Ler Deflower Me If You Can (Novel) – Capítulo 104 Online

Capítulo 104
— Ora, parece que não adianta mais esconder — disse o Duque, finalmente se dando por vencido. — Na verdade, os dois estão no meu castelo. Como meu aniversário está chegando, eles vieram fazer uma visita antecipada. Mas meu filho não apresentou a criança devidamente e eu estava a ponto de explodir por não entender o que está acontecendo.
— Como assim não apresentou? O que isso quer dizer? Conte-me em detalhes — o Marquês, perdendo a compostura, pressionou o homem à sua frente. Sua expressão curiosa o fazia parecer quase um adolescente. Embora o Duque achasse que discutir assuntos de família com terceiros não fosse o ideal, sentiu que não tinha outra escolha. Para aliviar a angústia, começou a falar com relutância.
— Cassian não diz nada concreto sobre o relacionamento com ele. É apenas uma suposição da minha esposa, mas parece que eles ainda não têm certeza um do outro…
— Isso é um absurdo! — Antes que o Duque terminasse, o Marquês bateu com a palma da mão na mesa. — Eles se amam, é óbvio! Eu vi com meus próprios olhos o olhar ardente que o Conde Heringer lançava para aquele pequeno jovem!
— Acalme-se, Marquês — o Duque gesticulou pedindo cautela. — Eu concordo que meu filho gosta dele. O problema é…
Como o Marquês parecia não saber que Bliss era o filho caçula da família Miller, o Duque achou melhor não mencionar esse fato.
— O problema é o sentimento do garoto. Parece que Cassian não tem certeza sobre isso. Ele até evitou uma apresentação formal para nós, provavelmente para criar uma rota de fuga caso algo dê errado.
— Que disparate — o Marquês soltou um suspiro de indignação. — Se aquele garoto não estivesse interessado no Conde Heringer, por que teria ficado tão bravo naquela vez? Foi de dar pena ver aquela criança pequena lutando tanto no meio daqueles sujeitos brutos. Só de lembrar fico comovido.
O Marquês balançou a cabeça com a mão na testa e olhou novamente para o Duque.
— E dizer que ainda não conhecem o coração um do outro… como esses jovens podem ser tão lentos?
— Exatamente — concordou o Duque sem hesitar. Naquele momento, eles perceberam que seus pensamentos estavam 100% alinhados. Após encarar o Marquês em silêncio por um instante, o Duque engoliu em seco e perguntou: — Por acaso, o senhor teria alguma ideia brilhante?
Diante da pergunta, o Marquês esboçou um sorriso astuto.
— Você não esqueceu que eu trabalhei no serviço de inteligência, não é? Deixe o planejamento comigo. Assim como salvei a Grã-Bretanha dos bombardeios alemães na guerra, terei prazer em salvar esses amantes hesitantes.
Para ele, unir esse casal era um objetivo tão importante quanto deter os mísseis nazistas na Segunda Guerra Mundial para garantir a vitória da pátria. Afinal, na monotonia da velhice onde os dias eram todos iguais, um evento tão empolgante e apaixonante não surgiria novamente.
“Na verdade, é o evento mais emocionante desde a Segunda Guerra”, pensou o Marquês com satisfação. Além disso, não era um evento trágico como a guerra, mas uma grande missão para unir um casal. Quão romântico isso poderia ser?
— Deixe comigo. Prometo cumprir a missão com perfeição — declarou o Marquês com a expressão determinada de quem vai para o campo de batalha. Logo em seguida, ele relaxou o rosto e perguntou discretamente: — Em troca, se tudo terminar bem, há algo que eu gostaria de obter…
— Sim, pode dizer. Darei com prazer — respondeu o Duque prontamente, sem sequer perguntar do que se tratava. O Marquês, surpreso com a facilidade, riu e testou o terreno.
— Pode ser um pouco difícil. Afinal, a vontade dos envolvidos é o mais importante. Se for realmente impossível, não precisa atender…
— Entendo. Pode falar, farei qualquer coisa que estiver ao meu alcance.
Com a postura mais flexível do Duque, o Marquês limpou a garganta e finalmente falou:
— Gostaria que me confiasse o papel de padrinho do primeiro filho que nascer entre os dois.
— …
O Duque não disse nada diante do pedido impactante. Um silêncio constrangedor se instalou enquanto ele apenas encarava o Marquês, atônito.
— Por que… por que esse silêncio? Eu cometi algum erro? — perguntou o Marquês, confuso com a reação inesperada. O Duque despertou do transe e balançou a cabeça rapidamente.
— Não, não é isso. É que… um filho entre os dois…
Um filho de Cassian e Bliss.
Ele ainda não tinha chegado a pensar tão longe. Estava tão focado no fato de seu único filho ter trazido alguém para casa e que essa pessoa era Bliss Miller, que a ideia de um neto nem havia cruzado sua mente.
— Você ainda não tinha pensado que seria avô? — O Marquês soltou uma gargalhada ao perceber o motivo. O Duque, sentindo-se um tanto sem graça, forçou um sorriso e justificou-se:
— Eu estava apenas pensando no que fazer com os dois agora… Mas como o senhor soube? Que o Bliss é um ômega?
Bliss havia manifestado sua natureza no castelo do Duque há cerca de dez anos, então ele provavelmente era mesmo um ômega. No entanto, ele não exalava nenhum feromônio. O Duque supunha que ele estivesse tomando inibidores, mas ficou curioso sobre como o Marquês tinha tanta certeza. Se ele usava inibidores diariamente, dificilmente não os teria tomado para ir à festa, então como o Marquês saberia?
A razão era simples.
— Ora, é óbvio. Uma criança tão bonita e adorável só poderia ser um ômega — o Marquês deu outra gargalhada calorosa. O Duque não teve escolha senão rir junto, mas sua mente já divagava para outro lugar.
Um filho de Cassian e Bliss.
Ao imaginar os dois segurando um bebê com carinho, seu rosto derreteu em um sorriso bobo. Não importava se fosse menino ou menina, mas preferia uma menina. Já tinha tido trabalho suficiente criando um filho homem. Se nascesse uma filha adorável que se parecesse com o Bliss…
— Eu passaria toda a minha fortuna imediatamente para minha primeira neta…
— Hum? O que você disse? — perguntou o Marquês, estranhando o murmúrio. O Duque, sobressaltado, acenou com a mão descartando o assunto.
— Nada, não foi nada. Pois bem, deixarei esse assunto nas suas mãos. Se precisar de ajuda, é só falar.
— Assim o farei. E já que entramos no assunto… — O Marquês sorriu e lançou um olhar cúmplice para o Duque.
“Hunf, homem detestável.”
Bliss esmurrava o travesseiro com o rosto emburrado. Após uma noite de sono, sua cabeça esfriou e a raiva começou a borbulhar.
“Não se preocupe, isso não vai acontecer.”
Quanto mais pensava, mais indignado ficava. O quê? “Isso não vai acontecer”? Logo ele, que disse que gostava de mim. Não quer me apresentar aos pais, mas me traz para a casa da família? Isso não faz o menor sentido.
“Espere, isso não é exatamente aquilo?”
Naquele momento, uma cena de drama que ele já vira muitas vezes veio à mente.
— Eu te amo, baby, mas casamento é outra história. Você é apenas minha amante.
— Lixo! — Bliss acertou um soco forte no travesseiro com o punho fechado, bufando de raiva e rangendo os dentes. — Como ousa brincar comigo? Se ajoelhar e implorar não será suficiente para conseguir meu perdão!
“Com isso aqui eu vou calar a boca dele…”
Ele encarava o próprio punho fechado com olhos ferozes quando ouviu batidas na porta. Ao virar a cabeça bruscamente, a porta se abriu e justamente o homem que ele estava xingando até segundos atrás colocou o rosto para dentro.
— Bli… Blair. Olá. Dormiu bem?
“Dormiu bem o quê?!”
Já passava das três da tarde. Onde esse sujeito esteve e o que estava fazendo para aparecer só agora falando esse tipo de asneira?
Bliss o encarou com o olhar pesado, virou o rosto com desdém e respondeu:
— Acordei faz muito tempo. O que o senhor deseja? Estou ocupado.
Ele estava no meio da tarefa importantíssima de esmurrar o travesseiro sentado na cama. Cassian olhou alternadamente para o rosto de Bliss e para o punho fechado dele, mas decidiu não perguntar nada e mudou de assunto:
— Venha aqui fora. Temos uma visita.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
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Sinopse:
Bliss Miller, o filho mais novo da família Miller e um ômega dominante, apaixona-se à primeira vista por Cassian Strickland quando ainda era criança. Chega até a pedi-lo em casamento com a inocência da sua idade.
Cassian, herdeiro da poderosa família Strickland, não leva a sério essa promessa e eles se separam após um ano. No entanto, Bliss nunca esquece o que aconteceu.
Anos depois, ao ver por acaso o rosto de Cassian no noticiário, lembra-se de tudo o que aconteceu entre eles. A promessa, a traição e a humilhação que sofreu. Decidido a se vingar, Bliss toma uma decisão extrema: infiltrar-se na casa de Cassian como empregado para fazer com que aquele homem arrogante acabe de joelhos pedindo perdão.
Mas o reencontro entre ambos não será tão simples como ele imaginava.