Ler Controle – Capítulo 69 Online
— Ei… Não vai me dizer que quer fazer de novo?
Yohan perguntou meio sem acreditar, mas Siheon apenas curvou um canto dos lábios num sorriso. Suas mãos foram mais rápidas que as palavras. Quando os dedos dele tocaram a cintura de Yohan, o rapaz se encolheu, tentando se afastar, mas a mão de Siheon já havia deslizado para sua virilha e agarrado seu pênis.
— Espera! Hngh… Eu não aguento mais. Já não tem mais nada pra sair, ah…
Ele se contorceu tentando escapar, mas não conseguia se livrar das mãos de Siheon.
— Não tem problema se não sair. Você pode sentir o meu pau aqui, não é?
Justo quando parecia que ele ia soltar, a mão deslizou pelo períneo e, sem aviso, empurrou-se direto dentro do orifício.
‘Ele está falando sério. Vai mesmo fazer de novo.’
— S-seu animal… Haa…
— Animal? Você não é diferente. Disse que não aguentava mais, mas olha só isso aqui. Já está molhado de novo. Com só um dedo, já está tremendo por dentro.
Siheon mordeu o ombro de Yohan com um som úmido. ‘Ah, que droga…’ Não dava para negar o que ele dizia. Sua cabeça gritava que já tinha passado do limite, mas o corpo reagia ao toque dele. Gemidos baixos escapavam de sua garganta sem controle.
Sua parte inferior, que ele achava que já não sentia mais nada, traiu sua mente, obedecendo apenas ao desejo. Mesmo achando que não havia mais nada para sair, os dedos de Siheon entravam e saíam com sons cada vez mais molhados.
— Ahhh…
O gemido de Yohan se espalhou e, com ele, um doce aroma floral preencheu todo o quarto. Naquele dia, Yohan entendeu pela primeira vez o quão perigoso era o ciúme e o instinto possessivo de Siheon.
***
Clack.
Siheon colocou uma caneca de café na mesa de centro da sala. Noah baixou os olhos para confirmar o que era.
— Eu disse para chamar o Yohan.
Ele franziu o cenho, claramente incomodado, mas como sempre, Siheon nem se mexeu.
— Já disse que ele está dormindo.
— Então acorde ele.
‘Que cara irritante.’
Na noite anterior, Yohan passou a noite fora sem dar nenhum aviso. Se Noah não soubesse que os dois estavam juntos, teria feito um escândalo, principalmente por causa do que aconteceu com a máfia dias atrás. Ainda assim, rastreou o celular dele e viu que estava na casa do Siheon, então decidiu esperar até de manhã.
Quer dizer… “esperar” era modo de dizer. Passou a madrugada ligando dezenas de vezes. Se ele ao menos tivesse mandado uma mensagem dizendo que não ia voltar, tudo bem. Mas o silêncio e o fato de não atender deixaram Noah irritado, e ele ligou ainda mais. No final das contas, Yohan não atendeu nenhuma vez.
— Não acho que ele conseguiria levantar mesmo se eu o acordasse.
A resposta carregada de significado fez Noah franzir ainda mais a testa.
— O que foi que você fez?
Yohan podia até parecer frágil com aquele rosto suave, mas não era fraco. Cresceram juntos, e ele aprendeu autodefesa com os seguranças do pai. Até hoje mantinha uma rotina de exercícios. Então, para estar tão exausto a ponto de não conseguir levantar, era óbvio que Siheon tinha feito alguma coisa exagerada.
— Não precisa falar assim. Não é como se eu tivesse feito alguma atrocidade. Foi só o tipo de coisa que acontece entre namorados.
Ele respondeu com um sorriso leve, mas no fim estava dizendo claramente: “transamos”.
— Se você tiver algum tipo de fetiche bizarro, eu juro que te mato.
Mesmo com a ameaça direta, Siheon não perdeu a calma.
— Admito que fui um pouco intenso, a ponto de ele desmaiar. Mas você também é alfa, então sabe, não é? Quando o seu ômega está na sua frente, a razão simplesmente desaparece.
‘Seu ômega.’
Ao ouvir Siheon se referir a Yohan como “seu”, Noah franziu as sobrancelhas involuntariamente. ‘Droga… odeio isso.’ Não conseguia evitar a sensação de que estava perdendo Yohan. Sabia que era um sentimento infantil, mas mesmo assim, não conseguia aceitar com facilidade.
— No fim, você só vira um animal mesmo. Não precisa florear tanto o discurso.
“Tsk.” Ele estalou a língua e respondeu com um tom irritado.
— Ainda não encontrou, não é?
— O quê?
— Aquela pessoa que você sente que é sua. Seja ela ômega, beta ou alfa… É diferente das pessoas que só passam pela sua vida. Você sente vontade de marcá-lo como sendo apenas seu. Talvez esse desejo seja ainda mais forte quando se é um alfa.
— Que papo é esse de marca? O que é, você vai fazer o vínculo de parceiro com o Yohan agora?
— Quem sabe.
Siheon não negou. E aquilo deixou Noah surpreso. O vínculo era, de fato, uma marca – um juramento de que você só teria olhos para aquela pessoa o resto da vida. Quem se vinculava passava a não sentir atração por nenhum outro alfa ou ômega, e, da mesma forma, ninguém mais achava os feromônios daquelas pessoas atraentes. Por outro lado, os parceiros marcados sentiam os feromônios um do outro mais intensamente e o prazer durante o sexo era multiplicado.
O problema era: se a pessoa vinculada morresse, nunca mais seria possível ter relações com outra pessoa. O corpo simplesmente rejeitava. Por isso, o vínculo era algo que só se fazia se estivesse preparado para viver com aquela pessoa até o fim da vida. Mesmo casais que se amavam profundamente evitavam se marcar – porque, em caso de acidente ou doença, um dos dois poderia morrer repentinamente, e o outro ficaria preso a um corpo incapaz de aceitar qualquer outro contato íntimo.
Noah só conhecia dois casais que tinham se vinculado: Natasha e sua parceira e os próprios pais. A marca só era possível – e permitida – quando ambos estavam mesmo dispostos a arriscar tudo um pelo outro.
— Na verdade, eu nunca tinha pensado seriamente em me vincular com alguém.
‘É o que eu pensava.’
— Mas quando estou com o Yohan… sinto um desejo incontrolável de marcá-lo.
Noah estalou a língua, indignado.
— Isso é só desejo! Se você se atrever a fazer uma coisa dessas sem o consentimento dele…
— E se eu fizer? Você nem vai poder me matar. Não teria mais ninguém além de mim capaz de satisfazer o desejo do Yohan.
Ele disse isso rindo de canto, e Noah ficou ainda mais irritado justamente porque não podia negar. Ainda assim, por mais que falasse daquele jeito, ele sabia que o vínculo não era algo que se fazia impulsivamente. Alfas também ficavam presos à pessoa com quem se vinculavam. Se Yohan recusasse, Siheon também não poderia ter relações com mais ninguém pelo resto da vida.
— Isso vale para você também.
— Exato…
Siheon arrastou a resposta, de um jeito estranho. Ao ver seus olhos escurecendo, Noah sentiu uma pontada de ansiedade. Não sabia se Yohan estava ciente disso, mas quando um cara como Cha Siheon começava a se tornar obcecado, a coisa ficava perigosa. Pessoas que normalmente eram frias com o mundo todo, quando finalmente decidiam que alguém era “seu”, acabavam se tornando completamente possessivas – às vezes até em nível criminoso.
Aquilo de ficar sempre de implicância com ele era um exemplo. Claro que Noah também tratava Siheon com certa hostilidade, mas mesmo assim, ele era irmão do Yohan. Não era como se tivesse alguma chance de virar amante, e ainda assim, Siheon o tratava como um rival, como se o estivesse medindo como alfa.
No começo, Noah também se sentia na defensiva, mas com o tempo ele mesmo foi se afastando. O problema é que, no mesmo ritmo, a obsessão de Siheon por Yohan só fazia crescer. Ver seu irmão quase implorando para ouvir um “eu te amo” era revoltante. Até o astuto Yohan devia se tornar um tolo quando se tratava de amor.
— Não quero ficar muito tempo olhando para sua cara. Vai acordar o Yohan.
— Ele não está dormindo. Está desmaiado. Mesmo que eu tente acordar, ele não vai reagir.
Ouvir aquele tipo de coisa sendo dito com tanta naturalidade fez o sangue de Noah ferver.
— Tanto faz. Vou levá-lo assim mesmo.
Não tinha motivo para deixar de levá-lo só porque ele estava desacordado. Era só pegar no colo e ir embora. Noah se levantou do sofá com essa intenção, mas Siheon ficou na frente, bloqueando a passagem.
— Deixe ele descansar.
— Eu vou levar ele para casa, para dormir direito e com conforto, então não precisa se preocupar.
Noah tentou empurrar Siheon para passar, mas ele nem se mexeu. Pelo contrário, começou a liberar um feromônio alfa de forma ameaçadora.
‘Hah, esse desgraçado!’
— Isso não vai acontecer.
— Fale alguma coisa que faça sentido. Ele é meu irmão gêmeo. Se está inconsciente por excesso físico, o correto é a família levá-lo para casa.
— Que idiotice. Você sabe muito bem por que ele desmaiou.
— Não importa o motivo. Vou levá-lo pra casa pra descansar.
— Ele já está descansando aqui. E muito bem, aliás.
— Você acha que vou deixá-lo aqui sabendo que assim que abrir os olhos você vai fazer Deus sabe o quê? Nessa situação, afastá-lo por enquanto de um alfa com instinto animal como você é o melhor para o Yohan!
— Mesmo que eu seja um animal, não vou pular em cima de alguém desacordado. Pode ficar tranquilo.
A conversa dava voltas no mesmo lugar. Os dois acabaram se calando e ficaram apenas se encarando com raiva.
— O que vocês dois estão fazendo?
Yohan apareceu na porta do quarto, sem que ninguém percebesse quando havia acordado. Sua pele estava marcada por hematomas vermelhos visíveis entre as dobras do lençol que envolvia seu corpo – evidências claras do que aconteceu na noite anterior.
— Já que acordou, vamos para casa.
Noah falou abruptamente, sem rodeios
— Ah… Desculpa por não ter avisado. Não era minha intenção dormir aqui. Nem percebi que o celular estava tocando.
— Tanto faz.
O tom de Noah estava cortante. Yohan soltou um suspiro interno. Dava pra entender por que ele estava tão irritado – com certeza havia ficado preocupado.
— Ele não é uma criança. Não é o fim do mundo só porque ficou um tempo sem dar notícias.
Foi Siheon quem respondeu por Yohan. ‘Droga, isso vai piorar as coisas,’ pensou ele. Queria impedir Siheon, mas o outro estava ocupado demais encarando Noah de volta para prestar atenção em qualquer outra coisa.
— No nosso caso, às vezes é o fim do mundo. Você talvez não entenda.
A tensão entre os dois estava tão intensa que a cabeça de Yohan começou a latejar.
— Por isso mesmo, eu vou levá-lo para casa, onde é seguro.
Noah afastou Siheon e se aproximou de Yohan.
— Cadê sua roupa?
— Está no quarto.
— Então se veste e vamos.
Naquele momento, Yohan achou que talvez fosse melhor mesmo voltar com Noah. Deixar ele e Siheon discutindo ali só iria piorar as coisas. Ele assentiu e estava prestes a entrar no quarto quando Siheon, dando um passo firme, o envolveu pelos ombros e o puxou de volta para perto. Envolto nos lençóis, Yohan foi parar dentro dos braços dele.
— Eu não vou deixar.
— O quê?
Noah ficou incrédulo.
— E o que você vai fazer se eu quiser levar? A casa dele não é essa!
Era óbvio que, cedo ou tarde, Yohan teria que voltar para casa. Então, dessa vez, Noah estava certo. Yohan ergueu o rosto, pretendendo explicar que iria acalmar Noah e depois entraria em contato com Siheon. Mas quando seus olhos encontraram os do alfa, as palavras morreram em sua garganta. Aqueles olhos azuis fixos em seu rosto estavam mais sérios do que ele esperava.
— Então que a casa de Ryu Yohan passe a ser aqui, problema resolvido.
A frase pegou Yohan completamente de surpresa, e seus olhos se arregalaram. Noah também soltou uma risada seca, de espanto.
— Siheon hyung,… eu devia ir para casa primeiro e…
— Não vou deixar você ir com Ryu Noah. De jeito nenhum.
‘Como é?’ Yohan ficou atordoado. Não esperava que Siheon fosse tão firme. ‘Do nada, por quê?’
— O que diabos você está planejando? Vai morar com o Yohan, é isso?
Noah, atrás deles, estava visivelmente irritado com a obstinação absurda sobre algo tão simples como ir para casa.
— Escolha, Yohan.
— O quê?
Yohan apenas piscou, sem entender.
— Eu ou o Ryu Noah.
Dessa vez ele nem conseguiu piscar.
‘Escolher entre os dois? Que absurdo é esse?’
— Por que está me perguntando isso agora…?
Para Yohan, aquilo parecia totalmente sem sentido.
— “Agora”, é?
O olhar de Siheon se voltou para Noah.
— Desde o começo, eu nunca tive a intenção de dividir meu namorado com outra pessoa.
— “Dividir”…?
— Mesmo que esse alguém seja seu gêmeo, como se fosse sua outra metade.
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Continua…
Ler Controle Yaoi Mangá Online
SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
(Trecho de CTRL.)