Ler Lick me up if you can – Capítulo 41 Online


Modo Claro

***

Enquanto caminhavam na direção ao carro de Ashley estacionado, Koy sentiu, por algum motivo, como se estivesse sendo arrastado contra a vontade – e, de certo modo, era verdade. Ashley andava na frente, segurando sua mão com os dedos entrelaçados, puxando-o, enquanto ele hesitava em seguir, com passos relutantes.

Felizmente, já era tarde e quase não havia alunos por perto. Caso contrário, atraiu atenção demais. O que será que os outros estudantes ficarão aqui? De qualquer forma, certamente não seria nada agradável de ouvir.

Incomodado com a sensação de ter a mão naquela presa outra, tão grande, Koy tentou soltá-la discretamente, mas Ashley percebeu o movimento e aberturau ainda mais forte. Quando ele pegou o rosto, surpreso, Ashley continuou olhando para frente e disse:

— Eu disse que não iria deixar você escapar.

A frase “Eu não vou mais fugir” subiu até a ponta da língua, mas ele não conseguiu dizê-la. Afinal, ele havia sido pego em flagrante tentando escapar. Até para si mesmo, soava como uma promessa vazia, e Koy não teve escolha a não ser abaixar a cabeça novamente.

Era uma situação desconfortável e incômoda, mas mesmo assim, o calor daquela mão que se recusava a soltar a sua trazia um estranho sentimento de rompimento. Seria isso que significa ter um amigo? Essas mudanças repentinas de humor, tantos sentimentos conflitantes ao mesmo tempo? Koy não sabia. Afinal, Ashley foi seu primeiro amigo de verdade.

‘Talvez eu estou passando pelos estágios da adolescência tardia…’

Koy pensou nisso. A idade já havia passado, mas ele aprendeu que mudanças como essa acontecer podem mesmo depois da idade adulta. A adolescência traz transformações no corpo e, principalmente, uma confusão intensa de sentimentos. Era exatamente o que ele estava sentindo agora.

‘Vai ver, manifestação e adolescência são parecidas.’

Parecia uma boa teoria. Ambos envolveram mudanças drásticas. A maioria das pessoas passava por isso antes da adolescência, mas algumas só se manifestavam mais tarde. Então, no certo sentido, a adolescência poderia ser como um “despertar” que os betas experimentam? Escrever um ensaio ou uma tese sobre isso talvez fosse interessante.

Pelo menos, ele tinha encontrado um bom tema para um trabalho. Mas a fuga da realidade durou só até ali.

Koy lançou um olhar cauteloso para Ashley. Ele ainda caminhava em silêncio sem virar o rosto, então não dava para ver sua expressão. Durante todo o caminho, Ashley não olhou para trás nem uma vez.

‘Ele deve ser muito bravo…’

Koy sentiu um arrepio. Fazia sentido, ele tinha fugido a toda velocidade assim que viu Ashley, qualquer um ficaria chateado. E Ashley nem sequer teve treino hoje, mas mesmo assim ficou na escola até aquele horário só para esperar por ele. E o que ele fez? Agiu como se o tivesse traído pelas costas.

‘Mas talvez ele não estivesse esperando por mim…’

Esse pensamento surgiu do nada. ‘Não, ele disse que estava esperando por mim’, retrucou mentalmente, balançando a cabeça para afastar a dúvida. Mas, uma vez que a incerteza apareceu, era difícil expulsá-la por completo.

‘E se ele estava esperando por mim… mas também pela Ariel?’

Essa ideia parecia se encaixar. Koy voltou a se sentir inquieto. Ele poderia muito bem ouvir sobre a aprovação ou reprovação diretamente pela boca de Ariel. Se fosse reprovado, não precisaria mais treinar, e tudo acabaria ali. Mas, se tivesse sido planejado, Ashley o levaria para casa, como sempre fazia.

‘Ou talvez ele quisesse usar essa chance para fazer as pazes com a Ariel.’

‘Ah, então é isso.’ Koy pensou, com os olhos se iluminando. ‘Faz sentido.’ Por que, afinal, Ashley se daria ao trabalho de ensiná-lo a patinar, já exausto dos treinos diários? Como Ashley era seu primeiro amigo, Koy não conhecia os limites de uma amizade, mas, pensando bem, no lugar dele teria feito o mesmo. Se Ashley precisasse dele para algo, faria qualquer coisa.

‘É, deve ser isso.’

A suspeita se transformou em certeza. Que ideia brilhante – ajudar um amigo e se reconciliar com uma namorada ao mesmo tempo. E também tinha sido bom para Koy. Ele recebeu ajuda de Ashley e, ao mesmo tempo, acabou sendo útil para ele.

‘Foi realmente algo bom, no fim das contas.’

Koy abaixo dos olhos, cabisbaixo. Mas afinal… por que ele estava se sentindo assim?

Por mais que pense, não consegui encontrar uma resposta dessa vez.

— Vamos, entre.

Ashley, que já havia chegado até a frente do carro, soltou a mão dele que segurava até então e abriu a porta do banco do passageiro. “Então ele já sabia que eu passei”, pensou Koy. Mas mesmo assim, não conseguiu se mexer de imediato e ficou parado, hesitante. Vendo isso, Ashley disse:

— Eu disse para entrar.

— Ah… é que…

Havia tantas coisas acontecendo pela cabeça de Koy, mas o que saiu da boca foi o mais inútil de todos.

— Eu… preciso pegar minha bicicleta…

— Logotipo de entrada. — Ashley o interrompeu. — Eu vou procurá-la pra você. Anda — ele disse, impaciente.

Com isso, Koy não teve mais como resistir. Acabou se curvando e se encolheu para sentar no banco do passageiro. Ashley então fechou a porta. Logo em seguida, ouviu-se um clique – as portas tinham sido trancadas.

— Hã? O quê?

Confuso, Koy olhou ao redor. Quando anunciou os olhos, viu Ashley erguer o controle do carro como se estivesse se exibindo, e logo em seguida, virar-se e se afastar a passos largos. Koy apenas ficou ali, com os olhos arregalados, observando a silhueta dele se distanciar.

‘Mas o quê…’

Aflito, Koy agarrou a maçaneta da porta. Mas tudo o que consegui foi ouvir o barulho seco do trabalho tentando se abrir — e falhando.

‘O que está acontecendo?’

Ele não conseguia entender. Era possível que uma porta não abrisse por dentro? Esse carro tinha esse tipo de sistema? Claro que era possível instalar algo assim, mas… por que diabos alguém faria isso?

Desesperado, olhou ao redor várias vezes, tentando abrir a porta de novo e de novo – sem sucesso. No fim, tive que aceitar a realidade.

‘O Ash me trancou aqui dentro.’

***

Ashley não demorou muito para voltar ao carro. Assim como quando foi embora com a bicicleta de Koy no ombro, ele voltou a passos largos, colocou a bicicleta nas portas-malas e então entrou e sentou no banco do motorista.

– Pronto, Koy. Agora vamos conversar.

Trancando novamente as portas, Ashley se virou na direção dele. O interior do Cayenne, que até então parecia tão espaçoso, de repente ficou sufocante. Instintivamente, Koy se encolheu e recuperou o corpo o máximo que conseguiu. Ashley franziu a testa ao ver isso. Um silêncio confortável pairou no ar.

— …Koy.

Ashley finalmente falou, depois de algum tempo. Koy estava nervoso por dentro, mas a emoção que vinha da voz de Ashley não era raiva – era outra coisa.

— Koy, eu te assustei?

— Hã? O quê?

Surpreso com a pergunta, Koy gaguejou sem querer. Piscando rápido, ele tentou reagir, mas Ashley continuou:

— Por que você saiu correndo daquele jeito? E mesmo no caminho até aqui, você ainda tentou fugir de novo, não foi? Por quê? Eu fiz alguma coisa errada?

– UE…

As palavras inesperadas ou deixadas completamente desnorteadas. Por mais que tivesse refletido sobre várias coisas no caminho, isso não estava nos seus planos. Olhando apenas para Ashley, piscando sem parar, Koy se viu sem fatos.

— Será que foi algo tão grave que você não consegue nem falar?

— O quê? Não! De jeito nenhum!

Koy respondeu alto, balançando a cabeça com força. Só parou quando começou a sentir tontura. Ofegante, ele negou novamente:

— Não é isso, Ash. Não foi por nada disso.

— Então?

O rosto de Ashley ficou ainda mais sério. Koy sentiu um aperto no peito – havia feito ele se preocupar por algo bobo. Um arrependimento arrependido o invadiu, mas naquele momento era mais urgente desfazer o mal-entendido do que se culpar

— É que… quer dizer… isso…

Koy tentou se explicar, escolhendo as palavras com pressa, mas não era fácil. Como explicar um sentimento que nem ele mesmo consegue entender?

Felizmente, Ashley esperou em silêncio, mesmo vendo que ele estava completamente perdido. ‘Talvez ele tenha mais paciência do que eu imaginava.’ Sentindo uma mistura de respeito por Ashley e frustração consigo mesmo, Koy respirou fundo.

— Então…

– Uhum.

Assim que abriu a boca, Koy se deparou com o olhar de Ashley. Ele o encarava com toda a seriedade, ouvindo cada palavra com atenção.

‘Vai dar tudo certo.’

O coração agitado de Koy começou, um pouco, um pouco, a se rir. ‘Posso falar com o Ash’, ele pensou. Sentia que, não importava o que dissesse, Ashley não zombaria dele. Respirando fundo mais uma vez, ele finalmente confessou:

— Eu… acho que estou passando pela puberdade.

Logo dizer depois disso, Koy fechou a boca. Ashley continua encarando seu rosto, sem dar qualquer sinal de fato.

— …O quê?

Depois de alguns segundos, a única ocorrência de Ashley foi franzir o rosto e soltar essas palavras. E era de se esperar. Ele não conseguiu entender nem um pouco o que estava ouvindo. Puberdade? Eles estavam no segundo ano do ensino médio. Aquilo soava ainda mais absurdo do que quando Ariel sugeriu colocar um garoto vestido de mulher para espantar o azar.

Mas Koy parecia estar realmente aprimorado de sua teoria. Com mais entusiasmo começou, a listar os motivos que o levaram a pensar assim:

— Dizem que pode acontecer mais tarde, tipo uma manifestação. Claro que depois dos vinte já é considerado uma mudança tardia, mas finalmente… acho que é isso que está acontecendo comigo.

— Você… Se manifestou?

— Não! Eu disse que é puberdade!

Koy insistiu, com firmeza:

— Tipo aquele a manifestação de que os betas experienciaram antes da idade adulta.

— Haha…

Ashley fez um esforço para levar uma conversa séria, mas simplesmente não conseguia entender onde aquilo estava acontecendo. Soltando um longo suspiro, ficou em silêncio por um tempo, pensativo, até se virar novamente para Koy.

Durante todo esse tempo, Koy esperou a ocorrência dele com o coração apertado. Vendo aquele rosto sério, Ashley não conseguiu simplesmente ignorar tudo como um devaneio. Então decidi tentar entender Koy da melhor forma possível.

— Certo… Então, por que você acha que está passando pela puberdade?

Ashley disse, com a mesma série de Koy. O outro abriu a boca e respondeu:

—Ahm…

Mas, de repente, seu campo de visão foi preenchido pelo rosto de Ashley, que se mudou.

°

°

Continua…

Ler Lick me up if you can Yaoi Mangá Online

Ídolo da escola, Ashley Miller. Connor Niles, que é tímido e não tem amigos, torna-se sócio de Ashley Miller, uma estrela do hóquei no gelo, aleatoriamente um dia quando está desesperado por notas por causa das suas notas. “Vamos começar hoje. Não seria melhor para você terminar rapidamente?” “Espere, Ashley. Não, Ash, espere!” Koi, que assumiu a tarefa devido à perda de contato com ele. Ainda assim, a tarefa foi concluída com sucesso, e Ashley se sentiu culpado por Koi que veio com um emprego de meio período para ajudá-lo, pois  estava sendo intimidado por seus colegas de classe. A bondade que veio até ele pela primeira vez assim  aquecendo o coração de Koi. “Vamos, a hora do almoço acabou. Connor Niles.” ‘Talvez isso tudo seja um sonho?’ Único amigo. Para Koi, que sempre foi um solitário, Ashley Miller se tornou um ser importante assim em um instante. No entanto, depois de ouvir a notícia de que ele está doente, Koi visita impulsivamente a casa e, sem querer, descobre o segredo de Ashley…? “Seus olhos estão roxo…Você se manifestou?”
Nome alternativo: Lick Me If You Can

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