Ler Introducing My Manager (Novel) – Capítulo 27 Online

── ⋆⋅☆⋅⋆ ── S#4.9
Pensando friamente, bem, talvez não fosse uma fala completamente errada. Independente da intenção de Eunho, Ji Hyeon sempre demonstrou ressentimento pelo fato de ser tratado apenas como ator. Se Eunho não mudasse de atitude, podia ter pensado que também devia tratar como uma relação profissional. Por isso com um capricho tolo comeu o que não precisava comer e assim que os compromissos acabaram mandou Eunho embora na hora.
Mas isso também era no fim das contas apenas uma birra. Não que tivesse se convertido e melhorado aquele temperamento horrível, era um aviso dizendo que “tenho esse temperamento horrível então se vira.”
Olha, você também fica ressentido, não é? Então não me trate assim. Era apenas expressando de forma infantil essa empatia absurda.
Eunho não era de bom temperamento. Pelo menos era assim que avaliava a si mesmo. Mesmo assim vinha aguentando o temperamento de Ji Hyeon, e dizer que estava “fingindo que se preocupa” era uma irritação inevitável. Não, até aquele ponto talvez conseguisse engolir, mas as palavras depois daquelas eram impossíveis de fingir que não ouviu.
‘Aquele cara está tentando ficar famoso pegando carona em mim com uma imagem parecida com a minha e marketing de ruído.’
O ponto do que Ji Hyeon disse foi compreendido. Qualquer ator no mundo ficaria irritado com um novato fazendo propaganda de si mesmo dizendo que tem uma imagem parecida. Claro que incomodaria, e claro que a primeira impressão não seria boa.
No dia seguinte, Eunho foi buscar Ji Hyeon em frente de casa no horário das filmagens. Em vez de subir para o apartamento esperou no estacionamento subterrâneo e ligou para ele, deixando apenas a mensagem de que descesse quando estivesse pronto e desligou o telefone. Sabia que era mesquinho, mas era uma forma de dizer “se você vai ser assim, eu também posso ser”.
Inesperadamente Ji Hyeon não demonstrou nenhuma reação especial e ao chegar no set de filmagem também não disse nada. Os olhos estavam fundos por não ter dormido, mas era justamente bom para interpretar o promotor Kwon Junhyuk que era workaholic. Eunho organizou silenciosamente o necessário e como sempre ficou a um passo de distância observando Ji Hyeon atuar.
‘Vai embora logo. Isso não é trabalho de gerente.’
Sim, até agora tinha feito coisas demais que não precisava fazer. Sem saber que a linha em que devia ficar como gerente era exatamente até aqui.
De qualquer forma as filmagens acabaram sem problemas, e surpreendentemente a conversa com Ji Hyeon não foi muito estranha. Havia momentos de silêncio sutil de vez em quando, mas no set havia tanto que fazer que não havia disposição de se preocupar com isso.
Assim depois de voltar para a sala de espera, enquanto a estilista apagava a maquiagem de Ji Hyeon e ficavam esperando. Toc toc, com uma batida na porta, alguém foi à sala de espera de Ji Hyeon.
Eunho que estava justamente perto da porta a abriu, e a pessoa que apareceu era Ichan segurando um carrinho de bebidas.
— Boa tarde, senpai!
Será que é característica dos ídolos cumprimentar com força. Com a saudação estrondosa, Ji Hyeon franziu as sobrancelhas. Não, para ser exato era essa expressão assim que Ichan apareceu. O bom era que assim que Ichan endireitou a postura voltou para um rosto neutro.
— Não queria vir de mãos vazias então comprei no café!
Era algo comum. No começo das filmagens havia muitos novatos que vinham cumprimentar. Seria melhor não vir, mas eles não tinham como saber.
Mas por que havia quatro copos de café… Ji Hyeon deve ter pensado algo parecido, pois olhando de relance disse:
— Somos dois.
— Ah, não sabia bem o que gostavam…
Será que isso se chamaria falta de flexibilidade ou capacidade de improviso. Mais vale ter do que faltar, mas infelizmente Ji Hyeon não beberia nenhum dos quatro.
— Obrigado. Vou beber bem.
Eunho por ora pegou o carrinho que Ichan estendia. Pensava em beber um e dar o resto para as estilistas. Mas Ichan que pensava que ia sair logo ficou verificando o humor de Ji Hyeon e timidamente começou a falar:
— Hyung, desculpe mas…
Uma vez que chamou de hyung o título ficou assim. Não era particularmente problema, mas a impressão de surpreendentemente atrevido ficou. Não, aliás a palavra hyung parecia mais familiar do que gerente.
— Pode me dar o seu número?
— … Hm?
Eunho respondeu com uma voz perplexa com um tempo atrasado. Era porque saiu uma solicitação inesperada quando estava esperando que dissesse algo. Com essa reação de Eunho, Ichan agitou as duas mãos às pressas.
— Ah! Desculpe. Não é educado. Vou dar o meu número.
— Não…
O ponto importante não era esse. Não era uma situação de que as pessoas entenderiam errado ao ver?
— Para que precisa do meu número?
Não entendeu errado sobre a intenção de Ichan. Era claramente uma abordagem suspeita, mas a emoção contida naquele olhar não era de simpatia. Em vez disso era algo como ansiedade… senso de urgência.
— É que, tenho algo a dizer.
A voz que sumia disse o suficiente para Eunho entender o que Ichan estava pensando. Como o ponto de contato não era muitos, o que havia a dizer só poderia ser sobre o que aconteceu ontem. Disse que guardaria segredo, mas mesmo assim parecia que ficou preocupado.
— Vou convidar para uma refeição então…
Bum! Um som barulhento ecoou. Era quando Ichan verificava mais uma vez o humor de Ji Hyeon. Olhando para trás havia uma garrafa térmica de aço inoxidável rolando na frente de Ji Hyeon sentado com as pernas cruzadas.
— Ah, a mão escorregou.
Ji Hyeon deu uma desculpa superficial com um tom seco como se estivesse lendo um livro. Se atuasse assim na frente da câmera não daria NGs, teria o elenco cancelado na hora.
Esse cara é realmente louco. Eunho pensou interiormente e tirou um cartão de visitas do bolso e entregou para Ichan.
— Receber o número diretamente seria um pouco, então me contate por aqui.
O coração queria dizer para não se preocupar, mas não tinha confiança de convencer Ichan na frente de Ji Hyeon. Se viesse contato depois, pensava em dizer que não era necessário o jantar e recusar de alguma forma.
— Sim! Obrigado.
De forma ingênua, Ichan logo clareou o rosto e recebeu o cartão de visita. Até soltando um suspiro de alívio, parecia que ficou bastante na mente. Com o que está preocupado que é artista assim. Pensando nisso, Ichan se curvou para Ji Hyeon.
— Então vou indo, senpai!
Claro que Ji Hyeon não respondeu. Não, para ser exato nem olhou para Ichan. Apenas ficou encarando a garrafa térmica que havia caído no chão com a boca firmemente fechada.
Assim depois do clique da porta fechar, Eunho reprovou Ji Hyeon:
— Vai ficar encarando a porta até quando?
No fim a garrafa no chão foi Eunho que pegou. Ainda bem que não tinha água dentro, do contrário teria que secar tudo.
— Você não vai beber isso, né? Vou jogar fora.
Era uma pergunta feita achando que obviamente era isso. Mesmo que desse bebida engarrafada provavelmente não bebia, quanto mais café de fora trazido por outra pessoa. Mas da boca do cara que devia simplesmente dizer que entendia saiu uma voz afiada:
— Merda, de verdade…
— …
Por um momento não entendeu o que Ji Hyeon estava dizendo. Não foi por ter ficado atônito com o palavrão repentino, mas porque a expressão que surgiu naquele momento parecia estranhamente desconhecida. Como se fosse genuinamente repugnante, com olhos cheios de desprezo encarando a porta por onde Ichan havia saído.
— Não é como se gostar de homem fosse motivo de orgulho…
— …
Percebeu tarde. Que aquela emoção vista ontem também era direcionada a Shin Ichan. Que talvez até mesmo o fato de não ter aceitado o remédio que havia estendido pudesse ser pela mão que havia se unido à de Ichan. Não só por causa da obsessão com limpeza, mas por uma aversão mais fundamental.
— … Falar isso em algum lugar vai causar críticas.
Esse cara tomou algum remédio errado hoje. Na visão de Eunho, Ji Hyeon era alguém que estranhamente não tinha preconceitos em certos aspectos. Se não gostasse completamente de pessoas seria diferente, mas não havia casos de diminuir alguém por suas características. Então não entendia por que estava demonstrando essa atitude agora.
— De repente por quê? O que aquele cara fez de errado.
— Kwak Eunho voltou a se meter em assuntos alheios.
Ji Hyeon respondeu sem o menor sinal de remorso. Quando Eunho o encarou fixamente, Ji Hyeon até sorriu levemente e advertiu gentilmente:
— Cuidado, Eunho. Não seja tão amigável com todo mundo sem critério.
A palavra que parecia gentil no fim das contas era quase uma crítica direcionada a Eunho. Ji Hyeon apontando com o queixo a porta por onde Ichan havia saído levantou o canto dos lábios como se zombasse. Era um sorriso suave como sempre, mas por dentro estava cheio de irritação.
— Você disse que aquele cara é gay. O que vai fazer se ele se apegar a você?
— Que absurdo está falando…
Negar que Ichan era gay não tinha mais utilidade. Mais do que isso, a própria suposição de que ia demonstrar afeição por ter sido tratado um pouco bem era estranha. Afinal deixando de lado o fato de que não havia sido particularmente gentil, se fosse gostar por isso, o Ji Hyeon bem na frente devia primeiro gostar de Eunho.
— Impossível.
— Por que impossível. Um cara que vem buscar número mal tendo se conhecido.
Mesmo assim foi no máximo uns 5 minutos. Era um tom como se tivesse ido buscar o número de Eunho de forma descarada. Eunho estava pasmo ou não, Ji Hyeon ergueu apenas os olhos olhando para Eunho e disse:
— Ou você também está interessado naquele cara? Por isso deu até o cartão?
— … Você é louco de verdade?
— Por quê, aguentei todas as suas birras então também pode namorar aquele cara.
Quando foi isso. Na época do ensino médio em que brigou com Ji Hyeon até mesmo chegando às mãos. Não lembrando bem, mas ao mesmo tempo sentiu vergonha e humilhação com uma única palavra que saiu de Ji Hyeon. A raiva sentida naquela época parecia semelhante à de agora.
— Se não é isso, defina sua atitude. Não se envolva com aquele maldito gay.
Por mais que pensasse desta vez não havia feito nada de errado. Não, não só desta vez, mas tudo até agora. Esse cara continua fazendo birra sem parar, e Eunho não teve outro crime senão aguentar isso. Se fosse questionar certo e errado, como Ji Hyeon disse, talvez o problema fossem os comportamentos que deram espaço sem definir claramente a atitude.
— Ah, só de pensar nisso me dá nojo…
Ele nunca tinha ficado tão zangado antes. Mesmo sabendo que as palavras não eram dirigidas a ele, Eunho não era insensível o suficiente para rir disso. Ele poderia ter suportado se tivesse parado por aí, mas ele não poderia simplesmente ignorar o que disse a seguir.
— Você não deveria se preocupar com os rumores que se espalham sobre o empresário de Ji Hyeon ser um bastardo gay?
— …
Ah, merda. Por que tenho que ouvir até isso.
— Ei.
Com um nó na garganta, Eunho que baixou a voz tirou a chave do carro do bolso e jogou no chão. A chave do carro que caiu no chão fez um barulho agitado. Ji Hyeon olhou para Eunho como se perguntasse o que estava fazendo, mas Eunho sem se importar acrescentou uma palavra:
— Eu também estou farto disso.
— … O quê?
Devia ter feito isso há muito tempo. Quando a avó morreu. Não, no momento em que descobriu a natureza do salário excessivamente alto que recebia. No instante em que percebeu o sentimento por Ji Hyeon e ao mesmo tempo desistiu deles. Antes que fosse tarde demais, para corrigir um relacionamento errado.
— Vou deixar de ser seu gerente.
No momento em que ele disse essas palavras, ele não conseguia nem ver claramente a expressão de Ji Hyeon. Uma emoção desconhecida, fosse raiva, tristeza ou outra coisa, obscureceu sua visão. Foi por isso que ele cuspiu as palavras que nunca teria dito de outra forma, palavras que ele pretendia nunca pronunciar em sua vida.
— Porque eu sou o maldito gay que você tanto odeia.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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SINOPSE:
Kwak Eunho, que trabalha como empresário de Ji Hyeon há sete anos, recebe um dia uma proposta para participar do programa “Introducing my Manager” (Apresentando Meu Empresário). O programa, popularmente conhecido como “My Housemate” (Meu Colega de Quarto), é um reality show de variedades que mostra a química entre celebridades e seus empresários.
— Não quero obrigar o Ji Hyeon a fazer algo que ele odeia.
Sabendo que Ji Hyeon detesta expor sua vida privada, Eunho inicialmente deixa a proposta em espera. No entanto, ao contrário da expectativa de que recusaria, Ji Hyeon aceita prontamente aparecer no programa.
— Porque você pode desaparecer de novo.
— …….
— Se você estiver na TV, vou saber o que você está aprontando, onde quer que esteja.
Dez anos atrás, Eunho acabou sumindo do mapa — embora não de propósito — devido a circunstâncias inevitáveis. Por mais que ele tentasse explicar que não tinha sido por querer, Ji Hyeon simplesmente não ouvia.
E assim, os dois entram no “My Housemate”. Não demora para que os fãs comecem a chamá-los de “JiKwak”, já que eles parecem próximos demais para serem apenas amigos…
Nome alternativo: Introducing My Manager Check Out My Manager