Ler Controle – Capítulo 01 Online
Rric, rric.
O pilar negro entrava e saía do orifício apertado, fazendo um barulho escandaloso. O brinquedo em forma de pênis, tão realista que até as veias saltadas eram detalhadas, aparecia e desaparecia repetidamente entre a abertura úmida.
— Aaah…
Um gemido abafado e carregado de calor escapou. Sua mão desceu até o espaço entre as nádegas, completamente encharcada. Click. Ao apertar o botão do dispositivo inserido no buraco, o som de vibração ficou ainda mais alto.
— Hngh…
O pilar dentro dele sacudiu, atingindo exatamente o ponto sensível.
— A-ah…
Os gemidos, agora misturados com sons nasais, escapavam junto da respiração entrecortada. Com a outra mão, ele envolveu seu membro que já estava completamente ereto e gotejando um líquido translúcido. Ele o esfregou para cima e para baixo no mesmo ritmo em que o estímulo traseiro era aplicado, e uma sensação de arrepio percorreu todo o seu corpo.
— Hiii…
Sua respiração falhou, e sua visão ficou branca. Ao mesmo tempo, tanto a frente quanto a parte de trás estavam completamente encharcadas. O prazer correu pela espinha até entorpecer seu cérebro.
— Hah, hah…
Deitado sobre os lençóis brancos, ele respirava com dificuldade. Com a mão ainda trêmula pelos resquícios do prazer, puxou o dispositivo de dentro do corpo. “Shlick.” Junto com o objeto obsceno em forma de pênis, um líquido branco escorreu pelas suas coxas.
— Aaah… foi tão bom de novo, hoje…
Deitou-se de costas na cama e sorriu, satisfeito, encarando o teto. Quando se sentou, seus belos fios de cabelo platinado balançaram suavemente, sem um único emaranhado. Os dedos brancos e delicados passaram entre os fios soltos que haviam caído sobre o rosto. Ao virar a cabeça para o espelho, viu seu rosto ruborizado.
Era um rosto que parecia ter sido desenhado à mão. Um rosto pequeno e perfeitamente simétrico, tão impecável que mais parecia uma boneca: olhos grandes cor de esmeralda, um nariz perfeitamente delineado e lábios avermelhados. Os fios de cabelo molhados de suor e os olhos úmidos o faziam parecer frágil, mas tudo aquilo era apenas resultado de uma excitação intensa.
“Toque, toque.”
Alguém bateu à porta, mas o belo jovem de cabelos platinados não demonstrou qualquer sinal de preocupação.
— Sim?
Uma voz doce escapou por entre os lábios avermelhados que, até segundos atrás, gemiam com intensidade.
— A mamãe mandou algo pra você.
— Deixa na frente da porta. Eu já vou sair.
Ele respondeu com naturalidade, como se nada tivesse acontecido, e entrou no banheiro anexo ao quarto para tomar um banho. Depois de lavar as partes internas das coxas, manchada de fluidos opacos, e vestir apenas um roupão, abriu a porta do quarto. No sofá da sala, um homem de cabelos castanho-escuros apontou com o olhar para o chão, perto da porta.
— O que será que foi, que ele mandou só pra você?
— Sei lá?
Ele pegou a caixa deixada no chão e a sacudiu. “Clac, clac.” Algo se mexeu lá dentro.
— Amanhã temos aula desde o primeiro período, então durma cedo, Yohan.
O homem no sofá era Noah, o irmão gêmeo de Yohan, ele disse sem nem se virar para encará-lo. Segurando a caixa, Yohan se aproximou dele e deu um leve beijo no topo de sua cabeça, por trás.
— Boa noite, Noah.
Quando Noah inclinou a cabeça para trás, Yohan sorriu docemente para ele. O homem esticou o braço e tocou a bochecha do irmão.
— Você não está com febre? Seu rosto está vermelho.
— É porque tomei banho com água bem quente.
Depois de tranquilizá-lo, Yohan voltou para o quarto e abriu a caixa. Dentro, havia uma caixa menor.
“É um novo lançamento da França. Divirta-se bastante.
Com amor, Ryu Jin.”
Um bilhete assinado por sua mãe estava preso à caixinha. Yohan soltou um risinho ao ver que dentro havia um vibrador elétrico com 12 velocidades.
Ele tirou o objeto da caixa e se dirigiu à parede em frente à cama. Ao pressionar um botão ao lado da TV, a parede se abriu, revelando um expositor embutido. — Hmm… — Com um suspiro pelo nariz e uma expressão séria, ele examinou as prateleiras em busca de um espaço vazio. Assim que encontrou o lugar perfeito, um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios.
Dentro da vitrine de vidro, uma coleção dos mais diversos e coloridos brinquedos sexuais estava exposta com cuidado, como se fossem tesouros preciosos.
***
— Posso sentar aqui?
Ao ouvir a voz de uma colega, Yohan levantou os olhos. A garota à sua frente estava com as bochechas coradas. Ele podia ver até as orelhas dela ficarem vermelhas só de cruzar o olhar com ele. ‘Fofa’, pensou, sorrindo levemente. O sorriso bastou para que ela soltasse um gritinho abafado. Já fazia um ano e meio desde que ele havia chegado à Coreia, mas reações assim ainda o divertiam.
Na Rússia, as coisas não eram tão intensas. Claro, lá ele também recebia elogios constantes pela aparência. Quando era pequeno, achava que todos os adultos diziam “lindo” e “fofo” para todas as crianças. Mas mesmo na adolescência e agora, aos vinte anos, as palavras “deslumbrante” e “lindo” sempre o perseguiu.
Ele não se incomodava com a atenção. As pessoas demonstravam simpatia e gentileza apenas por gostarem do seu rosto, e Yohan sabia muito bem como tirar vantagem disso.
— Por mim tudo bem… — Ele indicou o assento vazio ao lado com um gesto e acrescentou: — Mas não sei o que o Noah vai achar. Ele é bem ciumento, sabe?
Ele sorriu com malícia, a garota tapou a boca com uma das mãos e começou a pular discretamente no lugar, como se não soubesse onde enfiar a cara.
— Tudo bem! Eu sento em outro lugar!
Sempre que Yohan mencionava Noah, as garotas reagiam de maneira parecida. Ele sabia muito bem o que ela estava imaginando, mas fingiu inocência e murmurou:
— Que pena, fiquei sem graça agora…
Quanto mais Yohan demonstrava “constrangimento”, mais agitada a garota ficava, balançando as mãos freneticamente e repetindo que estava tudo certo, que não havia problema.
— O que foi…
Antes que qualquer palavra saísse, Yohan sentiu um braço envolver seus ombros. Quando inclinou a cabeça para trás, viu Noah – que tinha se atrasado por conta do estacionamento – olhando com desconfiança para a garota que estava à sua frente.
‘É por isso que todo mundo fica com ideias erradas,’
Ele sabia disso, mas não fazia nada para impedir. No fim das contas, isso também afastava um bom número de pessoas inconvenientes.
— Ela só veio me perguntar uma coisa. Nada demais.
Yohan respondeu com naturalidade, como se realmente não tivesse acontecido nada de importante. A expressão de Noah finalmente relaxou, e ele se sentou ao lado do irmão.
— Ainda precisa de mais alguma coisa? perguntou então, olhando de maneira cortante para a aluna.
Mas, mesmo assim, ele ainda lançou um olhar afiado para a garota. Ela balançou a cabeça dizendo “não, obrigada!” e fugiu para outra mesa.
‘Incrível…’
Yohan riu baixinho, prestes a se acomodar, quando Noah o segurou pelo ombro e o virou.
— O que foi agora?
Perguntou com os olhos semicerrados, desconfiado. Noah franziu as sobrancelhas imediatamente.
— Você de novo…!
Mais uma vez, as mãos de Noah agiram antes das palavras. Yohan tinha subido primeiro para a sala e desabotoado dois botões da camisa. Pelo visto, Noah já tinha reparado nisso e rapidamente voltou a fechá-los até o topo. Vendo isso o irmão soltou um leve suspiro.
— Que exagero…
— Não é exagero. Você sabe quantos pessoas estão doidas só para ver um vislumbre da sua pele?
Ele não podia negar. Nos olhares que recebia, havia sempre uma mistura de admiração e desejo. Ele sabia, mas ignorava, Noah, por outro lado, odiava e fazia de tudo para impedir qualquer abordagem.
— É por isso que você não arranja um amante.
— Você?
Yohan nem tinha dito que queria um namorado, mas Noah já estava com os olhos estreitos, como se dissesse: “Tente trazer um pra casa que eu arrebento”. Ele não precisava nem falar, só o olhar já deixava o recado bem claro.
— Eu não. Você.
Só então a expressão dura de Noah começou a se desfazer.
— Eu não preciso disso. Só de ter você, já é o suficiente.
‘Putz.’
Yohan engoliu um suspiro interno e balançou a cabeça, mas logo percebeu um grupo de garotas sentadas do outro lado. Elas trocavam cochichos e lançavam olhares discretos para ele e Noah. Pelo jeito, tinham escutado o que homem tinha acabado de dizer.
“Eles definitivamente têm algo a mais.”
“Por mais que sejam gêmeos, eles são próximos demais.”
“Tá na cara que tem algo esquisito aí.”
Apesar de só ouvir fragmentos do que diziam, Yohan fingiu que não era com ele. Nunca se importou muito com o que os outros diziam, se fosse se incomodar com cada comentário, nem vinte e quatro horas no dia bastariam. Ainda assim… dizer que ele e Noah tinham esse tipo de relação? Yohan apoiou o queixo na mão e olhou para o irmão, que pareceu perceber o olhar e virou-se para ele.
— O que foi? Precisa de alguma coisa?
Diante da pergunta, Yohan apenas riu de leve. Ele mesmo sabia que, para quem olhava de fora, era fácil mal interpretar o jeito como Noah agia com ele.
Eles haviam crescido grudados desde pequenos, como se fossem uma só pessoa. Desde recém-nascidos, compartilharam tudo, então era natural que se tornassem não apenas irmãos, mas também os melhores e mais próximos amigos. Passavam mais de vinte horas por dia juntos, então era inevitável que se entendessem quase sem precisar falar.
E depois da puberdade, quando Yohan foi classificado como “ômega” e Noah como “alfa”, o comportamento protetor do irmão ficou ainda mais intenso.
“Superproteção demais”.
Mas, no fundo, ele não odiava isso. Por mais que reclamasse, na visão de Yohan, ninguém era melhor do que Noah para estar ao seu lado. Alguém com quem ele não precisava competir, nem fingir ser outra pessoa. Estando ao lado de “Yohan Galayev”, que sempre pareceu perfeito em todos os aspectos, era raro encontrar alguém que não se sentisse inferior ou apenas o idolatrasse.
Tac.
Quando se virou, alguém havia colocado uma mochila no assento ao lado de Yohan – do lado oposto a Noah. Como esperado, o olhar gélido de Noah foi direto para o intruso. Mas o sujeito nem se abalou e simplesmente se sentou.
— Uau… — alguém soltou um sussurro, claramente impressionado. Aquela pessoa não se intimidou com o olhar de Noah? O murmúrio parecia carregar uma mistura de admiração e espanto. Yohan também acabou virando a cabeça, acompanhando o movimento, e olhou para o rosto do rapaz.
— Hm…
Ele se surpreendeu um pouco com o perfil do novo colega. Ele, que sempre conviveu com Noah – dono de uma beleza fora do comum – e não se abalava com rostos bonitos, dessa vez sentiu algo diferente. Aquele ali podia tranquilamente competir com o próprio Noah em termos de aparência. Sem exagero, parecia até mais bonito do que os atores mais famosos da TV. E, pelo pouco que viu quando ele estava de pé, também percebeu que o cara era alto, talvez mais alto que o irmão.
‘Ele é mesmo da nossa turma?’
Mesmo tendo sido transferido no ano passado, a memória de Yohan era boa o suficiente para lembrar de todos os alunos. Bastava assistir a uma aula com alguém para gravar o rosto, desde os calouros até os formandos. E mesmo vasculhando a mente, não conseguia lembrar daquele sujeito.
O garoto pareceu sentir o olhar de Yohan e se virou. De frente, o impacto foi ainda maior. Ele não era só bonito, exalava uma energia intensa.
‘Um feromônio forte… Ah, então ele é um alfa.’
Parecia tentar disfarçar, mas para Yohan, era óbvio.
Yohan pensou que o cara fosse falar algo, perguntar se podia se sentar ali, ou ao menos cumprimentar, mas o sujeito apenas virou o rosto, como se ele não tivesse importância alguma.
Ao ver aquilo, os cantos dos lábios dele se curvaram ligeiramente, quase imperceptíveis.
‘Isso vai ser interessante…’
Nesse momento, Noah cutucou Yohan com o cotovelo, fazendo-o desviar o olhar.
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Continua…
Ler Controle Yaoi Mangá Online
SpinOffs de ESCAPE.
— Esse é o Jenny, veio dos Estados Unidos. Ao lado está o Alexei, que está comigo desde a Rússia, é um dos mais antigos. O próximo é o Jordi, que vem direto da França. E por último, aquele ali é o mais novo, o “Honey”. Escolhi ele porque achei que teria o tamanho ideal para hyung Siheon. O que acha, gostou?
À medida que ele ia apontando um por um com o dedo e explicando, o rosto de Siheon ia ficando cada vez mais sombrio. ‘Parece que ele entendeu perfeitamente.’ Yohan olhou para Siheon e sorriu com um ar inocente, quase doce.
— Pode cumprimentar. Todos já passaram pelo mesmo buraquinho.
— Haa…
Siheon soltou um som comprido, que ninguém saberia dizer se era um suspiro ou uma risada vazia. Em seguida, lançou um olhar fulminante para os brinquedos enfileirados.
— Está me dizendo que eu estou no mesmo nível que essas coisas?
— Bom, eu não disse exatamente isso… Mas, no fim das contas, o único ser humano que já entrou em mim foi você, hyung.
(Trecho de CTRL.)