Ler Fuja se puder – Capítulo 03 Online

Modo Claro

 

Muitos deles cometiam crimes e, na maioria das vezes, não sentiam qualquer culpa. Coisas que fariam a maioria das pessoas hesitar por consciência, eles faziam sem piscar. As pesquisas mostravam que a maior parte dos alfas dominantes eram sociopatas – alguns, psicopatas completos.

Talvez fosse justamente por isso que conseguiam chegar ao topo da sociedade. Não pode existir riqueza e poder puros neste mundo.

O pior assassino em série da história foi um alfa dominante e naturalmente, ele não demonstrou um pingo de remorso. Um certo ditador famoso, que mandava executar opositores sem piedade, também era um alfa dominante. Só de lembrar dele, franzi o cenho.

O problema é que a maioria dessas pessoas recebia penas leves, ou, às vezes, saía impune. A explicação era simples: eles pertenciam à elite, ao topo da pirâmide social.

O escritório de advocacia Miller, por exemplo, era conhecido como “o advogado do diabo”. E com razão, com os honorários astronômicos que cobravam, nunca haviam perdido um caso. Não importava o crime do cliente – eles sempre conseguiam um veredicto de inocência. Parte disso se devia ao fato de que eles atuavam como lobistas fortemente conectados ao meio político, usando sua influência e contatos para defender interesses e moldar decisões governamentais.

Fazem o que for preciso para vencer. Com dinheiro e poder, qualquer coisa é possível. Essa era a filosofia deles.

Cerrei os dentes. Meu trabalho é garantir que os criminosos recebam a punição por seus crimes. Olhei por cima do ombro e vi os pais da vítima, sentados juntos. Inclinei levemente a cabeça em cumprimento e voltei o olhar para frente. O juiz entrou, e todos se levantaram.

— Esta é uma audiência preliminar. O objetivo é determinar se há provas suficientes para levar o réu a julgamento. A defesa pode optar por dispensar a audiência.

O advogado de defesa não contestou. O juiz então leu as acusações:

— Jonathan Davis é acusado de sequestrar Anthony Smith, drogar a vítima à força, participar de estupro coletivo e agressão, e, posteriormente, matá-lo a tiros. Promotor Chrissy Jin, chame sua primeira testemunha.

Levantei-me e abotoei o paletó antes de responder. A primeira testemunha era um velho amigo de Anthony Smith. Após o juramento, ele se sentou e começou a depor.

Durante todo o interrogatório, o advogado de defesa não disse uma palavra. Quando o juiz perguntou se haveria perguntas para o contra-interrogatório, ele respondeu simplesmente:

— Nenhuma, Meritíssimo.

O juiz assentiu.

— Muito bem. Considero que as provas apresentadas pelo Ministério Público são suficientes. O réu Jonathan Davis permanecerá detido até nova ordem.

Depois de marcar a data para o julgamento com júri, o juiz perguntou se havia mais alguma questão. Só então o advogado de defesa se levantou:

— Meritíssimo, a defesa solicita liberdade sob fiança. O réu, Jonathan Davis, é membro de uma respeitável família desta comunidade. Não há risco de fuga. Comprometemos-nos a comparecer a todas as audiências, pedimos que a fiança seja concedida.

O juiz lançou um olhar em minha direção. Levantei-me imediatamente.

— Trata-se de um suspeito de homicídio brutal. Há risco de reincidência e de destruição de provas, portanto, peço que o pedido de fiança seja negado. Além disso, solicito a apreensão do passaporte, devido ao perigo de fuga internacional.

O advogado retrucou:

— Meu cliente é apenas um cidadão honesto, um contribuinte exemplar. Durante o tempo em que esteve detido, sua saúde se deteriorou muito…

— Ah, é mesmo? E eu achando que aquele bom aspecto vinha de um café da manhã com bife e ovos.

A interrupção sarcástica o deixou boquiaberto. Antes que ele pudesse se recompor, continuei:

— O réu tem recursos e poder suficientes para ameaçar testemunhas. A detenção até o julgamento é a medida correta.

— Meritíssimo, a promotoria está condenando meu cliente sem provas concretas.

— As provas são mais do que suficientes. Ou está questionando o julgamento de Vossa Excelência, que considerou o caso apto para o júri?

— Meritíssimo, o promotor está distorcendo minhas palavras! — exclamou o advogado.

— Chega, silêncio os dois.

O juiz interrompeu, batendo o martelo. Depois de uma pausa, ele deu o veredito:

— O pedido de fiança está negado. O passaporte do réu será confiscado, e ele permanecerá preso até o julgamento. Sessão encerrada.

O som seco do martelo ecoou. Jonathan Davis foi levado algemado, com o rosto transtornado, enquanto o advogado o observava atônito.

Ignorei a cena e comecei a recolher rapidamente meus documentos antes de deixar a sala.

— Promotor Jin! Chrissy Jin!

Uma voz soou atrás de mim. Era o advogado, vindo apressado, eu já sabia o que ele tentaria. Continuei andando, em passos largos, sem me virar.

— Ei! Espere um momento, promotor Chrissy Jin!

Ele gritou, ofegante, tentando me alcançar. Quando finalmente conseguiu, ofegante, e com um tom arrogante como se estivesse me fazendo um favor, ele propôs:

— Vamos fazer um acordo. Homicídio de terceiro grau. Cinco anos de prisão, está bem não acho?

(Homicídio de terceiro grau é uma terminologia usada no sistema jurídico dos Estados Unidos, se refere à uma morte sem intenção prévia de matar, cometida durante a realização de um outro crime não violento)

Não consegui conter uma risada seca.

‘Bom para quem?’

Negociações eram comuns nessa fase do processo, mas aquela proposta era ridícula.

— Nos vemos no tribunal.

Respondi friamente, voltando a andar. Ele acelerou o passo para me acompanhar.

— Então diga o que o Ministério Público quer. O senhor Davis está disposto a negociar.

Mantive o olhar à frente.

— Prisão perpétua? Ou pena de morte?

— Haha, o senhor tem senso de humor.

Ele disse, forçando uma risada.

— Eu pareço estar brincando?

Olhei para ele, que era quase da minha altura, com um rosto desprovido de qualquer humor. Pude sentir um leve aroma de feromônios alfa.

‘Claro… saiu do tribunal e já se acha no direito de exalar sua presença. Esses alfas arrogantes sempre me dão náuseas.’

Ele pareceu surpreso com minha reação e mudou o tom:

— O senhor não vai levar isso até o fim, vai?

Continuei andando.

— E por que não?

O rosto dele se contraiu. Sua voz ficou mais firme, quase ameaçadora:

— O acordo seria melhor para todos. Tem certeza de que consegue vencer? Nem ouviu nossa proposta…

— Sim. E, para esclarecer, quem faz propostas é o promotor. E eu não pretendo fazer nenhuma. — Estreitei os olhos e sorri com ironia. — Além do mais, estou bastante confiante na vitória.

O rosto dele endureceu. Ser ridicularizado por um beta devia ferir o orgulho de um alfa como ele.

— Por que complicar as coisas? É um caso simples.

O homem disse, com desdém. As palavras me fizeram parar, senti o corpo enrijecer. Uma lembrança reprimida veio a minha mente, acompanhada pelo som imaginário de um disparo ensurdecedor.

— Promotor Jin?

A voz feminina dissipou o eco daquela memória. Voltei a mim e olhei para o lado.

— O procurador-chefe está chamando o senhor.

A assistente disse. O advogado recuperou o sorriso forçado.

— Então entrarei em contato.

Ele disse, estendendo-me um cartão. Ignorei-o completamente e segui em frente. Senti o olhar indignado dele nas minhas costas, mas não dei a mínima.

 

***

 

— O senhor me chamou?

Perguntei, ao entrar na sala do promotor-chefe. Ele apontou para uma cadeira diante da mesa.

— Ah, sente-se.

Ele esperou eu sentar e me endireitar antes de retomar a fala:

— Então, Jin… você já teve contato com o advogado de Davis?

 

°

°

Continua…

 

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m caso chocante acontece: um alfa, junto com seu grupo, estupra e assassina um ômega. O promotor encarregado do caso, Chrissy Jin, recusa qualquer acordo e decide levar o caso a julgamento, determinado a garantir uma punição adequada.
É nesse contexto que ele encontra pela primeira vez Nathaniel Miller, representante da maior firma de advocacia dos Estados Unidos, o Miller. Mas a arrogância de Nathaniel não lhe agrada em nada.
Pouco depois, ao voltar de um encontro com seus pais adotivos, Chrissy se envolve num acidente de trânsito: por azar, o carro em que bateu é justamente o de Nathaniel. Diante do valor absurdo do conserto, Chrissy não tem escolha a não ser ir até o homem para explicar sua situação, mas o lugar onde Nathaniel se encontra é, na verdade, uma festa de feromônios.
Lá, Chrissy quase acaba sendo violentado por Nathaniel, mas consegue atingi-lo com um caco de vidro e escapa. A partir desse incidente, a atitude de Nathaniel muda radicalmente: ele demite o advogado responsável pelo caso e decide assumir a defesa pessoalmente.
Os dois passam a se enfrentar no tribunal. No entanto, mesmo em meio a essa relação de hostilidade, Chrissy se sente estranhamente atraído por ele. Nathaniel, por sua vez, não disfarça seu interesse por ele. Em meio a essa tensão crescente, um dos membros do júri surpreende Chrissy com uma revelação inesperada….
Nome alternativo: Run Away If You Can

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