Ler Entrega especial – Capítulo 05 Online

Modo Claro

— Ki-joo se sentou no escritório e tomou um gole de suco de laranja com um canudo.

(O médico disse que não precisava forçar, mas o apresentador tentou comer algo nutritivo à força. No entanto, não saiu como esperava, então ele ficou um pouco confuso. Os dias em que comia bem, sem frescura, pareciam um sonho distante.)

— Ki-joo virou a cabeça ao sentir sua popularidade na porta do escritório. Era Hyeonu.

— “Ainda tá vivo?”

Assim que Hyeonu, que estava com a postura torta, abriu a porta sem bater e viu o rosto de Ki-joo, começou a brigar. Falava mais como um agiota vindo cobrar dívida do que como o representante de uma empresa.

(Quando a empresa abriu capital, ele tentou manter a dignidade, mas Hyeonu sempre foi meio problemático. Era uma pessoa boa, mas sua natureza ríspida escapava nessas horas.)

— “Teria subido se tivesse ligado.”

— “Por que você tá aqui? A gente não se despediu com uma carta de demissão e pronto?”

— “Porque ainda não me demiti. Te dei dois meses.”

— “Por quê? Não ia sair amanhã?”

(Hyeonu já estava visivelmente ferido. Apesar das voltas e reviravoltas, Ki-joo ficou em silêncio. Porque já esperava que fosse dar nisso.)

— “Tá tudo bem?”

— “O quê, seu bastardo?”

— “Então por que você tá gritando logo de manhã, hyung?”

(Hyeonu cedeu, chamando Ki-joo de hyung, o que carregava uma forte nostalgia juvenil. O apresentador sabia disso muito bem.)

Hyeonu sentou-se no sofá e pôs os pés sobre a mesa. Mesmo tendo se tornado um CEO de empresa de entretenimento, a educação não foi usada pra medicina desde o início.

Ele tirou o envelope com a carta de demissão de Ki-joo do bolso interno do paletó e jogou sobre a mesa.

— “Quem é que escreve carta de demissão em chinês hoje em dia? Só consegui ler o ‘Seo’, então encarei com esses olhos mesmo.”

— “Acho que nunca recebi só uma ou duas, mas… você não tinha recebido uma antes?”

— “Você é o primeiro. Todo mundo sabe que não sei ler caracteres chineses. Mas só você… só você usou caracteres chineses.”

(Era só um envelope comum de carta de demissão comprado numa conveniência. Embora não tenha sido escrito à mão por ele, Hyeonu deu um significado exagerado àquilo e tremeu de sentimento de traição.)

“Depois de tanto tempo me conhecendo, não me conhece mesmo?” — sua voz estava carregada de mágoa. Tudo era triste com ele. Era alguém que se sentiria mal mesmo que tivesse que se esticar só um pouquinho.

— “Desculpa.”

— “O que você vai fazer de verdade?”

— “Desculpa.”

— “A gente não passou por tudo isso juntos? Preciso descobrir que você vai me deixar com uma carta de demissão? Você nem fala nada? Nem entrevista de desligamento? Nem tenta reconsiderar?”

(Hyeonu nunca tinha feito entrevista de saída com ninguém que fosse sair. Sempre teve a filosofia do “quem quer sair, que vá”, sem apego. Mesmo que não quisesse deixar Ki-joo ir, ele também não perguntou o motivo.)

Ki-joo jogou a carta de demissão e saiu sem explicação, mas no dia seguinte continuou agindo normalmente, indo trabalhar todo dia. Hyeonu perguntou várias vezes à equipe se Ki-joo ainda tava indo trabalhar.

(Todo dia no caminho, ele nem chegava a ir até o escritório do representante, ficava mil vezes em dúvida se devia ligar ou não, e acabava só descendo direto. Não tinha nada mais irritante do que ficar se remoendo por dentro e ninguém perceber.)

Assim que Hyeonu viu Ki-joo sentado confortavelmente bebendo suco de laranja naquele escritório espaçoso e bonito, seu estômago ferveu.

(Nunca teve um momento em que o apresentador não fizesse o que ele pedia. Então era de se esperar.)

— “Vamos ver por quê.”

— “Hyung.”

— “O quê? Fala.”

Ki-joo ficou um bom tempo em silêncio.

— “Se eu falar alguma coisa agora, vai ser mentira.”

— “Se você só calar a boca e não disser nada, não é pior? Quer mesmo que eu fique assim?”

Hyeonu explodiu em raiva, com uma expressão de desespero e exaustão.

Nesse momento, a porta do escritório se abriu novamente, e Ki-joo soube sem nem olhar que era Gyu-won. Só duas pessoas abriam aquela porta sem bater — e uma delas já estava lá dentro.

— “Baek Hyeonu, sai. Quero falar com ele.”

Por causa de uma gravação de comercial naquela manhã, o homem absurdamente bonito que parecia ter saído direto da TV entrou com um olhar frio e acenou com a cabeça para fora.

— “Eu sou o chefe aqui!”

— “Quero falar com meu chefe sobre trabalho.”

Gyu-won sentou-se no sofá em frente a Hyeonu e estendeu a mão como quem diz: “Pode sair da casa agora.” A conversa entre eles regredia ao nível escolar.

Ki-joo se levantou e fechou silenciosamente a porta aberta. Tinha medo que alguém passando pelo corredor ouvisse. Era provável que se envolvessem numa briga tão infantil que as ações da empresa até caíssem.

— “Por que essa porta foi fechada? Esse desgraçado quer que eu vá embora. Não vou fechar. Eu que vou sair!”

Talvez por Gyu-won ser meio tímido, Hyeonu acabou recuando primeiro.

O apresentador abriu a porta e levantou as mãos como um porteiro indicando a saída. Hyeonu bateu a mão como quem não gostou e saiu de olhos arregalados.

Gyu-won, que ficou observando em silêncio, abriu a boca assim que ouviu o som do elevador levando Hyeonu.

— “E aí? Tem algo pra dizer que não seja mentira? Aposto que não contou nada pro Hyeonu.”

— “Nem você contou.”

— “Por que eu teria que contar?!”

— “E por que você não pode? Eu nem falei que era segredo.”

— “Então você basicamente declarou guerra, dizendo que ia mentir se eu insistisse?”

— “É que eu ainda não sabia o que dizer. Vou te contar depois.”

— “Você me empurrou com tanta força que agora ficou difícil, né?”

Ki-joo olhou para Gyu-won com suavidade. Os olhos negros e inabaláveis de Ki-joo eram difíceis de interpretar.

Gyu-won jogou sobre a mesa o roteiro do diretor Oh, que Ki-joo tinha marcado com marca-texto alguns dias atrás, junto com um bilhete. Era sua maneira de dizer que tinha escolhido seu próximo projeto.

(Se fosse da vontade de Gyu-won, o próximo trabalho fluía naturalmente. Ki-joo sorriu levemente porque gostou da escolha — era um projeto que vinha insistindo. Mas Gyu-won, ao ver aquele sorriso, ficou ainda mais irritado.)

Mesmo com a expressão cansada e amassada, o rosto esculpido de Ki-joo continuava bonito como sempre. Naquela manhã, não havia mais o homem frustrado pelas exigências do apresentador — só restava o homem bonito de sempre, com um ar afiado.

Gyu-won, sem entender o motivo do sorriso de Ki-joo, lançou uma pergunta:

— “Por que você continua sorrindo? Eu sou engraçado?”

— “Você fez uma boa escolha. O diretor Oh está esperando por você.”

(Gyu-won quis cancelar sua decisão ali mesmo. Era um filme que queria fazer, mas o elogio de Ki-joo o deixou desconfiado. Apesar do roteiro não ter falhas.)

Lembrou da época em que o grupo faliu e não havia mais o que fazer. Naquele tempo, vivia com uma sensação constante de crise. Tinha medo de que, fora Baek Hyeonu e Kim Ki-joo, a empresa estivesse tramando algo.

(Com medo de que imagens e dados fossem usados pra sempre de forma desesperadora, Gyu-won evitava obras muito provocativas. Nessa época, Ki-joo molhava os lábios ao lado dele e cutucava seu braço, perguntando se ele realmente achava certo se expor tanto assim.)

Foi ali que tudo começou. Gyu-won sentiu um calafrio nas costas sempre que Ki-joo demonstrava aprovação demais.

(Era a teoria do apresentador: se não desse abertura, nada poderia ser explorado depois. Ele era negativo, mas também realista.)

Por outro lado, Gyu-won, que dizia pensar no futuro e em se preservar, parecia ingênuo. Ki-joo olhava para Hyeonu e Gyu-won preocupados com o futuro e com apenas um roteiro em mãos, e criticava:

— “Esse rosto é como uma flor… mas tá tudo perdido porque o cérebro é quebrado. Só tem flor.”

Ki-joo costumava babar olhando o rosto de Hyeonu — digno de uma celebridade. Ele não conseguia simplesmente recusar um papel só porque não combinava com a imagem de Gyu-won. E até cogitava “vender o presidente” perguntando se não dava mesmo pra fazer.

Por causa disso, Hyeonu acabou aparecendo várias vezes nos filmes — como figurante, assistente… no total, fez cinco participações pequenas.

Continua

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Gyu-won e seu empresário Ki-ju passaram

por altos e baixos juntos no diffcil mundo
do entretenimento.
 
 
Então, um dia, o proprietário
repentinamente anuncia sua renúncia
E quando Gyuwon pergunta o porquê, ela
faz um anúncio bombástico de que está
grávida,
 
 
“Ok, digamos que existam circunstâncias
Mas você e eu estamos juntos há apenas
alguns anos, e você ouviu esse tipo de
conversa no trabalho, por acaso. Você
deveria ter falado comigo primeiro! Eu te
pago pouco, então te trato como um
mendigo. Você sabe disso, né? Onde no
mundo você pode encontrar alguém tão
bom quanto eu:..!”
“Irmão, estou grávida.”
 
 
Gyu-won fica triste com o silêncio de Gi-ju
quando perguntam quem é o pai da criança
Ele se esforça para mudar a opinião de Gi-ju
de alguma forma, mas mal-entendidos e
erros vão se acumulando aos poucos

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