Ler Fuja se puder – Capítulo 68 Online

Modo Claro

 

<Davis Pharmaceuticals anuncia novo medicamento.>

Chrissy olhou para o artigo que ocupava a manchete do jornal com o cenho franzido. Pelo que havia descoberto até então, testes de medicamentos desse tipo eram algo que a maioria das empresas farmacêuticas realizava secretamente. Ele até tinha a intenção de investigar e transformar aquilo em um escândalo de grandes proporções, mas desta vez ele estava relutante em agir precipitadamente.

‘As pessoas têm que saber disso.’

A verdade era que a maioria já sabia. Apenas fingiam ignorar por “questões práticas”. A maior razão era justamente o custo dos tratamentos médicos.

Para quem não podia pagar um hospital, conseguir remédios que exigiam prescrição através desses canais havia se tornado algo comum. Se esse método desaparecesse, onde mais eles conseguiriam os remédios? Mas, ao admitir isso, outra questão surgia.

‘Então, por que isso se tornou um ponto fraco de Anthony Smith?’

— Oh, promotor! Já vai embora?

A assistente da promotoria vendo Chrissy sair no horário, arregalou os olhos e perguntou. Embora fosse o horário do expediente terminar, ultimamente ele ficava até tarde no escritório investigando o caso, e talvez por isso ela tivesse reagido daquela forma. Chrissy respondeu com um sorriso tranquilo:

— Sim. Eu também preciso descansar de vez em quando.

— É verdade, seria um problema se o senhor ficasse doente de novo.

Ela assentiu com um rosto radiante e se despediu calorosamente. Chrissy deixou o prédio às pressas e pegou o metrô, mas não na direção de sua casa. Ia se encontrar com alguém – mas as coisas não saíram como planejado.

— Já faz um bom tempo que não vejo o Bahama.

— Um bom tempo?

Quando Chrissy foi perguntar sobre Bahama ao homem que estava com ele quando se encontraram pela primeira vez, a resposta foi inesperada. Ele franziu a testa ao perguntar, e logo se lembrou das palavras de Simmons. Eles ainda não tinham conversado desde então, mas se Bahama estava desaparecido desde aquela época, isso era um sinal de que algo estava errado.

— Há quanto tempo você não vê o Bahama?

Chrissy procurou outro homem que também vendia medicamentos e fez a mesma pergunta. O sujeito inclinou a cabeça e respondeu de forma incerta:

— Hm… um ou dois meses, talvez? Ou não?

Não foi possível obter uma resposta precisa. No final, ele fez a pergunta a mais algumas pessoas, mas não conseguiu mais nenhuma informação sobre Bahama ou sobre Anthony.

Assim que voltou ao estúdio, tentou ligar para Simmons, mas o policial também não atendeu. Então Chrissy acabou enviando uma mensagem curta:

[Preciso falar com você. Me ligue, por favor.]

Mas dois dias se passaram sem resposta. Então Chrissy decidiu procurá-lo pessoalmente em seu departamento.

— Está de férias?

Diante da resposta inesperada, ele apenas repetiu as palavras do colega policial, confuso. O homem assentiu e explicou:

— Ele disse que ia visitar a mãe depois de muito tempo. Pediu duas semanas de férias. A mãe dele mora no sul, pelo que ouvi.

Lembrando-se do sotaque carregado de Simmons, era bem possível.

‘Mas, tirar férias de repente para visitar a mãe – justo agora? Sem sequer responder às minhas mensagens?’

Um arrepio percorreu a espinha de Chrissy. Um mau pressentimento crescia dentro dele.

‘Será que acabei envolvendo o Simmons em algo perigoso?’

No final, naquele mesmo final de semana, Chrissy foi de manhã cedo até a casa do detetive Simmons, cujo endereço ele havia obtido antes. Como esperado, ele não estava em casa, mas, graças à experiência que tivera em sua juventude turbulenta, conseguiu destrancar facilmente a porta do apartamento e entrar.

— Senhor Simmons…

Ele chamou o nome dele baixinho, mas, como esperado, só houve silêncio. Ao ver um pedaço de pão de hambúrguer meio comido em cima da pia com mofo crescendo, ele começou a olhar lentamente ao redor da casa. Havia marcas de sapatos na mesa, mas estavam sobrepostas em posições específicas, tornando fácil imaginar Simmons sentado no sofá após o trabalho, assistindo TV com os pés em cima da mesa. Passando por revistas baratas espalhadas pelo chão, migalhas de biscoitos, embalagens de comida e outros detritos, ele olhou para os cômodos internos, mas não viu nada muito diferente. A casa estava uma bagunça, mas parecia mais o caos do dia a dia de alguém desleixado do que evidência de uma invasão.

‘O que está acontecendo?’

Foi nesse momento, enquanto cobrira o rosto com a mão num gesto de frustração, que sentiu um arrepio nas costas. Instintivamente virou a cabeça; a porta da frente se escancarou e alguém entrou correndo, gritando.

— Não se mexa! …Oh.

O homem que entrou apontando uma arma e gritando parou, surpreso, ao reconhecer o rosto de Chrissy. Reflexivamente, Chrissy ergueu as duas mãos e ficou imóvel, encarando-o.

— Detetive.

— Promotor.

Ficaram ali, atônitos, trocando olhares e deixando um silêncio estranho pairar entre eles.

***

— Nossa, quem diria que o promotor tinha essa habilidade.

Simmons deu uma risada rouca e levou a cerveja à boca. Chrissy respondeu constrangido e sem jeito.

— Eu não conseguia entrar em contato com você, então resolvi aparecer. Ainda bem que está tudo bem… Por que não atendeu minhas ligações?

Com um tom levemente reclamão, perguntou; Simmons sorriu e começou a falar:

— Na verdade, descobri uma coisa bem grande. Ia te contar quando tivesse mais informações, mas já que você veio…

— Então diga.

Chrissy se concentrou nele; Simmons olhou ao redor como quem procura alguém antes de baixar a voz e começar a falar.

— Parece que a Davis Pharmaceuticals está fazendo algum tipo de experimento.

— Se é sobre espalhar reagentes, isso já não é algo que sabemos?

Simmons balançou a cabeça, negando, e respondeu:

— Não, é outra coisa. Bem, até poderia ser chamado de teste com reagentes, mas é um pouco diferente. Ah, como devo explicar?

Coçava a nuca e seguiu com o semblante sério:

— De qualquer forma, parece haver algo que os ricos fazem entre eles. E está ligado a um crime.

— Tipo festas de sexo e drogas?

— Sim, algo parecido.

Simmons tirou algo do bolso do paletó com ar sério e colocou sobre a mesa: um bilhete dobrado. Chrissy pegou o pedaço de papel em cima da mesa e o abriu. Havia uma frase escrita nele:

<Filhos da Lua.>

— O que é isso?

— Estou investigando. Mas é certo que é uma pessoa importantíssima. Parece ser alguém com bastante influência nesse grupo.

A palavra “grupo” fez Chrissy ficar especialmente alerta.

— Um grupo?

— Sim. Pretendo investigar isso agora.

Só então Chrisy percebeu o motivo pelo qual aquele homem havia tirado duas semanas de férias.

— Detetive, você não está falando sério…

Disse com desconfiança; o policial, por sua vez, respondeu com naturalidade:

— Recebi informações

de que estão contratando temporariamente lá. Vou entrar, me passar por funcionário e verificar. Fica tranquilo, se eu sentir qualquer perigo, saio na hora.

— Ir sozinho é perigoso…

— Se eu precisar fugir às pressas, é melhor estar sozinho.

Diante dessas palavras, Chrissy não pôde mais insistir em ir junto. E, como se não bastasse, Simmons ainda reforçou:

— O promotor não sabe nem brigar, não é?

Era verdade. No fim, Chrissy só pôde assentir, resignado.

— Entendido. Mas, de qualquer forma, me envie todas as pistas que conseguir e, se algo sair do controle, encerre tudo imediatamente. Está bem?

— Sim, claro.

Em seguida, o detetive riu alto.

— Eu também valorizo a minha vida, sabia?

Depois daquele encontro, Simmons entrou em contato exatamente três dias depois. Era uma noite chuvosa, de chuva fina e constante, e o som do telefone tocando despertou Chrissy no meio do sono. Ao ver o nome do remetente, ele atendeu apressado, sentando-se na cama.

— Detetive Simmons? Onde o senhor está? Está bem?

Sentindo uma inquietação estranha, Chrissy perguntou com urgência, mas do outro lado não veio resposta – apenas uma respiração ofegante, irregular, prestes a se apagar.

— Detetive, onde o senhor está?!

[Promotor…]

Chrissy saltou da cama, o coração disparado, e perguntou novamente. Só então Simmons começou a falar, entre respirações curtas e apressadas, as palavras saíam atropeladas:

[Eu vi… eu vi, promotor. Aquele homem estava lá. O advogado. O Miller. Nathaniel Miller.]

Naquele instante, a mente de Chrissy ficou completamente em branco. O nome inesperado o fez congelar no lugar.

E então — trung! — um som como de um trovão e  a chamada foi cortada.

°

°

Continua…

 

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m caso chocante acontece: um alfa, junto com seu grupo, estupra e assassina um ômega. O promotor encarregado do caso, Chrissy Jin, recusa qualquer acordo e decide levar o caso a julgamento, determinado a garantir uma punição adequada.
É nesse contexto que ele encontra pela primeira vez Nathaniel Miller, representante da maior firma de advocacia dos Estados Unidos, o Miller. Mas a arrogância de Nathaniel não lhe agrada em nada.
Pouco depois, ao voltar de um encontro com seus pais adotivos, Chrissy se envolve num acidente de trânsito: por azar, o carro em que bateu é justamente o de Nathaniel. Diante do valor absurdo do conserto, Chrissy não tem escolha a não ser ir até o homem para explicar sua situação, mas o lugar onde Nathaniel se encontra é, na verdade, uma festa de feromônios.
Lá, Chrissy quase acaba sendo violentado por Nathaniel, mas consegue atingi-lo com um caco de vidro e escapa. A partir desse incidente, a atitude de Nathaniel muda radicalmente: ele demite o advogado responsável pelo caso e decide assumir a defesa pessoalmente.
Os dois passam a se enfrentar no tribunal. No entanto, mesmo em meio a essa relação de hostilidade, Chrissy se sente estranhamente atraído por ele. Nathaniel, por sua vez, não disfarça seu interesse por ele. Em meio a essa tensão crescente, um dos membros do júri surpreende Chrissy com uma revelação inesperada….
Nome alternativo: Run Away If You Can

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