


























































Na nossa formatura do ensino médio, o rival que havia me enfrentado por anos confessou de repente que gostava de mim. Era completamente diferente da vitória que eu imaginava, mas ainda assim, achei que tinha vencido. Saí de lá acreditando que a nossa disputa estava finalmente resolvida. Isso até anos depois, quando ele reapareceu com uma criança pequena agarrada à sua mão. Um filho. Repulsa e irritação me invadiram ao mesmo tempo. Um idiota sem vergonha… Se o coração dele vacilava tão facilmente, por que confessou, afinal? Mas tudo bem. Não importa mais. O passado, as escolhas dele, a criança — nada disso muda o que eu já sei. Se eu quisesse arrastá-lo de volta para a minha cama, seria a coisa mais fácil do mundo. Nesse reencontro amargo e distorcido, a linha entre a vitória e o desejo se torna perigosamente tênue.