Ler Controle – Capítulo 58 Online

Modo Claro

 

— O que diabos…?

A confusão era evidente no rosto de Maksim. Ele havia monitorado não apenas os Galayev, mas também toda a equipe de segurança do Grupo RF, especialmente a de Ryu Jin.  E, como Yohan disse, ninguém além de Noah havia se movimentado.

— Não precisa se surpreender. Eles não são nossos homens são da equipe de segurança do Grupo Seonwoo.

— O quê? Sério?

Yohan também arregalou os olhos, chocado.

‘Seonwoo Geon está sentado ali… então quem, dentro do grupo Seonwoo mexeu os pauzinhos…?’

Antes que pudesse pensar mais, sentiu um braço forte o puxar pelos ombros, colocando-o contra um peito largo. Ele inclinou a cabeça para trás e viu um homem vestido com o mesmo uniforme tático preto que os outros.

Franziu a testa, tentando identificar quem era, até que seus olhos se arregalaram. O cheiro dos feromônios que emanavam dele era familiar.

— Siheon hyung…?

Isso ele realmente não esperava. Não conseguia acreditar que o Noah tivesse pedido ajuda ao Cha Siheon. O homem tirou o capacete e olhou Yohan de cima a baixo, sem nem disfarçar o incômodo na expressão – algo raro, já que Siheon quase nunca deixava transparecer o que sentia.

— Haah…

Ele soltou um longo suspiro, passando os olhos por Yohan dos pés à cabeça. Foi aí que Yohan se deu conta do estado em que estava. Não é que sentisse vergonha, mas ver Siheon tão perturbado o deixou um pouco triste.

— Noah.

Siheon chamou por Noah e jogou para ele a arma que carregava.

— Proteja-o.

Soltou a ordem curta e sumiu em direção ao que parecia ser o quarto. Noah, pegou a arma e resmungou que não era criança para receber ordens, mas manteve a arma firmemente apontada para Maksim.

Whoosh.

Siheon voltou com um lençol arrancado da cama e jogou por cima de Yohan.

— Hã…?

— Sabe quantos alfas tem aqui dentro?

Ele disse, cobrindo Yohan de cima a baixo. Yohan sabia de pelo menos quatro: Noah, Siheon, Geon e Maksim Novikov. Mas não estava exalando feromônio ômega, então por que tanto drama…? Pensou nisso por um segundo – até que entendeu e engoliu seco. Para Siheon, o cheiro dele sempre era perceptível, mesmo quando ninguém mais notava. E agora, depois de brincar com o dildo e ser estimulado pelo feromônio alfa de Maksim, era óbvio que o cheiro tinha ficado mais forte. Noah, Maksim e Geon podiam não perceber, mas para Siheon era outra história.

— Como você conseguiu trazer os seguranças especiais do meu pai?

Geon, que estava em pânico até agora com as armas e os vidros quebrados, finalmente entendeu quem eram aqueles homens junto de Siheon. Depois de embrulhar Yohan no lençol como se quisesse blinda-lo, Siheon virou-se para ele.

— Por que você acha?

Devolveu a pergunta. Geon ficou pensando, e sua expressãoficando cada vez mais contorcida.

— Não pode ser… Meu pai… Não, isso não faz sentido. Não, é impossível…

Ele havia escolhido Cha Siheon em vez de Geon. Essa era a única conclusão possível. O presidente Seonwoo Seungmin o tinha abandonado para ficar do lado de Cha Siheon. Não era bem isso – na verdade, Seungmin fez um acordo diferente com Siheon mas ele não tinha intenção nenhuma de explicar. Se fosse mal-entendido ou não, que Geon e Seungmin se resolvessem sozinhos naquele lamaçal. Ele não ia se meter.

— Se é verdade ou não, não é com isso que você deveria estar preocupado agora, não acha?

Enquanto os homens que vieram com Siheon mantinham Maksim e seus capangas sob sua mira, Noah lançou um olhar mortal para Geon. Se aquele merda não tivesse chamado Yohan, nada disso teria acontecido e seu irmão não teria sido forçado a se submeter àquele russo nojento.

— Espionagem, sequestro, confinamento e agora mandante de assassinato? Sua lista de crimes é impressionante.

— A-acusando de mandante de assassinato?! Eu nunca pedi uma coisa dessas!

Assim que Seonwoo Geon tentou negar, Maksim soltou uma risada debochada, como se aquilo fosse a coisa mais ridícula que já tinha ouvido. O som daquela gargalhada fez Geon estremecer – só então caiu a ficha de que, mesmo escapando dali, ele poderia virar alvo da máfia russa a qualquer momento.

— Vamos esclarecer as coisas direito! Eu nunca pedi para matarem Ryu Yohan!

— Verdade. Você pediu para matarem Cha Siheon, não é?

Seonwoo Geon lançou um olhar cauteloso na direção de Siheon. Ele apenas soltou um suspiro baixo, sem responder – seus olhos azuis, porém, estavam fixos em Geon, tão frios que pareciam perfurá-lo. Geon desviou o olhar e recuou instintivamente.

— Obrigado por confirmar com suas próprias palavras. O julgamento contra a Seonwoo Eletronics vai ser espetacular – ainda mais com essa evidência para somar.

Noah tirou um gravador do bolso e o balançou no ar. A luz vermelha piscando mostrava que estava gravando o tempo todo. Por precaução, Noah tinha ligado o aparelho antes de entrar e Seonwoo Geon caiu direitinho na armadilha.

Siheon soltou um suspiro pesado. ‘Idiota. Eu sabia que ele era burro, mas não nesse nível.’ Ele tinha prometido ao presidente Seonwoo Seungmin que faria o possível para resolver as coisas em paz com o Grupo RF, mas, pelo visto, Geon ia destruir qualquer chance de acordo.

— O que fazemos com esses caras? Chamamos a polícia?

Noah perguntou, olhando para os mafiosos russos. Yohan balançou a cabeça. Mesmo entregando-os, seria inútil. E ainda tornaria tudo muito mais complicado.

— É melhor entregá-los diretamente às autoridades russas. Vamos precisar discutir isso com o nosso pai.

— Então o problema é tirá-los daqui primeiro.

No meio do silêncio, ouviu-se um estalo seco vindo de trás. Quando todos se viraram, viram que um dos seguranças especiais do Grupo Seonwoo, que segurava Maksim, estava caído, desacordado. Aconteceu tão rápido que ninguém entendeu direito. Em um piscar de olhos, os homens de Maksim avançaram, tentando derrubar quem apontava armas para eles.

Mesmo sendo guarda-costas armados de elite, subestimaram os mafiosos. Os seguranças e os mafiosos se embolaram num caos generalizado. Os russos tentaram pegar as armas, enquanto os guardas lutavam corpo a corpo para impedi-los.

Bang!

Um guarda caiu, atingido por um tiro de Maksim. Yohan ainda segurava a arma que Maksim havia largado antes, mas, pelo jeito, ele tinha outra escondida.

— Yohan!

Noah arregalou os olhos, gritando o nome dele. Maksim estava apontando a arma diretamente para ele, dedo no gatilho. Noah correu para tentar protegê-lo, mas estava muito longe.

Bang!

O estampido soou longo, ecoando pela sala. Noah caiu de joelhos, o coração gelado. Os segundos de silêncio que se seguiram pareceram uma eternidade.

— Yohan…?

Ele esperava vê-lo cair, mas Yohan permaneceu em pé, imóvel. E então, bem na sua frente, Maksim tombou, desabando no chão. Perto de Yohan, Siheon estava com o braço estendido e da boca da arma que segurava, ainda saía uma leve fumaça branca.

Yohan virou o rosto devagar e encontrou o olhar de Noah. Foi só aí que Noah soltou o ar preso, o peito respirando de alívio. Um sorriso sem força escapou de seus lábios.

— Está bem?

Siheon se aproximou, verificando Yohan de cima a baixo. Ele apenas assentiu e olhou pro corpo caído de Maksim. Quando tentou dar um passo, Siheon segurou seu ombro, impedindo-o.

— Fique aqui.

Siheon apontou a arma para Maksim e se aproximou, ajoelhando-se ao lado dele. Virou o corpo do mafioso, que estava de bruços – a camisa já estava manchada de sangue na altura do abdômen.

— Seu… maldito…

Maksim abriu os olhos de repente e agarrou o pulso de Siheon, que segurava a arma e com a outra mão, apontou sua própria arma para Siheon.

THUD!

O som que ecoou não foi um tiro, mas o impacto surdo de Yohan chutando o rosto de Maksim com força. A cabeça dele se virou num estalo, e o corpo desabou, apagando de vez.

— Ha…

Siheon olhou para Yohan e soltou uma risada seca. Já sabia, mas agora tinha certeza: ele nunca seria do tipo que fica quietinho esperando ser protegido.

— Só paguei na mesma moeda.

Yohan murmurou, com uma expressão leve, quase satisfeita. Siheon então notou que uma das bochechas dele estava inchada e o canto da boca, cortado. Maksim devia ter batido nele – mas, pelo jeito, Yohan devolveu com juros. O chute foi tão forte que o desgraçado, que continuou consciente mesmo depois de ter levado um tiro, apagou na hora. Lembrou-se de quando o primo de Yohan tentou drogar sua bebida com um estimulante de cio. Ele retaliou mil vezes pior – praticamente tinha acabado com a vida do infeliz.

‘Por trás daquela aparência doce, ele é o pior tipo de inimigo que se pode ter.’

Siheon sentiu isso na pele agora.

Com Maksim desacordado, os outros mafiosos ficaram perdidos, olhando em volta sem saber o que fazer. Noah e os seguranças aproveitaram para imobilizar todo mundo e enfiar os mafiosos dentro do quarto.

— O Viktor está a caminho com uma equipe para limpar isso.

Noah informou após falar com Viktor por telefone. Segundo ele, o pai já tinha mandado um helicóptero para levar todo mundo direto pra Rússia. Yohan soltou um grunhido curto.

‘Se forem levados para Rússia, duvido que sobrevivam.’

Não que ele sentisse pena, mas era frustrante não poder puni-los ali mesmo. ‘Fui eu que aguentei tudo isso e agora tenho que entregar de bandeja pro meu pai?’ Por um segundo, até cogitou ir junto pra Rússia.

— E esse aqui? Você leva?

Noah perguntou, apontando para Seonwoo Geon e olhando para Siheon. Ele balançou a cabeça. Não tinha nenhuma obrigação ou interesse em lidar com aquele verme.

— Então podemos levar?

Noah perguntou de novo, abrindo um sorriso torto enquanto estalava os dedos. Percebendo que as coisas iam ficar ruins, Geon começou a implorar para ser entregue para polícia.

— Se te levarmos à polícia, você vai usar a influência do Grupo Seonwoo para sair impune, não é?

Yohan se agachou na frente dele, até ficar com os olhos na mesma altura, e sorriu. Um sorriso fofo, mas que gelava a espinha. Noah só balançou a cabeça e deu um passo para trás – era isso. Todo mundo ali sabia: Geon era o culpado por toda essa situação.

— Noah. — Yohan chamou o outro, num tom quase doce. — Tira a roupa dele. Toda.

— …O quê?!

Siheon e Noah fizeram a mesma cara de quem mordeu limão azedo.

— Eu já disse, não foi? — Yohan sorriu, abrindo os olhos em meia-lua. — Tudo que eu recebo, eu devolvo na mesma moeda.

Yohan sorriu, segurando o “brinquedo” e o gel que havia sido usado nele mesmo mais cedo.

— Quem sabe… ele não descobre um novo fetiche?

O sorriso de Yohan era lindo, quase angelical – mas fez um arrepio gelado subir pela espinha de quem estava por perto.

°

°

Continua…

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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