Ler Controle – Capítulo 13 Online

Modo Claro

 

Ao sair do banho, Yohan deu uma olhada no relógio. 00h37. Por causa daquele maldito ciclo de calor, o dia tinha voado em um instante após toda aquela agitação.

Ele pensou um pouco, depois foi até a parede e apertou um botão ao lado da TV. A parede se abriu, revelando uma enorme estante que ocupava todo o painel. Bem no centro, logo no seu campo de visão, estava “Honey”, modelo tamanho Africano, que ele tinha comprado há pouco tempo, exibindo sua imponência.

Ele realmente gostava de como o “brinquedo” preenchia tudo por dentro. Era grande demais, a ponto de causar um desconforto leve, mas ainda assim…

Estendeu a mão em direção ao Honey, mas hesitou antes de pegá-lo. Seu corpo não estava nos melhores dias. Teria sido melhor apenas dormir, mas por causa da forma desajeitada como Cha Siheon o havia provocado, embora o ciclo de cio tivesse se acalmado, o desejo sexual não havia sido totalmente saciado. Além disso, depois de tomar o inibidor, ele havia dormido um pouco e acordado, e agora não conseguia mais pegar no sono.

‘Seria bom se alguém cuidasse disso por mim…’

— Tsk.

Estalou a língua com irritação e, em vez do Honey, pegou um vibrador elétrico de 12 velocidades que sua mãe tinha lhe dado de presente recentemente, guardado na parte de baixo da estante. Era uma pena, mas hoje teria que se contentar com aquilo.

Pegou também um lubrificante da gaveta inferior da estante e voltou para a cama. Ao abrir a tampa e apertar o tubo sobre a palma da mão, o forte aroma de eucalipto preencheu o ar. Era o gel favorito de Yohan, feito com eucalipto orgânico da Austrália e vendido em quantidades limitadas todos os anos.

Passou uma quantidade generosa de gel no vibrador, depois sentou-se na beirada da cama com as pernas bem abertas. Introduziu devagar uma das pontas curvas do brinquedo na abertura que agora estava completamente exposta. Quando o gel gelado tocou sua pele, ele deixou escapar um breve gemido:

— Ah…

Ao pressionar o botão na parte inferior do vibrador, o material metálico, antes gelado, começou a aquecer gradualmente. Quando ficou quente o suficiente para causar um leve ardor, o vibrador começou a tremer em pequenas vibrações, estimulando simultaneamente seu interior e o períneo. Com a sensação provocante, Yohan mordeu o lábio inferior.

“Ryu Yohan…”

Naquele instante, em meio ao calor, a voz de Cha Siheon ecoou em sua mente. Aquele timbre grave e rouco parecia sussurrar diretamente no seu ouvido, fazendo com que, sem querer, contraísse os músculos lá embaixo. Quando as paredes internas apertaram o vibrador, a vibração pareceu ainda mais intensa, arrancando um gemido contido.

“Fala… Me diz onde você gosta mais…”

A voz dele se repetia nos ouvidos, tornando-se impossível ignorar. Com a outra mão, Yohan envolveu o próprio pênis e começou a esfregar a glande com o polegar. Logo, um fluido claro – o líquido pré-gozo começou a escorrer pela ponta.

‘Mais… mais fundo… lá dentro…’

“Aqui?”

A voz de Siheon soou tão vívida que Yohan se assustou. Aquilo nunca tinha acontecido antes. Nunca havia se masturbado pensando em alguém específico, muito menos reagido tanto apenas com a lembrança da voz de alguém.

 

***

 

Ao chegar à universidade, Siheon franziu a testa ao ver Yohan parado bem em frente ao portão principal. Não era exatamente o rosto que queria ver logo de manhã. Ele tentou ignorá-lo e passar reto, mas, claro, Yohan se posicionou diretamente na sua frente, bloqueando a passagem. — Haa… — Um suspiro escapou involuntariamente.

— Bom dia.

Yohan sorriu alegremente, ignorando completamente a reação de Siheon. Seu cabelo platinado brilhava com a luz da manhã, tão intenso que até incomodava.

‘Será que não está na hora de refletir seriamente sobre o quão cara de pau esse cara é? Mesmo depois de tudo aquilo que aconteceu ontem,  mesmo assim ele consegue sorrir pra mim como se nada tivesse acontecido?’

— Obrigado por ontem.

Ao ouvir o agradecimento, Siheon franziu ainda mais a testa.

‘O irmão gêmeo dele parecia pronto pra me matar… e ele vem me agradecer? Em que mundo isso faz sentido?’

— Deve ter sido difícil se controlar… Mas, sinceramente, eu fiquei um pouco emocionado.

— Não há motivo para agradecer. Eu só não fiz nada porque lidar com as consequências daria trabalho.

Era meio verdade. Além do fato de Noah ser o protetor de Yohan, e representar perigo, Siheon precisava muito participar do estágio no Grupo RF e se destacar –  se envolvesse o nome dele em alguma confusão com um dos herdeiros, tudo poderia ir por água abaixo.

— Mesmo assim, é impressionante. Você conseguiu se controlar com a razão…

Normalmente, diante de um ciclo de calor, a razão de qualquer um simplesmente desaparece. Mas isso ficou implícito, sem ser dito em voz alta. Siheon seguiu andando com a expressão endurecida. Afinal, ele também não tinha conseguido manter a razão completamente intacta, se tivesse, não teria encostado em Yohan, nem que fosse por um instante.

— Você não quer mesmo namorar comigo? Depois do que aconteceu ontem, fiquei ainda mais interessado no hyung.

Yohan perguntou, aproximando-se e caminhando ao lado dele. Ignorá-lo algumas vezes não adiantou nada, então, a essa altura, Siheon já nem se incomodava em dizer “sai” ou “para”, deixou que ele seguisse, como quisesse.

— Não seria uma má escolha, de qualquer forma que você olhe.

O tom da voz tinha algo de estranho. Siheon virou o rosto para encará-lo, desconfiado. Mas Yohan apenas sorria com a maior naturalidade.

— Não tem namorado melhor do que eu para desfilar por aí, não acha?

Será que ele estava falando apenas da aparência? Siheon estava sendo sensível demais?

— Eu ia te dar um tempo para pensar, mas as circunstâncias mudaram um pouco.

Mesmo sem receber a resposta, Yohan continuou falando despreocupadamente.

— Já que você me tocou, quero que assuma a responsabilidade..

Yohan abriu um sorriso alegre, completamente em desacordo com o conteúdo do que acabara de dizer. Aquilo fez o cérebro de Siheon doer.

— Não foi nada demais pra esse drama todo…

— Nada demais? — repetiu Yohan, fazendo uma expressão ofendida. — Acredita que eu ainda sou virgem? E você enfiou o dedo no meu buraquinho. Acho que isso já justifica uma certa responsabilidade, não?

Apesar do tom quase choroso, as palavras estavam longe de soar inocentes. A forma como falava “buraquinho” e outras coisas deixou Siheon completamente sem reação. Virgem? Com aquele rosto… e falando desse jeito como se não fosse nada de mais? É mais fácil acreditar que o sol tinha nascido no oeste hoje.

— Não acredita? Mas é a verdade. Eu já disse: não abro as pernas pra qualquer um.

Se queria que alguém acreditasse que era virgem, pelo menos podia evitar usar expressões tão vulgares. Com aquela carinha de anjo, ele parecia alguém que coraria só de ouvir uma palavra mais ousada… porém falava as coisas mais explícitas com total naturalidade. Ouvir aquilo era suficiente para deixar qualquer um tonto de vergonha.

— Tudo bem. Agora cala a boca um pouco.

— Esse “tudo bem” quer dizer que vamos namorar?

— Não.

Yohan estalou a língua em desapontamento com a negativa, que veio sem um segundo sequer de hesitação. Siheon virou o rosto ao ouvir o som e, por azar, seus olhos encontraram os de Yohan. O olhar do outro era tão absurdamente suplicante que Siheon sentiu uma pontada na têmpora.

— Anjinho falso…

Quem foi que disse que Ryu Yohan parecia um anjo? Com aquele rostinho doce escondendo um temperamento desses… estava mais para um demônio.

— Mas é verdade. Você foi o primeiro a tocar no meu corpo. Então não adianta: não vou desistir até você se responsabilizar.

— Haa…

Siheon soltou um suspiro profundo, cansado. Não fazia ideia do quanto podia, ou devia acreditar naquelas palavras. Como confiar? Esse era o mesmo cara que, no primeiro dia, perguntou se ele tinha entrado no Rut por causa dos feromônios dele, e ainda por cima pedi um homem que mal conhece em namoro.

— Você ainda não acredita? Mas é verdade…

Yohan fez uma expressão levemente ressentida. Quando aquele rosto bonito ficava assim, entristecido, Siheon sentia quase como se ele estivesse sendo injusto. ‘Esse garoto é mesmo uma praga disfarçada… Pensando nisso, Siheon o encarou em silêncio, mas Yohan levantou o olhar e o encarou de volta.

O rosto agora parecia prestes a desabar em lágrimas. Se fosse qualquer outra pessoa, talvez Siheon tivesse estendido a mão para abraçar e consolá-lo. Mas para Yohan… ele apenas o olhou friamente, sem esboçar nenhuma reação.

Logo, o olhar de Yohan se transformou – os olhos se curvaram em forma de lua crescente. Um sorriso doce voltou ao seu rosto, completamente diferente de antes. Siheon, por dentro, só pôde estalar a língua.

— Eu imaginei que não ia funcionar…

Ele parecia ter decidido abandonar o teatrinho de coitado, voltando a exibir aquele sorrisinho irritantemente encantador. Claro que tinha sido tudo de propósito. Mas Siheon já não se surpreendia com mais nada.

— É por isso que eu gosto ainda mais de você.

Olhando para Yohan sorrindo lindamente, Siheon soltou outro suspiro e virou o rosto. Antes que percebesse, já haviam chegado em frente ao prédio das aulas.

— Vai ser mais difícil te ver essa semana.

Yohan falou com um tom triste, como se lamentasse a despedida. Embora não tivessem mais nenhuma aula juntos, Siheon não conseguia entender o motivo daquele drama todo – afinal, Yohan aparecia sempre que bem entendia.

— Vou ficar um pouco ocupado. Mas mesmo assim… não me esquece, entendeu?

Se alguém ouvisse, pensaria que estavam num romance açucarado. Em vez de dizer que ele estava sendo inconveniente, Siheon apenas balançou a mão no ar, como quem enxota um incômodo, e se virou para ir embora.

— Ah, espera.

Yohan, como se tivesse se lembrado de algo, aproximou-se de Siheon e agarrou seu braço. De repente, o puxou com força e seus rostos ficaram perigosamente próximos, mas ele segurou o rosto de Yohan com a mão e o empurrou para longe. beijo surpresa  da última vez já tinha sido o suficiente.

— Nossa… que cruel.

Apesar da rejeição, o sorriso continuava no rosto de Yohan. Se estava mesmo decepcionado, ele não parecia. Siheon se perguntou onde terminava a brincadeira e começava a seriedade naquele garoto. Ele não fazia a menor ideia.

— Aproveite a aula…!

Yohan ia se despedir com leveza, mas seus olhos se arregalaram de repente. Siheon o puxou pela nuca com uma mão e colou seus lábios nos dele. Estavam bem em frente ao prédio das salas de aula, com várias pessoas ao redor. Mas isso nunca foi algo que preocupasse Siheon.

Não foi um beijo rápido de tocar e soltar. Ele separou os lábios de Yohan com a própria boca, mergulhou fundo e procurou sua língua, entrelaçando-a com a dele. Se alguém visse de lado, conseguiria ver claramente o movimento das línguas se misturando num beijo profundo.

Choc.

Um som úmido ecoou quando se separaram, a saliva ainda os conectavam por um fio. Siheon olhou para Yohan, que agora estava com uma expressão atônita – exatamente como a que fizera antes –, e o encarou sem demonstrar emoção alguma.

— É assim que se beija.

Ele disse com a voz sem qualquer variação de tom, e então virou-se para ir embora. Yohan ficou parado no lugar, completamente paralisado, como se a alma tivesse saído do corpo. Nos cantos da boca de Siheon, enquanto ele entrava no prédio, havia um quase imperceptível sorriso.

— Aah…

A reação de Yohan veio tarde, num pequeno suspiro de surpresa. Quase sem perceber, levou uma mão até os próprios lábios. A sensação dos lábios sendo pressionados e da língua sendo sugada ainda era absurdamente vívida.

Era completamente diferente dos selinhos de comprimento que trocava com Noah, ou aquele breve beijo quando ele o ajudou a beber água com a boca. A forma como suas línguas se enrolaram, a mistura de saliva… foi mais intenso do que imaginava. “Tum, tum.” Seu coração começou a bater descontroladamente, então, com a mesma mão que antes tocou os lábios, agora pressionava o peito, tentando se acalmar.

— Isso… isso é meio perigoso…

Murmurou para si mesmo, sem entender bem o que sentia.

O impacto que Cha Siheon deixou foi tão forte que Yohan nem se deu conta de como as pessoas ao redor estavam reagindo. Seus fios finos, de um platinado cintilante, balançavam suavemente ao vento. Com os olhos semicerrados e os dedos roçando os lábios molhados do beijo, ele parecia uma pintura viva – impossível de ignorar para qualquer um que passasse.

— Ah meu Deus ele é tão lindo… o que eu faço? Queria poder abraçar ele…

Alguém murmurou esse pensamento em voz alta, como se estivesse fora de si.

Naquele mesmo dia, diversas fotos foram postadas no quadro de avisos anônimo da universidade. Os ângulos variavam, mas todas tinham o mesmo foco: Yohan, depois do beijo, em estado de choque – e, aos olhos de quem via, parecendo um personagem saído de uma história de amor, deslumbrante e apaixonado.

°

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Continua…

 

Ler Controle Yaoi Mangá Online

SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
 
(Trecho de CTRL.)

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