Ler Controle – Capítulo 93 – Side 2. Tornando-se família (8) Online

Modo Claro

 

Após terminar a reunião da manhã, Ryu Jin entrou na sala da presidência e clicou na janela que piscava na parte inferior da tela do computador.

<Parto às 15h.>

O nome de Ilya aparecia como remetente. Mesmo sendo uma mensagem curta ao ponto de parecer fria, um sorriso surgiu nos lábios de Jin. Ilya finalmente voltaria à Coreia depois de muito tempo. Só isso já era motivo suficiente para deixar seu coração acelerado.

Pensou em ligar para ele imediatamente, mas desistiu, imaginando que ele devia estar ocupado demais trabalhando para conseguir sair às três da tarde. Em vez disso, enviou mensagens aos gêmeos convidando-os para jantar. Pediu que trouxessem também Siheon e Jaryeong.

Não se passou nem um minuto depois de enviar as mensagens, e Noah já estava ligando. É claro que esse garoto seria o primeiro a reagir. Será que estava com medo de Jin devorar Jaryeong ou algo assim?

Ultimamente, Noah estava completamente obcecado por Jaryeong. Desde que chegou de férias à Coreia, só apareceu brevemente para ver sua mãe, e depois se trancou em casa com Jaryeong sem sair nem por um instante. Jin, mais do que ninguém, sabia que um parceiro marcado era algo especial.

Mas já faziam dias. Se continuassem assim até o fim das férias de Noah, o corpo de Jaryeong não aguentaria. Por isso, talvez forçá-los a se separarem um pouco fosse, no fim das contas, algo bom para Jaryeong. Embora Noah com certeza não fosse gostar.

Jin sorriu de canto e apertou o botão para atender a ligação.

[Jantar hoje? E eu levo Jaryeong, certo?]

Noah confirmou o conteúdo da mensagem direto ao ponto. Ele tinha lido perfeitamente bem, então por que precisava confirmar?

— Sim. De qualquer forma, ele está morando com você agora, não está? Não exagere com o garoto. Senão eu o levo embora.

[“Exagerar? Eu só estou amando ele.]

‘Como se fosse diferente… Não é à toa que é filho do Ilya.’

— O amor em excesso pode ser sufocante, sabia?

Diante do conselho sincero, Noah soltou uma risada. Depois perguntou se aquilo era sobre a mãe. Jin não se deu ao trabalho de negar. Hoje em dia, ambos estavam ocupados com trabalho e se contentavam em se ver uma vez por semana, mas quando Jin estava nos seus vinte anos… o outro mal se controlava. Depois da marcação, mesmo fora do ciclo de calor, o cheiro do feromônio de Jin era tão forte que, por um tempo, Ilya mal conseguia sair da cama.

Pelo menos Noah tinha que trabalhar na Rússia mesmo depois da marca, e Jaryeong ainda precisava frequentar as aulas da universidade, então acabaram ficando separados por um bom tempo à força. Se não fosse por isso, Noah estaria chupando e lambendo Jaryeong como o pai dele fazia. Pelo que vinha fazendo durante as férias, eles eram mesmo iguais.

— Ilya quer ver o Jaryeong.

A fala abrupta foi seguida por um silêncio pesado do outro lado da linha.

‘Oh-oh. Já ficou nervoso, hein?’

[O pai… está vindo para a Coreia?]

A voz de Noah soava tão afiada que Jin quase podia imaginar o feromônio alfa vazando pelo celular. ‘Será que estava mesmo desconfiando do Ilya?’ Foi difícil conter o riso que ameaçou escapar.

— É seu pai afinal. E se é alguém com quem você sentiu uma conexão tão forte a ponto de marcar, é natural que ele esteja curioso.

[Ah…]

Ele parecia ter relaxado um pouco, mas ainda não soava muito confortável com a ideia.

— Ele não vai devorá-lo.

Jin disse isso sorrindo com suavidade. Do outro lado da linha, Noah soltou um longo suspiro.

— Além do mais, não chamei só vocês. Convidei o Yohan e o Siheon também. Se todos se encontrarem juntos, a atenção fica dividida, não acha?

Só então Noah respondeu que tudo bem.

[Ah, você já avisou o Yohan que o pai está vindo?]

— Não, ainda não.

[Então não fale. Eu levo o Yohan e o Cha Siheon quando for. Se avisar antes, aquele idiota vai fugir com 100% de certeza.]

A voz de Noah carregava um tom de brincadeira travessa. Como parecia mesmo possível que Yohan fugisse, Jin disse que ele podia fazer como quisesse.

Depois de encerrar a ligação, Jin estreitou os olhos, olhando para o celular desligado, e não conseguiu conter um sorriso. Era como se conseguisse enxergar claramente o pensamento de Noah: “Se for pra eu sofrer, ele também vai.”

Especialmente para Ilya, Yohan era um pouco diferente de Noah. Com Noah, que se revelou um alfa, ele tinha a tendência de ser um pouco mais ágil e não hesitava em ensinar coisas difíceis. Já com Yohan, que era ômega, ele era mais protetor e, às vezes, Ilya parecia projetar a imagem de Jin sobre ele. Ainda mais depois do sequestro… Bom, vamos admitir. Não era só um pouco  ele era extremamente protetor. Para Ilya, Yohan tinha a imagem de uma filha… não, de um filho precioso, do tipo que mataria qualquer um que ousasse feri-lo. E hoje era o dia em que Cha Siheon, o namorado de Yohan, e Ilya se encontrariam pela primeira vez.

‘Cha Siheon… Vai ter trabalho, com certeza. Bom, mas ele também não parece ser fraco.’

‘Como será a sensação quando os dois se encontrarem?’ Jin não estava em posição de culpar Noah, já que ele mesmo estava animado com a expectativa. Embora ocupasse o cargo de presidente de uma grande empresa, Ryu Jin era muito mais humano quando se tratava de sua família. E, como humano, era cheio de curiosidade e espírito brincalhão.

 

***

Yohan só viu a mensagem de Ryu Jin quase na hora de sair do trabalho, pois estava preso em uma reunião com os chefes de equipe para tratar do projeto de Busan. Ao ler o texto dizendo para levar Siheon também para jantar, uma de suas sobrancelhas se arqueou de leve.

‘Assim, do nada? E ainda quer que eu leve o Siheon junto?’

Estava claro que havia alguma intenção por trás disso. Não fazia ideia do motivo de sua mãe querer ver Siheon de repente.

— O que foi que não te agradou?

Siheon estava na porta do escritório e fez a pergunta. Como Yohan franziu a testa sem perceber, ele imaginou que devia ter sido algo da reunião que o havia aborrecido.

— Não… Não é por causa do trabalho…

Apesar de já viverem juntos há meio ano, Yohan nunca chegou a apresentar Siheon formalmente à sua mãe. Como os dois já se conheciam por conta do estágio na RF Digital, não parecia necessário fazer apresentações. E depois disso, Ryu Jin nunca pediu para ver Siheon novamente. Isso porque ele já o havia encontrado pessoalmente enquanto Yohan estava na Rússia – algo que Yohan não sabia.

Por isso, agora que sua mãe pediu para ver Siheon de novo, parecia estranho. E se ele resolvesse, só agora, se opor ao nosso relacionamento? Claro, ele não tinha a menor intenção de obedecer, mas ainda assim seria uma dor de cabeça.

— O que foi?

Siheon se aproximou e ergueu o rosto de Yohan para encará-lo nos olhos.

— Aconteceu alguma coisa com o Ryu Noah?

Pelo visto, sempre que alguma coisa parecia grave, a primeira coisa que vinha à cabeça de Siheon era o Noah. Yohan riu com leveza e empurrou de lado a mão que segurava seu queixo.

— Não. E mesmo que tivesse acontecido, o Jaryeong está com ele, então ele cuidaria dele.

Com isso, Yohan dava a entender que agora Noah era responsabilidade de Jaryeong, e não mais dele. Siheon estreitou os olhos, encarando-o. Parecia que ele ainda não estava convencido.

— Se eu e o Noah estivéssemos pendurados num precipício, você seguraria a mão de quem?

Era uma pergunta absurda. Para começar, era impossível imaginar uma situação em que Siheon e Noah estivessem os dois pendurados num penhasco.

— Não seguraria a de nenhum dos dois.

A resposta veio sem a menor hesitação, e Siheon franziu o cenho. Yohan deu um sorriso despreocupado, puxou a gravata dele e depositou um beijo em sua bochecha.

— Mas eu realizo o desejo de quem conseguir subir primeiro.

Siheon soltou uma risada seca. Era impressionante como Yohan conseguia transformar até uma situação de vida ou morte em uma competição, mas por trás daquelas palavras havia a crença de que tanto Siheon quanto Noah eram capazes de subir por conta própria. Ao mesmo tempo, também deixava claro que, se alguém não tivesse essa competência, nem entrava no radar de Yohan.

— Você realmente não é fácil.

Siheon passou o braço pela cintura de Yohan e o puxou para mais perto. Com a distância entre eles encurtada de repente, Yohan riu alto.

— Ah, mas o problema não é esse

Sem se preocupar em se soltar dos braços de Siheon, ele voltou ao assunto anterior.

— Minha mãe de repente quer te ver.

— O presidente?

A expressão de Siheon era como se dissesse “E o que tem isso?” Bom, realmente, era difícil imaginar Cha Siheon ficando nervoso só porque a mãe de Yohan queria vê-lo.

— Você vai ficar bem? Pode ser que ele diga umas coisas desagradáveis…

Siheon manteve o olhar fixo nos olhos de Yohan por um momento e sorriu com gentileza.

— Tudo bem. Não acho que isso vá acontecer.

— Que confiança é essa agora?

— Eu já encontrei com ele uma vez.

A resposta casual fez os olhos de Yohan se arregalarem. Ele nunca tinha ouvido isso antes. Quando será que sua mãe havia se encontrado com Siheon? E por que ele nunca contou nada?

— Quando foi isso?

— Já faz um tempo. Antes de começarmos a namorar de verdade. Foi na época que você foi pra Vladivostok, por causa daquele negócio com a máfia russa. Eu fui te procurar e acabei encontrando o Noah. Aí, bem na hora, o presidente ligou para o seu irmão e, como coincidiu, ele sugeriu que jantássemos todos juntos.

— O quê? E por que você nunca me falou nada?

— Você nunca perguntou. E também não achei que fosse algo que eu precisasse te dizer.

Mesmo dizendo que não tinha escondido de propósito, Yohan não conseguiu aceitar completamente. Se sua mãe tinha feito questão de encontrar Siheon, com certeza havia uma intenção por trás. Não devia ser só para ver o rosto dele. Devia ser para avaliar com quem o filho estava se relacionando…

Ah… Agora fazia sentido. Quando ele disse à mãe que ia morar com Siheon, ele não fez perguntas, nem se opôs. Só respondeu com naturalidade, dizendo que ele podia fazer o que quisesse. Era porque o “teste” com Cha Siheon já tinha sido feito naquela época.

— Do que vocês conversaram?

Ele estava curioso sobre o que Siheon havia dito para conseguir conquistar sua mãe. Enlaçando os braços ao redor do pescoço dele, olhou para cima e perguntou.

— Nada de mais…

Como ele não deu uma resposta direta, Yohan ficou ainda mais curioso.

— Não ficaram só se encarando, certo? Quer dizer, é um rosto excelente de se admirar, mas mesmo assim…

Yohan acariciou levemente a bochecha de Siheon com uma das mãos e sorriu, satisfeito.

— Que bom que é um rosto que você gosta.

— Pode não parecer, mas meus padrões são altos.

Apesar de ser uma resposta sincera, Siheon apenas deu uma risadinha.

— Ele perguntou se eu me aproximei de você por interesse no grupo RF.

Talvez tenha percebido que Yohan não ia sossegar enquanto não obtivesse uma resposta clara, então resolveu falar.

— Só isso?

— Também perguntou o que você significa para mim.

Os olhos de Yohan brilharam de curiosidade com essa pergunta.

— E aí? O que você respondeu?

Siheon ficou encarando o rosto delr. Se respondesse aquilo diretamente, ele ia acabar todo convencido, como sempre… Mas vendo o outro olhando para ele com aqueles olhos cintilantes, quase deu vontade de fazer doce e não contar nada.

— Se não me contar, não vamos fazer nada hoje.

Yohan fez uma chantagem fofa.

— Disse que você é uma pessoa especial.

— Em que sentido?

Mesmo já tendo entendido o significado, Yohan exigia uma explicação com um sorriso travesso. Siheon sorriu de leve, como quem se rendia, e pousou os lábios sobre os dele. Depois de um breve beijo, voltou a encará-lo.

— Em vários sentidos. Esse perfume adocicado de feromônio, sua existência como um todo… Para mim, você é alguém especial, e jamais vai existir outro igual.

Às vezes, ser honesto também não fazia mal. E como era de se esperar, o sorriso confiante se espalhou pelo rosto de Yohan. Ver aquele sorriso fazia até o coração de Siheon ficar mais leve, ele era mesmo alguém especial.

 

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Continua..

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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