Ler Controle – Capítulo 86 – Side 2. Tornando-se uma Família (1) Online

Modo Claro

 

A luz acendeu automaticamente quando a porta da frente se abriu. A casa estava em silêncio absoluto, como se não houvesse ninguém. Siheon tirou os sapatos ao entrar e soltou um suspiro baixo. Até mesmo naquela respiração curta se percebia o cansaço profundo.

Largou o paletó e a gravata do terno de qualquer jeito no sofá da sala e conferiu o relógio. Duas da manhã. Definitivamente não era cedo. Tomando cuidado para não fazer barulho, foi até o banheiro ao lado da sala de estar, tomou um banho e saiu. Os cabelos ainda estavam molhados, mas ele apenas o enxugou superficialmente com uma toalha antes de se dirigir ao quarto.

Na cama, havia uma figura completamente coberta pelo edredom. ‘Parece que ele está realmente bravo’. Mesmo tendo sido cuidadoso, era estranho que Yohan, tão sensível, não tivesse acordado com o barulho da sua chegada.

‘Deve estar fingindo que está dormindo. Provavelmente está incomodado com alguma coisa.’

Mesmo sabendo disso, Siheon deitou ao lado dele, como se não soubesse de nada. Um leve perfume adocicado que vinha do corpo de Yohan fez com que ele finalmente sentisse que o dia havia acabado. Quando se virou de lado e envolveu a cintura de Yohan com o braço, sentiu um pequeno tremor. Um sorriso escapou dos seus lábios, mas ele não fez mais nada, e assim que fechou os olhos, a exaustão acumulada do dia inteiro o dominou.

— O quê? Você vai dormir assim mesmo?

Vários minutos se passaram sem que houvesse qualquer reação, então Yohan se virou na cama. Ele estava fingindo que dormia, mas… sério, ele vai simplesmente adormecer? Olhou para o rosto dele, incrédulo, e soltou uma risada frustrada.

— Você sabe que já faz mais de uma semana que a gente não faz nada?

Não sabia se Siheon estava ouvindo ou não, mas resmungou mesmo assim. Ele apertou o nariz do alfa entre o polegar e o indicador, fazendo-o franzir o rosto e soltar um gemido baixo. Mas, como se realmente tivesse caído no sono, não houve mais reação. — Ugh… — Yohan soltou um longo suspiro e desceu da cama. Ver Siheon desmaiado de cansaço em segundos fez com que sua irritação fervesse, mas, ao mesmo tempo, também sentiu pena.

Já se passaram seis meses desde a formatura, e nesse meio-tempo, Siheon havia estabilizado a empresa em um ritmo surpreendentemente rápido. Claro que Yohan havia dado suporte em praticamente tudo. A estrutura interna da empresa foi construída sob sua liderança, enquanto isso, Siheon expandia a lista de contatos comerciais. A função deles era liderar projetos de reestruturação empresarial, atendiam desde pequenas e médias empresas até mesmo órgãos públicos de pequenos municípios. Eles identificavam empresas à beira do colapso financeiro, traçavam um caminho para recuperação e desenvolviam programas de gestão financeira sob medida.

A pedido de Siheon, Yohan selecionou algumas pequenas empresas que estavam à beira da falência, e Siheon foi pessoalmente até uma delas, oferecendo ajuda gratuita como teste. O presidente da empresa, cético, resolveu aceitar, pensando que não tinha nada a perder.

Em apenas um mês os resultados apareceram. Identificaram e corrigiram as falhas financeiras, traçaram uma estratégia para investimentos focados e produziram materiais de divulgação com base nisso. O banco decidiu reavaliar a empresa, que conseguiu escapar da falência e ganhou uma segunda chance.

O sucesso do projeto-piloto acabou virando propaganda para a empresa de Siheon e Yohan. A experiência bem-sucedida se espalhou por boca a boca, tanto entre os funcionários do banco que haviam participado da reavaliação quanto dentro da própria empresa beneficiada. Depois disso, Siheon passou a buscar mais clientes ativamente, ele ia pessoalmente até cada empresa com dificuldades financeiras, conseguia reuniões e fechava contratos.

Durante esse período, Yohan recrutou especialistas de diversas áreas: finanças, contabilidade, marketing, planejamento… Ele buscava pessoas com talento e oferecia salários compatíveis com cargos de gerência em boas empresas, trazendo todos para o time. Era uma forma de reforçar a equipe que daria suporte ao trabalho que Siheon estava conquistando. Embora o planejamento geral ainda fosse responsabilidade de Yohan, quem executava as tarefas específicas eram os especialistas contratados.

Por causa disso, tanto Siheon quanto Yohan estavam atolados de trabalho. Mesmo morando juntos e trabalhando na mesma empresa, havia muitos dias em que mal conseguiam ver o rosto um do outro. Como Siheon precisava visitar os clientes pessoalmente, noites como aquela – em que voltava só depois da meia-noite por causa de reuniões ou jantares – se tornaram frequentes.

A paciência de Yohan estava começando a se esgotar.

‘Afinal, por que diabos estamos morando juntos se eu tenho que ficar frustrado assim?’

— Isso é irritante.

Apesar da insatisfação, ele não conseguia acordar Siheon. Sabia melhor que ninguém o quanto ele estava se esforçando, e que mesmo depois do expediente ainda passava horas analisando documentos, sem conseguir dormir direito.

A concentração de Siheon era ainda mais intensa do que Yohan imaginava. Observá-lo mergulhar no trabalho como se o mundo fosse acabar se ele não resolvesse tudo imediatamente deixava Yohan com um sentimento complicado.

‘Talvez seja porque ele teve que ser assim para sobreviver.’

Depois que sua mãe faleceu, até se formar na universidade, ele teve que arcar sozinho com as mensalidades e as despesas diárias. Racionalmente, Yohan compreendia sua situação, mas, mesmo assim, não conseguia evitar a sensação de que ele não precisava se esforçar tanto agora.

Mesmo que levasse um pouco mais de tempo, a empresa já estava se estabilizando. E, acima de tudo, ele não estava mais sozinho, Yohan estava ao seu lado. Essa insistência em carregar tudo nas costas sozinho deixava Yohan um pouco magoado.

Durante o sono, Siheon tateou o lado da cama, como se procurasse Yohan. Com os lábios franzidos, Yohan jogou um travesseiro naquele lugar e saiu do quarto. Se continuasse ali, provavelmente o atacaria. Mas, vendo como Siheon parecia cansado, ele não queria acordá-lo, dormir juntos na mesma cama, naquele momento, não era uma boa ideia.

 

***

 

Uma sensação quente e úmida envolveu seus genitais. Squelch, squelch. O som molhado e repetitivo, acompanhado de um barulho de saliva, fez seu sangue começar a se concentrar na parte inferior de seu corpo – a sensação era real demais para ser um sonho. E, mais do que tudo, aquele doce aroma não podia ser fruto de sua imaginação.

Abrindo com dificuldade as pálpebras pesadas, Siheon viu o volume debaixo do cobertor se mover. — Urgh.— Antes mesmo de pensar nisso, a sensação de algo sugando seu pênis dominou seus sentidos.

Ao puxar o cobertor, viu o que já suspeitava: Yohan que havia abaixado sua calça e cueca, estava de joelhos com o pênis do alfa enterrado nos lábios. A haste vermelha cheia de veias entrava e saía da boca úmida cheia de saliva. O cheiro do feromônio de Yohan, que se acumulara sob as cobertas, invadiu os sentidos de Siheon assim que o cobertor foi removido.

— Ngh…

Um gemido escapou quando a ponta da língua foi pressionada para cima esmagando o pau rígido contra o céu da boca. Quando a sensação de prazer se intensificou, ele tentou afastar a cabeça do outro com a mão, mas Yohan apenas o olhou com o rosto ruborizado. Ele já estava completamente excitado, com uma de suas mãos enfiada entre as próprias nádegas, estimulando a entrada molhada.

— Ah, droga…

O sono desapareceu instantaneamente. Siheon agarrou o braço de Yohan e o puxou para cima, fazendo-o subir em seu colo sem resistência.

— Você deveria me elogiar por ter me segurado a noite toda.

Yohan murmurou com uma voz atrevida, abaixando os olhos com falsa timidez. Siheon esticou a mão para acariciar sua cintura. Yohan estremeceu e, em seguida, tirou a própria camisa, colocando a mão de Siheon sobre seu peito.

— Toca aqui…

Antes mesmo que o sussurro terminasse, Siheon torceu um dos mamilos de Yohan. — Ahh! — Um gemido curto escapou. Com a outra mão, ele segurou o pênis de Yohan que já estava pingando líquido transparente. Molhando o dedo com aquele fluido, ele esfregou suavemente a glande rosada, fazendo Yohan gemer enquanto mexia o quadril.

Yohan então esfregou o pilar do alfa contra seu buraco já lubrificado e escorregadio. A ponta roçava ali, para frente e para trás, quase, permitindo que entrasse, mas nunca cedendo por completo. A provocação estava deixando Siheon louco.

— Coloca direito…

Quando Siheon segurou a cintura de Yohan e falou isso, ele olhou para baixo com um sorriso malicioso.

— Só mais um pouquinho… hmm… mais…

Mesmo parecendo estar no limite, Yohan continuou apenas esfregando, recusando-se a ceder. Decidido a torturá-lo, ele mesmo segurou a ponta latejante e esfregou com mais força contra a entrada, balançando os quadris. Tudo menos finalmente deixá-lo entrar, isso era enlouquecedor.

A cada vez que a ponta de Siheon cutucava a entrada estreita, Yohan sentia os músculos contraírem. Mesmo assim, Yohan insistia em apenas pressionar e esfregar.

Siheon reprimiu outro gemido e inverteu as posições, deitando Yohan de costas. Segurando suas pernas abertas, ele alinhou a glande do pênis contra a entrada apertada. Quando finalmente empurrou para dentro, as paredes internas de Yohan se contraíram em volta do pau como se o estivessem esperando. — Haa…— Yohan inclinou a cabeça para trás, ofegante.

O aroma vindo de Yohan se intensificou. O som úmido de pele batendo ecoava no quarto. Depois de dias sem sexo, era inevitável que fosse mais intenso que o normal. — Ah! Ngh… Hah…— Os gemidos de Yohan vinham entrecortados, misturados à respiração ofegante, sem nenhuma tentativa de se conter.

Fwoosh.

Assim que Siheon começou a liberar seus feromônios, as pupilas de Yohan, que já estavam dilatadas, tremeram intensamente.

— Uuuhng, i-isso, não, hng, pa-para com i-isso…

Quando Siheon o penetrou profundamente e atingiu o ponto que já conhecia tão bem, Yohan se contorceu, tentando afastar o corpo.

— Depois de me provocar tanto, já está se rendendo?

Ele sussurrou ao morder de leve o lóbulo da orelha de Yohan. Este empurrou os ombros de Siheon, mas ele nem se moveu. Quando Siheon começou a estocar com mais força, Yohan, que tremia violentamente, agarrou-se com força ao pescoço dele.

— V-vou… vou… aaah!

Os gemidos vinham misturados a um choro abafado. Sensível demais, Yohan torceu o corpo, envolveu a cintura de Siheon com as pernas e contraiu o anus apertando o pênis. O aperto era tão intenso que dava a impressão de que seu membro poderia se quebrar – A pressão foi tão intensa que Siheon precisou conter um gemido. Ele sentiu as coxas de Yohan estremecerem, sabia que ele estava tendo um orgasmo, mas não parou de se mover. Em vez disso, acelerou ainda mais, fazendo Yohan estremecer e tentar escapar.

‘Quero marcar ele agora mesmo.’

Com esse desejo repentino, Siheon cerrou os dentes e virou Yohan de bruços. A nova posição era um pouco mais confortável que a anterior, mas Yohan, sem força nos braços, apenas afundou o rosto no travesseiro. Siheon então mordeu suavemente a nuca dele.

— Haah…

Quando ele passou a língua sobre a área que havia mordido, Yohan estremeceu de leve. O cheiro de feromônio, doce como o aroma de flores, tornou-se ainda mais forte – isso enlouquecia Siheon. Em momentos como esse, ele sentia intensamente o que significava ser um alfa.

‘Quero me enterrar profundamente nele e marcá-lo para que ninguém mais possa tê-lo. Quero bagunçá-lo todo, destruir cada resistência, para que ele nunca consiga fugir dos meus braços.’

O desejo selvagem e incontrolável latejou em sua cabeça. Seus olhos, azul-escuros, se tornaram mais densos, com um brilho perigoso e reluzente.

Quando mordeu o ombro de Yohan com força, um grito de dor escapou. Mas ele não conseguiu parar. Não havia mais razão ali – nesse momento, Shiheon era apenas uma besta,  um alfa dominado por seu instinto.

 

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Continua….

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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