Ler Deflower Me If You Can (Novel) – Capítulo 80 Online


Modo Claro

. Capítulo 80

— Ufa.
Ao sentar-se no carro, ele finalmente estava sozinho. Só então Cassian fechou os olhos, inclinou a cabeça para trás e soltou um longo suspiro. Fazia apenas algumas horas, mas sentia um cansaço como se tivessem se passado dias. Queria voltar para casa e descansar profundamente, mas sua mente continuava um caos. Ainda havia muito o que processar.
O mal-entendido absurdo do Marquês seria esquecido naturalmente com o tempo, mas… o que mais o incomodava era outra coisa. Ao lembrar da conversa que mais o havia deixado atônito, uma ruga profunda vincou sua testa.
“Aquele garoto, que parece um coelhinho, ouviu um grupo de homens — e ainda por cima maiores que ele — falando mal de você e partiu para cima deles com fúria. Não foi isso?”
Bliss cometeu aquela loucura por minha causa?
Por mais que pensasse, não conseguia acreditar. No entanto, parecia que o Marquês não era o único a pensar assim. Edward, que esperava do lado de fora da sala, dissera algo semelhante. Talvez todos que estivessem lá pensassem o mesmo.
Bom, como eu o levei como parceiro, é um pensamento compreensível.
Como ele havia impedido que o incidente na festa fosse relatado na TV ou em outros meios, as chances de um grande escândalo eram mínimas. O problema era que não dava para impedir os boatos que corriam de boca em boca.
Sendo assim, é apenas questão de tempo até chegar aos ouvidos da minha mãe ou do meu pai.
Além do suspiro sofrido, as palavras do Marquês ecoaram novamente:
“Que situação brava e ao mesmo tempo digna de pena. Lutar pela honra de um homem que nem sequer corresponde aos seus sentimentos.”
Cassian mordeu levemente o lábio inferior, perdido em pensamentos.
Afinal, por que esse desgraçado apareceu na minha frente depois de dez anos?
Só havia uma pessoa que poderia responder à pergunta que o angustiava tanto.
Penelope.
Cassian encarou a janela com uma expressão séria. Sem conseguir esconder a ansiedade, balançando uma das pernas de forma impaciente e deselegante, ele apenas esperou que o carro finalmente chegasse ao castelo.
O que eu faço com esse mal-entendido frustrante?
Enquanto terminava suas tarefas diárias e esperava a volta do patrão, Penelope andava de um lado para o outro em seu quarto, mergulhada em profunda preocupação.
Ela tentou evitar esse desenrolar, mas não teve jeito. O clichê do obstáculo que atrapalha o amor chegou, mas, se bem utilizado, poderia fortalecer o laço entre os dois.
O problema era: como utilizar isso?
Afinal, qual o motivo desse climão entre os dois?
Por mais que Penelope pensasse, não conseguia descobrir. Era óbvio que algo aconteceu na festa, mas Bliss se calou e o Conde o evita. Ela achou que era apenas porque ele não conseguia controlar o quanto achava Bliss adorável, mas, vendo a reação de Bliss, parecia haver outro motivo. O que seria?
Geralmente, esses impasses surgem da falta de diálogo.
Penelope, usando todo o seu faro de veterana leitora de romances, fritava o cérebro tentando resolver a situação. “Vou tentar lembrar dos clichês de romance. Qual é o desenvolvimento comum nesses casos? Deixá-los sozinhos em algum lugar?”
Era uma boa ideia. Nesses momentos, por força do destino, os dois acabam viajando para algum lugar e ficam isolados. Lá, passam por uma pequena crise, confirmam os sentimentos um do outro, resolvem os mal-entendidos e o amor floresce.
Mas como fazer os dois viajarem sozinhos?
A ideia parou por aí. Droga, não havia um jeito.
Descartando a ideia anterior, ela pensou em outro método. “Risco de vida? Quando alguém está em perigo e o outro salva, as barreiras do coração costumam cair.”
Mas qual deles deve estar em perigo?
Bliss tem porte pequeno e parece frágil. Seria mais seguro se o robusto Conde estivesse em perigo. Penelope assentiu, mas logo encontrou um obstáculo.
…O Conde parece o tipo que escaparia sozinho tranquilamente.
Descartando a ideia novamente, ela teve que pensar em um novo rumo. Enquanto puxava os cabelos sentindo a agonia de uma criadora, o alarme do celular tocou.
— Meu Deus, o Conde já chegou?
Ao confirmar que Cassian havia retornado, ela saiu correndo e viu o carro se aproximando da entrada. Descendo as escadas apressadamente e parando ao lado do veículo no último segundo, ela abriu a porta traseira onde Cassian estava e cumprimentou-o com seu sorriso habitual:
— Bem-vindo, Milorde. Voltou cedo hoje.
Bliss estava descansando no quarto. Foi em boa hora, pensou Penelope. Ela pretendia sugerir que jantassem juntos. Se passassem o maior tempo possível próximos, algum jeito haveria de surgir.
— Senhor…
No momento em que ia fazer a sugestão, Cassian falou subitamente:
— Aquele sujeito?
Diante da pergunta abrupta, Penelope acabou esquecendo o que ia dizer.
— Aquele sujeito?
Enquanto a governanta perguntava confusa, Cassian franziu a testa com irritação e respondeu:
— Bli… Blair. Aquele desgraçado.
— Ah, sim. O Blair. Quer dizer, o Bli… Blair.
Penelope corrigiu-se às pressas, sentindo-se momentaneamente confusa. Ela própria já estava se perdendo se o pseudônimo de Bliss era Blair ou Bliblair, mas o importante era contornar a situação.
— Ele está descansando no quarto. Quer que eu o chame?
— Não, não precisa.
“Então, que tal jantarem juntos?”
Penelope ia dizer isso, mas Cassian foi mais rápido novamente.
— Venha comigo, Penelope. Temos o que conversar.
Antes mesmo de ela terminar de processar as palavras, o Conde apenas lançou sua ordem e começou a caminhar. Deixada para trás novamente em estado de confusão, Penelope inclinou a cabeça e correu para segui-lo.
— O que deseja me dizer, Milorde?
Penelope segurava o casaco que Cassian acabara de tirar, mas o Conde permanecia em silêncio. Penelope, observando o patrão que parecia imerso em pensamentos profundos, perguntou cautelosamente. Será que aconteceu algo ruim lá fora? Enquanto ela tentava adivinhar, Cassian, que acariciava o queixo em silêncio, finalmente falou:
— Penelope, tenho algo a lhe perguntar.
— Sim, Milorde.
Ao responder prontamente, ele baixou o olhar para a governanta e continuou:
— Até hoje, você trabalhou para a família do Ducado e para mim durante quase toda a sua vida.
— Sim, é verdade. Dediquei minha vida com total lealdade.
Penelope respondeu com firmeza novamente. Ela tinha confiança de que sua lealdade ao mestre não perdia para a de ninguém. Para a funcionária idosa que o olhava com os olhos brilhando, Cassian disse, mantendo o olhar fixo:
— Sendo assim, não importa o que eu pergunte, você dirá a verdade, sem mentiras.
— Certamente. Com certeza, pode dizer qualquer coisa. Cumprirei qualquer ordem.
Penelope continuava respondendo sem hesitação. Se o Conde duvidasse de sua sinceridade, não haveria nada mais injusto. Mesmo que tivesse que imitar o súdito fiel de “O Duque e o Pirata” e fingir cravar uma adaga no peito para provar…
— Bli… Blair é realmente seu parente distante?
— Sim, claro. Como eu ousaria mentir para o senhor, Milorde?
Penelope mentiu com naturalidade, exibindo um grande sorriso. “É tudo pelo bem do Conde. Mesmo que ele descubra depois, entenderá tudo…”, pensou ela.
— Penelope.
— Sim, Milorde.
Ao som de sua voz chamando-a calmamente, Penelope respondeu sorrindo. Observando-a fixamente, Cassian continuou pausadamente:
— Há algo que me deixa extremamente curioso, e quero que você me dê a resposta.
— O senhor tem uma curiosidade sobre mim?
Penelope inclinou a cabeça novamente ao perguntar. Diante da expressão inocente dela, que nem sequer imaginava o que sairia da boca de Cassian a seguir, ele finalmente explodiu entre dentes:
— Poderia me explicar desde quando Bliss Miller se tornou seu parente distante? Porque estou morrendo de vontade de saber.
— Hiieeeek!
Diante da declaração bombástica e repentina do Conde, Penelope levou as mãos às bochechas e soltou um grito. No amplo quarto do Conde, instalou-se um silêncio mais assustador do que nunca.

 

 

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Sinopse:
Bliss Miller, o filho mais novo da família Miller e um ômega dominante, apaixona-se à primeira vista por Cassian Strickland quando ainda era criança. Chega até a pedi-lo em casamento com a inocência da sua idade.
Cassian, herdeiro da poderosa família Strickland, não leva a sério essa promessa e eles se separam após um ano. No entanto, Bliss nunca esquece o que aconteceu.
Anos depois, ao ver por acaso o rosto de Cassian no noticiário, lembra-se de tudo o que aconteceu entre eles. A promessa, a traição e a humilhação que sofreu. Decidido a se vingar, Bliss toma uma decisão extrema: infiltrar-se na casa de Cassian como empregado para fazer com que aquele homem arrogante acabe de joelhos pedindo perdão.
Mas o reencontro entre ambos não será tão simples como ele imaginava.

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