Ler Controle – Capítulo 68 Online
Choc, choc… splach…
O som dos corpos se chocando, o ruído molhado vindo da junção entre os dois, e as respirações ofegantes preenchiam o hall de entrada. Se alguém passasse lá fora, ouviria perfeitamente aquele barulho escandaloso. Mas os dois estavam tão perdidos um no outro que não tinham nem como se importar com isso.
— Ah… uh, haa…
Yohan gemia em soluços desconexos enquanto seu corpo era sacudido sem piedade. Siheon agarrou a cintura de Yohan e continuou a estocar sem parar. Por dentro, tudo estava sendo tão esfregado que ele mal conseguia manter a sanidade. Ele nem havia tocado a frente, mas um líquido transparente continuava pingando da ponta de seu pênis.
— Yohan…
A voz de Siheon saiu carregada de desejo, e os pelos dos braços de Yohan se arrepiaram na hora. O alfa virou o rosto dele para trás e cobriu seus lábios com os próprios. Pela posição, os dois não conseguiam selar a boca completamente, mas as línguas se entrelaçaram do mesmo jeito. A saliva escorreu pelo queixo, e Siheon lambeu a boca e o rosto de Yohan como se até aquilo fosse precioso.
— Aaah, aí é demais… ngh!
Quando Siheon começou a esfregar o ponto mais sensível lá dentro, Yohan tentou fugir instintivamente, o corpo querendo escapar daquele prazer alucinante. Mas a frente estava bloqueada pela parede, e Siheon segurou sua cintura, impedindo-o de escapar. Ofegando com a voz embargada, Yohan mordeu os lábios com força, sentindo um arrepio que parecia paralisar seu cérebro. Ao mesmo tempo, sentiu algo jorrar dentro dele, e mesmo tremendo, sem saber o que fazer, Siheon não parou de se mover.
Ploc, ploc…
As estocadas continuavam profundas, tão intensas que a mente de Yohan parecia se apagar. — Aahh,— Siheon, que havia enfiado o pau fundo o suficiente para que seus pêlos púbicos tocassem a bunda de Yohan, soltou um suspiro pesado e rapidamente retirou o pênis de Yohan. A sensação dele raspando contra sua parede interna ao sair também era tão estranha, que Yohan estremeceu. Splash, splash. Logo em seguida, um líquido quente jorrou sobre suas coxas.
— Haa, haa…
Mesmo ofegante, ele percebeu que Siheon havia retirado o pênis para evitar ejacular dentro dele.
— Agora que você vem pensar nisso…
Dentre todas as vezes que haviam transado, algumas ele simplesmente havia gozado dentro. Como Yohan tomava reguladores de feromônios e pílulas anticoncepcionais de emergência, não era algo com que se preocupassem muito. Agora, de repente, ele ficou todo cauteloso, como se temesse uma gravidez?
Siheon virou Yohan de frente, segurou seu queixo e o beijou. Depois foi distribuindo beijos leves pelos lábios, bochechas e a ponta do nariz.
— Agora… eu não consigo me controlar.
Yohan piscou, confuso.
— porque… Te vi com outro cara.
Siheon distraidamente deixou as palavras escaparem e franziu a testa. ‘Então você está dizendo que não consegue se controlar por causa de ciúmes?’ Yohan esperou em silêncio pelas próximas palavras. Diante da tensão, Siheon soltou um longo suspiro e continuou:
— Ahhh…. Parece que meu instinto de Alfa quer te engravidar.
Um sinal de que é completamente seu, seu instinto queria isso.
— Eu nem estou no cio…
— Mesmo fora do ciclo, há uma chance de engravidar.
— Tem a pílula do dia seguin-…
— E é exatamente por isso que estou te avisando: nesse momento eu não quero te dar a chance de tomá-la.
Os olhos azuis que o fitavam estavam turvos e intensos. O jeito sério com que dizia aquilo chegou a assustar. Só com aquele olhar, parecia que ele ia engravidá-lo mesmo sem tocar.
‘Ah… então é isso. Parece que o Cha Siheon é mais possessivo do que eu pensava.’
Yohan até queria que ele deixasse seus sentimentos claros assim, mas de alguma forma, parecia ter tocado em um ponto sensível. Soltou uma risadinha sem jeito, prestes a se afastar, quando Siheon segurou seu braço.
— Eu te avisei mais cedo, não avisei? Que mesmo se chorasse implorando para eu parar, eu não ia ter piedade.
— O quê…?
Yohan mal teve tempo de reagir. Siheon o ergueu com facilidade nos braços e seguiu direto para o quarto. Jogou-o na cama, tirou a própria camisa – única peça que ainda vestia – e subiu sobre ele. Yohan engoliu saliva seca pela primeira vez enquanto observava Siheon se ajoelhar e se inclinar sobre ele daquela forma.
‘Merda… acho que mexi onde não devia. E agora…?’
— Ainda bem que amanhã é feriado, você pode descansar bastante. Então pode ficar tranquilo.
‘Tranquilo?! Como é que eu vou ficar tranquilo com esse olhar de quem vai me devorar inteiro?!’
Yohan não teve nem chance de resistir. Siheon abaixou a cabeça e mordeu seu mamilo. — Aaah! — ele gritou, sentindo a dor aguda como se o mamilo fosse ser arrancado. O alfa passou a língua devagar sobre a mordida, provocando um arrepio ainda mais intenso.
Siheon então levantou uma das pernas de Yohan e enfiou novamente seu pênis já duro no interior do outro, que já estava completamente molhado e aberto.
— Nnh… — Cada vez que o pênis grosso entrava e saía e as paredes internas eram esfregadas, um gemido fraco escapava.
Ele usava as mãos e a boca para provocar ambos os mamilos de Yohan. O prazer que vinha do peito e o calor que se espalhava da região íntima eram intensos demais para serem suportados. Embora fosse o seu próprio corpo, Yohan sentia que os sentidos estavam completamente fora de controle, mergulhados num prazer insano.
‘Ahh… minha visão tá ficando turva de novo…’
A mente se apagava em flashes, o corpo inteiro formigava como se estivesse sendo eletrocutado dos pés à cabeça.
— Nnh, ah, ahn… p-para com isso… aí não…! Aah… eu vou… hngh…
Mesmo com Yohan quase chegando ao limite, Siheon não diminuía o ritmo. Foi naquele dia que ele descobriu que sentir prazer demais podia deixar o cérebro fora de si. E também aprendeu que até o sexo tem limite que o corpo podia aguentar. Mesmo sem ter mais forças para mover um dedo, Siheon não parou.
Em certo momento, nem gemer ele conseguia mais. Tudo o que Yohan conseguia era enterrar o rosto no lençol e respirar com dificuldade. Sua consciência piscava como uma lâmpada prestes a queimar. Quando acordou depois de desmaiar por um momento, Siheon ainda estava dentro dele.
Ele não sabia quanto tempo havia se passado, nem quantas vezes tinha chegado ao clímax. Seu cérebro estava dormente e o corpo oscilava como se flutuasse na água. Mesmo quando a escuridão finalmente tomou conta da sua visão, Siheon ainda segurava suas pernas sobre os ombros e marcava-o com movimentos fundos e brutos.
‘Eu… eu realmente acho que vou engravidar..’
Só naquele momento o aviso de Siheon pareceu realmente fazer sentido e Yohan desmaiou de vez.
***
‘Ai, meu corpo…’
A primeira coisa que veio à mente quando recobrou a consciência foi uma reclamação típica de velho. Mas não era exagero. Quando tentou se mexer e sentiu o corpo pesar, Yohan engoliu um gemido. Seu corpo todo pesava como chumbo, era como se estivesse encharcado – não com água, mas de exaustão. A parte inferior do corpo parecia estar totalmente dormente.
‘Então é isso. Não se deve cutucar o que está quieto. Por que será que as pessoas só aprendem depois de sofrer na pele?’
Ele suspirou baixinho, prometendo a si mesmo nunca mais provocar o ciúme de Siheon. Estava com sede e queria levantar, mas não conseguia mexer um músculo. Revirou os olhos para o lado e viu que o outro lado da cama estava vazio.
‘Filho da mãe. Me deixa todo arrebentado e nem fica aqui comigo?’
Mesmo ele, que raramente se irritava, sentiu a raiva borbulhar dentro de si.
— Pela sua expressão, já dá para imaginar o que você está pensando.
Ao ouvir a voz de Siheon, Yohan virou os olhos na direção da porta. Ele estava ali, encostado na parede.
‘Há quanto tempo ele tá ali? Se estava assistindo desde o começo, podia ter vindo ajudar, seu cretino.’
— Água…
Mais do que qualquer outra coisa, ele precisava beber água. Tentou fazer charme, mas quando abriu a boca, saiu só um som rouco e quebrado. O som era tão ruim que ele mesmo franziu a testa. Siheon riu baixinho, como se achasse graça, e se aproximou, estendendo uma garrafa de água.
Ele nem tinha força para segurar a garrafa. Tentou levantar a mão, mas ela só tremia, sem conseguir se mover direito. Lançou um olhar acusador para Siheon, que, finalmente, o ajudou a se sentar. Depois, abriu a garrafa de água e a encostou em seus lábios.
— Durma mais um pouco. Vai melhorar depois de um tempo.
Pelo jeito como ele dizia, parecia já ter uma ideia clara do estado em que Yohan se encontrava. E isso só o deixava ainda mais irritado.
— Que horas são…?
Yohan olhou ao redor procurando um relógio, mas ao ver o dia claro pela janela, se assustou.
‘Já é de manhã…?’
Na noite anterior, eles tinham ido ao clube bem cedo e, quando chegaram na casa de Siheon, deviam ser umas oito horas. Como não era tão tarde, Yohan pensou em avisar Noah mais tarde e… acabou esquecendo completamente.
— Ah, meu celular!
Tentou sair da cama com pressa, mas suas pernas não tinham força nenhuma e ele quase caiu. Só não foi ao chão porque Siheon o segurou pela cintura a tempo.
— Por que o celular?
— O Noah. Deve estar preocupado porque eu não mandei nenhuma mensagem. Deixei no silencioso, então não devo ter ouvido as chamadas. Ai, que droga… ele deve ter passado a noite em claro.
Yohan começou a se desesperar, e Siheon, com uma expressão tensa, se levantou e procurou o celular para ele. Quando entregou, havia várias chamadas perdidas. Os registros iam até depois das quatro da manhã. Só de ver aquilo, Yohan já imaginava o rosto de Noah completamente furioso.
— Merda….
Enquanto pensava no que poderia dizer para justificar aquilo, apertou o botão para ligar – mas o celular foi arrancado das suas mãos. Quando levantou os olhos, viu Siheon com o rosto sério, franzindo as sobrancelhas.
— Você é uma criança, por acaso?
— …Hã?
— Um homem adulto não vai morrer por passar uma noite fora.
— Isso é verdade, mas o Noah se preocupa, poxa. Se eu tivesse avisado, tudo bem. Mas ontem eu simplesmente sumi, e ainda teve aquele lance com a máfia recentemente…
Yohan explicou sem pensar muito, mas percebeu que a expressão de Siheon estava ficando ainda mais dura e deixou a frase morrer.
— E se você ligar? O que acontece depois?
A pergunta saiu fria, cortante.
— Ele provavelmente…
— Provavelmente?
— Ele vai querer vir me buscar..?
Noah com certeza surtaria e diria para ele voltar imediatamente. Mas assim que Yohan explicasse que não conseguia nem andar, ele não hesitaria em ir até lá buscá-lo. Era mais do que óbvio.
Siheon soltou um suspiro profundo e jogou o celular de Yohan em cima da escrivaninha, longe. Quando Yohan virou o rosto para encará-lo com um olhar indignado, se encolheu ao ver o rosto do outro completamente gelado.
— Até quando você vai morar com o Ryu Noah?
A pergunta veio tão de repente que Yohan só piscou, confuso. ‘Até quando…?’ Nunca tinha parado pra pensar nisso…
— Pelo jeito… nunca cogitou a ideia de morar sozinho.
Siheon disse aquilo como se tivesse lido seus pensamentos.
— É o que eu pensava. Eu estava tentando ser compreensivo, mas mudei de ideia.
Plop.
Com um empurrão firme, Siheon o deitou de novo na cama. Yohan só conseguiu encará-lo quando ele subiu em cima dele. Seus olhos azuis brilhavam como os de um animal, assim como na noite passada, e, ao ver seu próprio reflexo neles, Yohann sentiu a boca inexplicavelmente ficar seca.
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Continua…
Ler Controle Yaoi Mangá Online
SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
(Trecho de CTRL.)