Ler Controle – Capítulo 88 – Side 2. Tornando-se família (3) Online

Modo Claro

 

 

Sentia um peso na parte de baixo do corpo. ‘Será que foi por causa do sexo intenso da noite passada?’ Sonolento, Siheon teve um pensamento vago, mas logo percebeu que a sensação vinha especificamente da sua região íntima. Quando olhou para baixo

— Ah, você acordou?

Yohan estava sentado entre as pernas de Siheon, com o cobertor puxado até a cintura. Cumprimentou-o com naturalidade, perguntando se tinha dormido bem, e logo voltou a se concentrar no que estava fazendo. Ele não estava fazendo sexo oral. Mas estava ocupado com algo, a ponto de gotas de suor escorrerem em sua testa.

A sensação não era boa. Bastou Siheon perceber que havia algo acontecendo com seu corpo para sentar-se de supetão.

— Mas o que…?

Seu pênis estava envolto por uma substância pegajosa e pesada.

— Não precisa se assustar, é só um molde de silicone. Passei bastante vaselina por dentro, então não vai doer na hora de tirar.

‘O que… o que eu estou ouvindo agora? Molde de silicone? Ou seja, ele estava fazendo um molde do meu pau?’

— Ontem à noite você se empolgou tanto que eu até fiquei preocupado se ia ficar duro de manhã. Mas olha só, ele está saudável como sempre. Só de espalhar um pouco do meu feromônio, você reagiu mesmo dormindo.

Yohan sorriu, satisfeito. Nem precisava perguntar por que ele estava fazendo um molde do seu pênis. Dias atrás, tinha falado em fazer um brinquedo com o “modelo” de Siheon – e, ao que tudo indicava, era pra isso mesmo. Mesmo tendo deixado claro que não permitia, Yohan não havia desistido. Ele ficou uns dias quieto, o que fez Siheon baixar a guarda… e agora estava aí o resultado.

Estava tão perplexo que sua mente parecia vazia. Como é que não tinha acordado durante essa loucura toda? Tudo bem que vinha emendando dias de trabalho até tarde, e que a noite anterior com Yohan tinha sido exaustiva… mas ainda assim, era estranho.

— Você colocou alguma coisa naquele vinho ontem?

Depois do banho, Yohan tinha lhe dado uma taça de vinho. Disse para tomar e descansar bem e Siheon bebeu sem pensar muito. Ao fazer a pergunta, ele mesmo achou exagero.

‘Não, ele não teria ido tão longe assim… certo?’

— …Nada de mais.

Houve uma leve pausa antes da resposta. “Haah”. Siheon suspirou fundo e encarou a taça de vinho em cima do criado-mudo.

— Era só um calmante misturado com vitaminas. Você tem se esforçado demais esses dias, eu só queria que dormisse bem. Não faz mal nenhum pro corpo, então fique tranquilo. Você acha mesmo que eu faria algo que pudesse te prejudicar?

Yohan falou com um sorriso bobo no rosto, e Siheon sentiu um arrepio na nuca. ‘Então ele realmente misturou alguma coisa…’ E foi por isso que conseguiu dormir tão profundamente enquanto Yohan fazia aquela loucura toda.

— Tira isso, agora!

Mesmo com o tom ameaçador, Yohan nem se mexeu. Continuou sorrindo tranquilamente, dizendo que já ia tirar mesmo. Quando Siheon tentou remover com a própria mão, ele levou um tapa estalado no dorso da mão.

— Se puxar assim de qualquer jeito, pode se machucar.

O tom foi tão sério que por um momento Siheon achou que ele estivesse mesmo preocupado com seu bem-estar… mas…

— Depois de tanto trabalho, está quase seco. Se estragar agora, vai ser um desperdício.

‘Claro.’ A verdade veio à tona. Siheon estava tão chocado que nem conseguia reagir. Enquanto ele ainda estava boquiaberto, Yohan retirou o molde com cuidado. E de fato, devia ter passado mesmo uma tonelada de vaselina, porque não doeu nada.

Depois de examinar o molde com um sorrisinho satisfeito, Yohan o guardou cuidadosamente de lado e pegou uma toalhinha úmida para limpar com delicadeza o pênis de Siheon.

Huuuh.

Por dentro, ele fervia de raiva, mas sentia que nenhuma palavra surtiria efeito naquele momento. Em vez de discutir, talvez fosse mais fácil jogar aquele molde no lixo depois.

— Ah! Você não tinha reunião com o cliente esta manhã?

De repente, Yohan olhou para o relógio, como se tivesse lembrado de algo importante.

— Só faltam uns 30 minutos. Não está atrasado para se arrumar e sair?

Ao ouvir isso, Siheon pulou da cama e correu pro banheiro. Só o trajeto até o local da reunião já ia levar pelo menos meia hora.

Isso foi claramente de propósito. Yohan fingiu não perceber até o último minuto, deixando Siheon sem tempo para ficar bravo. Siheon rangia os dentes de raiva, mas, de fato, não tinha mesmo tempo para se irritar. E para piorar, ao sair do banho, encontrou Yohan com um sorriso sereno no rosto, já com o terno separado, a gravata combinando e todos os documentos preparados para o dia.

— Quando eu voltar da viagem de negócios, a gente vai conversar.

— Estou ansioso.

Não importava o que ele dissesse, Yohan apenas sorria tranquilamente. Puxou Siheon pela gravata e colou os lábios nos dele, fazendo um pequeno estalo.

— E não me trai, hein.

Apesar do sorriso nos olhos, a mão que segurava a gravata apertou com mais força. Trair o quê… Não teria tempo para isso. E, além do mais, ninguém além de Ryu Yohan chamaria sua atenção.

— É você quem precisa se comportar.

Siheon disse com sinceridade, e ele apenas assentiu com a cabeça, obediente.

— Se continuar enrolando, vai acabar se atrasando de verdade.

Yohan apontou discretamente para o relógio com os olhos e empurrou Siheon pelas costas, mandando-o embora logo. Do lado de fora, esperando o elevador no corredor, Siheon deixou escapar uma risada baixa. Era impressionante como aquele diabinho sabia como manipulá-lo. E o pior era perceber que não se sentia nem um pouco mal com isso.

‘Mas eu deveria ter destruído aquele molde.’

Um brinquedo do mesmo formato e tamanho que o dele? Só de pensar dava arrepios.

 

***

 

No sábado, Yohan estava sentado no sofá da sala, com os olhos perdidos no vazio. Mexeu os olhos e olhou o relógio de novo. Só tinham se passado cinco minutos desde a última vez. O tempo simplesmente não andava.

‘Sempre foi tão silencioso assim nessa casa?’

Enterrou o rosto na camisa de Siheon que vestia e sentiu, bem de leve, o perfume de feromônio dele.

— Eu deveria ter ido com ele…

Pelo plano inicial, Siheon devia ter voltado na noite anterior. Mas por causa de um cliente em Busan que resolveu implicar com um detalhe absurdo, a viagem se estendeu. E justo no fim de semana, então o trabalho, que deveria terminar na sexta, acabou se prolongando até segunda. Eles mesmos estavam de folga, mas exigiram que Siheon desse uma resposta definitiva antes do fim de semana. No final, ele desistiu de voltar para Seul e decidiu finalizar tudo lá até segunda.

Falaram de suporte remoto, mas na prática não havia nada que pudesse fazer. Além disso, por ser fim de semana, Siheon insistiu para que os funcionários e Yohan descansassem.

— Ele está trabalhando, mas quer que todos nós fiquemos de folga? Por que ele sempre tenta carregar tudo sozinho? Mesmo eu sendo co-CEO com ele.

Mas reclamar era inútil – só ecoava sua própria voz. Não imaginava que ficar sozinho em casa seria tão entediante. Pensando bem, Yohan nunca tinha vivido sozinho. Mesmo quando seus pais estavam ocupados, Noah sempre estava com ele. Ele não estava acostumado com a solidão.

‘Antes de me conhecer, Siheon sempre esteve sozinho…?’

De repente, esse pensamento pesou em seu coração. Ele devia passar o tempo sozinho nesta casa vazia assim mesmo. Desde a época do ensino médio, ainda adolescente, há mais de dez anos… O que ele pensava, sentado sozinho em uma casa sem calor humano? Dez anos era tempo demais para suportar, apenas agarrada a teimosia de conquistar seu lugar no Grupo Seonwoo.

— Eu já me sinto solitário depois de poucos dias…

Agora ele entendia por que Siheon era tão indiferente com os outros. Parte era culpa de Seonwoo Seungmin, um pai ausente, mas talvez ele simplesmente tivesse se endurecido para sobreviver a tanto isolamento. Se ele não tivesse ficado insensível, provavelmente não teria suportado.

De repente, Yohan sentiu uma saudade avassaladora de Siheon. Puxou o celular e discou seu número, mas, infelizmente, a chamada não foi completada. A bateria deve ter acabado – só ouviu a mensagem automática informando que o telefone estava desligado.

— Argh, isso é frustrante…

Se ficasse sozinho por mais tempo, só afundaria em pensamentos depressivos. Decidiu se preparar para sair. O que ele mais queria era ir para Busan, mas sem saber exatamente onde Siheon estava e sem conseguir contato, seria uma viagem inútil.

— Faz tempo que não vejo o Noah… Acho que vou até a casa dele.

Ele estava trabalhando em Vladivostok, mas ainda mantinha o antigo apartamento onde moravam na época da faculdade. Como vinha para a Coreia com frequência, provavelmente ainda ficava no mesmo lugar.

‘Talvez ele esteja com Woo Jaryeong.’

Era fim de semana, então a chance era bem alta.

— Hmmm…

Yohan soltou um suspiro prolongado, seus olhos brilhando com travessura.

 

***

 

O segurança do condomínio reconheceu Yohan e o cumprimentou com alegria. Yohan, todo simpático, entregou uma caixa de energéticos que havia preparado com antecedência.

— O Noah está em casa?

— Vi ele entrando ontem à noite. Como não o vi saindo hoje, provavelmente está.

Depois de confirmar com o segurança, Yohan usou o cartão-chave que carregava para abrir a porta da entrada principal. Entrou no elevador e encostou o cartão mais uma vez; o aparelho se ativou automaticamente.

Quando chegou à porta do apartamento, ele pensou em tocar a campainha, mas acabou rindo e digitando direto a senha da fechadura eletrônica.

Com um bip e um estalo, a porta se abriu. No hall, havia dois pares de sapato. Um era claramente de Noah e o outro, desconhecido, devia ser de Jaryeong.

— Noah?

Chamou ao entrar. Já era hora do almoço, então, mesmo tendo aparecido sem avisar, achou que não se depararia com nenhuma situação constrangedora. A sala estava vazia. Chamou mais uma vez, mas não houve resposta. Estranhando, Yohan inclinou a cabeça e se aproximou do quarto de Noah. Estava prestes a bater na porta quando ouviu um gemido abafado vindo lá de dentro. Ao mesmo tempo, um leve cheiro de feromônio ômega escapou pela fresta da porta.

— Caramba.

Ele engoliu em seco e deu um passo pra trás. Até queria ver o rosto do Noah e provocar um pouco Jaryeong, mas não tinha a menor intenção de ouvir os dois transando.

Sentou-se no sofá da sala, o mais longe possível do quarto. Talvez por acharem que não havia ninguém por perto, os gemidos ficaram cada vez mais altos, ecoando até a sala.

‘Isso com certeza começou ontem… E ele ainda tá atormentando o outro até agora? O Noah é um animal selvagem mesmo.’

Balançou a cabeça, resignado, e procurou nos armários da sala um fone de ouvido sem fio. Quando achou, colocou no ouvido e ligou uma música no último volume.

Quanto tempo passou, ele nem sabia. Olhava a paisagem pela janela, alheio, ouvindo música, quando a porta do quarto finalmente se abriu. Noah, completamente nu, apareceu na sala e parou assim que viu Yohan.

— Quando você chegou?

Se aproximou e puxou um dos fones do ouvido de Yohan enquanto perguntava. Yohan desviou o olhar discretamente para o quarto. Noah coçou a nuca, visivelmente sem graça.

— É o Jaryeong?

— Ah… é…

Noah tentou sair da situação com uma risadinha forçada.

— Não me diga que ele desmaiou?

— Não chegou a desmaiar. Só está dormindo por causa do cansaço.

— Dá no mesmo, não?

Yohan lançou um olhar atravessado.

— Mas o que você está fazendo aqui? Cadê o Cha Siheon?

— Está viajando a trabalho. E eu não queria ficar sozinho.

Ao ouvir que ele não queria ficar sozinho, Noah soltou um gemido meio triste.

— Faz alguma coisa gostosa para a gente comer. Você vai ter que alimentar o Jaryeong também, de qualquer forma.

Deitou-se no sofá dizendo isso, e Noah riu como se não tivesse escolha.

— Não precisava usar o Jaryeong como desculpa. Eu faria de qualquer forma.

A resposta veio naturalmente, mas Yohan franziu os lábios ao ver Noah voltar para o quarto.

‘Mentira. Vai fazer justamente o que o Jaryeong gosta.’

Em algum momento, Jaryeong havia se tornado a prioridade de Noah, no lugar de Yohan. Ver Noah entrando no quarto, escolhendo roupas e despertando Jaryeong com aquela voz suave só fez Yohan se sentir ainda mais sozinho.

°

°

Continua..

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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