Ler Lamba-me se puder – Capítulo 190 Online
A luz do sol atravessava a grande janela, inundando o quarto. A claridade natural que anunciava a manhã preenchia o amplo espaço até alcançar a cama — mas ninguém ali parecia perceber.
Haah… haah…
Ashley ofegava, respirando com dificuldade enquanto olhava para baixo. Koy havia recobrado a consciência há pouco, mas agora estava novamente largado, desfalecido. Ashley o encarou fixamente por alguns instantes antes de erguer o corpo. O membro que até então permanecia profundamente enterrado dentro dele escorregou para fora. Do interior antes preenchido, o líquido misturado entre esperma e fluídos escorria em forma de espuma.
Observando aquilo sem desviar o olhar, Ashley se afastou um pouco e deixou os olhos percorrerem o corpo inteiro de Koy.
Deitado de braços abertos, ele estava nu. A única peça que ainda vestia — uma meia-calça preta — estava encharcada, rasgada em vários pontos, cheia de buracos de tamanhos diferentes. Um suspiro longo e involuntário escapou dos lábios de Ashley.
Ele levou a mão para baixo, envolvendo o próprio sexo, que já voltava a se erguer, e começou a acariciá-lo lentamente. Com a outra mão, segurou o tornozelo de Koy.
Humm…
Enterrando o rosto da panturrilha, inspirou profundamente e então passou a língua sobre a meia, lambendo a perna por cima do tecido. A textura áspera mudou para macia quando alcançou uma das partes rasgadas. Ele mordiscou com cuidado, sem machucar, e voltou a sugar e lamber devagar. Enquanto deslizava a mão pelo próprio sexo, que endurecia cada vez mais, continuava a explorar a perna de Koy com os lábios.
Em pouco tempo, já estava completamente excitado. Quando percebeu que a própria mão não era mais suficiente, ajustou o aperto no tornozelo de Koy e abaixou a perna. Levou o pé coberto pela meia até si e começou a mover a cintura lentamente. A fricção do tecido áspero o excitava ainda mais. Esfregando-se repetidas vezes, inclinou a cabeça para trás. Seus olhos se fecharam sozinhos, e uma onda de prazer latejante ferveu dentro do seu ventre.
Os movimentos se tornaram mais rápidos. Em pouco tempo, ele já estava totalmente entregue, concentrado apenas em alcançar o clímax.
— Haah… ah…
Com um gemido profundo, um arrepio percorreu todo o seu corpo. O esperma que se acumulara até a base jorrou de uma vez. Ele permaneceu imóvel por alguns segundos antes de abrir os olhos lentamente e olhar para baixo. O esperma que acabara de ejacular estava espalhado em uma longa linha sobre a perna de Koy. Mais fluido já se acumulava, e ele rapidamente acariciou a haste com a mão, espremendo o resto. Só depois de repetir algumas vezes seu membro finalmente relaxou suavemente.
Sem ter a menor ideia do que estava sendo feito com seu corpo, Koy dormia tranquilamente, respirando de maneira suave.
Ashley até desejou ver a reação dele ao acordar e ver o que havia acontecido — mas decidiu ouvir primeiro o desejo que ainda restava dentro de si.
Estendendo as duas mãos, ele segurou a cintura de Koy e enfiou os polegares na faixa da meia-calça, puxando-a lentamente para baixo. O tecido fino que havia lhe proporcionado tanto prazer durante toda a noite deslizou suavemente. Primeiro, o quadril de Koy foi revelado; depois, a linha macia das coxas, os joelhos perfeitos, as panturrilhas delicadas — até que, por fim, a meia desceu até os tornozelos.
Haah…
Após uma respiração profunda, Ashley retirou-a completamente. Agora, Koy realmente não vestia mais nada. Um sorriso se formou automaticamente em seus lábios. Rindo baixo, Ashley voltou a se deitar sobre ele e distribuiu beijos por todo o seu rosto. Abraçando com força o corpo ainda inerte de Koy, sussurrou:
— Meu Koy.
‘Agora, de verdade… completamente meu’.
O sol subia cada vez mais alto, mas Ashley, sem se importar, moveu os lábios e cobriu todo o corpo de Koy de beijos. Chupou sua pele até que ficasse toda manchada e, mesmo enquanto Koy estava desacordado, confirmou que ele gozava quando seu membro era chupado e lambido. Só depois de ejacular mais uma vez dentro dele é que Ashley, finalmente e relutantemente, se levantou da cama.
***
— Então, este caso será resolvido assim.
A secretária, que acabara de receber os documentos nas mãos, levantou-se imediatamente ao ver o superior abotoando o paletó do terno e perguntou, surpresa:
— O senhor já vai sair?
— Sim. Ainda tem algo pendente?
Ashley já contornava a mesa ao perguntar. A secretária vasculhou a memória às pressas e respondeu baixinho:
— Não, senhor.
Sem acrescentar mais nada, Ashley atravessou o escritório em passos largos e saiu. Sozinha, a secretária conferiu o relógio de pulso e piscou, surpresa outra vez.
— Ele saiu no horário…
Murmurou para si mesma, mas Ashley já havia desaparecido. O único vestígio que restava era o leve aroma adocicado de seus feromônios.
*
— Seja bem-vindo, senhor Miller.
O porteiro abriu a porta rapidamente e o cumprimentou com um sorriso. Ashley respondeu com um breve aceno de cabeça e passou por ele. O homem se adiantou para apertar o botão do elevador. Sem parar, Ashley entrou e lhe entregou uma gorjeta de cem dólares. O porteiro abriu um sorriso radiante, levou a mão ao peito e fez uma leve reverência. As portas se fecharam, e o elevador de alta velocidade subiu imediatamente rumo ao último andar.
Os números mudavam depressa, mas para Ashley pareciam avançar devagar demais. Só de pensar em Koy esperando por ele em casa, sentia uma pontada no ventre — havia passado o dia inteiro pensando em sair do trabalho. E agora que finalmente chegara o momento, a impaciência era quase insuportável. Como conseguira viver mais de dez anos sem Koy? Parecia impossível acreditar nisso agora.
O elevador diminuiu a velocidade com um sinal sonoro.
As portas se abriram, e Ashley desviou o olhar do painel numérico. Ia dar o primeiro passo para fora quando a cena à sua frente o fez parar bruscamente, como se estivesse cravado no chão.
A alguns passos de distância, do outro lado da porta interna, estava Koy.
Exatamente como ele havia imaginado o dia inteiro.
— E-eu… seja bem-vindo… Mestre…?
A frase terminou em tom inseguro, como se lhe faltasse confiança. Não era perfeito — mas para Ashley era mais do que suficiente. Koy vestindo um uniforme curto de empregada e meias brancas até as coxas com liga… só isso já bastava para ser mais do que perfeito.
Diante da reação muda de Ashley, que permanecia imóvel, Koy ficou vermelho e coçou a cabeça, sem saber onde enfiar o rosto. Até para ele aquilo parecia bobo — imaginava como devia parecer aos olhos dos outros.
Mas não tinha escolha.
Quando finalmente acordou, estava sozinho na cama. Se não fosse pela dor latejante no interior do corpo e pelas marcas espalhadas pela pele, teria achado que tudo fora um sonho.
A cama estava arrumada, seu corpo havia sido limpo, e o quarto onde despertara não era o mesmo da noite anterior. Conseguiu se levantar com dificuldade, mas a única roupa à vista era uma camisa pendurada na cadeira. Não teve alternativa senão vestir apenas aquilo e sair.
A casa vazia era silenciosa demais. Havia certa paz naquele silêncio, mas também algo estranho. Ele olhou ao redor, cauteloso, e desceu as escadas devagar.
Ah.
Sobre a ampla bancada da cozinha estava seu celular. Ao vê-lo ali, Koy instintivamente apressou o passo — mas parou de repente.
— Ai…
Um gemido baixo escapou. Ele respirou fundo e tentou dar outro passo, mas parou novamente. Sentiu algo escorrer dentro de si. Ficou parado por um instante, sem saber o que fazer, e levou a mão cautelosamente às nádegas —
Nesse momento, um toque estridente ecoou pela casa.
Era o seu celular.
— Ah… ai… a-alô?
Mancando enquanto caminhava às pressas, Koy não conseguiu conter os pequenos gemidos que escapavam involuntariamente ao atender o telefone.
— Koy?
Ao ouvir a voz familiar do outro lado da linha, ele sentiu um alívio profundo se espalhar pelo peito.
— Sou eu, Ash.
— Sim…
Ashley continuou, com um leve sorriso na voz:
— Como está se sentindo? Está melhor?
— E-estou…
Koy respondeu por reflexo, mas hesitou por um instante antes de acrescentar, em voz baixa:
— Dói… um pouco.
‘Já que decidi ser honesto’, pensou, mas não pôde evitar o rubor no rosto.
— Puxa… — disse Ashley, num tom que não parecia nem um pouco arrependido. — Da próxima vez eu vou pegar mais leve. Ontem eu… estava bem excitado.
— Ah… sim…
Depois de um breve silêncio, Koy acrescentou, sincero:
— Mas… eu também gostei.
— Que bom. Fico feliz em ouvir isso.
A voz de Ashley soou carinhosa.
— Você deve estar vendo um bilhete na bancada da cozinha, certo? Se ligar para o número que está ali, alguém virá para fazer a limpeza. Enquanto isso, você pode descer para comer alguma coisa ou pedir para levarem até você. Eu volto às oito… não, no mais tardar às sete.
— Está bem.
Mesmo querendo vê-lo imediatamente, Koy conteve o impulso e assentiu em silêncio.
Queria continuar conversando, mas Ashley precisava entrar em uma reunião, então não teve escolha a não ser desligar.
— Koy, posso te pedir uma coisa?
— Claro. Qualquer coisa.
Sem a menor hesitação, ele respondeu. Do outro lado, Ashley murmurou, após um breve silêncio:
— Eu devia mesmo parar com esse hábito…
— Hã? Que hábito?
— Nada. Esquece.
Koy perguntou, confuso, mas Ashley desviou e mudou de assunto.
— Deve haver uma bolsa sobre a mesa ao lado. Lá dentro tem uma calça e roupa íntima. Vista isso e faça o que está escrito no bilhete.
— Está bem. Farei isso.
Koy respondeu de imediato outra vez. Pareceu ouvir a risada breve de Ashley antes de a ligação ser encerrada.
Ele ficou alguns segundos olhando para o celular, sentindo um leve desapontamento, e então se virou para fazer o que havia sido pedido. Ligou para a recepção, solicitou o serviço de limpeza e pediu que trouxessem comida. Antes que alguém chegasse, abriu a sacola de compras para se vestir.
Dentro, além da calça e da roupa íntima que Ashley mencionara, havia outra coisa.
Sem pensar muito, Koy pegou o objeto.
No instante seguinte, piscou, surpreso — e ficou completamente imóvel.
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Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can