Ler Lick me up if you can – Capítulo 68 Online


Modo Claro

– Cinzas!

— Ash, você!

Assim que Ashley apareceu, começou o alvoroço. Koy observou alguns passos de distância enquanto os colegas do tempo de derrota no gelo corriam até Ashley em bando.

— O que houve? De novo resfriado?

— Você acha que dá para ficar doente assim o tempo todo? E pra que sirva esses músculos para todos, então?

— Ei, depois de alguns dias de descanso, parece até bem normal? Não é como se tivesse faltado só porque queria uma folga, né?

— Claro que não, seu idiota.

Ashley riu e deu um leve soco no queixo do último que falou. O garoto fingiu ser lançado para trás e logo voltou ao lugar, enquanto o grupo explodia em gargalhadas. Koy, vendo aquilo, senti uma sensação estranha.’

‘É isso que chama de amizade…?’

Ele já havia sido comido com algumas vezes, até se juntado ao grupo ocasional, mas tudo por períodos muito curtos. O tempo que eles dividiam juntos era incomparável ao que Koy tinha com eles, e assim continuava. Afinal, as relações entre eles já estavam solidificadas muito antes de Koy aparecer.

“É de… dar inveja.”

Justo quando começou a se sentir melancólico com o peso de uma amizade que sabia que jamais teria, Ashley se virou e estendeu a mão na direção dele.

— Vem cá, Koy.

‘O quê?’

No mesmo instante, todos os olhares se voltaram para Koy. Ele, sem saber o que fazer, olhou ao redor, confuso, e então encarou Ashley. Este enviou e fez um gesto com o dedo, chamando-o para vir.

— Ah… tá bom.

Meio sem entender, Koy assentiu com a cabeça e foi apressadamente até ele. Naturalmente, Ashley passou o braço pelos ombros dele, puxando-o para perto, e inclinando o corpo, apoiando o rosto sobre a cabeça dele, enquanto olhava para os amigos. O peso do outro corpo o fez cambalear por um momento, mas o braço de Ashley o segurou firme, e Koy logo recuperou o equilíbrio.

As piadas bobas continuaram sendo trocadas. Koy ainda não dizia uma palavra entre eles, mas já não era mais um estranho. Ao ouvir uma das piadas de Bill, ele se pegou prestando atenção, com o rosto levemente corado.

***

— Você não me rejeitou porque gosta do Bill, né?

Assim que ficaram sozinhos, Ashley fez a pergunta, e Koy assustado, balançou a cabeça com força.

— O quê…? Não! De jeito nenhum.

Mesmo balançando a cabeça vigorosamente, ele ainda achou um pouco e agitou as mãos, quase ficando tonto, até parar e recuperar o fôlego. Ashley cruzou os braços e olhou com uma expressão contrariada antes de descruzá-los.

— Se não é isso, então tudo bem.

— De jeito nenhum.

Koy reforçou mais uma vez, desviando o olhar. ‘Quem eu gosto é você.’

‘Mas não posso dizer isso…’

Logo em seguida, Ashley encostou o queixo no topo da cabeça dele, deixando os dois braços largos sobre os ombros de Koy.

— Tá pesado!

— Mas eu estou confortável.

Koy, completamente perdido, tentou tirar os braços de Ashley, mas cada um pesava demais para segurar sozinho. Eram tão grossos que o peso também era fora do comum. Mudando de estratégia, Koy usou as duas mãos para tentar levantar um dos braços, mas acabou de resistir, exausto.

— Uh… ah…

Cambaleando para frente, Koy andava enquanto Ashley o pressionava por trás, arrastando os pés lentamente. Um colega que tinha aula com eles os cumprimentou, e Ashley, ainda encostado em Koy, disse a mão e acenou. Enquanto isso, Koy faz um esforço exorbitante para continuar andando. Ele já havia carregado muita coisa pesada em seus trabalhos de meio período, mas nada se comparava àquilo. Claro, estava carregando quase cem quilos.

Mesmo sendo absurdamente cansativo, curiosamente, seu coração ficava cada vez mais tranquilo.

“Parece que a gente voltou ao que era antes… não é?”

Como se foi devolvido à época anterior à confissão de Ashley, antes de Koy perceber que sentia mais do que amizade. Era esse o nível de naturalidade de Ashley, e por isso mesmo Koy havia se esquecido da tensão entre eles. ‘Talvez seja possível.’ Se continuassem assim, como antes, talvez pudesse passar por tudo como se nada tivesse acontecido.

-Ei, Ash.

Koy falou primeiro, quase sem fôlego. Ashley respondeu de cima.

— Hum? O que foi?

Koy disse entre suspiros:

— O tempo de reservado… ainda vai continuar?

— Hmm… não sei.

Ashley descobriu um pouco antes de responder.

— Ainda não tenho certeza. Os professores já sabem, o técnico também, mas acho que eles ainda precisam de tempo para pensar. Não é como se eu estivesse quebrando alguma regra ao jogar, mas…

A cada frase, o queixo de Ashley batia na cabeça de Koy. Este tentava aguentar firme e escutava atentamente. Ashley continuou, com um Tom despreocupado:

— Como minha manifestação é recente, ainda não sei meu ciclo de rotina ou qualquer outra coisa, então é difícil tomar uma decisão agora. Mas acho que em uma semana já deverá ter uma resposta.

—Entendido…

Koy respondeu entre arfadas. ‘Será que é segredo para os outros até lá?’ Pelos comentários de antes, todos justificam achar que Ashley estava apenas resfriada. Talvez só fosse revelado depois que decidissem o que ele faria — ou talvez se escondessem até a formatura. Afinal, ninguém era obrigado a revelar sua condição. Decidir exportar ou não era uma escolha pessoal. E mesmo que ele jogasse, isso seria um fator de risco apenas para o próprio tempo. A decisão final foi do técnico.

‘De qualquer forma, com ou sem o Ash, o time já está em perigo…’

Nesse momento, uma lembrança esquecida veio à tona. ‘Se ele se manifestou, com certeza deveria estar liberando feromônios. Mas ninguém parece ter percebido…’

‘Como isso é possível?’

Koy não conseguia sentir cheiros, então não sabia se Ashley estava exalando feromônio ou não. Mas os outros sim — e nenhum deles reagiu. Será que ele tinha tomado um supressor? Koy fez uma pergunta e Ashley respondeu:

— Consigo controlar até certo ponto. Não é perfeito, mas trouxe supressores comigo.

—Entendido…

Koy, arrastando os pés, arriscou um novo assunto.

-Ah, Ash.

— Hum?

Ashley reagiu rapidamente. Koy olhou ao redor, certificando-se de que estavam sozinhos, e continuou:

— Então… eu não sabia na hora, mas… parece que ontem eu estava cheirando a feromônios. Era o seu, não era?

—Bem…

Ashley hesitou antes de responder.

– Sim.

Ele não queria muito, mas sabia que eu precisava contar. Ashley finalmente se afastou do corpo de Koy e passou a caminhar ao lado dele. Sem o peso de repente, Koy ficou meio zonzo, e Ashley continuou de forma honesta:

— Na escola não tem jeito, mas quando volto para a mansão preciso liberar os feromônios. Se acumular, faz mal para o cérebro.

— Ah, entendi.

Na noite anterior, Koy tinha pesquisado tudo o que poderia ser sobre “alfa”, mas ainda tinha muitas lacunas.

— Então… você se manifestou como uma extremidade dominante, certo? O secretário do seu pai conta isso pro meu pai. Ele disse que ainda bem que eu não acabei virando ômega por causa disso tudo.

—… Sim.

Dessa vez, Ashley respondeu com uma leve pausa, diferente do tom anterior. Quando Koy gritou o olhar para encarar seu rosto, sentiu algo estranho. E logo veremos o que era.

— Seus olhos…

— Hã?

Koy fixou o olhar nos olhos de Ashley e perguntou:

— Sua cor de olhos parece diferente. Isso é por causa da manifestação como alfa dominante?

Antes, os olhos dele eram de um azul-prateado claro, agora tinham virado um tom escuro de azul-violáceo. Koy lembrou de um artigo que dizia que os alfas extremos tinham olhos roxos e mencionados. Ashley respondeu:

— É, estamos bem que sim. Estou usando lente colorida agora.

— Ah… ‘Então era por isso.’

Koy aceitou facilmente, mas logo depois franziu o rosto.

— Os seus amigos não acharam estranhos?

Ao vê-lo preocupado, Ashley riu com desdém.

— Ninguém se importa com o cor dos olhos dos outros.

E logo emendou num tom leve:

— Você lembra do cor dos meus olhos antes da manifestação?

Esperando que a resposta fosse um não, Ashley se surpreendeu quando Koy respondeu sem hesitar:

— Claro! Era um azul-prateado lindíssimo!

—Ah…

Dessa vez quem ficou desconcertado foi Ashley. Ele olhou para o rosto de Koy e, ao perceber a seriedade inesperada, desviou o olhar, sem jeito.

— A maioria das pessoas não repara nessas coisas.

Ele disse aquilo de forma despreocupada, mas Koy discordava completamente. ‘Impossível.’ Ninguém lembra dos olhos lindos de Ashley? ‘Não faz sentido!’

‘Na verdade, Ashley parece não ter noção de quantas pessoas o admiram.’

Koy pensou isso e o encarou com seriedade. ‘Será que se eu contar, ele vai começar a perceber?’

— O que foi?

Ashley olhou para ele e sorriu.

— Tá me achando bonito demais?

—Ah…

O comentário bobo o fez perceber que estava enganado. ‘Ashley Miller sabia perfeitamente bem o quanto era incrível.’

°

°

Continua….

Tradução: Ana Luiza

Revisão: Thaís

Ler Lick me up if you can Yaoi Mangá Online

Ídolo da escola, Ashley Miller. Connor Niles, que é tímido e não tem amigos, torna-se sócio de Ashley Miller, uma estrela do hóquei no gelo, aleatoriamente um dia quando está desesperado por notas por causa das suas notas. “Vamos começar hoje. Não seria melhor para você terminar rapidamente?” “Espere, Ashley. Não, Ash, espere!” Koi, que assumiu a tarefa devido à perda de contato com ele. Ainda assim, a tarefa foi concluída com sucesso, e Ashley se sentiu culpado por Koi que veio com um emprego de meio período para ajudá-lo, pois  estava sendo intimidado por seus colegas de classe. A bondade que veio até ele pela primeira vez assim  aquecendo o coração de Koi. “Vamos, a hora do almoço acabou. Connor Niles.” ‘Talvez isso tudo seja um sonho?’ Único amigo. Para Koi, que sempre foi um solitário, Ashley Miller se tornou um ser importante assim em um instante. No entanto, depois de ouvir a notícia de que ele está doente, Koi visita impulsivamente a casa e, sem querer, descobre o segredo de Ashley…? “Seus olhos estão roxo…Você se manifestou?”
Nome alternativo: Lick Me If You Can

Gostou de ler Lick me up if you can – Capítulo 68?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!