Ler Controle – Capítulo 27 Online
— Onde é o seu quarto?
Siheon se agachou, ficando na altura dos olhos de Yohan, e perguntou. Yohan, ainda ofegante e com o rosto ardente após o orgasmo, ergueu os olhos e encarou Siheon. Os olhos dele também estavam vermelhos. Apesar do tom de voz controlado, seus lábios soltavam respirações ásperas e aceleradas.
— Saia e vire à esquerda na sala.
Mal terminou de responder, Siheon o pegou no colo de repente.
— Uwaaah!
Yohan soltou um grito e se agarrou ao pescoço dele, com medo de cair. Só assim, tão grudado, conseguiu perceber o quanto o corpo de Cha Siheon também estava quente. E daquele calor, vinha um cheiro único, parecia cítrico… com um toque amadeirado, mas diferente de um perfume. Só depois se deu conta de que era o cheiro de feromônio de um alfa.
‘Desde quando o cheiro de um alfa era tão viciante assim?’
Ele sempre esteve cercado de alfas, mas nunca tinha sentido algo que fizesse seu coração bater tão forte. Isso só provava que até agora Siheon tinha suprimido seus feromônios de propósito.
Era diferente daquela vez na sala de aula, quando seu cio começou. Naquela ocasião, o cheiro de Siheon não o envolveu com tanta intensidade. Só agora Yohan entendia – naquela vez, Siheon estava segurando seus instintos ao máximo.
Assim que entraram no quarto, Siheon o colocou na cama e tirou a camisa molhada. Ao abrir os botões, seu abdômen definido, com músculos esculpidos, ficou à mostra. Yohan nunca o viu malhar, então aquilo foi uma surpresa, sem pensar, estendeu a mão e passou pelos músculos dele. Siheon prendeu a respiração e olhou para baixo, seus olhos azuis mais escuros que o normal, brilhavam como os de um predador diante da presa.
Ele abriu a fivela da calça, puxou o zíper e, num instante, o membro que estava sufocado ali dentro pulou para fora. Yohan engoliu seco. Era maior do que ele tinha imaginado.
‘Ele é mestiço, mas não era parte coreano e parte europeu ou americano? Por que isso parece maior que um tamanho africano?’
Só de pensar que aquilo entraria nele, deu um misto de desejo enlouquecido e medo puro. Seu corpo se enrijeceu com o nervosismo.
Siheon, agora completamente nu, deitou por cima de Yohan. Onde a pele dos dois se tocava, o calor era intenso. Dali, a febre se espalhou, fazendo o corpo inteiro de Yohan pulsar.
— Aaah… rápido…
Mas antes que pudesse terminar a frase, Siheon cobriu sua boca com um beijo, engolindo o que ele ia dizer. O jeito como as línguas se enroscavam, molhadas e quentes, fez a mente de Yohan ficar em branco. E com o beijo, o cheiro dos feromônios se intensificou ainda mais, como se ele estivesse ingerindo o próprio desejo de Siheon através da saliva.
A mão dele desceu pelo pescoço e peito de Yohan até tirar a camisa molhada. Então torceu um dos mamilos.
— Ngh!
Um gemido agudo escapou, e o corpo inteiro de Yohan tremeu com um choque de prazer. Cada vez que ele tocava ali, um arrepio descia pela espinha. Inconscientemente, Yohan arqueou-se contra ele, mas Siheon afastou os lábios e desceu um pouco.
Os dedos se enfiaram entre as nádegas molhadas, enquanto a boca abocanhava o peito. A sensação de o mamilo ser sugado junto com a aréola fez os pelos de Yohan se arrepiarem.
— Aaah… não… haang!
Mesmo já tendo se divertido com vários brinquedos sozinho, ele nunca tinha sentido algo tão quente. Só a língua pressionando o mamilo já era demais, mas então Siheon usou os dentes, arranhando e mordendo de leve. Cada vez que fazia isso, Yohan sentia seu interior se contrair violentamente.
Chup, chuup.
O som da sucção se misturava com o barulho molhado dos dedos entrando e saindo lá embaixo.
— Aaah… ahhh…
Yohan já não sabia mais o que estava fazendo. O prazer vinha de todos os lados ao mesmo tempo o deixando atordoado. Achava que ia enlouquecer se aquilo continuasse. Quando se masturbava, ele podia parar a qualquer momento, mas agora não tinha controle. Não podia dosar o quanto receberia de estímulos e isso estava começando a assustá-lo.
— Espera… hngh… espera um pouquinho…
Ele tentou empurrar Siheon com os braços, mas não tinha mais força nenhuma. Seus movimentos foram inúteis.
— Por quê?
Siheon segurou o braço de Yohan e mordeu de leve o pulso dele. Só aquilo já fez um arrepio percorrer o corpo todo, quase enlouquecendo Yohan. Ele desejava desesperadamente que Siheon o penetrasse logo e sacudisse dentro dele sem piedade, mas, ao mesmo tempo, sentia medo – como se, no momento em que Siheon entrasse, tudo dentro dele fosse mudar para sempre.
Medo… Era raro isso acontecer com Yohan. Mas o prazer era tão intenso que ele sentia que não conseguiria aguentar.
— Eu também quero te fazer sentir bem.
Com o coração batendo forte, ele tentou se acalmar, afastou o quadril e tirou a mão de Siheon de dentro dele. Apoiado num dos braços, ergueu o tronco e estendeu a mão para tocar no pênis do alfa. Mas antes que pudesse alcançar, Siheon o empurrou de volta contra a cama, pressionando o ombro dele com força.
— Hoje não. Quem vai fazer sou eu.
Sem esperar resposta, a mão grande do homem envolveu o pênis de Yohan.
— Aaah…
Os dedos quentes tocaram na pele já sensível, fazendo Yohan jogar a cabeça para trás com um gemido, enquanto um arrepio percorria todo o seu corpo. Siheon encostou os lábios na curva do pescoço dele, parecia que ia parar ali. Um beijo leve, quase brincalhão – até que sua língua subiu, lenta e pegajosa, até o queixo e logo, seus lábios se encontraram novamente.
A sensação da língua de Siheon lambendo o céu da sua boca era estranha, mas… ele não sabia que dentro da boca também podia ser uma zona erógena, mas agora tinha certeza.
— Agarra você mesmo.
Siheon pegou a mão de Yohan e a guiou até o próprio membro, fazendo com que ele o segurasse. Enquanto isso, seus dedos voltaram a explorar a parte de trás.
— Mexe. Sem parar.
Com a outra mão, ele cobriu a de Yohan e a moveu, fazendo-o se masturbar. Ao mesmo tempo, seus dedos entravam e saíam do pequeno buraco com facilidade – o corpo de Yohan já estava tão preparado e molhado que não oferecia resistência nenhuma, apertando os dedos como se não quisesse deixá-los sair.
— Haa… caralho…
Siheon xingou entre os dentes.
— Com quantos caras você já transou, hein? Essa bunda parece estar mais do que acostumada com isso.
Ele rosnou no ouvido de Yohan, mordendo de leve seu lóbulo.
Yohan balançou a cabeça, desesperado.
— Aah… aah, não! Hngh… É… é a minha primeira vez… Aaaaah!
Mas no instante em que os dedos rasparam uma certa parte lá dentro, os músculos da coxa de Yohan se contraíram. E da frente, fluía um líquido transparente.
— Primeira vez? Não me faça rir.
Siheon ignorou o que ele disse e abriu suas pernas com firmeza, segurando pelas coxas. Naquela posição, Yohan estava escancarado na frente dele. Tanto a frente quanto a parte de trás estavam completamente molhadas.
— Você diz que é sua primeira com isso aqui se contraindo desse jeito, implorando para ser preenchido.
— Isso é… haa…!
Yohan tentou se justificar, mas foi interrompido pelo momento em que Siheon encostou o pênis na entrada e empurrou tudo de uma vez.
O corpo de Yohan tremeu com força, a pressão era incomparável a qualquer brinquedo que já tivesse usado. Chegava a parecer ainda maior do que antes, quando viu com os próprios olhos. O volume dentro dele era tão insano que mal conseguia respirar.
— Você disse que não abre as pernas para qualquer um.
Siheon recuou um pouco e depois enfiou de novo com força, fazendo um ploc alto. — Argh! — Yohan gritou num gemido agudo e se agarrou nos lençois. Estava tão cheio que, a cada movimento de Siheon, suas paredes internas eram completamente esfregadas, sem deixar um espaço sequer. E para piorar, Siheon ainda estava estimulando a glande dele com uma das mãos.
Aquela parte já estava supersensível, e os estímulos constantes estavam acabando com ele. Yohan sentia que ia enlouquecer.
— A-ah! Siheon! N-não… Nhã…! P-para…!
Ele já nem sabia o que estava dizendo. Quanto mais rápido Siheon movia os quadris, mais o prazer intenso e indescritível paralisava seu cérebro.
O rosto de Siheon também estava completamente distorcido de prazer. Quanto mais Yohan se perdia na sensação, mais forte o cheiro dos feromônios se tornava – como se seu corpo inteiro estivesse se transformando em uma zona erógena. Cada ponto de contato entre os dois queimava de calor.
E o único desejo que restava em Siheon era selvagem e incontrolável, ele queria arruinar aquele corpo por completo.
— Haa… Yohan… Ryu Yohan…
Siheon chamou o nome de Yohan enquanto levantava uma de suas pernas, apoiando-a sobre o ombro. Ele beijou seu tornozelo e, em seguida, começou a mover os quadris com força, fazendo Yohan gemer sem parar.
Poc, splat!
Siheon enfiava e puxava com tanta força que parecia querer partir o corpo de Yohan ao meio. A cada investida, o corpo dele era empurrado mais e mais para cima da cama, sem nenhuma resistência, só sendo jogado conforme o ritmo de Siheon.
— Aaah, pa… para… por favor… aaah…!
Yohan se contorcia, os músculos tremendo sob o ritmo implacável. Tentou fugir, rastejando para trás, mas Siheon agarrou seus quadris e o puxou de volta, sem dar trégua. Logo, o corpo de Yohan ficou todo rígido e começou a tremer. Seu pênis pulsou, jorrando um líquido leitoso que encharcou os lençois – enquanto, na parte de trás, suas paredes se contraíam com força ao redor do membro de Siheon.
Siheon mordeu o lábio inferior, sentindo a pressão da ejaculação iminente.
— Haa… haa…
Yohan desabou, respirando com dificuldade, totalmente sem forças.
— Ainda não acabou.
Sem se retirar, Siheon o puxou para cima, sentando-o, e o colocando sobre suas coxas. Quando começou a se mover novamente, Yohan arregalou os olhos.
— P-para! Eu acabei de gozar, por favor… aaah!
O corpo ainda nem tinha se recuperado do primeiro orgasmo e já estava sendo estimulado de novo. A voz de Yohan tremia, o gemido já vinha misturado com choro. Mas isso só atiçou ainda mais o lado sádico de Siheon.
— Você disse que queria me ver perdido de desejo. Então aguente e olhe bem.
Siheon se inclinou e sugou com força o peito de Yohan, que se contorcia todo, e mesmo com o corpo tremendo, ainda tinha que aguentar o estímulo no mamilo.
— Espera, vai… vai mais devagar… ngh, haa…
A respiração vinha aos trancos, e ele já nem conseguia formar frases direito. Era como se o prazer estivesse devorando ele por completo.
— Para de reclamar.
Siheon deslizou a mão entre seus corpos e agarrou o pênis de Yohan, pressionando a cabeça com a unha enquanto o estimulava – mas sem deixá-lo gozar.
— N-não… aaah… por favor, para…!
Seus gemidos chorosos não comoveram Siheon.
— Não goze. Só aguente, você consegue.
Enquanto lambia a aréola dele com a língua, mordeu o mamilo que já estava rígido. A sensação era diferente de dor – era insuportavelmente excitante. Mas antes mesmo de conseguir reagir, Siheon voltou a estocar com força, e cada investida fazia o corpo inteiro de Yohan estremecer como se estivesse sendo atingido por uma corrente elétrica.
Sem escolha, Yohan agarrou o rosto dele, ofegante, totalmente impotente contra a onda avassaladora de sensações.
— Hah……
Cada golpe mais fundo, mais áspero, fazia seus músculos se contraírem. Quando as paredes internas começaram a pulsar descontroladas, apertando tudo lá dentro, Siheon também soltou um gemido profundo e envolveu sua cintura com força.
— Aaah…
A visão de Yohan escureceu. Seu corpo cedeu, e ele desabou de costas na cama, enquanto seu peito subia e descia rapidamente.
‘Ah… a camisinha…’
Foi só nesse momento que ele se deu conta. Tarde demais para se lembrar, e ele já não conseguia mover nem um dedo. Sua primeira vez havia sido mais selvagem – e muito mais animalesca – do que jamais imaginou.
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Continua…
Ler Controle Yaoi Mangá Online
SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
(Trecho de CTRL.)