Ler Controle – Capítulo 26 Online

Modo Claro

 

Antes de entrar, tiveram que passar por duas verificações de segurança: uma no portão principal e outra no lobby do prédio. O elevador nem tinha botões – só funcionava com reconhecimento de impressão digital, levando automaticamente até o andar desejado.

Era realmente um mundo completamente diferente do seu. Siheon sentiu de novo aquele gosto amargo da realidade. Mesmo ambos sendo filhos de presidentes de conglomerados, ele e Yohan eram como água e óleo. Quem olhasse de fora saberia de imediato que Yohan foi criado com amor e atenção – e talvez por isso causasse ainda mais incômodo em Siheon.

— Senta aí, fica à vontade. Vou pegar alguma coisa para beber.

Assim que entraram na sala, Siheon percebeu que estavam na cobertura. Pela parede envidraçada, via-se claramente a paisagem noturna de Seul, conseguia até avistar o Rio Han ao longe. Do lado de fora, o prédio nem parecia tão alto, mas talvez por não haver outros edifícios bloqueando a vista, a paisagem era impressionante.

Era uma casa grande demais para duas pessoas. Comparada ao lugar em que ele morava, essa devia ser no mínimo três ou quatro vezes maior. O chão de mármore reluzente, o interior moderno e sofisticado – tudo ali parecia saído de uma cena de drama de televisão.

Será que Seungmin Seonwoo e seu filho, Geon, também moravam num lugar como esse? O pensamento veio sem aviso, e Siheon achou graça de si mesmo por aquilo.

— Vinho? Ou cerveja? O que prefere?

Yohan inclinou-se sobre a bancada da cozinha e perguntou.

— Água.

A resposta seca fez Yohan piscar algumas vezes antes de soltar uma risada.

— Quer ficar sóbrio? Ou só não quer aceitar nada de mim?

— Os dois.

Mesmo com a resposta seca e direta, ele não se abalou. Pegou uma garrafa de água da geladeira e colocou na frente de Siheon, que a pegou, abriu e levou à boca. A cada gole, o pomo de adão de Siheon se movia suavemente.

‘Até isso pode parecer sexy…’

Enquanto Yohan o encarava fixamente, Siheon limpou os lábios com o dorso da mão e olhou de volta.

— Pare de me encarar como se quisesse me devorar. É desconfortável..

— Que sensação estranha. Normalmente sou eu quem recebe esses olhares.

Yohan estava acostumado a viver sob os olhares de milhares. E pelo menos metade dessas pessoas já o despiram mentalmente e imaginaram fazer mil coisas com seu corpo. Ninguém nunca ousou tentar, mas ele sabia exatamente o que era se sentir devorado pelo olhar de alguém.

Agora era ele quem estava olhando daquele jeito para Siheon  – e isso o surpreendeu. Não podia negar: estava mesmo tendo pensamentos obscenos. Queria pressionar o peito firme dele, morder o pomo-de-adão que tremulava suavemente.… Queria ver aquele rosto frio e contido como o de um padre, se contorcendo por causa dele.

Seria isso desejo sexual, ou algo mais próximo de um instinto animal, violento? Ele se perguntou, mas não conseguia traçar uma linha clara entre as duas coisas. Afinal, alfas e ômegas no cio não passavam de bestas irracionais. Talvez, no fim, fosse tudo a mesma coisa.

— Quer tomar um banho?

— Agora entendi por que você não queria ir a um motel.

Siheon lançou um olhar ao redor da sala. Comparar esse lugar com um motel seria piada. Nem mesmo a maioria dos hotéis cinco estrelas chegaria perto daquilo.

— Você não quer transar comigo?

Yohan se inclinou um pouco mais, diminuindo a distância entre os dois. Até há pouco, o cheiro dele era só de álcool, mas agora esse aroma havia desaparecido por completo. Um perfume floral intenso tomava conta do ambiente. Yohan estava liberando seus feromônios de ômega de propósito.

— Surpreso? Alfas não são os únicos que podem controlar os feromônios.

— Haa…

Um aroma profundo, semelhante ao de jasmim, ficou ainda mais forte. Tum-tum. Seu coração reagiu antes mesmo da mente. Sentiu os batimentos acelerarem e o sangue correr mais rápido pelas veias.

— A RF Farmacêutica pesquisa o controle de feromônios em ômegas. Desenvolveram até um inibidor semipermanente que evita completamente o cio, mas também criaram um medicamento que permite controlar os feromônios por vontade própria, como eu faço. Ainda não está à venda, claro.

Yohan se levantou e foi até onde Siheon estava, parando bem na frente dele. Sentou de leve no colo do alfa e passou a mão no rosto dele. Com a distância encurtada, o cheiro do feromônio ficou ainda mais forte, a cabeça de Siheon começou a latejar, sua boca ficou seca e ele sentiu o sangue se acumular em toda a parte de baixo do corpo. Sua visão embaçava e voltava várias vezes. Se continuasse assim, ele ia acabar sendo dominado por aquele feromônio, sentia que o corpo já não era mais seu.

O rosto de Yohan foi se aproximando até seus lábios se tocarem. A língua quente dele deslizou entre os lábios e invadiu a sua boca. Siheon, instintivamente, agarrou a nuca dele e o puxou com força. Os lábios se selaram de um jeito que não deixava espaço nenhum. Quando a língua de Yohan entrou, Siheon a prendeu e chupou com força.— Nnh… — Um gemido baixo escapou e ele soltou um pouco e passou a língua pelo céu da boca do outro, sentindo o corpo de Yohan tremer.

— Pare de me provocar. No fim, quem vai acabar sendo devorado é você, não eu.

Ele se afastou um pouco, ofegando, e lançou o aviso num tom rouco.

— Então pode me devorar. À vontade.

Yohan se aninhou no pescoço de Siheon como se estivesse fazendo manha e começou a chupar a junção entre o pescoço e o ombro com um estalo molhado. Em segundos, parecia que aquele ponto tinha pegado fogo, uma sensação ardente subindo até o topo da cabeça de Siheon e causando vertigem.

Tap.

Siheon empurrou o ombro de Yohan, afastando-o. Mesmo se fizessem sexo, ele não queria ser controlado por aquele homem. Ele precisava manter o controle.

— Vou tomar um banho. Você também vai. Você também deveria tomar um. Depois podemos continuar com calma, do jeito certo.

Ao ver o clima quente se esfriar na hora, Yohan só deu de ombros e se afastou.

— Vem comigo. Vou te mostrar onde fica o banheiro.

— Basta me dizer onde é.

— É que o chuveiro aqui é meio diferente.

‘Quão diferente pode ser um chuveiro?’

Siheon pensou, mas Yohan insistiu em levá-lo até o banheiro dizendo que precisava explicar como usava. Uma parede de azulejos escuros cobria parte do cômodo, e uma pia podia ser vista, mas… o chuveiro, nada. Será que “diferente” significava “inexistente”? Siheon olhou desconfiado, e Yohan apontou com o queixo para o teto.

— Ali.

Ele levantou a cabeça e viu um aparelho redondo no teto. Tinha uma luz no meio, então parecia só uma luminária… mas era o chuveiro. ‘Ok, isso é incomum.’

Só que não dava para ver nenhum botão ou torneira.

‘Ah… agora entendi porque ele quis me mostrar.’

Siheon soltou um suspiro leve.

Yohan tocou o vidro embutido na parede com a palma da mão. De repente, onde antes parecia apenas uma superfície espelhada, uma luz acendeu revelando vários botões de controle.

— Aqui você regula a temperatura e a pressão da água. E para ligar ou desligar é esse botão aqui… aaah!

Pelo jeito ele encostou sem querer no sensor. A água jorrou de repente do teto, encharcando os dois ali mesmo, com roupa e tudo.

— Haah… descupe.

Yohan passou os dedos pelo cabelo molhado, puxando os fios loiro-claros para trás revelando uma testa branca e impecável. Os olhos verdes pareciam ainda mais intensos agora.

Ploc.

Uma gota d’água caiu do cabelo, deslizou pela bochecha, escorreu pelo queixo e desceu pelo pescoço, sumindo na cavidade da clavícula dele. Sua camisa branca estava completamente colada ao corpo, revelando não só as curvas definidas, mas também os mamilos cor-de-rosa sob a pele clara…

Siheon não conseguia desviar o olhar. O aroma dos feromônios de Yohan parecia ainda mais denso no ar úmido, um cheiro intoxicante o envolveu dos pés à cabeça.

Como se estivesse possuído, ele passou um braço em volta do ombro de Yohan e o puxou para si. Ao abaixar a cabeça e se aproximar, as pupilas de Yohan se dilataram. No entanto, não houve resistência. Siheon cobriu os lábios dele com os seus, em um beijo voraz.

Ao morder o lábio inferior, um “ah” escapou junto com um gemido, e os lábios se abriram naturalmente. No mesmo instante, a língua de Yohan se enfiou ali e se enroscou na dele. O beijo que se seguiu foi muito mais selvagem do que o que tinham trocado na sala. As línguas se esfregavam, os lábios colavam e se separavam fazendo sons molhados e repetitivos. A saliva, que nem tinham conseguido engolir direito, escorria de vez em quando, formando fios brilhantes entre as bocas.

Com a outra mão, desfez os botões da camisa de Yohan. Empurrou o tecido encharcado que grudava em seu corpo e enterrou os dentes em seu ombro exposto. — Nhgh. —Yohan gemeu brevemente, com o corpo tremendo.

Ele enfiou a mão por entre a camisa aberta e acariciou a pele nua.

— Haa… — o suspiro quente de Yohan também estava carregado com o cheiro de feromônio. Quanto mais febril ele ficava, mais forte o aroma se tornava.

‘Minha cabeça vai explodir.’

Siheon também estava perdendo o controle. Aquele aroma intenso, que já conhecia, trouxe de volta memórias vívidas, fazendo o sangue correr para sua parte inferior.

Ele abriu a fivela da calça de Yohan e abaixou de uma vez tanto a calça quanto a cueca. Enfiou os dedos entre as nádegas empinadas e pressionou devagar a entrada. O orifício, já úmido, engoliu lentamente seus dedos.

— Uuung…

Yohan mexia o quadril, esfregando sua ereção contra a coxa de Siheon. O pau dele, ereto e rígido, roçava de leve repetidamente, contra a região íntima de Siheon.

— Haa… —  Siheon soltou um suspiro rouco e enfiou os dedos ainda mais fundo.

— Huaa…— Yohan estremeceu violentamente quando os dedos encontraram um ponto sensível. — Aí… ah, não… assim… ah, gaaah…

Squelch. Squelch.

Os dedos moviam-se para dentro e para fora do canal apertado, produzindo sons obscenos que ecoavam pelo banheiro, estimulando cada nervo. A respiração de Yohan ficava cada vez mais ofegante. Ele apoiou a testa no ombro de Siheon, tentando se manter firme enquanto lutava para recuperar o fôlego.

Siheon já estava com a mão encharcada – o interior de Yohan estava tão molhado que um líquido claro escorria sem parar. ‘E ele ainda nem está no período do ciclo de calor…’ O aroma intoxicante e doce fazia o corpo de Siheon ferver por dentro.

— Bota logo esse negócio… ugh, por far-… haaah!

Yohan tentou abaixar a mão e esfregar o pênis de Siheon por cima da roupa, mas o Alfa foi mais rápido e enfiou dois dedos de uma vez. — Aaah! — Yohan gemeu alto e pareceu perder as forças nas pernas, começando a desabar. Siheon colocou a coxa entre as dele para sustentar seu corpo, mantendo-o de pé, enquanto continuava a mover os dedos implacavelmente.

— Aaah, para… eu vou… ahn!

Yohan agarrou os ombros de Siheon com força, o corpo todo tremendo em espasmos. Mesmo sem encostar na frente, o sêmen jorrou em jatos, espesso e branco. Por dentro, as paredes se contraíam violentamente ao redor dos dedos de Siheon, apertando com força.

— Haa… haa…

Quando os músculos finalmente relaxaram, Yohan mal conseguia respirar. Assim que Siheon afastou a perna que o sustentava, ele escorregou e caiu no chão do banheiro. O cheiro intenso de flores tomava o ar, deixando até Siheon tonto, sua própria excitação latejava insuportavelmente, inchada e dolorida.

— Não desmaie ainda. Isso aqui só está começando.

A voz rouca de Siheon, carregada de desejo, ecoou no banheiro úmido enquanto ele cobria o corpo de Yohan, pronto para tomar o que queria.

°

°

Continua…

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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