Ler Controle – Capítulo 42 Online

Modo Claro

 

Siheon abriu a porta do banheiro e, no mesmo instante, sentiu o coração afundar como se tivesse levado um choque. A casa inteira estava tomada pelo cheiro do feromônio – um aroma tão denso que parecia impossível respirar. Era como se alguém tivesse enchido uma estufa com flores de perfume intenso.

Ele cobriu a boca com a mão, mas não adiantou. Seu corpo já reagiu ao aroma: seu pulso acelerou, “Tum-tum” o sangue latejava tanto na cabeça que parecia que seu cérebro também tinha um coração batendo dentro.

‘Por que está tão forte assim? E tão de repente…’

‘Será que ele entrou no ciclo de cio? Mas até agora não havia sinal algum disso.’

— Droga…!

O cheiro era tão intoxicante que quase o fez desmaiar, ele precisou se apoiar na parede para conseguir dar um passo. Nunca tinha sentido um feromônio de ômega tão poderoso em toda a sua vida. Ele não tinha muito contato com ômegas, alguns usavam inibidores tão avançados que o feromônio praticamente desaparecia e ele nem percebia. Mesmo aqueles que, por acaso, entraram no ciclo de cio perto dele, jamais exalaram algo assim.

Yohan era o único cujo feromônio ele sempre conseguia sentir. Os outros diziam não perceber, mas, estranhamente, Siheon sempre captava o cheiro dele. Chegou a pensar que fosse impressão sua, mas não era. Por isso, acabava sendo mais rude com Yohan no dia a dia – se deixasse a guarda baixar, seu corpo poderia reagir àquele aroma.

Durante o sexo, era diferente. Afinal, os feromônios serviam justamente para excitar. Então, nessa hora, não havia por que evitar.

Mas isso… isso era demais. Antes mesmo de começar a transar, parecia que seria dominado pelo cheiro.

Quando abriu a porta do quarto, viu Yohan sentado na cama, com a frente do roupão aberta. O ar no quarto estava ainda pior. Cada inspiração trazia aquele perfume tão denso que parecia anestesiar o cérebro.

— Você…!

Ao ouvir sua voz rouca, Yohan virou o rosto lentamente, com um sorriso suave nos lábios. Seus olhos já estavam vermelhos pelo calor.

— Eu estava esperando.

Num sopro, o feromônio de Yohan se espalhou e cobriu Siheon inteiro. “Tum, tum…” todos os seus sentidos enlouqueceram.

‘Abraça ele logo. Marque. Entre dentro!’

Era como se uma voz gritasse dentro da sua cabeça. Uma dor latejante começou a pulsar nas têmporas enquanto ele avançava cambaleante até a cama.

Sem perceber, Siheon empurrou o ombro de Yohan e o deitou, se inclinando sobre ele. Ao mesmo tempo, um fluxo intenso do seu próprio feromônio alfa escapou. — Haaah.— Yohan prendeu a respiração e gemeu baixinho, estremecendo mesmo sem que Siheon o tocasse.

— Rápido… por favor…

Com a voz tremendo, Yohan ergueu a mão para tocar seu rosto. Siheon segurou aquela mão no ar. A pele dele estava tão quente que parecia queimar. Antes que seu cérebro conseguisse pensar, seu corpo se moveu. Ele levou o pulso de Yohan à boca e enterrou os dentes nele.

— Aaah…

Yohan soltou um gemido rouco. Siheon lambeu a marca dos dentes, sentindo-o estremecer.

— Não… não me torture assim…

Yohan passou o outro braço ao redor do pescoço dele e o puxou para mais perto. Só o contato da pele fez todos os seus nervos ficarem em brasa. Siheon soltou um longo suspiro e enfiou a língua na boca dele, roçando no céu da boca.— Mmh… — As línguas se entrelaçaram, e um gemido abafado escapou dos lábios entrelaçados.

‘Isso vai me deixar louco.’

O doce aroma floral parecia penetrar cada célula do seu corpo. Até os lábios e a língua de Yohan tinham gosto de mel, seu corpo inteiro era como uma droga viciante. A respiração de Siheon ficou ofegante. O desejo de devorá-lo ficava cada vez mais incontrolável.

— Hoje… haa… hoje eu não vou me controlar….

Sussurrou enquanto mordiscava o lóbulo da orelha dele. Yohan balançou a cabeça, sem dizer nada, só tremendo toda vez que sentia seu sopro quente sobre a pele.

— N-não precisa… nh, tá tudo bem, então vai logo…

Yohan arqueou a cintura e deslizou a mão para baixo, tocando a região íntima de Siheon. Seus dedos finos envolveram o membro já inchado e pulsante.

— Me dá… isso…

A voz dele estava embriagada de desejo, as palavras se estendiam, pesadas e aquilo deixava Siheon ainda mais à beira da loucura. Ele afundou o rosto no pescoço de Yohan e inspirou fundo. O cheiro do feromônio, que antes chegava a ser sufocante, agora parecia indispensável. Já estava totalmente viciado, como um homem que não consegue largar as drogas, ele mordiscou e lambeu aquela pele exposta.

A mão que acariciava a cintura de Yohan deslizou para trás, enfiando-se entre suas nádegas.

— Haang…! — Só de tocar sua entrada, Yohan gemeu, sem conseguir conter o som.— Eu… eu vou enlouquecer, rápido… nh… faz alguma coisa…

Ele mesmo abriu as pernas, trêmulas, e passou a mão entre elas, roçando na abertura logo abaixo do pênis. Seus dedos se molharam no líquido transparente que já escorria dali, e ele tentou inserir os dedos no buraco pulsante. Mas Siheon segurou sua mão e a levou de volta ao pescoço dele, enquanto afundava seu próprio dedo.

— Haaah!

Yohan arqueou as costas e soltou um grito agudo, como se estivesse sendo dilacerado. Só um dedo dentro já bastou para o interior estreito se contrair violentamente.

— Nh… hng…

Squelch, squelch.

Os dedos aumentaram de um para dois, alargando gradualmente a entrada estreita. Yohan ofegava, com a boca aberta, respirando descontroladamente. Quando os dedos tocaram um ponto mais profundo, seu corpo inteiro estremeceu.

— Eu… eu vou gozar… nh…!

Ele agarrou o lençol e tremeu. Seu pênis pulsava, ejaculando um líquido esbranquiçado sem que ele ao menos se desse conta. Não era apenas Siheon que estava dominado pelos feromônios. Yohan também estava sensível demais, muito mais do que o normal.

Siheon segurou as coxas brancas, separando-as, e encostou seu membro no buraco tão molhado. Quando a cabeça grossa se forçou para dentro, abrindo o anel enrugado, Yohan gemeu e se contorceu.

— Aaah…

Ele enterrou tudo de uma vez, tão profundamente que seus testículos colidiram com as nádegas de Yohan. Outro gemido agudo escapou dos lábios do ômega. As paredes quentes e latejante se apertaram em volta do pilar grosso, como se quisesse devorá-lo. Naquele instante, Siheon perdeu toda a razão. Restava apenas o instinto de marcar Yohan, de semear ali dentro.

Ele puxou o pau quase completamente para fora antes de enterrar novamente. O som molhado da fricção entre os corpos enchia o quarto. Yohan, tomado por prazer, estremecia sem saber o que fazer, mas seu corpo não parava de se mover.

— Haah… p-para… nh… aah…

Nem ele mesmo sabia o que estava dizendo. O prazer pulsava no cérebro como se fosse explodir, todo seu corpo formigava, parecia que ia enlouquecer.

Era assustador. Mas, ao mesmo tempo, seu corpo queria mais. Toda vez que Siheon se enterrava até o fundo, o interior se contraía ainda mais forte, prendendo-o dentro. O volume que o preenchia por completo o deixava sem ar, e mesmo assim ele se via arqueando os quadris, querendo mais.

— Ah… é… estranho… haa…!

Quando Siheon enterrou-se completamente, os músculos das coxas de Yohan tremeram violentamente. Ele jogou a cabeça para trás, sem nem conseguir gemer direito. Mesmo sem ter chegado ao clímax, sua visão ficou em branco. Era uma sensação que ele nunca tinha experimentado antes.

— Ainda não.

Sem tirar o pênis de dentro, Siheon virou o corpo dele de bruços. A sensação do membro girando dentro dele fez Yohan gemer.

— A… espera… nh…!

Antes que pudesse se ajustar, Siheon agarrou seus quadris e começou a mover-se com tanta força que o som de pele batendo contra a pele ecoou pelo quarto.

As paredes internas de Yohan, ainda sensíveis do orgasmo anterior, foram esfregadas novamente.

— Mmm…

Ele enterrou o rosto no lençol, gemendo entre as respirações ofegantes. Seu corpo que balançava sem controle, não parecia mais pertencer a ele. Desde os dedos até o último osso da coluna, tudo formigava como se a eletricidade percorresse seu corpo.

— Ahhh…. Caralho…

Siheon soltou um palavrão. Queria engravidá-lo. O desejo surgiu tão naturalmente que até ele se assustou.

A ponta do seu pênis começou a inchar aos poucos. Siheon percebeu a tempo – seu corpo quase involuntariamente tentando fazer um nó — e, com um esforço sobre-humano, puxou-se para fora antes que seu membro inchasse completamente e ficasse preso. Ao soltar Yohan, o ômega desabou na cama, ofegante.

Siheon mordeu o interior da própria boca com força suficiente para sangrar. A dor o ajudou a recuperar um fragmento de lucidez.

‘O que diabos eu estava prestes a fazer? Com Ryu Yohan?’

Apertou os dentes e respirou fundo, mas manter a sanidade no quarto impregnado de feromônios era quase impossível.

— Huu…

Ele virou Yohan de costas e o empurrou contra o colchão. Em vez de penetrá-lo novamente imediatamente, beliscou um dos mamilos do ômega.

— Ah…!

O corpo de Yohan arqueou como um arco. Naquele momento, Siheon passou a mão pelas costas e o ergueu, sentando-o sobre suas coxas.

— Consegue se mexer, não consegue?

Perguntou, roçando os lábios no ombro dele. Yohan assentiu. Mesmo depois de ter chegado ao clímax duas vezes, o corpo de ômega dele ainda queria loucamente o alfa.

Yohan empurrou Siheon para deitá-lo e, com as próprias mãos, guiou o pilar rígido para dentro de si, abaixando-se devagar. Siheon viu claramente cada centímetro sendo engolido por aquele corpo cor-de-pérola.

— O pau do Siheon hyung… é tão gostoso…

Os lábios vermelhos soltaram aquelas palavras provocantes, e logo se curvaram num sorriso fraco. Os olhos cor de esmeralda cintilavam úmidos. Quando Siheon estendeu a mão e começou a brincar com o mamilo dele, Yohan deixou escapar um gemido manhoso.

Ele começou a mover a bunda redonda devagar, procurando o ponto certo, e cada vez que o encontrava, um fluido transparente pingava da ponta de seu pênis.

Ver aquele corpo branco se movendo sobre ele era tão excitante que parecia uma arma apontada para seu peito. Era como ouvir o sussurro mais perigoso e doce de um demônio.

— Ah… eu… não aguento mais… nh… Siheon hyung…

Yohan pegou a mão de Siheon e a levou até a própria entrada ardente, esfregando-a ali como se suplicasse que ele fizesse alguma coisa. Siheon mordeu o lábio para conter um gemido. Segurou firme a cintura dele e empurrou o quadril para cima, fazendo Yohan soltar um grito agudo.

— Aaaah! — Yohan gritou, quase caindo para trás, mas Siheon segurou seus braços.

— Segura direito.

Pôs os braços do Omega em volta do próprio pescoço e começou a se mover, estocando o quadril para cima com força, a ponto de o som seco ecoar pelo quarto. O corpo de Yohan tremia inteiro, engolindo o pau até o fim.

—Ah…

O corpo de Yohan ficou rígido e, por um instante, Siheon sentiu algo quente jorrar da glande do seu pênis para dentro dele.

—Haa… haa… haa…

O som molhado e obsceno de antes desapareceu, e só restaram as respirações pesadas, misturadas, sem que se soubesse de quem era cada uma.

°

°

Continua….

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

Gostou de ler Controle – Capítulo 42?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!