Ler Fuja se puder – Capítulo 51 Online

Modo Claro

O doce aroma que eu sentia na minha garganta ficava cada vez mais intenso. Minha mente ficou confusa.

…O que eu estava fazendo?

Não conseguia me lembrar. Meu corpo inteiro estava mole, como se eu estivesse completamente bêbado.

— Huuuu…

Um longo suspiro se espalhou por todo o meu corpo, junto com um forte cheiro de feromônios. Minha consciência afundou em uma névoa, como se eu estivesse completamente impregnado pelos feromônios.

Quando o pênis que enchia minha garganta saiu, eu desabei sem forças no chão. Não conseguia entender direito o que havia acontecido. Com a visão turva, ofegante e completamente mole, vislumbrei a figura do homem olhando para mim de cima.

— Olha só.

Ele disse. Enquanto eu apenas piscava, sem entender o significado, Nathaniel continuou.

— Eu sabia que você ia gostar.

Sentado ali por um momento, de repente percebi que seu olhar estava fixo em outro lugar, não no meu rosto. Quando lentamente segui sua linha de visão, logo fiquei igualmente incapaz de desviar os olhos. Minhas calças estavam encharcadas de fluidos. Não era do Nathaniel – todo o sêmen dele eu havia engolido. Portanto, era óbvio, de quem era.

Só então percebi o significado do que esse homem havia dito. Gozar enquanto chupava o pau de outra pessoa… era a primeira vez que algo assim acontecia. Enquanto eu apenas piscava, atordoado, olhando para as calças molhadas, Nathaniel de repente se inclinou.

— …Ha!

De repente, puxado pelo braço, fui levantado de um salto e, em seguida, bati o rosto contra a parede. Imediatamente, o corpo do homem cobriu minhas costas. Com ele me pressionando com o corpo, suas mãos puxando minhas calças tinham uma intenção muito clara.

— N-não… faça isso.

Mesmo com meu corpo pesado como algodão molhado, resisti com todas as minhas forças. Eu não queria ultrapassar a linha para algo não combinado.

‘Não, para começar, por que eu deixei esse homem entrar em casa? No que eu estava pensando, confiando em Nathaniel Miller? Não, esse homem entrou sem permissão. Eu devia ter chamado a polícia. Por que diabos, onde foi que…’

Se eu fosse ser violentado tão facilmente aqui, desta vez eu cortaria a garganta desse homem. De qualquer jeito, por qualquer meio…

— Acalme-se.

Disse ele, segurando meus braços que se debatiam com facilidade para me imobilizar

— Vou fazer você se sentir bem.

— Que merda…!

Lancei um palavrão, mas não adiantou nada. Minhas calças, junto com a cueca, foram puxadas até os joelhos, atrapalhando meus movimentos, e minhas duas mãos foram agarradas de uma vez, impedindo-me de usar minha força. Nathaniel prendeu minhas duas mãos com uma só, colocou-as acima da minha cabeça contra a parede, e com a mão livre começou a acariciar meu corpo livremente. Ele enterrou o nariz no meu pescoço, inspirou fundo e então pressionou seu corpo contra o meu. Eu senti aquilo entre minhas pernas. O pênis, ainda inchado e ereto, mesmo ele tendo gozado há pouco.

— Vai se foder, seu merda…!

Foi a única ofensa que minha boca livre conseguiu proferir. Nathaniel respondeu com uma voz risonha e cortante:

— O que eu quero é o seu buraco.

— Seu…!

No momento em que abri a boca para falar de novo, algo pesado entrou entre minhas pernas abertas. Enquanto eu ficava surpreso e tenso, Nathaniel resmungou atrás de mim com um tom de voz satisfeito.

— Esse buraco está frouxo demais.

Ora, claro que estava – aquilo não era um buraco. O pênis entrou entre minhas coxas abertas e roçou o períneo.

— Promotor.

Ele me chamou, como se estivesse me provocando.

— Que tal apertar um pouco mais as pernas?

O modo de falar dele, sempre tão distinto, me irritou profundamente, mas era inútil negar que minha virilha já estava quente. E como se percebesse isso, envolveu minha cintura com um braço e pressionou a parte de baixo do seu corpo contra a minha. O pênis que há pouco estava dentro da minha garganta agora deslizava entre minhas pernas, roçando o períneo.

— Ah… ah…

Um som involuntário escapou da minha boca, que agora estava vazia. O membro grosso e longo passou pelo períneo e começou a esfregar contra o meu escroto. Com o atrito áspero, meu pênis, que estava amolecido, começou lentamente a erguer a cabeça.

— Ah… haa… ah… uhn…

Soltei gemidos consecutivos e apertei as coxas. Enquanto o pênis entrava e saía, preenchendo completamente o espaço vazio entre as minhas pernas, uma sensação latejante subia do meu ventre. Eu me debati sem saber o que fazer, quando, de repente, Nathaniel me levantou com um braço.

— Hiik!

Quando meus pés perderam contato com o chão, um grito saiu sem aviso. Meu corpo se tensionou ao máximo, e atrás de mim senti o suspiro satisfeito dele.

— Segure firme.

Nathaniel ordenou em um tom baixo, bem atrás da minha orelha. Logo em seguida, ele me empurrou contra a parede, me mantendo preso ali, suspenso entre seu corpo e o muro.

— A-ah… haa… haa… ah…!

Sons de respiração descontrolada escapavam da minha boca repetidamente. O pênis inchado continuou a entrar e sair entre as minhas coxas, esfregando não só o buraco escondido entre as minhas nádegas, mas também o períneo, o escroto e o pênis. A fricção contínua parecia incendiar minhas entranhas. Eu lutava com todas as minhas forças contra a sensação de que meu corpo estava perdendo a força.

‘Um pouco mais, um pouco mais, só um pouco mais.’

— A-aah…!

Com um longo gemido, meu corpo se arqueou. Com os olhos semicerrados, tremi dos pés à cabeça, enquanto algo quente se espalhava para fora, respingando na parede. Era a segunda vez que eu gozava.

***

A chuva caía fraca ao longe. Logo depois, senti o cheiro de fumaça de cigarro. Abri lentamente os olhos e encontrei um teto familiar. Ainda confuso, pisquei algumas vezes, e então aquele aroma adocicado se misturou à fumaça.

‘… Não pode ser.’

Com hesitação, virei a cabeça. O homem de costas largas estava sentado à beira da cama. Só então percebi que eu estava deitado nela – e que aquele homem era Nathaniel Miller.

‘Eu… desmaiei?’

No instante em que esse pensamento surgiu, eu imediatamente o neguei. Não é possível, é um absurdo perder a consciência porque o sexo foi bom demais. Devo ter adormecido porque a tensão acumulada finalmente se dissipou. Qualquer outra razão era absolutamente impossível.

‘Então foi ele quem me colocou na cama?’

Isso por si só já era surpreendente, mas o fato de ele não ter ido embora e ainda estar aqui era ainda mais surpreendente. O que diabos esse homem está pensando para agir assim?

O som da chuva continuava. Estava escuro lá fora, talvez já fosse noite. Nathaniel estava sentado na beirada da cama, com as pernas cruzadas, olhando fixamente pela janela enquanto fumava um cigarro. Do modo que ele soltava a fumaça, era impossível entender o que se passava em sua cabeça.

— Não fume na minha cama.

Falei em voz baixa. Ele virou a cabeça devagar. Quando nossos olhos se encontraram, levou o cigarro novamente aos lábios. A brasa acendeu em vermelho, e logo ele soltou a fumaça.

— Por causa da cinza?

Ele perguntou. Achei a pergunta tardia, mas respondi com calma:

— Seria um problema se pegasse fogo.

Nathaniel apenas sorriu suavemente. Provavelmente achou que eu estava exagerando. Mas, antes que eu pudesse tirar o cigarro da mão dele, ele se levantou, apoiando-se na bengala, e foi até a janela. Depois de derrubar a cinza pela janela, ele se inclinou no parapeito e levou o cigarro à boca novamente. Fiquei olhando fixamente para Nathaniel, que tragava e exalava fumaça com ar descontraído. Ele estava exatamente como quando entrou no estúdio pela primeira vez. Como se nada tivesse acontecido.

‘Mas nós transamos. Ele empurrou o pênis dele até o fundo da minha garganta e gozou. E depois esfregou entre minhas pernas.’

Ao me lembrar até esse ponto, de repente senti dores em várias partes do corpo. A razão para essas pontadas doloridas por todo lado provavelmente era o sexo inesperadamente bruto. Era a primeira vez que meu corpo estava tão mole e pesado. A sensação de ardência na parte interna das coxas também.

Mas o lugar mais dolorido era o meu pescoço. A garganta, forçada ao limite, latejava como se gritasse que eu não conseguiria comer direito por dias. E ao notar essa dor, a imagem do homem impecável em seu terno de três peças se tornou ainda mais surreal.

Como podia um homem que por fora parecia tão elegante e frio, fazer um sexo tão selvagem daquele jeito?

°

°

Continua…

 

Ler Fuja se puder Yaoi Mangá Online

m caso chocante acontece: um alfa, junto com seu grupo, estupra e assassina um ômega. O promotor encarregado do caso, Chrissy Jin, recusa qualquer acordo e decide levar o caso a julgamento, determinado a garantir uma punição adequada.
É nesse contexto que ele encontra pela primeira vez Nathaniel Miller, representante da maior firma de advocacia dos Estados Unidos, o Miller. Mas a arrogância de Nathaniel não lhe agrada em nada.
Pouco depois, ao voltar de um encontro com seus pais adotivos, Chrissy se envolve num acidente de trânsito: por azar, o carro em que bateu é justamente o de Nathaniel. Diante do valor absurdo do conserto, Chrissy não tem escolha a não ser ir até o homem para explicar sua situação, mas o lugar onde Nathaniel se encontra é, na verdade, uma festa de feromônios.
Lá, Chrissy quase acaba sendo violentado por Nathaniel, mas consegue atingi-lo com um caco de vidro e escapa. A partir desse incidente, a atitude de Nathaniel muda radicalmente: ele demite o advogado responsável pelo caso e decide assumir a defesa pessoalmente.
Os dois passam a se enfrentar no tribunal. No entanto, mesmo em meio a essa relação de hostilidade, Chrissy se sente estranhamente atraído por ele. Nathaniel, por sua vez, não disfarça seu interesse por ele. Em meio a essa tensão crescente, um dos membros do júri surpreende Chrissy com uma revelação inesperada….
Nome alternativo: Run Away If You Can

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