada como um punho. Pequena demais para uma faca. O que quer que fosse, era pequeno o suficiente para estar escondido naquele punho.

— O que é isso?

Uma das escoltas virou-se diante do movimento suspeito, mas era tarde demais. O agressor na jaqueta de couro derrubou facilmente uma escolta de terno. Os dois restantes agarraram os braços de Owen Rose, provavelmente para apressá-lo, mas o agressor foi mais rápido.

O punho cerrado do homem moveu-se como se ele estivesse empunhando uma lâmina invisível. Seu punho erguido parecia pronto para golpear para baixo. Nenhuma das pessoas ao redor de Owen Rose parecia ser um guarda-costas. As escoltas que tentavam bloquear não eram obstáculo.

— Presidente!

Um grito frenético atraiu atenção. Até turistas distantes viraram-se para a fonte. Alguns soltaram gritos curtos em choque.

O agressor hesitou brevemente com o barulho, mas logo acelerou sua aproximação.

Enquanto a mão enluvada subia, a bolsa de viagem de Nick voou pelo ar. Atingiu a mão do homem, completando seu arco e caindo no rio.

Pelo menos três pares de olhos — os de Nick, os de Owen e os do agressor — fixaram-se no objeto que caiu da mão enluvada do homem.

Uma seringa…?

O aparecimento de uma ferramenta incongruente fez os outros dois congelarem momentaneamente. O homem curvou-se para pegar a seringa caída.

Agora, o agressor irradiava clara intenção violenta. Ele olhou feio para Nick, distante, marcando-o como um inimigo. Mas seu alvo principal era claramente Owen Rose. Com a polícia provavelmente chegando em breve, apesar da primeira tentativa fracassada, ele escolheu atacar novamente em vez de fugir. Ele parecia decidido a terminar o trabalho antes que Nick pudesse se aproximar.

— …!

A compostura de Owen Rose era impressionante. Ele nem avançou sobre o atacante nem foi pego. Seus pés eram rápidos, seu corpo leve.

Ainda assim, era amador contra profissional. Ele esquivou-se uma vez, mas foi pego na segunda.

— …!!!

Mas isso também era amador contra profissional. A mão erguida para esfaquear foi agarrada por Nick e torcida para trás. O homem tentou olhar, mas a mão de Nick prendeu sua mandíbula primeiro. Nick jogou seu peso para baixo, batendo-o contra o chão.

— Arghhh!!

O homem gritou, provavelmente por seu ombro oposto ter quebrado com o impacto. Apesar de atingirem o chão juntos, a pegada de Nick no pulso e na mandíbula do homem não vacilou. O homem não conseguia resistir ferozmente, para que seu outro pulso não quebrasse. Nick pressionou um joelho no pescoço do homem, mantendo-o preso. O homem agora arquejava, lutando para respirar.

Se Nick tivesse um pouco mais de tempo, teria esmagado o rosto dele em vez do ombro. Mercenários e agressores contratados eram farinha do mesmo saco. Eles faziam o trabalho por dinheiro, sem perguntas. E ambos sofriam em um mercado saturado.

O número exponencialmente crescente de contratados, apesar de seu nome grandioso, a maioria sobrevivia administrando centros de recados. Nick geralmente não se importava se visse um contratado realizando um trabalho no centro da cidade.

Mas desta vez, o alvo estava errado. Em todos os trinta e seis anos da vida de Nick Stockton, esta foi a primeira vez que ele encontrou seu ômega. Cada célula primordial em seu corpo havia tremido, gritando que este era o escolhido.

Ele ainda debatia se deveria moer o rosto do homem no chão do píer, mas o barulho vindo de trás estava ficando mais alto. Pessoas testemunhando a violência gritavam em pânico. Os gritos podiam ser ignorados, mas uma voz que Nick não podia ignorar perfurou seus ouvidos.

— Ei! Eu disse para parar!

A mão no braço de Nick, que tentava moer o rosto do homem, não tinha força. Não era o suficiente para pará-lo, mas o fez soltar o aperto.

— Ele vai morrer! A polícia está vindo, então pare!

Os olhos de Owen Rose estavam arregalados de choque. Ele parecia estar gritando com Nick.

Nick não gostou disso. Encantado pelo dedo apontando repetidamente para baixo, Nick seguiu sua direção.

— ….

Ele entendeu o que significava. O homem sob o joelho de Nick, com o pescoço pressionado, estava à beira da sufocação.

— Solte-o!

— Ah…!

Nick voltou à realidade. Ele levantou-se rapidamente, afastando-se do homem. Ele quase mostrara a Owen Rose um assassinato como o primeiro encontro deles.

Owen Rose parou de gritar, mas ainda olhava para ele com olhos cautelosos.

— Eu fiquei tenso… devo ter reagido exageradamente em defesa.

Não era verdade e mal era plausível, mas melhor do que não dizer nada.

— ….

A cautela não desapareceu. Owen alternava entre o homem estirado na jaqueta de couro e Nick, como se pesasse quem era pior — ou se ambos eram ruins.

A posição ideal agora era a do bom cidadão ajudando alguém em perigo, mas Nick não conseguia controlar seu olhar. O rosto pálido de Owen Rose tinha bochechas levemente coradas. Talvez fosse por gritar para pará-lo. Nick engoliu em seco. Ele tinha que parar de encarar com olhos que gritavam que ele não conseguia desviar o olhar.

— Você está bem?

— ….

Os olhos de Owen Rose ainda estavam cheios de suspeita.

As próximas palavras deveriam ser, provavelmente, “Eu sou fulano de tal”. Enquanto Nick abria a boca, seu detector sinalizou perigo novamente. Ele puxou Owen para seus braços sem hesitação.

— Ei!

Owen gritou novamente em seu abraço, mas as explicações podiam esperar.

O agressor, que deveria ter desmaiado, era um profissional. Em vez de virar-se para avaliar, Nick seguiu seus instintos e virou-se contra o vento.

— Prenda a respiração por um segundo.

Prendendo Owen em seus braços, Nick protegeu o máximo possível de seu corpo.

Felizmente, o objeto lançado pelo homem, incapaz de usar os dois braços adequadamente, caiu e quebrou antes de atingi-los. Poderia ter sido a mesma solução na seringa de antes. O que quer que fosse, era altamente volátil, pois as moléculas de aroma dispersaram-se rapidamente no ar.

Policiais se aproximando à distância começaram a correr ao ver a cena. O som de passos correndo por eles e subjugando o agressor seguiu-se. Um chamado para uma ambulância veio em seguida. Depois, o som de cuidar das escoltas caídas. Cada gemido fraco vindo do chão fazia os ombros de Owen Rose estremecerem.

— Vocês dois estão bem?

Um oficial aproximou-se, verificando se estavam feridos.

Em vez de responder à polícia, Nick falou suavemente para Owen, que estava silenciosamente enterrando o rosto em seu peito.

— Você pode respirar agora. Está tudo bem.

Owen Rose levantou a cabeça lentamente. O coração de Nick caiu até o estômago e disparou de volta. Ele não sabia que tipo de tolo vomitava de nervosismo, mas agora sabia.

— Estou bem. Obrigado.

As primeiras palavras foram para o oficial, as últimas para Nick, olhando para ele.

A voz de Owen Rose, quando não gritava, era calma. Surpreendentemente grave e suave. Ele era alto, ficando olho no olho com Nick.

Os olhos azuis que encontravam os de Nick não continham mais choque ou cautela. Um fio tênue de confiança, tão fino que poderia precisar de água para ser visto, parecia ter se formado.

Se ele esmagasse ou derretesse aquele agressor, não seria na frente de Owen Rose. Ele gostava da maneira como Owen estava olhando para ele agora. Era melhor não deixar aqueles olhos o verem em choque novamente.

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— Os repórteres chegaram aqui antes dos advogados. Venham por aqui.

O oficial abriu a porta de uma sala longe da entrada. Owen Rose começou a entrar, mas parou no limiar. Imaginando se algo estava errado, Nick usou sua altura para espiar o interior, mas estava vazio — apenas uma sala de interrogatório.

— E quanto à nossa equipe? Alguns pareciam precisar de tratamento.

Apenas Nick e Owen foram levados para esta sala de interrogatório separada. A equipe, que levara golpes tentando proteger Owen, não estava à vista.

— Eles estão sendo tratados agora. Parece que são apenas hematomas leves para a maioria. Hematomas ou não, agressão é agressão, então eles obviamente podem prestar queixas. Fomos informados de que seu advogado cuidará disso. Por enquanto, descansem aqui confortavelmente. Pegaremos seus depoimentos assim que o advogado chegar.

O advogado da Rose Pharmaceuticals ainda não havia chegado. A sala sem janelas escondia o lado de fora, mas o comentário do oficial sobre repórteres sugeria que uma turba de jornalistas estava acampada do lado de fora da delegacia. Até que a segurança chegasse, eles estavam essencialmente presos ali.

— Não. Vamos começar agora.

Owen Rose parou o oficial, que estava prestes a fechar a porta e sair.

— Uh… tem certeza, sem um advogado?

O oficial parecia desconfortável.

Owen assentiu mais uma vez.

A preocupação do oficial era compreensível. Alguém da estatura do presidente da Rose Pharmaceuticals é tratado como uma celebridade, esperando-se que aguarde pacientemente o tédio até que seu advogado chegue. Uma única declaração feita sem aconselhamento jurídico poderia mais tarde ser usada contra eles, então, sejam vítimas ou suspeitos, são cautelosos ao falar descuidadamente.

Mesmo quando o advogado chega, não muda muita coisa. O caminho mais seguro e conveniente é esperar pacientemente enquanto a polícia e o advogado cuidam da papelada, depois assinar onde instruído e sair.

Mas isso também é uma perda de tempo.

Acima de tudo, Owen estava hiperconsciente do homem que vinha seguindo-o silenciosamente como uma sombra desde antes. Talvez fosse por ter testemunhado a cena violenta, mas o simples pensamento de ser deixado sozinho com ele em um espaço confinado parecia sufocante.

— Como você disse, eu sou a vítima, então não vejo necessidade de esperar por aconselhamento jurídico.

— Bem, se essa é a sua decisão.

— Oficial, este senhor provavelmente tem outros compromissos. Poderia garantir que ele termine primeiro e possa sair?

Mesmo que o processo de depoimento termine rapidamente, Owen não poderia sair até que o carro enviado para buscá-lo chegasse, mas o homem é diferente.

Owen fez o pedido ao oficial, evitando deliberadamente olhar para o homem atrás dele. Mas o homem foi mais rápido que o oficial.

— Nick Stockton.

Ele interveio abruptamente, apresentando-se.

Dada a situação, seria rude continuar falando com o oficial sobre ele como se ele não estivesse ali. Embora relutante, Owen ergueu a cabeça para encarar o homem.

— …Sr. Stockton. Obrigado por sua ajuda. Estou tomando seu tempo. Se você terminar primeiro, nosso veículo pode levá-lo ao seu próximo destino.

— Não, não tenho um cronograma urgente. Tenho bastante tempo. Vamos entrar, Owen?

— ….

Owen nunca mencionara seu nome. É claro que qualquer pessoa que vivesse na cidade de Nova York — ou mesmo alguém que lesse regularmente notícias de negócios — provavelmente conheceria a Rose Pharmaceuticals. O rosto de Owen aparecera em materiais promocionais, embora não com frequência, e, acima de tudo, fotos de paparazzi dele eram regularmente estampadas em tabloides. Mesmo agora, uma horda de repórteres provavelmente estava esperando do lado de fora da delegacia para tirar fotos novas.

Mas saber o nome dele não significa que seja aceitável usá-lo tão casualmente. Embora seja verdade que Owen lhe deva gratidão por sua ajuda, a familiaridade de ser chamado pelo primeiro nome parece injustificada, gerando uma sensação de resistência. No entanto, a expressão de Nick Stockton parece nada além de serena.

Ele se afasta, esperando que Owen entre na sala de interrogatório primeiro. Se Owen batesse o pé ali, sentia que Nick Stockton ficaria parado o dia todo.

— Uh… vou pegar alguns documentos.

Sentindo a tensão estranha entre os dois, o oficial desconcertado pediu licença e saiu.

— Eu o ofendi ao usar seu nome?

Os olhos do homem eram verdes.

— Não.

O passo repentino para uma intimidade tão próxima havia despertado uma breve resistência, mas, refletindo, Owen percebeu que era verdade. O homem não era uma presença desagradável.

Owen recompôs sua expressão novamente.

— Eu é que fui rude. Não me apresentei adequadamente a alguém que me ajudou. Espero que entenda que foi devido às circunstâncias.

— Não precisa ir tão longe.

Os cantos de sua boca se ergueram ligeiramente, e o rosto do homem instantaneamente se transformou em uma expressão travessa.

— Vamos entrar, Owen. Não há garantia de que algum repórter louco não vá invadir este lugar.

Dito e feito, o barulho lá fora estava ficando mais alto. Quando Owen entrou, Nick o seguiu. Fechar a porta abafou o clamor externo em mais um nível.

A sala parecia um pouco espaçosa para uma sala de interrogatório de delegacia. Owen começou a avançar mais para o interior, mas parou, virando-se lentamente.

— O que houve?

— ….

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.

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