Ler Controle – Capítulo 11 Online
Noah, que tinha ido à biblioteca, abriu a mochila para pegar o bloco de anotações onde havia listado os materiais de que precisava. Ao fazer isso, viu uma garrafa pet transparente jogada de qualquer jeito em um dos cantos da mochila.
‘Até na universidade fazem propaganda dessas coisas?’
Pensou, indiferente, ao pegar a garrafa. Leu atentamente o rótulo com o nome do produto. A empresa responsável pela venda era uma marca que ele nunca tinha ouvido falar. Será que era uma startup? Nesse caso, até fazia sentido que estivessem fazendo divulgação direto nas universidades.
Click.
Ele abriu a tampa da garrafa e a levou à boca. Assim como Yohan havia dito, parecia apenas água. Sem gosto, sem graça, sem nada de especial.
⟨Por que colocaram aroma de pêssego, então?⟩
A frase de Yohan lhe veio à mente. Com o cenho franzido, Noah aproximou o gargalo da garrafa do nariz. Cheirou uma, duas vezes, e depois tomou mais um gole. Nada, nenhum traço de aroma de pêssego.
‘Onde está esse cheiro de pêssego?’
Para Noah, aquilo era apenas água incolor e inodora. Mas havia algo nisso que o incomodava, embora não soubesse dizer o quê. Nesse momento, seu celular começou a vibrar dentro do bolso do casaco.
Para não atrapalhar os outros alunos, Noah saiu rapidamente para o corredor e atendeu o telefone. Na tela, apareceu o nome de Jaryeong.
— Alô…
[Sunbae! Onde você está? É uma emergência!]
Antes que Noah pudesse sequer dizer uma palavra, Jaryeong despejou tudo de uma vez só. Estava tão agitado que a voz parecia vazar pelas laterais do aparelho. Noah o afastou um pouco do ouvido e fez uma careta, irritado com o escândalo.
‘O que deu nesse garoto?’
[Volte para a sala de aula agora mesmo! Agora mesmo!]
— Me explique com calma o que aconteceu. Não estou entendendo nada.
Era difícil compreender por que o outro estava tão desesperado.
[O Yohan sunbae… Acho que ele entrou no ciclo de calor. De repente, na sala de aula! ]
No momento em que ouviu o nome de Yohan, Noah apertou com força o celular na mão. Seus pés já tinham começado a correr para fora da biblioteca, como se agissem por instinto.
— Em qual sala?
[Na 307, a mesma onde vocês tiveram aula agora há pouco. Parece que o Cha Siheon ficou lá com ele e expulsou todos os outros alunos.]
Noah chegou a duvidar do que tinha ouvido. ‘Cha Siheon está com ele?’ ele repetiu mentalmente.
— Merda…
Ele engoliu um palavrão e começou a correr, ainda com o telefone na mão.
⟨Parece que, teoricamente, isso é possível. Assim como você não reage aos meus feromônios, por outro lado, existe alguém que reage até mesmo a uma quantidade mínima, imperceptível para os outros.⟩
Se as palavras de Yohan estiverem certas, Cha Siheon era justamente aquele que reagia aos feromônios dele, mesmo quando ninguém mais sentia. E agora ele estava sozinho com Yohan em pleno ciclo de calor? Aquele cara era, sem dúvida, a pessoa mais perigosa para Yohan naquele momento.
***
— Huff… Huff…
A respiração de Yohan se tornava cada vez mais pesada. Sentado no chão, ele apertava o peito com a mão enquanto lutava para respirar. Siheon, que tinha mantido certa distância, também começou a sentir tontura. O cheiro era intenso – uma palavra só não bastava para descrever o quão forte eram aqueles feromônios. A cada inspiração, o ar carregava uma fragrância densa que lembrava flores doces, parecia afetar diretamente sua mente.
— Ngh… Siheon…
Yohan ergueu a cabeça com dificuldade e olhou para Siheon. Seus olhos estavam avermelhados, brilhando com lágrimas prestes a cair. Os dedos finos escorregaram entre as pernas.
— Haah… Eu… vou enlouquecer…
Mesmo de longe, era possível sentir o calor que emanava de sua respiração. Suas bochechas pálidas estavam coradas, e os cílios, cobertos de lágrimas, cintilavam sob a luz.
— Porra.
Um palavrão escapou involuntariamente dos seus lábios. Aquilo era tortura. Ele realmente não queria ser arrastado pelo ciclo de calor de alguém, mas seus instintos estavam prestes a trair sua razão.
— Por favor…
Além disso, Ryu Yohan nem sequer parecia ter consciência do que dizia, e continuava provocando Siheon sem perceber. Ele fechou os punhos com tanta força que as unhas se cravaram nas palmas. Não podia ceder ao instinto e pular em cima daquele garoto. Se perdesse o controle agora, tudo o que vinha construindo até ali poderia desmoronar.
Por mais que se agarrasse ao último fio de racionalidade, ele estava lentamente atingindo seu limite. O cheiro dos feromônios que emanava de Yohan era tão intenso que sua visão já começava a oscilar. Se continuasse assim, ele também se transformaria num animal.
— Ei, Ryu Yohan.
Depois de chamar seu nome, ele mordeu com força a parte interna da bochecha para evitar que sua razão fosse levada pelos feromônios. O gosto metálico de sangue se espalhou pela boca, mas ele mal conseguia sentir a dor. Seus sentidos estavam sendo consumidos, pouco a pouco.
— Chame o Ryu Noah. Aquele idiota não reage aos seus feromônios, não é?
Ninguém mais serviria. Mesmo fora do ciclo de calor, havia inúmeros caras que só pensavam em ter Yohan de qualquer jeito. Até mesmo Siheon, que normalmente não prestava atenção nos outros, sabia disso. Muitos falavam abertamente sobre querer dormir com ele.
E não eram apenas alfas. Muitos betas também o desejavam. Não era só por ele ser um Ômega, ou por exalar feromônios enlouquecedores, era por ser Ryu Yohan – um cara com uma aparência doce, mas que exalava uma sensualidade irresistível. Havia muitos que olhavam para ele com desejo.
Por isso, ele havia expulsado todos da sala de aula, sem distinção entre alfas e betas. Mas jamais imaginou que ele mesmo se tornaria um perigo para Yohan. Mesmo sendo um alfa, ele normalmente não era afetado pelos feromônios de um ômega, e nunca, nem por um segundo, havia desejado Yohan dessa forma. No entanto, agora ele o queria com uma intensidade quase insana.
Ele queria morder aqueles lábios vermelhos que ofegavam de desejo, beijá-los com violência. Queria rasgar suas roupas, marcar sua pele pálida com beijos e enterrar seu pau no buraco que, sem dúvida, já estava encharcado. Seu instinto de Alfa estava completamente fora de controle. Era como se o próprio demônio sussurrasse ao seu ouvido: “Apenas tome-o, está tudo bem.”
— Fuu…
Ele fechou os olhos e soltou um longo suspiro. Por um momento, pareceu se acalmar, mas ao inspirar de novo, o aroma floral no ar fez seu sangue ferver.
Siheon cambaleou em direção a Yohan. Quanto mais perto chegava, mais sufocante ficava o cheiro dos feromônios.
Ele se ajoelhou diante de Yohan, e os olhos deste subiram lentamente para encontrar o rosto de Siheon.
‘Você disse que não abre as pernas para qualquer um, não é? Então porque deixou isso acontecer?’
A mistura de ressentimento e desejo deixou sua cabeça girando. Já nem sabia mais o que estava fazendo. Estendeu a mão e agarrou o ombro de Yohan, empurrando-o. O corpo de Yohan cedeu facilmente, e ele caiu para trás.
Siheon abriu o casaco de Yohan e puxou a camisa para cima. Os mamilos eretos apareceram por baixo do tecido, e a vontade de mordê-los fez sua boca secar.
‘Quero transar com ele até deixá-lo destruído.’
Ele queria arruiná-lo. Seus instintos selvagens rugiam. Era como se estivesse morrendo de sede.
Passou a palma da mão pelo abdômen de Yohan. O calor e a maciez que sentiu nas pontas dos dedos causaram um estalo em sua mente – como se algo tivesse se rompido.
— Merda…
Ele xingou entre os dentes e inclinou o corpo sobre o do Omega. O rosto dele estava agora a apenas um palmo de distância. O rosto de Siheon refletia nos olhos de Yohan, enquanto ele arqueava a cintura em direção ao homem implorando para que fizesse alguma coisa.
Glup.
Engoliu em seco. Como se não aguentasse mais esperar, Yohan estendeu os braços e enlaçou o pescoço de Siheon, puxando-o para si com força. Seus lábios quase se encostaram. Mas, no exato momento em que o ar quente escapou da boca de Yohan, Siheon desviou o rosto.
— Aaah…
Yohan gemeu, como se aquilo o deixasse ainda mais louco, e se agarrou a ele. Siheon abriu e fechou os punhos com força.
‘Eu não vou te abraçar. De jeito nenhum.’
— Deixa eu te aliviar um pouco.
Com o rosto enterrado contra o peito de Siheon e se esfregando, Yohan foi puxado com força por um dos braços, enquanto a outra mão do homem descia para desfazer o fecho da calça do garoto. Ele nem teve tempo de abaixá-la por completo. Assim que enfiou a mão por dentro da cueca, sentiu a parte de baixo de Yohan já completamente encharcada.
— Gosta mais pela frente ou por trás? Fala.
Siheon também estava tão excitado que parecia prestes a explodir. Ainda assim, cerrou os dentes e sussurrou no ouvido de Yohan. Talvez por causa da febre do ciclo de calor, o garoto não parecia escutar direito e apenas balançou a cabeça de forma vaga.
Ignorando o membro rígido e pulsante à frente, ele deslizou a mão para trás, pressionando entre as nádegas. Como já estava completamente molhado, os dedos entraram com facilidade no interior do orifício.
— Hngh…!
Yohan estremeceu todo e jogou a cabeça para trás. Cada pequeno movimento fazia os feromônios se espalharem como um perfume intoxicante. ‘Não aguento mais.’ Siheon levou os lábios até a nuca dele. Começou a mordiscar a pele sensível, e ao passar a língua por cima, Yohan se contorceu sem saber o que fazer.
Squish, squish.
O som úmido dos dedos entrando e saindo era obsceno. Mesmo com as roupas ainda no meio do caminho, atrapalhando os movimentos, ele não conseguia parar, o corpo se movia como se estivesse possuído, seus dedos se aprofundaram abrindo o espaço, estimulando as paredes internas. E Yohan não parava de se remexer, levantando os quadris para engolir os dedos mais fundo.
— Aaah, eu… eu acho que vou… hngh!
Ele agarrou com força os ombros de Siheon e seu corpo enrijeceu. O interior que envolvia os dedos estremeceu com espasmos. Tanto a frente quanto a parte de trás estavam completamente molhadas, a ponto de encharcar a cueca e a calça.
— Haa… haa…
Yohan respirava com dificuldade, apoiado em Siheon. Os feromônios ainda saíam dele em grande intensidade, embora mais fracos do que no início. Mesmo após o orgasmo, o calor não diminuiu. ‘Isso não é normal.’ Era como se alguém tivesse forçado o cio dele…
— Hah…
Siheon soltou um riso curto. Ele se lembrou da bebida que os alunos estavam tomando quando entrou na sala. Aquilo era suspeito. Não fazia sentido o ciclo de calor começar tão abruptamente. Talvez fosse algo destinado a um grupo aleatório, ou talvez o alvo sempre tivesse sido Yohan. Mas de uma coisa ele tinha certeza: havia alguma substância naquela bebida.
‘O que eu faço agora?’
Ver Yohan ainda sofrendo por causa da febre, fez sua cabeça latejar. E sua própria resistência… já estava no fim.
‘Eu devia só—’
BANG!
A porta tremeu com um estrondo, quase arrebentando. Ele rapidamente retirou a mão que estava prestes a tocar Yohan de novo.
— Cha Siheon, seu desgraçado! Abra essa porta agora! Abra antes que eu te mate!
— Heh…
Um riso vazio escapou de seus lábios. Era a voz de Noah.
‘Nunca pensei que ficaria grato por ver esse idiota.’
Apoiando-se no chão, Siheon se levantou e caminhou até a porta. Os feromônios de Yohan pareciam querer segurá-lo pelos tornozelos, mas ele avançou com os dentes cerrados. “Clack.” Assim que destravou a fechadura, a porta se escancarou com um baque e Noah invadiu o local.
— Yohan!
Ele correu até o irmão caído no chão.
— O que foi que você fez com ele?
Abraçando Yohan, Noah se virou para Siheon, exibindo os dentes. E vendo o estado em que o outro estava, não era de se estranhar que estivesse assim. A calça não estava completamente abaixada, mas o cinto estava solto, e a parte de baixo, completamente molhada. A camisa estava meio levantada, revelando o que tinha por baixo. Não havia como não imaginar o que tinha acontecido.
— Cha Siheon, você tocou nele?
Os olhos de Noah brilharam com um tom assassino.
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Continua…
Ler Controle Yaoi Mangá Online
SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
(Trecho de CTRL.)