Ler Diamond Dust (Novel) – Capítulo 76 Online

↫─Capítulo 03 – Lado a Lado
Alguém está soprando uma bola de chiclete.
O busto de uma pessoa soprando uma bola de chiclete foi pintado para preencher uma tela retangular, de cerca de 110 centímetros de altura por 80 centímetros de largura, mas como a bola era muito grande, o rosto da pessoa que a soprava não estava visível. O rosa intenso do fundo, que parecia exalar o aroma doce de um pirulito se você aproximasse o nariz, e o azul do chiclete, com sua coloração artificial que lembrava guloseimas industrializadas, longe de qualquer coisa natural ou saudável, destacavam a alegria peculiar e desconfortável característica do trabalho de Choi Inwoo.
— Ouvi dizer que todas as peças já foram vendidas.
Shushu, que estava admirando a tela do chiclete por um tempo particularmente longo entre as três peças que Inwoo apresentava nesta exposição, finalmente falou.
— Ele tem muitos fãs agora. Há dois ou três colecionadores ávidos também.
— A exposição individual dele foi certamente impressionante. E os trabalhos dele desde então têm sido todos bons.
Shushu assentiu como se dissesse que era apenas natural.
Em sua própria exposição individual, que também havia sido a primeira exposição da Phantom após sua reabertura, Inwoo apresentou um total de dezoito obras. Foi um grande sucesso, recebendo elogios da crítica por mostrar uma exploração mais profunda de si mesmo, do mundo e da arte, enquanto ainda mantinha sua personalidade única de antes. Todas as obras foram vendidas durante o período da exposição, surpreendendo tanto Lau quanto a Gerente Han. Foi um resultado surpreendente, considerando os dias em que uma das pinturas de Inwoo era uma das últimas peças restantes na Feira de Arte de Hong Kong.
— Ele passa quase todo o tempo fora de suas horas na clínica trabalhando, então é difícil ver o rosto dele hoje em dia.
Shushu sorriu com as palavras de Lau, que soavam como se ele estivesse falando sobre a inacreditável transformação de um filho pródigo. Os dois se afastaram do trabalho de Inwoo para observar a última sala de exposição.
Durante a última reforma, a parede de concreto que dividia o saguão em duas grandes salas no segundo andar da Phantom foi derrubada. Graças a isso, tornou-se muito mais livre do que antes reconfigurar o espaço a cada vez para se adequar à natureza e escala da exposição. Até a posição e o tamanho das janelas foram todos alterados para que tanto as obras que combinavam com a visualização sob luz natural quanto as que não combinavam pudessem ser exibidas de forma eficaz.
Para esta exposição, o saguão foi dividido em três salas. Para fazer os visitantes se sentirem como se estivessem em uma jornada curta e interessante, cada sala era conectada às outras através de corredores semelhantes a labirintos. Era um método que não havia sido visto nas exposições anteriores da Phantom, que focavam apenas nas obras em si.
Nas paredes dos corredores labirínticos, os diversos rostos dos visitantes que vieram à Phantom nos últimos três meses, aproximadamente, estavam sendo projetados por um projetor de feixe. Era uma obra de vídeo que Lau pessoalmente criou tirando fotos de visitantes que foram informados do propósito da filmagem e concordaram com ela. Foi ideia de Lau para expressar o tema da exposição, ‘De Cada Matiz e Tom’.
Uma pessoa fazendo uma pose de modelo com confiança, uma pessoa sorrindo com a mão na boca de vergonha, uma pessoa tensa e rígida, uma pessoa fazendo uma expressão cômica, uma pessoa olhando confortavelmente para a lente…
Se você caminhasse lentamente seguindo os rostos das pessoas com os olhos, suas diferentes personalidades tão distintas quanto suas aparências se revelando, você chegaria à sala final, onde a luz do sol entrava intensamente, como se encontrasse uma luz no fim de uma caverna.
Era a única sala de exposição nesta mostra que era iluminada por luz natural. A luz solar do verão descendo da claraboia alta e inclinada era deslumbrante. Os olhos, recém-saídos do corredor escuro, precisavam de um momento para se ajustar. A estrutura foi projetada como uma versão em miniatura da jornada de emergir de um túnel ou de uma caverna para alcançar um destino final.
— O planejamento da exposição está bom. Você realmente se esforçou muito já que é a última.
Era verdade que, após a decisão de deixar a Phantom ser tomada, ele se dedicou a preparar esta exposição pelos últimos cinco meses para que nenhum arrependimento restasse. Lau não se deu ao trabalho de negar.
— Foi bom eu ter vindo ver com antecedência hoje. Provavelmente não terá esse tipo de sensação quando a exposição começar.
Fascinado pela sala de exposição silenciosa em si, que estava tão cheia de luz branca que parecia um pouco surreal, Shushu maravilhou-se enquanto caminhava lentamente em direção ao centro da sala.
— ……
O olhar dele, que estava se voltando para apreciar cada uma das obras, fixou-se lentamente em uma peça. Era uma obra que Yihyun enviara após pedir a compreensão da ‘The Hands’, a fim de submetê-la à última exposição que Lau realizaria na Phantom.
A obra de larga escala, grande o suficiente para ocupar uma parede inteira da sala de exposição, retratava um céu brilhante adornado com inúmeras estrelas e o sol juntos.
A coexistência de coisas que não podem coexistir. Os seres individuais que já coexistem como membros do mundo, queira-se ou não, reconheça-se ou não.
O trabalho de Yihyun, que estava em linha com o tema desta exposição, lembrava o trabalho conjunto com Ben que ele apresentara no inverno passado. Assim como a lua e as estrelas não eram os únicos mestres do céu noturno, as estrelas não haviam desaparecido do céu diurno apenas por não estarem visíveis.
Não foi coincidência Lau ter escolhido ‘De Cada Matiz e Tom’ como tema para a primeira e última exposição que planejou e executou sozinho na Phantom, nem foi coincidência que as obras de Yihyun, embora mostrassem mudanças flexíveis nas técnicas de expressão e estilos, mostrassem um fluxo consistente de respeito e coexistência com a diversidade em seus temas.
As experiências que abalaram seu eu e seus relacionamentos desde a raiz estavam mudando sua própria perspectiva sobre si mesmo e o mundo.
Shushu olhou para trás, para Lau, que estava parado alguns passos atrás para não perturbar sua observação. Lau sentiu um pressentimento. Vendo a expressão no rosto dele, pressionando os lábios para conter um sorriso e balançando a cabeça, parecia que algumas palavras provocativas viriam a seguir.
— Qual é a sensação de estar namorando alguém que pinta coisas assim?
— Hmm… uma sensação que você não entenderia mesmo se eu te contasse?
— Seu bastardo entediante.
Depois que seu relacionamento com Yihyun foi restaurado e ele anunciou oficialmente para as pessoas ao redor que eram amantes, Lau tinha sido um alvo constante de provocações. O motivo era que ele estava em um relacionamento incomumente cheio de frescuras que não combinava com ele.
Quando ele retrucou com um ar fingido de ignorância, sentindo que era injusto estar sempre na ponta receptora, Shushu voltou-se para a pintura com uma expressão emburrada.
— Você, tanto como amante quanto como galerista… você realmente não pode se dar ao luxo de perder o Yihyun-ssi.
Lau assentiu com a cabeça enfaticamente, como se dissesse que sabia disso muito bem. Então ele caminhou alguns passos à frente e parou lado a lado com Shushu.
— Eu estava morrendo de vontade de adquiri-la para minha própria coleção. Foi por muito pouco desta vez.
Shushu deu uma risadinha como se dissesse ‘pare com as reclamações felizes’, mas Lau estava falando sério. Não era apenas por sua possessividade como amante; como um colecionador que prezava a arte, o desejo de possuir esta obra em particular era excepcional.
— Então, já foi vendida?
— Ele é um artista que está causando alvoroço em Paris, e esta é a primeira obra que ele expõe na Coreia. Houve muitas pessoas que quiseram comprá-la sem nem mesmo ver a obra.
— E você se segurou apesar disso? Excelente. Isso é uma paciência louvável.
Shushu, que casualmente passou o braço sobre o ombro dele, deu tapinhas brincalhões na borda de seu ombro.
— Estou apenas esperando o momento para ela aparecer no mercado secundário, o que você quer dizer com paciência?
— Você está aprendendo a controlar seus impulsos. Há potencial para crescimento.
Lau empurrou o lado dele com o cotovelo e riu estalando a língua. Quando a brincadeira quase cessou, Shushu começou a caminhar em direção às outras obras e disse em um tom casual.
— Na verdade, cerca de duas semanas atrás? A Seonyu veio ao meu estúdio uma vez.
— ……
— Ela veio agradecer por eu ter feito a conexão para que ela pudesse realizar uma exposição, e trouxe uma de suas obras para me cumprimentar.
Hong Seonyu, que estava procurando uma galeria para realizar uma exposição após retornar à Coreia, eventualmente desapareceu silenciosamente sem nenhum sucesso. Depois que Yihyun partiu para Paris, Lau não estava mais em condições de dedicar energia aos assuntos de outras pessoas, e Shushu também parou de mencionar o nome de Hong Seonyu.
Depois de mais de um ano passado assim, e tanto o nome Hong Seonyu quanto a impressão desfavorável que o mundo da arte coreano tinha desse nome tivessem desaparecido, a primeira exposição de ‘Hong Seonyu’, não ‘SEONEW’, foi realizada em uma pequena galeria privada na área metropolitana. Foi organizada por Shushu.
— Ela disse… que queria começar de novo comigo. Que tinha pensado muito sobre isso nesse meio tempo.
— ……
Não foi intencional, mas os passos de Lau pararam sem que ele percebesse.
— Não faça essa cara. Eu a recusei.
— O que tem isso. É a sua vida e a sua decisão. Eu não vou mais interferir em qualquer escolha que você faça.
Shushu sorriu levemente enquanto observava Lau evitar seu olhar desajeitadamente e esfregar o queixo.
— Foi apenas… amargo ver a queda de alguém que um dia amei com toda a minha paixão. Não era que eu tivesse sentimentos remanescentes pelo meu relacionamento com a Seonyu.
Quando ouviu isso pela primeira vez, ele não pôde acreditar, nem pôde entender. Ele apenas focara no fato de que Hong Seonyu havia traído Shushu, e criticara Shushu como tolo por tentar ajudá-la mesmo depois de ser traído daquela forma. Mesmo agora, ele provavelmente não poderia dizer que entendia completamente.
No entanto, ele podia concordar com o fato de que um relacionamento profundamente emaranhado não era uma questão que pudesse ser claramente julgada com apenas algumas pistas externas.
— O trabalho dela mudou muito, talvez porque ela tivesse perdido tudo e chegado ao fundo do poço. Se não tivesse mudado, eu não teria sido capaz de fazer a conexão. Eu fiz a introdução, mas a exposição não teria acontecido se o dono de lá não tivesse gostado do trabalho dela.
— É um alívio, eu suponho.
Shushu, que deliberadamente acrescentara isso em um tom casual, parou de caminhar e olhou para trás antes de deixar completamente a sala de exposição.
Ele sentia como se tivesse acabado de assistir a um filme — uma sensação de arrependimento como se tivesse visto o fim de uma aventura e de uma jornada, mas também uma sensação de cair na real com antecipação pela vida cotidiana que se seguiria. Independentemente da qualidade das obras individuais, ele achou que era uma boa exposição, e Shushu deu tapinhas nas costas de Lau e sorriu. Lau, que estava liderando o caminho, parou de caminhar e olhou para trás. Após observar o trabalho de Yihyun mais uma vez por cima do ombro de Shushu, Lau verificou seu relógio de pulso e sinalizou que deveriam descer.
Depois de descer as escadas, os dois naturalmente se dirigiram ao café na parte interna do primeiro andar, como se tivessem combinado. Ao contrário do passado, quando Shushu visitava principalmente o estúdio do lado da Phantom para trabalhar, o café desempenhava um grande papel na proporção aumentada de visitas diretas de Shushu à Phantom. Às vezes, ele até visitava pessoalmente apenas para tomar um café.
Embora todos os saguões de exposição da Phantom estivessem fechados para visitantes hoje devido à exposição ‘De Cada Matiz e Tom’, havia apenas alguns assentos vazios no café. Como todas as paredes sul e oeste voltadas para o exterior foram trocadas por janelas, proporcionando vistas e iluminação excelentes, o local conseguiu rapidamente se tornar um chamado ‘Hot Place’ nas redes sociais apenas por esse motivo. Por causa disso, por um mês ou dois, houve mais clientes no café do que visitantes na exposição, mas agora havia entrado em um período estável, e a galeria em si não estava mais paralisada.
Como Juhan, que havia pressionado por este café em primeiro lugar, pretendia, houve muitos casos em que clientes que visitaram o café para tirar fotos bonitas acabaram observando a exposição, e também houve muitos clientes que olharam os panfletos fornecidos com interesse. A esta altura, parecia que o objetivo de Juhan de baixar o limite para entrar na galeria poderia ser considerado um sucesso.
— O Juhan se estabeleceu completamente como encarregado do café agora, hein?
— Surpreendentemente, o atendimento ao cliente parece se adequar à constituição dele. Ele está como um peixe na água.
Os dois deram risadinhas, com os olhares em Juhan, que estava habilmente lidando com os pedidos e fazendo as bebidas sozinho de dentro do balcão. Enquanto Shushu ocupava um lugar na última mesa de janela restante, Lau pedia as bebidas. Originalmente, a retirada também era self-service, mas Juhan foi à mesa pessoalmente com uma bandeja.
— Artista-nim, você vem hoje à noite, certo?
Juhan tocou no assunto primeiro enquanto colocava o café gelado, com o gelo tilintando. Seus olhos bem abertos e sobrancelhas erguidas exigiam sua presença.
Yihyun e Yuni estavam a caminho de Paris para ver a última exposição que Lau realizaria na Phantom. Exceto quando Yuni visitara brevemente em dezembro do ano retrasado devido a questões de visto, era a primeira vez que ambos retornavam à Coreia. Juhan organizara um jantar, convidando conhecidos para dar as boas-vindas aos dois.
— Kwon Juhan, você está todo animado para encontrar sua alma gêmea depois de tanto tempo.
— Bem, parece que ela encontrou sua alma gêmea de verdade lá, então tanto faz.
Uma pitada de decepção era visível em Juhan enquanto ele retrucava indiferente, prendendo a bandeja sob o braço.
— Enfim, Artista-nim, nem pense em dar o cano e certifique-se de vir. Entendido?
Shushu assentiu para Juhan, que estava tentando obter sua promessa novamente. Só então a expressão de Juhan relaxou, e ele se gabou com um sorriso amigável de que havia preparado um café especialmente delicioso antes de deixar a mesa. Embora fingisse estar descontente pelo fato de Yuni ter um amante, suas costas enquanto retornava ao seu posto pareciam bastante animadas.
Observando Lau verificar seu relógio de pulso mais uma vez antes de tocar em seu café, Shushu mexeu levemente o interior de sua bebida com um canudo de aço inoxidável.
— Você deveria ter pedido em um copo descartável.
— Hein?
— O avião. Você disse que chega às 17:00?
— Sim.
— Vá em frente, então.
— …Eu ainda tenho tempo.
— Parece que sua mente já está no aeroporto, no entanto. Você tem olhado para o relógio o tempo todo.
Lau, que estava tentando não demonstrar, soltou uma risadinha ao pensar que seus esforços foram em vão. Na verdade, ele sentia como se seus pés estivessem flutuando do chão, ainda mais do que Juhan estava animado. Ele estava nesse estado desde que ouviu Yihyun dizer que viria a Seul para ver a exposição.
Ele dissera que, após Yihyun deixar a ‘The Hands’ em breve, eles tinham planos de fazer um tour pelos museus de arte europeus e, depois disso, poderiam continuar juntos como parte da mesma organização, então ele não precisava se esforçar para ajustar sua agenda, mas Yihyun fora estranhamente teimoso, dizendo que queria muito ir.
— Você o vê uma vez por mês sem falta e ainda fica feliz assim?
— Eu ir para lá e o Seo Yihyun vir para cá são coisas diferentes.
Fazendo uma cara como se não soubesse o que havia de tão diferente, Shushu o repreendeu para se apressar e ir embora, e Lau se levantou, segurando o copo de café.
Como se estivesse esperando o momento certo, um visitante aproximou-se cautelosamente e perguntou a Shushu se poderiam possivelmente tirar uma foto juntos. Shushu concordou prontamente com a foto. Para não perturbá-los, Lau despediu-se de Shushu apenas com um aceno de cabeça.
Ele deixou a Phantom com o café gelado que Juhan transferira para um copo descartável na mão. O céu para o qual olhou estava limpo como uma tela em branco. Lau pegou os óculos de sol que estavam guardados no bolso esquerdo do peito, colocou-os e sentou-se no banco do motorista. Eram os mesmos óculos de sol que ele um dia presenteara a Yihyun.
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Os dois estavam um pouco afastados do centro do fluxo de água que caía da ducha. Espuma branca deslizava sobre seus corpos nus. O fluxo abundante de água, caindo com uma pressão forte o suficiente para ter um efeito de massagem, lavava continuamente o ombro esquerdo de Yihyun enquanto ele estava de frente para a parede, de costas para Lau.
Lau beijou a nuca e o ombro de Yihyun, esfregando suavemente suas costas com uma esponja que fora ensaboada com uma espuma rica. O fluxo de água que descia de seu ombro esquerdo ao longo da curva de suas costas lavava a espuma assim que tocava a pele de Yihyun.
Olhando para baixo, para a visão da espuma branca fluindo pelo corpo liso e tonificado e desaparecendo entre a curva de suas nádegas, Lau enterrou os lábios na nuca de Yihyun e mordeu levemente sua pele.
— Mm, essa parte… eu posso fazer sozinho.
Uma pitada de riso estava na voz de Yihyun. Era por causa da esponja que havia pulado uma etapa sem parecer ter terminado de lavar suas costas e agora estava sutilmente abrindo caminho por entre suas pernas.
Lau espiou a cabeça por cima do ombro de Yihyun e perguntou casualmente.
— Oh? Sério?
Yihyun limpou a água do rosto com a palma da mão e virou-se. O rosto de Lau estava a uma distância de tocar o nariz. Ele baixou as pálpebras e olhou para os lábios de Lau. Os lábios molhados pela água pareciam ainda mais sensuais do que o normal. Talvez fosse ainda mais por não se verem há cinco semanas por causa deste retorno à Coreia.
Yihyun inclinou a cabeça para trás um pouco mais e pressionou seus lábios contra os dele. O tempo que passaram roçando sua carne macia e carnuda foi curto, mas estimulante o suficiente para fazê-los desejar um contato mais profundo.
— Mesmo que você possa fazer sozinho, não é melhor se eu fizer para você?
Com as palavras de Lau, pedindo seu acordo com um rosto sério, Yihyun caiu na gargalhada e assentiu. Seguiu-se uma risada baixa e ele mordeu levemente o lóbulo da orelha dele. A esponja, que se movera em sentido inverso das nádegas para a frente, empurrou seus testículos para cima e esfregou amplamente contra a carne macia da parte interna de suas coxas. Ele estava se movendo como se não se importasse, mas era um toque mais próximo de uma carícia que não podia mais ser considerada um banho.
— Mm…
Ao sentir sua mão nua, não uma esponja, acariciando sua pele, que estava escorregadia com uma mistura de espuma e água, Yihyun mordeu o lábio suavemente e fechou os olhos. A esponja esfregou seu baixo ventre, e a mão direita de Lau acariciou suas nádegas em um movimento circular amplo. Quando ele involuntariamente tensionou os músculos glúteos, dedos se enterraram no vale entre suas nádegas. Ele percebeu imediatamente que Lau queria seu anal.
Yihyun sentiu seus próprios feromônios.
Agora ele podia detectar claramente não apenas os feromônios de Lau, mas também os seus próprios. Como uma bomba de banho sólida se dissolvendo lentamente em água morna, espalhando uma cor e um aroma progressivamente mais profundos. Quanto mais era estimulado por seu desejo e excitação, mais ativo se tornava o movimento de seus feromônios.
Mas, embora o desejo pingasse dos dedos que pressionavam e esfregavam ao redor de seu anal, Lau não parecia estar tentando mergulhar direto em um sexo total. Era como se ele estivesse consciente do sexo que tiveram, praticamente atacando um ao outro, antes de comparecer ao jantar.
Era a primeira vez que se viam pessoalmente em cinco semanas. No momento em que entraram na sala de estar, eles se abraçaram, devoraram os lábios um do outro e praticamente arrancaram as roupas um do outro, sem que nenhum fosse o primeiro a iniciar.
Abraçando os ombros de Lau enquanto ele esfregava os quadris contra ele, seus baixos ventres pressionados firmemente para estimular seu pau, Yihyun havia posto os olhos pela primeira vez em pendurado sobre o sofá. Foi uma sensação estranha, realizar um ato sexual com ele na frente de sua própria pintura.
Uma vez que começassem com a penetração, não seriam capazes de parar a Mudança e, se isso acontecesse, os olhos de Lau restringiriam sua capacidade de sair. E ele não poderia muito bem usar óculos de sol em uma mesa de jantar com conhecidos. Eles exerceram contenção, contentando-se com preliminares de alto nível e levando um ao outro ao clímax com as mãos, mas mesmo sem penetração, gozar três vezes foi incrivelmente exaustivo.
Era algo que Yihyun não poderia ter imaginado quando era um Beta. Mesmo que tivesse conseguido gozar três vezes em um curto período, teria sido impossível sentir desejo sexual e ter uma ereção novamente no mesmo dia.
Mas ele sabia que no momento em que suas peles se tocassem, no momento em que encontrasse o olhar aquecido de Lau, seu desejo sexual seria instantânea e novamente estimulado. Fora assim desde que ele o conheceu e os feromônios de didi foram despertados.
Lau, que estivera lavando gentilmente seu pênis com a esponja enquanto massageava acima de seu anal com a mão direita, pareceu satisfeito apenas com aquilo por enquanto e se afastou. Virando-se para encará-lo, Yihyun disse que esfregaria as costas dele desta vez e o virou pelos ombros. As costas de Lau, que ele virou hesitante com um rosto relutante por algum motivo, tinham ficado ainda mais firmes desde a última vez que as vira.
Limpando a água do rosto com a palma da mão, Yihyun espremeu um pouco mais de gel de banho na esponja. Mesmo com os braços pendidos e o corpo completamente relaxado, os contornos dos músculos das costas de Lau eram distintos.
Ele pressionou a esponja firmemente onde a nuca encontrava as costas. A espuma rica, saturada de água, escorreu de uma vez, seguindo o sulco de sua coluna vertebral identada.
Seus próprios feromônios estavam crescendo em resposta ao corpo de Lau, tenso, firme e bem equilibrado. Ele ainda era tímido sobre uma troca tão nua, como se seus pensamentos mais íntimos estivessem sendo lidos. Esfregando a parte de trás dos ombros desprotegidos de Lau com a esponja, Yihyun deliberadamente trouxe outro assunto à tona.
— Você ficou incomodado com a conversa que tive com o Inwoo hyung mais cedo, não ficou?
— Não. Eu nem sabia que vocês dois falaram separadamente.
Não havia como Lau não saber que seu tom rígido e resposta imediata eram provas de seu ciúme. Ele provavelmente estava expressando seu descontentamento indiretamente agora.
— Então acho que não preciso te contar o que conversamos.
— ……
Embora não pudesse ver o rosto de Lau já que ele estava de costas, ele quase podia imaginar sua expressão desanimada. Yihyun engoliu um riso, fingindo limpar a garganta. Ele acariciou a cintura lisa e firme de Lau com a esponja e descansou o queixo no ombro dele.
— Como você deve ter adivinhado… foi sobre aquele beijo surpresa lá atrás. Ele disse que sentia muito.
Não houvera tempo para um pedido de desculpas formal, já que tudo explodira de uma vez naquela época e, quando as consequências da explosão assentaram, Yihyun já havia deixado este lugar. Ele dissera que queria se desculpar pessoalmente todo esse tempo. Inwoo, a quem ele reencontrara pela primeira vez em cerca de dois anos, tinha um ar consideravelmente diferente.
Eles trocaram mensagens ocasionais para saber como o outro estava, mas, ao contrário do passado, quando ele fora afavelmente direto, agora parecia estar mantendo uma certa distância. Pensando que era provavelmente porque ele se sentia mal em relação a ele e a Lau, Yihyun não fizera esforço para encurtar essa distância.
Lau inclinou a cabeça para trás, deixando o fluxo de água lavar seu rosto. Ele se virou para encarar Yihyun e se abaixou para lhe dar um beijo curto. Pegando a esponja, começou a esfregar o peito de Yihyun novamente, que o próprio Yihyun já havia lavado.
Ele queria que ele apenas mostrasse suas emoções. Fosse elas triviais ou pesadas, ele queria aceitá-las. Yihyun colocou ambas as mãos nos ombros de Lau e os acariciou suavemente para fora.
— Eu não me importo que você tenha ciúmes. Você não continua entendendo errado e achando que eu odeio isso… não é?
Lau levantou os olhos que mantinha baixos.
— Querer interferir, controlar, te prender… felizmente, meus sintomas não são tão graves. Mas sim, honestamente, isso me incomoda. Não é uma sensação muito boa.
— Você não está mais chateado com o beijo, está?
Limpando a água do rosto, Lau balançou a cabeça de brincadeira.
— Não é isso. Eu apenas… eu odeio até mesmo mencionar aquele beijo… aquele incidente.
Mais uma vez, os lábios de Lau vieram em sua direção em um momento inesperado. Poderia ser uma suposição exagerada, mas ele estava pressionando seus lábios toda vez que a palavra ‘beijo’ era mencionada. Como se tentasse encobrir qualquer associação com o beijo com Inwoo com o seu próprio.
Yihyun não conseguiu mais esconder o riso.
— O quê.
Ele envolveu os braços em volta do pescoço do homem que estava agindo de forma emburrada para esconder seu constrangimento por ter admitido seus sentimentos.
— Você sabe por que eu gosto quando o Ah Wi tem ciúmes?
— ……
— É realmente… fofo.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler Diamond Dust (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Tendo vivido como um beta a vida inteira, Seo Yihyun nunca imaginou que seu caminho se cruzaria com o de um Alfa de elite como Lau Weikun — alguém tão acima do seu mundo que parecia que o destino jamais se daria ao trabalho. Mas, um dia, Weikun capta um aroma impossível pairando no ar: o feromônio doce e viciante de um Ômega… vindo de Yihyun. Mais estranho ainda, é um perfume que apenas ele consegue perceber. À medida que o desejo e o instinto se misturam em obsessão, Yihyun se vê preso entre a descrença e a tentação, vendo seu mundo se transformar em algo que ele nunca julgou possível.