Ler Controle – Capítulo 35 Online

Modo Claro

 

Quando Jaryeong chegou ao terraço, o lugar já estava um caos. Pelos ferimentos nos dois, dava para ver que Noah e Siheon tinham trocado socos tão intensos que era impossível dizer quem estava em vantagem.

— Noah sunbae! Já chega! Aqui é uma empresa!

Jaryeong se agarrou ao braço de Noah. Por causa disso, o soco que Siheon desferiu acertou em cheio o rosto dele. Tomado pela raiva, ele se agitou ainda mais e chegou a empurrar Jaryeong, que estava pendurado em seu braço.

— Urgh!

Jaryeong caiu de mau jeito no chão de cimento e soltou um gemido. Só então Noah, que estava prestes a avançar sobre Siheon, se conteve por um momento.

— Ai, ai…

Percebendo a reação dele, Jaryeong exagerou o drama de propósito. Quando Noah parou de atacar e soltou um suspiro, Siheon também relaxou os punhos cerrados.

— Você está bem?

Noah se ajoelhou para ajudar Jaryeong a se levantar. Ele pegou na mão de Noah e se levantou com um risinho bobo. — Ehehe —. Só então ele percebeu que tinha sido enganado, mas, graças a isso, sua raiva contra Siheon havia diminuído um pouco.

— Seu rosto está pior que o meu, sunbae.

Jaryeong franziu as sobrancelhas ao ver os machucados no rosto de Noah, onde Siheon tinha acertado. Como se tivesse sido ele mesmo quem apanhou, fez uma careta de dor, arrancando um sorriso de Noah, que bagunçou o cabelo dele.

— Parece pior do que é. Não foi nada.

Mesmo com ele dizendo que estava tudo bem, Jaryeong insistiu para que fossem tratar os machucados imediatamente. Ele puxou seu braço, dizendo que, se deixasse assim, iria piorar, e sem alternativa, Noah acabou indo com ele. Quando saíram do terraço, viram Yohan parado no patamar da escada. Assim que viu o rosto machucado de Noah, sua expressão se endureceu.

— Mas o que é isso… Que droga.

Yohan se aproximou e tocou os machucados com uma das mãos. Como Noah nunca apanhava de ninguém, Yohan não imaginava que ele fosse se machucar assim numa briga.

— Está tudo bem. Nem dói.

Sua voz estava muito mais suave do que quando havia dito o mesmo para Jaryeong. Ele até sorriu, tentando parecer indiferente para que Yohan não se preocupasse.

— Pra que perder o controle assim?

— É que… eu perdi a cabeça.

Mesmo com uma desculpa infantil dessas, Yohan não insistiu no assunto.

— Leva ele pra cuidar dos ferimentos, por favor.

Yohan pediu a Jaryeong, e então voltou a subir para o terraço.

— Você vai deixar ele ir sozinho?

Jaryeong perguntou, lançando um olhar rápido para Noah. Ele observava Yohan com uma expressão séria, mas não tentou impedi-lo. Por mais que tivesse socado Siheon tomado pela raiva, ele não seria mesquinho a ponto de proibir Yohan de vê-lo. E isso, para Jaryeong, era algo difícil de entender.

Ao chegar no terraço, Yohan cobriu a boca e o nariz com uma mão. Mesmo sendo um espaço aberto, ainda dava para sentir o cheiro do feromônio de Siheon no ar. Isso bastava para provar que a briga entre ele e Noah tinha sido pra valer. Yohan esperou um pouco até o cheiro se dissipar, depois se aproximou de Siheon. Ele provavelmente já devia ter percebido que Yohan havia subido, mas ficou sentado na cadeira, fingindo não notar, olhando para o terraço do prédio em frente. Yohan parou diante dele.

— Você também está todo acabado.

Yohan segurou o rosto de Siheon e o ergueu. Assim como Noah, ele também estava machucado. Só isso já era impressionante. Era impressionante que ele tivesse conseguido chegar a esse ponto. Noah havia aprendido artes marciais com seu pai e Natasha desde criança – ambos ex-membros de unidades especiais russas. Claro, Yohan também havia aprendido o básico de autodefesa, mas decidiu que lutar não era seu forte e parou depois do mínimo necessário. Noah, por outro lado, agarrava cada ensinamento com unhas e dentes. Por isso, entre os alfas do Grupo RF, ninguém conseguia vencê-lo.

Yohan passou o polegar pelo canto dos lábios cortados de Siheon, que se encolheu e franziu a testa com dor.

— Tá doendo?

Talvez por achar a pergunta óbvia demais, Siheon empurrou a mão de Yohan, que segurava seu rosto, em vez de responder. Yohan agarrou o pulso de Siheon e, sem hesitar, curvou-se para lamber o ferimento em sua boca com a língua.

Depois se afastou levemente e olhou para ele. Siheon também o encarava, com a mesma expressão vazia de sempre.

—Eu acho que estou ficando louco.

Não era “acho”. Ele tinha certeza que estava.

— Porque mesmo vendo você assim, todo ferrado… eu estou cheio de tesão. Agora mesmo.

Talvez fosse por causa dos feromônios que Siheon liberou durante a briga com Noah. Ou não. Mesmo sem os feromônios, só de olhar para o rosto de Cha Siheon, ele não conseguia resistir à vontade de beijá-lo.

‘Definitivamente, minha cabeça não está no lugar.’

Se ele mesmo estava assim, imagine Cha Siheon. Como esperado, o homem soltou um suspiro rouco. Então, ergueu uma mão e agarrou a nuca de Yohan, puxando-o com força. Perdendo o equilíbrio, Yohan inclinou-se para frente, e Siheon envolveu sua cintura com o outro braço, puxando-o para sentar em seu colo.

Os lábios dos dois se tocaram.

Suas línguas se entrelaçaram, buscando uma à outra. O gosto metálico do sangue na saliva era perceptível, mas nenhum dos dois se importou. O beijo era tão intenso, tão devorador, que mal dava para respirar.

Mesmo que tudo o que estivessem fazendo fosse só se beijar, o corpo de Yohan tremia e sua cintura formigava. Seu pênis ereto também latejava de tanto desejo. Em algum momento, Siheon também começou a liberar feromônios – esses completamente diferentes do que soltou durante a briga com Noah. Agora o cheiro estava impregnado de desejo, um aroma doce que fazia a cabeça de Yohan girar.

— Haa… não… para, ahh.. isso…

Mesmo com a consciência de que ainda estavam na empresa, Yohan tentou se afastar e romper o beijo, mas Siheon mordeu com força sua nuca, arrancando dele um gemido agudo. A sensação foi mais de prazer do que de dor, e um arrepio percorreu sua espinha.

— E ainda diz que não quer, nesse estado?

Siheon passou a língua sobre o ponto que mordeu, enquanto murmurava. Suas mãos já haviam aberto o cinto de Yohan, e se enfiado na cueca tocando o pênis que começava a umedecer dentro e esfregando-o sem piedade.

— Uuuh…

Só o toque daquela mão já o deixava febril, sem saber o que fazer. O corpo inteiro de Yohan estava pegando fogo. Quando ele arqueou a cintura sem perceber, Siheon aproveitou e puxou de vez sua calça e a cueca, tirando uma das pernas por completo. Com as pernas abertas sobre o colo de Siheon, foi fácil para os dedos dele invadirem seu corpo por trás.

— Já tá completamente molhado…

Siheon cuspiu as palavras enquanto enfiava os dedos com movimentos ásperos.

— Aah… eu… por favor… nnngh…

Yohan apertou os braços ao redor do pescoço dele, pendurado, implorando. Siheon já tinha aberto os botões da camisa dele e agora estava mordendo um dos mamilos. —Hah…!— Um gemido alto escapou antes que ele pudesse impedir.

— Você tem noção de onde nós estamos?

Diante da pergunta, Yohan tapou a própria boca com as mãos e assentiu com a cabeça. Sim, eles estavam no terraço da empresa. Como Noah e Siheon tinham subido brigando, ninguém ousaria aparecer por lá agora, mas mesmo assim… era um lugar arriscado. A qualquer momento alguém poderia surgir.

— E mesmo assim, está com esse fogo todo…

Cada vez que os dedos de Siheon se moviam, um som obsceno ecoava. A sua entrada contraía ao redor dos dedos, como se implorasse para não serem retirados.

— Haah… por favor… não aguento mais, ahh…

Yohan já não estava pensando com clareza. Não importava mais se alguém poderia vê-los. Seu corpo estava em chamas, e a única coisa urgente era aliviar essa ânsia. —Merda.— Siheon soltou um palavrão, depois passou a sugar seu peito com força. A sensação de ter o mamilo todo sugado quase arrancou outro grito de Yohan, que precisou morder o próprio pulso para engolir os gemidos.

Mas quanto mais se forçava a ficar em silêncio, mais sensível o corpo se tornava. Até o menor toque era demais. Ele desceu uma das mãos até a região entre as pernas de Siheon – ali também estava inchado, a ponto de estourar por dentro da calça. Quando esfregou os quadris por cima do pênis inchado, Siheon abriu o zíper e tirou o membro para fora.

— Enfia, você mesmo.

A voz grave de Siheon ecoou em seu ouvido como uma ordem. O simples calor do hálito em sua orelha fez com que a mente de Yohan ficasse em branco. Ele ergueu o quadril e se posicionou sobre o pênis, encaixando aos poucos o seu corpo sobre o dele, então desceu devagar, engolindo centímetro por centímetro com um gemido rouco.

‘Ah… eu vou enlouquecer.’

A penetração profunda atingiu um ponto que fez Yohan sentir que já estava à beira do orgasmo. Antes mesmo que pudesse recuperar o fôlego, Siheon começou a se mover com força. Poc, poc, o som das peles se chocando se misturava à respiração entrecortada de Yohan.

— Ah, aah, e-espera… m-mais devagar, mmph!

A sensação era tão intensa que chegava a dar medo. O prazer era tão forte que parecia que sua cabeça ia dar um curto-circuito. Yohan estremeceu, e Siheon puxou seu rosto de volta para um beijo. Mal conseguia respirar – o que só deixava a tontura ainda pior. Logo, o aroma adocicado do feromônio de Yohan começou a se espalhar.

Siheon respirou fundo, e seus movimentos se tornaram ainda mais brutais. De repente, ele se levantou, virou Yohan de bruços sobre a cadeira e agarrou seus quadris. Penetrou mais fundo, mais forte, como se quisesse destruí-lo por dentro. Yohan já não conseguia conter os gemidos. Sua respiração misturava-se a sons entre o prazer e o choro.

— Hii… s-só aí… haah… desse jeito… ah…

Quando o mesmo ponto foi estimulado várias vezes, ele sentiu o clímax se aproximar. Mesmo sem ser tocado na frente, um líquido branco e espesso jorrou de seu corpo. Enquanto o corpo de Yohan tremia, Siheon agarrou seu braço, torceu seu torso e mordeu seus lábios. Ao mesmo tempo, enterrou-se nele com tanta força que a cadeira rangeu. Suas línguas se enrolaram desesperadamente entre os lábios mal encaixados.

— Eu já… ahn… Eu já gozei… ngh…

Yohan implorava para que parasse, completamente molhado e esgotado. Mas Siheon não teve piedade. Mesmo quando ele ainda estava no meio do êxtase, continuava provocando por dentro, a ponto de sua mente ficar completamente nublada.

— Se começou, aguente até o fim.

Siheon rosnou, roçando os dentes no lóbulo da orelha de Yohan, enquanto acelerava os movimentos. Haa… O corpo de Yohan balançava como um boneco de papel até que, com um gemido rouco, Siheon endureceu e ficou imóvel por um instante antes de deixá-lo escorregar para o chão, exausto.

Quando o pênis ainda meio rígido de Siheon saiu, um líquido turvo escorreu pelas coxas de Yohan – não dava para saber de quem era.

— Ah…

‘Droga… a camisinha… eu esqueci de novo.’

A primeira coisa que pensou assim que tudo terminou, ele sorriu amargamente.

‘E se acabar engravidando? Será que Cha Siheon assumiria a responsabilidade?’

Olhou fixamente para ele, sentindo-se idiota por sequer considerar a ideia. Siheon, já arrumado, ajoelhou-se para ficar na altura dos olhos de Yohan.

— Toma isso.

Tirou algo do bolso e estendeu. Yohan olhou para baixo e soltou uma risada abafada, era uma pílula do dia seguinte.

Afinal, era só um namoro por contrato com prazo definido. Claro que ele não pensava em assumir responsabilidades. Também nunca quis nada além disso de Siheon. Além do mais, os dois não estavam em posição de viver um romance de verdade.

Yohan sabia de tudo isso, racionalmente. Mas, ainda assim, um amargor estranho surgiu em seu peito e ele não queria investigar o porquê.

Puxou Siheon pela gola da camisa e lhe deu um selinho leve, antes de sorrir docemente como sempre.

‘É melhor não saber. Porque mesmo que soubesse… não poderia assumir. Então, isso aqui já está bom. O suficiente para aproveitar sem se machucar.’

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Continua..

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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