Ler Lamba-me se puder – Capítulo 181 Online
— Hmm……
Um gemido escapou sem que conseguisse conter. No instante em que os lábios se encontraram e as línguas se tocaram com cautela, todo o corpo de Koy estremeceu levemente. Ashley deslizou a língua para dentro da boca, lambendo-a, enquanto com uma das mãos o abraçava pela cintura e, com a outra, acariciava a coxa exposta.
A carne firme se ajustou suavemente sob a mão de Ashley. O toque lento que percorria a coxa era tão explícito, como se quisesse memorizar sua forma apenas pelo toque.
Os dedos, que acariciavam devagar o músculo bem definido, seguiram para a parte interna. Quando os dedos longos e grossos tocaram a pele macia que ficava escondida ali, Koy se sobressaltou e acabou dando um pequeno pulo. O braço de Ashley, que o sustentava, apertou, forçando-o a se acalmar.
Ashley cobriu a parte interna da coxa de Koy com a palma da mão, acariciando-a enquanto estendia a língua e lambia profundamente o interior de sua boca. A língua avançou tão fundo que parecia alcançar a garganta, e Koy foi incapaz de manter qualquer raciocínio.
A saliva misturada escorreu pelo canto dos lábios. Mas não parou ali. Ashley moveu a mão que acariciava a coxa para cima, deslizando até a virilha.
— Ahh…!
Sentindo o toque por cima do jeans, Koy se assustou, soltando um grito e tentou recuar. O beijo terminou de repente, e ele piscou, desnorteado. A mão de Ashley, no entanto, ainda permanecia ali.
— Ah!
Koy gritou outra vez. Ashley inclinou a cabeça e mordeu seu pescoço. ‘Espera…’ Koy tentou empurrá-lo, mas Ashley deixou uma marca profunda de dentes antes de sugar a pele com força. A mão continuava firme, segurando a parte interna da coxa dele.
Mesmo tentando se soltar, uma das pernas de Koy estava presa por Ashley, tornando impossível escapar. Por mais que se debatesse, só conseguia abrir ainda mais as pernas; descer dali era completamente impossível.
Aproveitando-se da sensação da coxa que estremecia a cada movimento, Ashley saboreou a pele de Koy sem qualquer pressa. Quando finalmente afastou os lábios, uma marca vermelha e evidente de beijo já havia ficado gravada em seu pescoço.
Diante de Koy, que o olhava com os olhos trêmulos e marejados, Ashley curvou os lábios em um sorriso. Como se nada tivesse acontecido, ele falou com uma voz leve e despreocupada.
— É um beijo de boa-noite.
— Hã?
Koy olhou para Ashley com uma expressão confusa. Só então, percebendo o significado, ele soltou um ah e balançou a cabeça apressado.
— A-ah, sim. Beijo de boa-noite. Sim.
Dessa vez, conseguiu se soltar dele com facilidade. Meio atordoado, ao se levantar, Koy acabou esfregando as nádegas na coxa de Ashley sem querer. Chegou a sentir algo estranho sob o traseiro, mas não teve presença de espírito suficiente para entender o que era.
— E-então… eu vou indo… Boa noite, Ash. Tenha bons sonhos… é.
Com os pensamentos completamente fora do lugar, Koy se despediu de qualquer jeito e se afastou. Sozinho, Ashley passou a mão devagar pela própria coxa, exatamente onde Koy havia se sentado e depois se levantado. Seu membro, que já havia recuperado a rigidez, estava duro outra vez.
Agora eu tenho certeza.
Caminhando lentamente em direção ao quarto, Ashley pensou que Koy acabaria percebendo naturalmente também. Só de imaginar como iria confortá-lo depois do choque, seus lábios se afrouxaram num sorriso. ‘Será que ele vai desmaiar quando descobrir o que carrega dentro do ventre?
Sozinho no quarto, Ashley abriu o zíper e tirou o membro para fora. Repetindo o mesmo ato de antes, deixou a mente vagar.
‘Agora você nunca mais vai conseguir me deixar’.
— Ugh…
Com um gemido abafado, Ashley gozou, e em sua mente entorpecida um pensamento vago passou de relance.
O fato, aquele rut inesperado ter surgido naquela dia tinha sido, sem dúvida, a maior sorte de toda a sua vida.
***
— O quê? O Nelson foi hospitalizado?
Ao ouvir a notícia, Ariel gritou, chocada. Ao seu lado, na cozinha, Garrett, que preparava o jantar junto com ela, respondeu com um simples:
— Pois é. Aquele cara é um figurão, né. Deu um baita rebuliço. Parece que se envolveu numa briga com uns drogados ou coisa assim, mas disseram que ele se machucou feio.
Mexendo o ensopado que começava a ferver, Ariel franziu o rosto. Quem em sã consciência teria feito aquilo com ele? Sendo aquele sujeito, inimigos era o que não faltava — dava para formar uma montanha.
— E não sabem quem fez isso?
Diante da pergunta de Ariel, Garrett balançou a cabeça.
— Ninguém viu nada e não tem imagens de CCTV. Mas parece que tem alguém que o agredido está culpando.
— Quem?
— Não se assuste.
Depois de alertar, Garrett completou:
— Ashley Miller. Aquele do escritório de advocacia Miller.
Ariel não reagiu imediatamente. Piscando os olhos e olhando para Garret, ela, tardiamente, exclamou em voz alta:
— O quê?
— Absurdo, né?
Garrett caiu na gargalhada.
— Faz sentido o Ashley Miller espancar um drogado num beco atrás de uma boate? Deve ter tido alguma alucinação por causa das drogas. Até a polícia achou isso um completo disparate…
Garrett continuou falando, mas Ariel já estava em outro lugar. A suposição que atravessou sua mente parecia estranhamente plausível. Enquanto passava o ensopado para uma tigela, pensou:
‘Vou ter que confirmar isso com o Koy’.
***
— Uhm…
Koy suspirou, deixando escapar um gemido baixo. Ashley, como se fosse a coisa mais natural do mundo, enfiava uma das mãos por dentro da camisa dele para acariciar o mamilo, enquanto o braço que envolvia sua cintura deslizava até a parte externa da coxa.
Depois do jantar, eles se mudavam juntos para o salão de chá, tomavam café e comiam a sobremesa; então, quando Ashley abria as pernas e os braços, Koy se levantava do lugar, sentava-se sobre a coxa dele e o beijava. Repetindo esse ritual por vários dias seguidos, aquilo havia se tornado parte da rotina de Koy sem que ele percebesse. Quando Ashley abria as pernas, ele se aproximava e se sentava sobre uma das coxas. E, naturalmente, o beijava. Também já estava razoavelmente acostumado à sensação de algo mais, duro, se formando contra a coxa de Ashley, pressionando sob suas nádegas.
Enquanto estavam absortos no beijo, Ashley que passava a língua pelos seus lábios, chamou-lhe pelo nome.
— Koy.
— Uhm…… ngh…
Koy soltou um som que não dava para saber se era um gemido ou outra coisa. Ashley, brincando com o mamilo dele entre os dedos, perguntou:
— Você nunca ficou gravemente doente antes? Tem umas perguntas no questionário do exame médico da empresa.
— Ah…… não…… acho que não…….
Koy respondeu de forma vaga, ainda meio atordoado. Ashley ergueu o polegar e pressionou com a unha o mamilo que se projetava levemente. Enfiando o rosto no pescoço de Koy, ele inspirou profundamente e tornou a perguntar:
— E febre? Alguma vez teve febre alta por dias, a ponto de não conseguir se mover?
— Ah…… sim…….
Koy murmurou distraído, concentrado apenas nos dedos que continuavam a atormentar seu mamilo.
— Teve uma vez…… quando a gente foi ao restaurante juntos. Naquela noite, de repente, eu fiquei com muita febre…….
O polegar que girava sobre o mamilo parou por um instante.
— …No dia em que você me olhou como se eu fosse um inseto?
Foi mesmo assim?
Ao ouvir a voz baixa de Ashley, Koy tentou puxar a lembrança da cabeça, mas não foi fácil. No momento, a única coisa que realmente importava para ele era fazer alguma coisa com a mão de Ashley, que tinha parado. Como se tivesse percebido o pensamento dele, Ashley voltou a mexer os dedos — mas, como se fosse um castigo, torceu com força o mamilo de Koy.
— A-ah! Ai!
Assim que ele gritou, Ashley imediatamente voltou a rolar o mamilo sob o polegar, esfregando de forma suave. Koy respirou fundo, tentando se recompor, e acrescentou:
— Não foi dor…… foi só a febre mesmo……. Fiquei com febre por alguns dias e depois passou.
— Entendi.
Ashley sussurrou, e beijou o mamilo que havia torcido como se estivesse acalmando-o. Na mesma hora, um gemido sofrido escapou da boca de Koy. Ashley prendeu o mamilo entre os dentes e o rolou lentamente, sem machucar, apenas provocando aquela dor latejante. Koy arfou, envolvendo a cabeça dele com os braços.
Em poucos dias, Koy havia crescido de forma impressionante. Um aluno com uma capacidade de aprendizado tão rápida assim não deixaria qualquer professor orgulhoso?
Claro, isso sob a premissa de que ele, Ashley, era o professor.
— Koy.
Ashley voltou a chamá-lo de baixo. Quando Koy respondeu com um “uhm”, ele perguntou em tom de sussurro:
— Você já fez algo assim antes?
— Hã……?
Desta vez, ele usou uma cenoura. Ashley abriu a boca e sugou com força o mamilo junto com o peito; Koy se arqueou, tremendo por inteiro. Com um “hm?” para incentivar, Ashley lambeu com a língua a carne dentro da boca. Envolveu o mamilo empinado com a língua e o acariciou, e então, lá de cima, Koy perguntou com a voz trêmula:
— Po… por quê?
‘Ele descobriu que não tenho experiência? O que faço? De repente, as palavras de Ariel vieram à sua mente turva’.
〈Se Ashley perguntar algo assim, responda assim.〉
Koy falou às pressas, com a voz quase chorosa:
— Mas você já fez isso também…….
De repente, Ashley parou de se mover, erguendo apenas o olhar para encarar Koy. Com o rosto ruborizado e ofegante, Koy continuou:
— Você já namorou várias pessoas além de mim…… até a Al disse que você é bem rápido com as mãos…
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Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can