Ler Controle – Capítulo 34 Online

Modo Claro

 

Depois do jantar com Noah, Yohan saiu do banho e parou em frente à estante no quarto. Uma luz suave iluminava os brinquedos dentro do móvel. Seus dedos deslizaram pelo vidro até parar em um ponto específico. Abriu a porta e estendeu a mão para pegar um deles, porém hesitou antes de pegá-lo.

“Enquanto estiver namorando comigo, está proibido de usar essas porcarias.”

O aviso de Cha Siheon ecoou em sua mente.

— Ah, como é que ele vai saber se eu usei ou não?

Ele balançou a cabeça, pegou o brinquedo e, sem esquecer de pegar o lubrificante e as camisinhas na gaveta, sentou-se na cama.

Sentado na beirada da cama, colocou a camisinha no brinquedo e abriu a tampa do gel. O aroma de eucalipto encheu o ar, mas ele hesitou novamente antes de aplicar.

“Você é assustadoramente acostumado com isso aí.

— Olhou com raiva para o brinquedo em suas mãos e acabou o jogando de lado.

Irritado, ele encarou o brinquedo novamente e depois o ignorou. Por algum motivo, não gostava da ideia de ser tratado por Siheon como um buraco usado.

— Tsk.

Estalou a língua e abriu as pernas, deslizando a mão molhada de lubrificante entre as coxas. Esfregou o períneo até tocar as dobras do orifício traseiro.

— Haa…

Com um suspiro, abriu as pernas e deslizou os dedos lubrificados entre elas. Um gemido escapou quando seus dedos encontraram o anel muscular.

‘Ele proibiu os brinquedos, mas não os meus dedos.’

Com essa justificativa, moveu os dedos devagar. Graças ao gel, dois dedos logo foram engolidos com facilidade. Squish, squish – os sons indecentes preenchiam o quarto toda vez que os dedos iam e vinham.

Mas ainda assim, não era o suficiente. Não alcançava o fundo que ele queria, nem tinha a mesma espessura.

— Aaah…

Tentou mexer os quadris para intensificar a sensação, mas não conseguia reproduzir o prazer que sentiu da última vez.

No fim, desistiu e se deitou de costas na cama. Ficou olhando o teto e suspirando, achando ridículo o que estava fazendo. Tudo isso por causa do que Cha Siheon disse?

“Ryu Yohan…”

Ao lembrar da voz baixa e rouca de Siheon chamando seu nome durante o sexo, uma onda de calor tomou conta da parte inferior do corpo.

“Você gosta aqui?”

A lembrança de Siheon mordendo seu peito o fez estremecer. Todas as partes do seu corpo que haviam sido tocadas por ele pareciam sensíveis e formigantes. Tentou se tocar com a própria mão, mas não foi nem de longe tão prazeroso quanto antes.

‘Queria que ele mordesse aqui… como daquela vez.’

Beliscou o próprio mamilo com os dedos, mas não era a mesma coisa. Não chegou nem perto das sensações que Siheon provocava.

— Haa, vou enlouquecer…

Contorcendo o corpo por frustração, esfregou a mão entre as pernas. O olhar acabou recaindo sobre o brinquedo jogado ao lado na cama. Yohan estendeu a mão, mas não conseguiu pegá-lo. Já sabia que nem o brinquedo daria conta – depois de experimentar o prazer do sexo real, era impossível se satisfazer só com aquilo.

— Isso é um problema…

Ele não imaginava que o sexo com Siheon fosse tão bom a ponto de arruinar sua diversão solitária.

Reprimiu a frustração e se levantou, indo até o banheiro. Lavou o lubrificante das mãos e, ao se olhar no espelho, teve a impressão de que no seu rosto estava estampado a palavra “carente”.

— Se ele me proibiu de usar brinquedos, então devia assumir a responsabilidade. Não é, Cha Siheon?

‘Mas e agora? Como é que eu vou seduzir ele de novo? Os outros só de olharem pra minha cara já ficam ofegantes, mas o Siheon nem se mexe. Tenho que ficar sempre tentando levá-lo pra cama. Isso fere  meu orgulho.’

‘Bom, talvez tenha sido isso que me atraiu nele. Mas ainda assim… Aquele cara não tem desejo, não? Já faz quase uma semana desde a última vez.’

O corpo de Yohan começou a exalar um forte aroma floral. Ele ainda tomava regularmente o medicamento da RF Farmacêutica para controlar os feromônios e, desde pequeno, ia ao laboratório da empresa aprender a controlar suas próprias emissões. Por isso, mesmo sendo um ômega, era habilidoso em esconder seus feromônios.

Mas agora, sem nem perceber, seus feromônios estavam se espalhando por causa do desejo por Cha Siheon. E o mais estranho – essa era a primeira vez que algo assim acontecia.

 

***

— …Esse… é realmente o Ryu Yohan…?

Noah, que voltava do banheiro, parou ao ouvir o nome de Yohan. Virando o corredor, viu alguns funcionários conversando:

— Um dos funcionários da equipe de planejamento disse que o Ryu Yohan defendeu o Cha Siheon.

— Então é verdade que estão namorando?

— Mesmo que ele esteja cego de amor, como pode ficar com alguém que roubou informações confidenciais da empresa?

Um deles resmungou, indignado.

— Romeu e Julieta modernos.

Outro respondeu rindo, achando tudo divertido. Como se não tivesse nada a ver com ele, por achar que a empresa não iria fechar por causa de um projeto roubado.

— O Ryu Yohan é ômega, né? E o Cha Siheon é alfa. No fim das contas, é só aquilo…

— Aquilo o quê?

O funcionário anterior fez um círculo com a mão esquerda e começou a enfiar e tirar o dedo indicador da mão direita no meio do círculo, simulando obscenamente:

— Compatibilidade sexual.

Com as risadas que se seguiram, Noah cerrou os punhos com força. Teve que se controlar muito para não ir até eles e socar todos.

— Se um ômega for seduzido pelos feromônios, vira um bicho. E com o Ryu Yohan não seria diferente, né? Ah, se eu tivesse nascido alfa… talvez conseguisse pegar ele.

— O Ryu Yohan? Para de sonhar. Um ômega do nível dele não se entrega para qualquer um. Mesmo sendo alfa, só um cara do calibre do Cha Siheon conseguiria. Olha o rosto dele, parece modelo. E você é só mais um qualquer.

— Não é sobre aparência, cara. É que ele é um alfa com feromônios que seduzem ômegas. Pensa bem. O Ryu Yohan deitado de pernas abertas na minha frente, se contorcendo de prazer… urgh!

Noah não conseguiu mais ouvir. Virou o corredor e apareceu diante deles. O idiota que estava falando coisas sem noção engasgou e arregalou os olhos de susto. Noah não disse uma palavra, apenas o encarou de cima, e isso bastou para que o outro, tomado pela pressão, recuasse até bater de costas na parede.

— Com licença, qual é o seu nome?

Era um rosto desconhecido, provavelmente de outro departamento. Embora fosse apenas um estagiário perguntando o nome, o fato de o estagiário ser o herdeiro do Grupo RF fez o outro empalidecer. O olhar de Noah foi direto para o crachá pendurado no pescoço do homem. Quando ele tentou escondê-lo com a mão, Noah foi mais rápido e o arrancou.

— Kim Daegwon…

Apenas murmurou o nome escrito no crachá, mas o outro fez uma expressão como se o mundo tivesse desabado. Noah o encarou com um olhar frio.

— M-m-me desculpe! Eu juro que nunca mais vou falar esse tipo de coisa!

Por fim, o homem caiu sentado no chão e pediu desculpas. Os outros ao redor também recuaram, aflitos, com medo de sobrar pra eles.

Noah soltou um longo suspiro e se virou. Por mais que quisesse socar todos ali, sabia que os verdadeiros culpados não eram eles. O fato de estarem falando daquele jeito do Yohan era tudo culpa do Cha Siheon. Aquele desgraçado ficava rondando o Yohan, se metendo com ele, e ainda por cima atuando como espião enquanto fingia que estavam namorando. Era por isso que tudo estava um caos.

Com a cabeça fervendo, Noah foi direto para o escritório da equipe de planejamento. Parou na entrada, deu uma olhada geral e logo os funcionários o notaram e começaram a se virar para ele, um por um.

— Noah? O que está fazendo aqui…?

Antes que Yohan pudesse dizer mais, Noah foi caminhando decidido até agarrar Siheon pela gola da camisa.

— Noah!

Yohan tentou intervir, surpreso, mas não foi rápido o suficiente. Noah levantou Siheon à força e socou o rosto dele com tudo. O golpe, tão forte que fez barulho, pegou Siheon desprevenido e o fez cambalear. Com o canto da boca rasgado, Siheon limpou o sangue com as costas da mão e soltou um suspiro.

— Que merda você pensa que está fazendo?

— Ainda tem a cara de pau de me perguntar isso? Você devia saber melhor do que ninguém!

Os olhares dos dois se chocaram com intensidade. O ar pareceu congelar de tão tenso. O cheiro de feromônio alfa que ambos exalavam ao mesmo tempo fez Yohan franzir a testa. Os de Noah não o afetavam, mas o de Siheon era perigoso. Ainda mais agora, depois de ter passado a noite anterior sem conseguir aliviar seus desejos. Ele estava vulnerável, e parecia que seria facilmente arrastado por aquilo.

— Noah…

Yohan chamou ele, puxando levemente o braço do outro e balançando a cabeça em sinal de reprovação. Ao se virar, Noah pareceu notar imediatamente o estado de Yohan, e sua expressão se contorceu de raiva.

— Você, vem comigo.

Ele rosnou, agarrando Siheon pelo colarinho o arrastando-o para fora.

— Me solta!

Siheon deu um tapa na mão de Noah, ajeitou a roupa amassada com as mãos e se recompôs.

— Vai na frente.

Ele disse, sinalizando que o seguiria por conta própria, sem precisar ser arrastado.

Noah se virou bruscamente e seguiu em frente. Só depois que os dois saíram da sala é que os funcionários finalmente soltaram o ar preso nos pulmões.

— Mas… deixar os dois sozinhos assim é realmente seguro? — perguntou o supervisor, olhando para Yohan com uma expressão preocupada.

Yohan reprimiu um suspiro. Não fazia ideia do motivo que levou Noah a explodir daquele jeito, então também não sabia como proceder. E com os dois se confrontando e liberando feromônios  daquele jeito, intervir não era exatamente uma opção viável para ele.

Ao olhar em volta, esperando que alguém se dispusesse a ir atrás dos dois, Yohan percebeu que todos evitavam encará-lo. Parecia que o fato de Noah ser o herdeiro do Grupo RF intimidava qualquer um a tomar atitude. Depois de pensar por um momento, ele decidiu ligar para Jaryeong. Era o único que, talvez, conseguisse conter o Noah no lugar dele.

 

***

Noah arrastou Siheon até o terraço do prédio e, sem dizer uma palavra, desferiu outro soco. Mas, dessa vez, Siheon não ficou parado para receber o golpe. Em vez disso, agarrou o punho de Noah e contra-atacou com o joelho no abdômen.

— Ugh!

Noah soltou um grunhido ao perder o ar, mas ao invés de cair de joelhos, usou o próprio corpo para empurrar Siheon com força. As costas de Siheon bateram contra a parede com um estrondo. Quase ao mesmo tempo, os dois se agarraram novamente pela gola da camisa.

— Afaste-se do Yohan enquanto você ainda tem chance.

Noah rosnou, apertando a camisa de Siheon com mais força.

— Excesso de proteção também pode ser uma doença, sabia?

Os olhos azuis de Siheon brilhavam friamente, mais escuros que o habitual.

— Com um lixo como você, é mais do que necessário.

— Um lixo como eu, é? — O rosto de Siheon gelou ainda mais. — O que exatamente te faz diferente de mim?

Siheon murmurou a pergunta em voz baixa, quase inaudível. Antes que Noah pudesse perguntar “O quê?”, Siheon chutou sua perna, fazendo-o perder o equilíbrio, e o arremessou contra uma cadeira. O corpo de Noah se chocou com uma cadeira dobrável que estava no terraço, fazendo um barulho estrondoso.

CRASH!

O móvel despedaçou com o impacto. Ele se apoiou no chão para se levantar, cuspiu o sangue que se acumulava na boca por causa de um corte interno e tirou o paletó. Afrouxou a gravata, ficou de pé e encarou Siheon com firmeza.

Ele era diferente dos alfas frágeis e mimados da sede do Grupo RF com quem havia lidado até agora. Pela primeira vez em muito tempo, Noah sentia que, se não lutasse com tudo o que tinha, poderia perder. Também era a primeira vez que alguém o deixava tão furioso a ponto do seu sangue ferver de raiva até a medula.

 

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Continua…

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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