Ler Controle – Capítulo 28 Online
Yohan estava deitado de costas, com as mãos repousando sobre a barriga, tentando recuperar o fôlego. À medida que a excitação diminuía, sua visão começou a clarear.
‘Será que posso engravidar… Bom, não estava no período de ciclo de cio, então provavelmente não. Mas vai que… Provavelmente seria mais seguro comprar uma pílula do dia seguinte amanhã, só por precaução.’
Enquanto refletia sobre isso, Siheon levantou uma de suas pernas e colocou a mão atrás dele.
— O quê… espera aí. Você ainda quer mais?
Yohan perguntou, meio em choque. Ele já tinha gozado três vezes e não tinha energia nem para mexer um dedo.
— Esta me dizendo que com umazinha só você já desmorona?
Yohan até ia retrucar que aquele “uma” só valia pro Siheon, porque ele claramente tinha gozado uma vez, mas Siheon apenas estalou a língua e enfiou os dedos de novo dentro dele. Mesmo sem a menor intenção sexual naquele momento, o simples fato de ele mover os dedos lá dentro arrancou um gemido sem querer de Yohan.
Siheon curvou os dedos e puxou para fora o que ainda havia dentro, o esperma que havia sido deixado ali. Junto com os dedos, escorreu o líquido branco. Aquilo fez Yohan se sentir ainda mais constrangido do que durante o próprio sexo. Ele virou e enterrou o rosto no travesseiro.
Depois de limpar os dedos com lenço de papel, Siheon foi se sentar ao lado dele na cama.
— Porque está se fazendo de inocente…? Pensei que você estava acostumado a se divertir bastante.
Disse isso mexendo no cabelo de Yohan com uma expressão indiferente. Aquilo fez o sangue dele ferver, e ele deu um tapa seco na mão de Siheon.
— Já faz tempo que você está falando umas merdas… Quem disse que eu me divertia bastante?
Retrucou, encarando-o, mas Siheon fez ainda mais cara de quem não tava entendendo nada.
— Foi a minha primeira vez.
— …O quê?
— Foi a minha primeira vez fazendo sexo com alguém.
Siheon pareceu completamente perplexo antes de soltar uma risada incrédula.
— Está querendo bancar uma virgem agora?
— Não estou bancando nada. É verdade, foi a minha primeira vez.
Não que ele tivesse guardado sua virgindade como algo especial, mas era verdade, e doía que o outro não acreditasse.
— Ah, pode parar. Se fosse a sua primeira vez, você não teria reagido daquele jeito. Sentiu tudo bem demais pra um iniciante…
— Isso é porque eu sou ômega. E você não pensou nem por um segundo antes de encher o lugar com feromônio pra tudo quanto é lado!
Siheon, por um instante, ficou sem resposta. Talvez porque sabia que ele tinha razão. Por um momento, ele franziu a testa, como se não conseguisse processar, antes de falar novamente.
— Mas mesmo assim… Não pareceu que era a sua primeira vez. Não que estivesse “folgado” ou coisa do tipo, mas… Mas me passou a sensação de que esse lugar já tinha sido usado várias vezes.
‘Isso é algo que dá pra perceber…?’
Yohan franziu a boca e soltou um gemido abafado. Ele sabia que usava brinquedos com certa frequência, mas isso não mudava o fato: ‘eu ainda sou virgem. Ou era.’ E tinha escolhido a dedo seu primeiro parceiro. E ser tratado como se fosse um buraco qualquer já usado de alguma forma o irritou.
Sem dizer nada, Yohan se levantou da cama e foi até a parede oposta. Apertou um botão e vrrrm, a parede se abriu automaticamente. Siheon arregalou os olhos, como se estivesse tentando entender o que estava vendo.
— Caralho?
Quando a vitrine ficou totalmente exposta, seu rosto se transformou em uma mistura de choque e incredulidade.
— O que diabos é tudo iss…?
Ele nem conseguiu terminar a frase. Yohan, calmamente, pegou alguns dos brinquedos mais usados da estante. Dentre eles, o mais recente – aquele tamanho Africano que ele tinha apelidado de “Honey”, em homenagem ao próprio Siheon.
De volta à cama, Yohan colocou os brinquedos em uma fileira bem arrumada diante de Siheon.
— Esse aqui é o Jenny, veio dos Estados Unidos. A do lado é o Alexei, um velho amigo que está comigo desde a Rússia. Aí vem o Jordi, importado da França. E por fim, esse último é o mais novo da coleção: o ‘Honey’. Achei que fosse mais ou menos do tamanho do Siheon hyung, então comprei por sua causa. O que acha? Gostou?
À medida que ia apontando com o dedo e apresentando um por um, a expressão de Siheon só piorava.
‘Parece que ele entendeu.’
Yohan olhou para ele e sorriu, com uma expressão inocente e angelical.
— Cumprimente. Esses aí são seus colegas de buraco.
Yohan falou com um tom doce, mas cada sílaba carregava intenção. — Ha… — Siheon soltou um longo som que era difícil dizer se era um suspiro ou uma risada debochada. Depois, olhou fixamente para a fileira de brinquedos dispostos sobre a cama.
— Você está dizendo que eu e essas “coisas” estamos no mesmo nível?
— Bem, eu não cheguei a dizer isso. Mas de qualquer forma, o único “penis de carne” que entrou em mim foi você, hyung.
Yohan sorriu lindamente, sentando-se na beira da cama, abriu as pernas e passou os dedos de leve na própria entrada.
— Em termos de frequência, eles são bem mais íntimos de mim, é claro.
— Tsk… Isso é inacreditável.
O olhar de Siheon se fixou no tal “Honey”. O brinquedo era negro, com veias salientes e textura realista – tão real que chegava a ser grotesco.
‘Isso aí é o meu substituto?’
A ideia era tão absurda que sua cabeça latejava, e ainda por cima, “colegas de buraco”? Yohan não tinha dito que cresceu na Rússia? Onde raios ele aprendeu essas palavras coreanas tão… Brincava com brinquedos atése cansar, mas dizia que o sexo de verdade era a primeira vez. Era difícil decidir se Yohan era ingênuo ou um pervertido.
Siheon sentiu que tinha pisado em um pântano sem volta – o pântano chamado “Ryu Yohan” – e sua cabeça doía só de pensar.
Ele empurrou os brinquedos para o lado e se colocou entre as pernas abertas de Yohan.
— Enquanto estivermos juntos, essas “coisas” estão proibidas.
Ele avisou, esfregando devagar a ponta do próprio pênis contra o períneo de Yohan, que inclinou a cabeça para trás e soltou um suspiro pesado.
— Vou te foder tão bem que você nem vai lembrar que essas porcarias existem.
A voz rouca de Siheon fez os pelos de Yohan se arrepiarem novamente a glande grossa começou a pressionar a entrada, tentando forçar seu caminho – mas Yohan empurrou o peito de Siheon com uma mão.
— Abre a gaveta debaixo da estante.
Ele apontou com o queixo em direção à estante, e Siheon olhou com cara de o que você vai me mostrar agora? Yohan sorriu com os olhos semicerrados.
— Você não quer continuar? Ótimo. Mas nada de gozar dentro. Mesmo que eu não esteja no período de cio, melhor não arriscar.
Ao ouvir que havia camisinhas na gaveta, Siheon recuou sem reclamar e foi até a estante. Era grande, ocupava uma parede inteira do quarto. O número absurdo de brinquedos era de fazer qualquer um engolir seco. Ele desviou o olhar da prateleira e abriu a gaveta de baixo… e soltou um suspiro engasgado de novo.
Havia vários tubos de lubrificante enfileirados, e ao lado, uma caixa de camisinhas com “0.01” escrito bem grande. Será que ele tinha contratado alguém só para organizar isso? Ou fazia tudo sozinho com aquela carinha angelical? Só de imaginar Yohan ajeitando esses brinquedos, lubrificantes e camisinhas, Siheon sentiu a cabeça dar um nó.
— Ah, pega um lubrificante também. É daquela linha orgânica de eucalipto, edição limitada da Austrália. Não é qualquer um que consegue comprar. Só vende dez mil por ano, sabe? É super raro.
‘Então o cara usa lubrificante edição limitada e orgânico só pra se divertir sozinho com os brinquedos?’
Siheon suspirou fundo, pegou só o necessário e fechou a gaveta depressa. Já tinha visto mais do que queria, certas coisas era melhor nem saber.
— Posso fazer?
Yohan perguntou enquanto pegava o gel e a camisinha das mãos de Siheon. Sem ter forças nem para responder, Siheon só deixou. Yohan, com movimentos bem treinados, colocou a camisinha no membro dele, depois, abriu o lubrificante, espremeu uma generosa quantidade na mão e deitou de bruços na cama, começando a se preparar sozinho.
— Haa…
Siheon soltou outro suspiro. Por mais que não quisesse imaginar a cena de Yohan enfiando um brinquedo com uma camisinha nele mesmo, a imagem surgiu na mente de Siheon, vívida demais para ser ignorada.
‘Será que o Ryu Yohan só se cansou dos brinquedos e resolveu que agora queria um brinquedo vivo?’
Ele sacudiu a cabeça, tentando dissipar o pensamento.
— Vai… coloca logo…
Yohan implorou com a respiração ainda um pouco ofegante. De repente, o cheiro dos feromônios dele voltou a se espalhar no ar. Siheon olhou de relance para os brinquedos empurrados para o lado e fechou os olhos com força antes de virar o rosto. Melhor se deixar entorpecer pelo cheiro do que lembrar que ele agora era “colega de buraco” daqueles objetos…
‘Haah, melhor nem pensar nisso.’
Aproximando-se por trás de Yohan, Siheon segurou sua cintura e empurrou o membro com firmeza para dentro da entrada. O gel espalhado deixou tudo mais fácil, e o pênis deslizou com mais suavidade do que antes.
— Aah… eu sabia, o do hyung é mesmo, melhor…
Yohan enterrou o rosto no lençol, enquanto mexia os quadris.
‘Melhor? Você está me comparando com aqueles brinquedos, é isso?’
Ele lutou para engolir o incômodo que subia pela garganta. Com os lábios cerrados, recuou só o suficiente para que só a ponta do glande ficasse presa na entrada e, em seguida, empurrou com força de uma vez, fazendo um estalo alto. Yohan soltou um grito abafado e desabou para a frente.
Tchac, tchac.
A cada movimento, o som molhado de sexo se espalhava alto pelo quarto. Os estalos da pele se batendo, os gemidos longos e sufocados de Yohan… Tudo se misturava em um ritmo enlouquecedor. Siheon se movia com ainda mais intensidade, determinado a nunca mais deixar Yohan compará-lo com aquelas porcarias de novo.
No fim, a noite inteira de sexo deixou a pele branca de Yohan coberta de marcas vermelhas. Ele chegou ao ápice incontáveis vezes, até que desmaiou, exausto de tanto prazer.
***
Às 7h da manhã, Siheon acordou naturalmente. Mesmo tendo transado até de madrugada, seu corpo seguia o ritmo habitual. A luz do sol entrava pela janela, ofuscando os olhos.
Ao abrir os olhos, deu de cara com o rosto adormecido de Yohan. Dormindo, ele parecia um bebê. A pele branca quase translúcida, os cílios longos… dava até a impressão de que era alguém puro, que nunca tinha tocado na sujeira do mundo. Mas só parecia.
‘Em pensar que essa mesma pessoa ontem estava gemendo no meu colo, completamente arruinado pela luxúria…’
Nenhum dos caras da faculdade ou do trabalho ia conseguir imaginar isso. E ainda tinha aqueles brinquedos… Siheon se sentou na cama e olhou para a parede à sua frente, estava tampada, escondendo bem o que tinha atrás. Por um momento, até pareceu que tudo aquilo tinha sido um sonho.
‘Será que o Noah sabe disso tudo?’
Pensar nisso o fez rir sozinho. ‘E daí se sabe?’ Se soubesse, provavelmente seria do tipo que daria um jeito de ver tudo com bons olhos. Aquele cara sempre romantizava tudo em relação ao Yohan.
Completamente desperto, sentiu sede. Olhou ao redor procurando algo para beber, mas não viu nada no quarto. Com um suspiro, levantou-se e vestiu apenas a cueca.
Mesmo enquanto ele andava, Yohan nem se mexia, afundado num sono profundo.
Passando pela sala e indo até a cozinha, Siheon foi direto à geladeira – já sabia onde ficava, desde da noite anterior quando Yohan pegou água. Pegou uma garrafa d’água e estava girando a tampa quando ouviu um bip eletrônico.
A porta se abriu, Noah entrou e parou abruptamente ao ver Siheon.
— Ah, que azar logo de manhã. O que você está fazendo aqui?
Como esperado, o cão de guarda mostrou os dentes e rosnou.
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Continua…
Ler Controle Yaoi Mangá Online
SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
(Trecho de CTRL.)