Ler Controle – Capítulo 87 Online

Modo Claro

 

Quando Siheon saiu do banho após uma intensa sessão de sexo, já eram mais de 10 da manhã. Por ser feriado, ele havia acordado mais tarde que o normal, e, graças a um certo alguém que o atacou enquanto dormia, mais duas horas simplesmente voaram.

Assim que saiu do banheiro, Yohan estava sentado no sofá, vestindo apenas a camisa dele, tomando goles de café.

— Vai tomar café com o estômago vazio? Pode acabar passando mal.

— Você está preocupado comigo?

Yohan olhou para cima e sorriu com doçura. Visto de cima, como não havia abotoado alguns dos botões da camisa, o peito dele estava completamente à mostra, e as marcas de mordida deixadas por Siheon estavam bem visíveis. Devia ter doído bastante, mas durante o sexo ele não demonstrou nenhum desconforto, pelo contrário, chegou a pedir mais. Siheon não era o único que virava um animal na cama. Yohan também era feroz… um animal lindíssimo e implacável.

— Por que está usando minha roupa?

Ele perguntou, curioso sobre o motivo de Yohan ter escolhido logo a sua camisa, mesmo ele tendo tantas roupas.

— É a brincadeira da “camisa do namorado”.

A resposta foi dada com naturalidade, e Siheon levou um segundo para processar antes de soltar uma risada. Realmente, suas roupas ficavam um pouco largas em Yohan. Mas, como ele não era baixo, a camisa não cobria totalmente seus genitais, deixando brechas que revelavam certas áreas a cada movimento.

— Não podia, ao menos, vestir uma cueca?

— Qual o problema? Somos só nós dois mesmo.

Yohan não parecia ter o menor pingo de vergonha. Siheon se pegou pensando se ele também era assim quando morava com Noah, mas logo balançou a cabeça, afastando a ideia. Pensar nisso, ou pior, perguntar, só iria deixá-lo frustrado.

Quando Siheon se sentou no sofá, Yohan se levantou e foi até ele, sentando-se em seu colo. Como uma criança manhosa, enfiou o rosto no pescoço de Siheon e começou a se esfregar.

— A versão real é mesmo melhor.

Siheon não entendeu o que ele quis dizer, mas automaticamente levantou a mão e acariciou seus cabelos.

— Cha Siheon você anda muito ocupado.

O comentário sussurrado escapou como um desabafo, e fez Siheon rir de leve.

— É por isso que roubou a camisa dos outros também?

Sem negar, Yohan se aconchegou ainda mais em seus braços. Como ômega, ele era naturalmente mais sensível ao cheiro de um alfa. Talvez por isso quisesse tanto sentir os vestígios dele, mesmo que fosse através da roupa. Por mais que parecesse frio, era extremamente carente.

— De manhã… não foi o suficiente?

Ele ergueu o rosto de Yohan e lhe deu um beijo na bochecha enquanto perguntava. Ver aquele garoto, que parecia uma rainha inatingível para todo mundo, se mostrando assim só para ele, não era nada ruim. Com uma expressão levemente presunçosa, Yohan virou o rosto e beijou a palma da mão de Siheon.

— Nunca é o suficiente. Você só trabalha ultimamente, estou me sentindo solitário.

‘Ah, essa palavra é perigosa.’

Siheon sentiu um frio na espinha. Ele sabia que Yohan tomava decisões baseadas no que era divertido, e isso podia ser um problema.

— Estou me esforçando para ser um homem cada vez mais presente para Ryu Yohan.

Ao se justificar, Yohan fez um biquinho e passou os braços pelo pescoço de Siheon, puxando-o para mais perto.

— Não me negligencie. Nunca se sabe para onde eu posso fugir.

Diante da ameaça sutil, um sorriso surgiu nos lábios de Siheon.

— Você disse que só deixaria o meu pau entrar aqui dentro.

Ele falou enquanto passava a mão por entre as nádegas de Yohan, que lançou um olhar atravessado, como se achasse aquilo irritante. Mas então, como se algo lhe ocorresse, soltou um — Ah! — e encarou Siheon com os olhos brilhando.

‘Por que, quando ele fica assim, minha nuca já começa a arrepiar?’

— Siheon hyung…

Chamou de forma doce, com um sorriso encantador e uma voz melosa que parecia derreter tudo. Quando se comportava assim, era cem por cento certeza que vinha alguma ideia maluca. A melhor opção seria fugir, mas, com Yohan sentado em cima dele, isso não era uma possibilidade.

— Isso aqui….

Yohan desceu a mão e apertou o pênis de Siheon, sorrindo maliciosamente enquanto fazia isso. ‘O que diabos ele quer dizer com essa atitude?’ Siheon apenas o encarou em silêncio, sem dizer uma palavra. Foi quando Yohan lhe deu um beijo nos lábios e sorriu lindamente.

— Vou mandar fazer uma cópia idêntica.

— O quê?

Franziu a testa, sem saber se tinha escutado direito.

— Se tiver uma réplica, mesmo quando o hyung chegar tarde ou viajar a trabalho, acho que eu não vou me sentir tão sozinho.

‘Ah… minha cabeça.’

Siheon sentiu uma verdadeira fisgada no crânio e levou a mão à testa com expressão de dor.

— Ryu Yohan.

Chamou com uma voz fria, mas o sorriso sereno no rosto de Yohan não se desfez nem por um segundo.

— Eu já te avisei. Não importa se eu estou aqui ou não, nada além do meu pau vai entrar nesse buraco.

— Mas que tipo de regra é essa? Você está querendo me torturar? Se não pode estar aqui para resolver, devia abrir uma exceção.

— Você não pode.

— Não é algo para ser tão inflexível. Não seria melhor isso do que eu acabar me envolvendo com outro cara enquanto você não está por perto?

‘Haaah… O que eu faço com esse garoto? “Outro cara”, ele disse. Como se eu fosse aceitar uma coisa dessas.’

A naturalidade com que Yohan falava isso só deixava Siheon mais irritado.

— Nem outro cara, nem essas coisas.

— Mas não é outro cara nem outra coisa. É a coisa do Siheon hyung.

Discutir com Yohan era entrar em uma  espiral sem fim. Ele tinha o talento de manipular qualquer um com as palavras, sempre sorrindo como se fosse inocente.

— Não. De jeito nenhum.

— Por quê? Me dê uma razão convincente, e eu desisto.

— Mesmo que tenha sido feito com base no meu pênis, não sou eu. E isso já é razão suficiente para não servir.

— Mas não é como se você pudesse me abraçar todos os dias, certo?

Com um suspiro frustrado, Siheon ficou sem palavras. ‘Ryu Yohan, você está dizendo que só transando todo dia consegue manter seu desejo sob controle?’ Ele sabia que Yohan não era do tipo que escondia sua libido, mas não imaginava que fosse a esse ponto.

Mesmo assim, nem por brincadeira ele foi capaz de prometer que o abraçaria todos os dias. Era impossível na prática. Ultimamente, a empresa tinha expandido seus negócios até para o exterior, e isso significava que as viagens internacionais se tornariam mais frequentes. E ele não podia levar Yohan com ele para todas elas. Ainda precisava dele na empresa, pois, no momento, era a única pessoa em quem confiava para lidar com assuntos importantes.

— Por isso mesmo, vou mandar fazer. Um dildo igualzinho ao seu hyung.

Parecia até que um coraçãozinho flutuava no fim da frase. E o mais absurdo era que ele estava falando de fazer um brinquedo sexual moldado a partir do próprio membro de Siheon.

— Apenas aguente!

Respondeu em tom firme, encerrando o assunto. Só então o sorriso desapareceu do rosto de Yohan.

— Eu só queria resolver da forma mais lógica possível, e você vai reagir assim?

— Por acaso é um animal? Aprende a se controlar.

Yohan desceu do colo de Siheon com os lábios comprimidos, claramente aborrecido. Virou-se bruscamente e foi se sentar do outro lado do sofá. Abriu o notebook e começou a digitar com força no teclado.

‘Será que falei duro demais? Não precisava tê-lo chamado de “animal”… Pensando melhor, talvez eu tenha exagerado.’

Arrependido, Siheon engoliu um suspiro.

— Quer dar uma volta? Comer alguma coisa gostosa?

Ele tentou puxar assunto, lembrando que, de fato, fazia um tempo que não saíam juntos por causa da correria do trabalho. Mas Yohan não respondeu.

‘Ele ficou mesmo chateado.’

— Yohan.

Mesmo chamando pelo nome, ele continuou ignorando, como se nem tivesse ouvido. Haah… tudo por causa daquele maldito brinquedo. Agora que pensava nisso, desde que começaram a morar juntos, Yohan nunca mais tocou nos inúmeros brinquedos que trouxe com tanto cuidado. Por mais que resmungasse de vez em quando, ele nunca fazia nada que realmente deixasse Siheon desconfortável.

— Se arruma. Vamos sair para dar uma volta e mudar um pouco os ares… Já faz bastante tempo….

Siheon se levantou e se aproximou para pôr Yohan de pé, mas assim que seus olhos pousaram na tela do notebook, franziu o rosto imediatamente.

Na aba do navegador que ele estava olhando, o título era “Como fazer molde corporal”. E em outra aba: “Dildos artesanais de alta qualidade”.

— Ryu Yohan.

Chamou, cerrando os dentes. Ele apenas moveu os olhos para cima e olhou para Siheon, com uma expressão que perguntava “E daí? Qual o problema?”

— Vai desligar isso agora ou não?

— Só estou olhando. Sou livre para olhar o que quiser, não?

A resposta veio calma, como se não tivesse feito nada demais, o que deixou Siheon ainda mais indignado. No fim, ele balançou a cabeça e entrou no quarto, frustrado. Naquele momento, ainda não fazia ideia… Pensava que Yohan ia acabar desistindo daquilo, mas dias depois acabaria se arrependendo profundamente por tê-lo subestimado.

 

***

 

— Srta. Choi Minkyung, os dados que conversamos ontem estão prontos?

— Já organizei e enviei pelo messenger, CEO.

— Sr. Koo Heewan, e o compromisso?

— Está marcado para às 17h. Reservei o KTX das 16h30, já que é perto da estação de Busan.

Siheon estava ocupado preparando tudo para a viagem de negócios no dia seguinte. Seria sua primeira negociação em Busan. Graças à recomendação de uma pequena empresa que havia sido salva com a ajuda de Siheon, estavam prestes a firmar contrato com uma empresa maior, com sede na cidade. Eles não passavam por dificuldades financeiras imediatas, mas queriam se precaver contra possíveis riscos futuros.

Era muito mais difícil identificar problemas potenciais do que lidar com os que já tinham surgido. Yohan e Siheon estavam investindo bastante esforço nesse projeto. Se conseguissem obter um bom resultado, isso abriria novas oportunidades para a empresa.

— Não seria melhor eu ir junto?

Yohan perguntou. Já fazia dias que ele insistia que, pelo menos nesse caso, era melhor que fosse junto.

— Também preciso de alguém aqui para dar suporte.

E a resposta de Siheon era sempre a mesma. Na verdade, a empresa de Busan havia mencionado o nome de Yohan desde o início. Perguntaram se Ryu Yohan do grupo RF era mesmo o co-CEO, desde então, Siheon passou a ficar em alerta. Não era uma situação urgente, então por que insistiam tanto em fechar com eles e ainda citavam Yohan diretamente? Era tudo muito óbvio, o que o deixava irritado, mas ele sabia separar o pessoal do profissional. O contrato ainda era benéfico para a empresa, então seguiu com o trabalho escondendo sua insatisfação.

— Três dias longe um do outro…

Assim que os demais funcionários deixaram a sala de reuniões, Yohan deixou escapar o que realmente sentia. Mais do que o trabalho em si, o que o incomodava era passar três dias longe de Siheon.

— Talvez eu vá ficar com o Noah.

Ao ouvir isso, a mão de Siheon parou no meio da organização dos documentos.

— Ele não está em Vladivostok?

Noah estava na Rússia desde que se formou, aprendendo sobre os negócios da família Galayev. Siheon achou estranho ele deixar o amante, com quem começou a namorar recentemente, para trás, mas quando Yohan disse que durante a primeira vez deles Noah o havia marcado, ele entendeu.

— Ele está de férias. Woo Jaryeong terminou o último semestre e se formou. Antes de entrar no grupo RF, ele vai ter um tempo livre, então Noah veio passar um tempo com ele.

Ao ouvir a resposta, Siheon soltou um riso de deboche.

‘Ficar na casa de alguém que voltou para a Coreia só para ficar com o namorado? Que maldade.’

— Para de fazer birra e fique quietinho em casa.

— Se está preocupado, me leve junto.

— Isso não dá.

— Como sempre, nunca dá.

Quando Siheon virou para olhar, Yohan fingiu que não tinha dito nada, balançando a cabeça como se fosse irrelevante.

— Em compensação, hoje à noite eu vou te abraçar até você pedir clemência.

Só então um leve sorriso surgiu nos lábios de Yohan.

— Se alguém ouvir isso, vai achar que eu sou um tarado.

Ele se aproximou e começou a ajeitar o nó da gravata de Siheon, com um olhar risonho.

— E não é?

Siheon passou os braços pela cintura de Yohan e encostou os lábios nos dele. O beijo, que começou leve, logo se tornou tão profundo que arrancou um gemido abafado. Os funcionários, já acostumados com aquilo, nem olharam na direção da sala de reuniões.

 

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Continua…

 

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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