Ler Lamba-me se puder – Capítulo 170 Online
Por um instante, a expressão de Ashley endureceu mas logo se transformou em algo vazio, quase desanimado.
— Então você já aprendeu a ser atrevido, Koy?
— Hã?
Em vez de responder Koy que parecia confuso, Ashley fez outra pergunta.
— Só mais uma coisa, Koy.
— Sim, fala.
Koy respondeu rápido, ansioso para acabar logo com aquela situação. Ainda assim, Ashley demorou um pouco antes de finalmente abrir a boca.
— Isso… você já fez antes? Quero dizer, ser amigo de foda.
Koy balançou a cabeça, sincero.
— Não.
Como não era mentira, conseguiu dizer com firmeza. Olhando diretamente nos olhos de Ashley, e completou:
— É a primeira vez que faço algo assim.
O rosto de Ashley pareceu completamente vazio, como se a alma tivesse saído do corpo. ‘Será que eu disse algo errado’? Pensou Koy, revirando a mente em pânico, enquanto Ashley murmurava, como se falasse sozinho:
— Então é comigo que você faz esse tipo de coisa.
Koy levou as palavras ao pé da letra.
— Nós dois já somos adultos.
‘Você não precisa mais se conter’.
Foi isso que Koy pensou, mas Ashley não parecia compartilhar do mesmo sentimento. Ele sussurrou um “sim” quase inaudível e abaixou a cabeça outra vez.
O beijo que veio em seguida era completamente diferente de todos os anteriores. Um beijo áspero, sem qualquer traço de cuidado. Koy arfava, mas, ao mesmo tempo, sentia um certo alívio.
‘O Ash caiu direitinho’.
Agora ele não poderia mais usar a desculpa de Koy ser beta ou inexperiente para rejeitá-lo. Como prova disso, Ashley passou a mover os dedos sem hesitar, esfregando de forma rude o orifício inferior de Koy. O som úmido de fricção fez Koy se contorcer, mas Ashley não parou aí — pelo contrário, empurrou o dedo para dentro sem aviso.
— Ah…!
Um gemido abafado escapou involuntariamente. Agora que já tinha certa idade, ele havia acumulado algum conhecimento sobre sexo. Sabia como funcionavam as carícias, sabia o que eram as preliminares.
Mas ele nunca tinha se imaginado naquela situação. Naquele instante, Koy admitiu para si mesmo que, até então, tinha sido completamente irrealista em relação ao sexo. Se fosse para se justificar, dava para dizer que passou todo esse tempo apenas tentando sobreviver e juntar dinheiro, sem ter margem para pensar nesse tipo de coisa — mas também era verdade que, em seu coração, ainda havia sentimentos por Ashley, o que o impediu de sequer cogitar fazer isso com outra pessoa.
Só que o dedo que se movia sem hesitação dentro dele era uma realidade impossível de negar. E, além disso, quem estava à sua frente era Ashley. Aquele que ele tanto sentiu falta.
Koy tentava, de algum modo, suportar a sensação estranha, quando de repente Ashley interrompeu o beijo e ergueu a cabeça.
— …Tem algo estranho aqui.
Ele se afastou um pouco e olhou para baixo. O interior de Koy estava apertado demais. Para alguém que dizia ter experiência, não havia elasticidade alguma — a ponto de ser difícil de acreditar. Ele tinha colocado apenas dois dedos, mas a pressão que o puxava com força fazia Ashley se perguntar seriamente como alguém — inclusive ele — conseguiria enfiar um pênis ali.
Além disso, o rosto de Koy mostrava claramente que ele sentia mais dor do que prazer. E, somado a isso, havia o medo estampado em seus olhos bem abertos. Por um instante, Ashley desconfiou que Koy estivesse mentindo para ele.
— O-o quê… o que tem de estranho?
Koy perguntou bem naquele momento. Ashley não deixou de perceber o leve tremor contido na voz dele. Se aquilo fosse um tribunal, ele já teria desmascarado o oponente sem piedade, expondo tudo até o osso.
Mas era Koy.
A racionalidade de Ashley simplesmente parou ali. Instinto, emoção e desejo se misturavam, impedindo qualquer julgamento coerente.
Além disso, Koy o encarava com o rosto vermelho, ofegante. Diante daquele olhar enevoado e da carne interna que parecia apertá-lo como se o instigasse, Ashley acabou se rendendo.
‘Nem mesmo um santo seria capaz de resistir a uma tentação daquelas’.
Ele voltou a mover os dedos que estavam parados dentro de Koy. O corpo de Koy estremeceu violentamente, num sobressalto.
Ele era extremamente sensível. Bastava um leve toque por dentro que ele já era tomado por um arrepio imediato, enquanto a parte de baixo ficava completamente encharcada.
Estava molhado demais.
Ashley franziu o cenho ao ver o líquido escorrendo por sua mão e encharcando o lençol. Adicionou mais um dedo grosso. Sustentando o períneo com o polegar, ele passou a enfiar e puxar três dedos repetidas vezes, sentindo o interior aos poucos ceder e se abrir.
— U-uh… uuh…
Koy cerrou os dentes, tentando aguentar, mas os gemidos escaparam por conta própria. Doía e era desconfortável, mas, ao mesmo tempo, havia uma sensação estranha, parecida com expectativa. Logo ficou claro que algo estava faltando. Só a mão não bastava. Ele queria mais fundo, mais bruto, queria seu interior preenchido. Logo. Agora.
— A-Ash…
Sem perceber, Koy chamou o nome dele, suplicante.
— Coloca… já chega… pare com a mão…
Ele não sabia o que estava acontecendo. Mas tinha absoluta certeza do que queria. Ashley, olhando para o rosto vermelho de Koy, removeu os dedos.
— Tá vendo, Koy?
Ele mostrou a mão ostensivamente e deu uma risadinha.
— Está encharcado assim.
Koy apenas o encarou, atordoado. Ashley se ajoelhou, erguendo o corpo até a metade, e levou a mão encharcada para a frente do seu corpo. No campo de visão de Koy, a mão de Ashley, encharcada de fluídos, fechou-se em torno do próprio pênis.
Ele estava inchado a um tamanho que Koy jamais teria conseguido imaginar. O membro, ereto e rígido a ponto de quase tocar o umbigo, estava avermelhado, com as veias saltadas de forma evidente. A mão molhada deslizou lentamente ao longo do comprimento pesado e espesso, cuja ponta brilhava úmida de líquido pré-ejaculatório. Diante daquele tamanho ameaçador que preenchia sua visão, Koy engoliu em seco sem perceber.
Koy, reprimindo ao máximo a vergonha, separou as pernas por conta própria. Quando abriu os joelhos, expondo completamente seu interior, Ashley estreitou os olhos. Lentamente, ele inclinou o corpo, e Koy abriu os braços, preparando-se para abraçá-lo.
— Haa… haa…
Expectativa, excitação e medo se misturaram, fazendo a respiração sua respiração ficar ofegante. Por um instante, Koy quis fugir, mas resistiu com todas as forças. Algo contundente tocou sua parte inferior. A sensação estranha, inédita, fez seu corpo se enrijecer instintivamente. Ashley parou logo antes de avançar e ergueu o rosto para encará-lo. Como se estivesse dando uma última chance, perguntou:
— Tem certeza de que consegue? Você mal consegue olhar direito para o meu pau.
Ele está mesmo perguntando isso?
De repente, Koy se lembrou.
Se eu disser que não consigo agora… o Ash vai desistir de novo, como daquela vez?
Antes que pudesse pensar melhor, sua boca se moveu sozinha.
— Eu consigo.
Ouvindo a própria voz, Koy continuou:
— Não é como daquela vez. Já se passaram dez anos. Eu sou adulto agora.
Ao ouvir a ênfase repetida, Ashley torceu os lábios num meio sorriso sarcástico.
— Claro. Enquanto esteve longe de mim você deve ter feito de tudo.
Diante do comentário ácido, Koy engoliu com esforço a verdade que quase escapou e apenas confirmou.
— Sim.
Não era por causa do pedido de Ariel. Se Ashley soubesse a verdade naquele momento, provavelmente recuaria outra vez. E talvez nunca mais surgisse uma oportunidade como aquela.
‘Eu não suporto imaginar você beijando e dormindo com outra pessoa que não seja eu’.
— A-ah… uuh… ugh…
Mesmo cerrando os dentes, Koy não conseguiu conter o gemido. Só a ponta havia entrado um pouco, mas sua visão escureceu quase de imediato; a pressão o impedia até de respirar direito. Haa… Ashley soltou um suspiro. Com o rosto contraído pela impaciência, ele disse:
— Relaxa. Assim não entra, fica escorregando.
— Q-quê…?
Sem entender, Koy apenas piscou. Ashley franziu o cenho e agarrou as duas nádegas dele, forçando a abertura do orifício.
— Koy.
— U-uhn…
Respondendo meio atordoado, Koy acabou falando, e Ashley disse:
— Qual era mesmo o nome daquele seu boneco feio?
— Ahn… — A pergunta inesperada deixou Koy confuso. Ainda assim, Ashley parecia realmente esperar por uma resposta. Diante daquele olhar fixo, Koy murmurou um “então…” e puxou a memória.
— Ally… Ping…
Antes mesmo de conseguir dizer o nome inteiro, algo pesado e sólido invadiu seu interior. Por um instante, sua visão escureceu completamente, para logo em seguida clarear outra vez. Ele viu Ashley sorrindo, tendo aproveitado seu momento de distração para empurrar a cabeça do pênis para dentro.
— Muito bem.
Não ficou claro o que exatamente ele estava elogiando, mas Koy não teve tempo de pensar nisso. Logo em seguida, Ashley começou a se mover.
— Ugh… uuh…
Koy apertou os olhos com força, tentando a qualquer custo esquecer a dor e a pressão. Allyping… isso, Allyping. O que será que aconteceu com ele? Ao sair da mansão, deve ter sido jogado fora junto com o lixo, não é? Os outros bonecos também foram junto, então não deve ter ficado sozinho. Eu devia ter te dado algo melhor. Agora talvez eu consiga? Ah, dói… dói…
Sem perceber, Koy tentou recuar, mas Ashley segurou sua cintura e o impediu de imediato. Incapaz de se mexer, Koy deixou escapar um gemido quando Ashley falou:
— É tarde demais, Koy.
E, com um sorriso amargo, acrescentou:
— Por isso você devia ter fugido quando teve chance. Eu te dei tantas oportunidades.
A voz de Ashley caiu sobre sua mente turva como um sussurro.
— Agora você não vai mais a lugar nenhum, pelo resto da sua vida.
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Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can