Ler Cão Real. – Capítulo 34 Online

Modo Claro

— Você está todo molhado, encharcado. O hyung produz mesmo muito lubrificante… Como consegue transbordar tanto assim?

— …Saiba escolher a hora e o lugar, seu merda.

A voz que soltou o palavrão também estava impregnada de uma respiração ofegante e embriagada. Mesmo os dedos que o apertavam de forma grosseira, como se fossem estourar sua bunda sem cerimônia, o estimulavam, fazendo com que os fluidos jorrassem ainda mais por trás. Até o próprio Hayul se surpreendeu, questionando de onde saía tanto líquido assim.

— Hhhm…

Ele não conseguiu segurar o gemido, mas mordeu os lábios imediatamente depois. A língua de Pavel percorreu os lábios que estavam firmemente comprimidos.

— Não morda os lábios assim. Vai machucá-los.

Enquanto falava, Pavel apertou com força as nádegas de Hayul e o puxou bem para perto de si.

— Ei…

— Não se preocupe. Pense que não tem ninguém aqui.

— Como isso pode ser possível…?

Ele xingou, dizendo para parar, mas gemidos constrangedores se misturavam cada vez mais às suas palavras, impossibilitando-o de continuar a resmungar. Resistir era inútil, como sempre acontecia depois que o ciclo de calor começou. Seu corpo simplesmente não tinha forças. Entorpecido pelos feromônios, ele perdia a razão. Pavel o beijou repetidamente, encurralou Hayul e prendendo ele em seus braços como se estivesse lidando com um animalzinho esperneando, até que abriu o fecho de seu jeans e puxou a cabeça para baixo. A  parte inferior do corpo, agora exposta e úmida, sentiu o ar frio. O coração de Hayul disparou, se continuasse assim, iriam mesmo acabar fazendo aquilo ali.

Nos últimos dias já tinham feito todo tipo de coisa, mas não podiam fazer isso, naquele momento, nem lugar. Se deixasse chegar a esse ponto, não conseguiria lidar com as consequências depois.

— Não consigo mais aguentar, hyung.

Hayul, ofegante, agarrou com toda a força o pulso de Pavel, que tentava puxar a roupa dele íntima para baixo, enquanto beijava sua nuca.

— Ch-ch… chupa…

— Hm?

— …Eu vou chupar você.

Já tinha mostrado todas as suas vergonhas até ali, mas agora nem conseguia levantar a cabeça. Suas orelhas estavam vermelhas, e as mãos que seguravam o pulso de Pavel tremiam ridiculamente. Era mais humilhante do que nunca, mas a única coisa que enchia seus pensamentos era que ele preferia morrer a ser visto gemendo como um cachorro enquanto era fodido por trás em um lugar com outras pessoas. Por mais que se rebelasse, aquele homem não era o tipo que simplesmente recuaria e se acalmaria, então precisava oferecer algo.

Enquanto Pavel estava momentaneamente atordoado, Hayul se levantou de repente e arrumou a barra das calças que escorria para baixo.

— Eu vou chupar você. Então abra as pernas.

De pé, olhando para baixo, Hayul deu a ordem, e isso fez com que ele se sentisse um pouco melhor. Pavel ergueu os olhos para ele e soltou uma risada leve. É claro que ele sabia. Sabia o quanto aquela tentativa patética de manter a pose de durão devia parecer ridícula. Mas ele se esforçou para parecer indiferente, o mais importante era sair daquela situação.

‘Rápido, vamos acabar logo com isso’.

Hayul ajoelhou-se com naturalidade entre as pernas de Pavel. Embora tivesse se ajoelhado com determinação, suas mãos tremiam levemente enquanto abriam o fecho da calça de Pavel. Ele abriu o fecho e puxou levemente para baixo a cueca preta que envolvia perfeitamente o quadril firme. O pênis ereto saltou para fora e atingiu a ponta do nariz de Hayul. Os pelos ao redor da base do membro eram espessos e escuros.

Uma forte onda de feromônios concentrados emanou da glande brilhante. Por mais agradável que fosse, até mesmo um bom perfume, em excesso, torna-se um veneno: os olhos de Hayul até marejaram.

Ele encostou os lábios na ponta rígida e passou a língua pelo líquido viscoso que escorria. As coxas abertas de Pavel se moveram com uma languidez. O homem afagou suavemente o cabelo de Hayul, posicionado entre suas pernas, e murmurou:

— Isso me lembra do passado. Antes, o hyung também me chupava assim.

‘Fala direito. Não era eu que fazia, era você que me obrigava a fazer’.

Com raiva Hayul olhou para cima, com a ponta do membro ainda na boca. A cena era familiar: Pavel sempre olhando de forma altiva para baixo, e ele, de joelhos no chão, olhando para cima.

— Eu adorava esse rosto do hyung, ajoelhado entre minhas pernas e me olhando assim.

A chuva ficou mais forte. Gotas respingaram na direção do banco onde os dois estavam sentados. Não apenas os joelhos apoiados no chão encharcado, mas todo o seu corpo estava molhado. As gotas prateadas de chuva também se formaram no corpo de Pavel, que, rindo calmamente, acariciou o couro cabeludo de Hayul. Era um rosto que, sem perceber, o fazia perder o fôlego.

— Você é lindo, hyung. Continua sendo.

Seus lábios vermelhos, traçados por um sorriso, se curvaram para cima, revelando dentes brancos. Era ridículo. Se não fosse pelo olhar brilhante, carregado daquela devoção apaixonada, Hayul teria certeza de que Pavel só estava zombando dele.

— O que está esperando? Não disse que ia chupar?

O homem sorriu gentilmente, alisou e bagunçou seus cabelos, insistindo para que continuasse o que estava fazendo. É verdade. Ele não podia ficar parado ali para sempre. Abriu bem a boca, que até então estava apenas tocando de leve a ponta, e envolveu o membro. Era tão grosso e grande que não cabia de uma vez, então ele enfiou até a metade, moveu a língua suavemente ao redor do eixo, lambendo-o, antes de soltá-lo. Mesmo enfiando pela metade era difícil, e sua mandíbula já doía. Ele estimulou a pele não apenas com a língua, mas também usando levemente os dentes.

Graças a Marco, sua técnica com a língua devia ter melhorado, pois um gemido de satisfação de Pavel cravou-se sobre sua cabeça. Ao sugar com força, fazendo pressão a ponto das suas  bochechas se colarem ao pênis, as coxas firmes de Pavel estremeceram. Quanto mais alto soava o barulho úmido da sucção, mais grave ficavam os gemidos.

— Haa… Você vai comigo para a Rússia, hyung.

Balançando os quadris e agarrando o cabelo de Hayul com força para então soltar, o homem murmurou.

— Hhm? O quê?

Surpreso com aquelas palavras, Hayul deixou escapar o pênis que tinha pela metade na boca e perguntou.

‘Ir para a Rússia? Quem disse isso? Quem decidiu?’

— Não pare.

Mas Pavel segurou sua nuca com as duas mãos e forçou de volta o membro dentro da boca dele. O comprimento brutal invadiu-lhe a garganta, cutucando fundo o interior de sua boca sem piedade, até atingir a úvula.

— Khh… hhhgghm!

O reflexo de engasgo o fez revirar a língua para tentar expulsar o intruso, mas isso acabou parecendo que ele estava acariciando o pau.

— Você disse que ia chupar, então tem que chupar direito.

— A Rússia é quê… khh-!

Foi uma coisa estúpida de se fazer. Não devia ter tentado falar. Mesmo assim, não conseguia de jeito nenhum se conter e continuou tagarelando, e cada vez que isso acontecia, o pênis era enterrado em sua boca aberta. As mãos do homem que envolviam sua nuca eram amaldiçoadas.

Na luta desesperada por ar, Hayul se esforçou para empurrar o pênis para fora com a língua, tentando se livrar da invasão até a garganta.

— Haa… Isso… é uma delícia.

Seu esforço, tão desesperado para respirar, pareceu agradar. Como se o estivesse elogiando por ter feito bem, a mão do homem acariciou a parte redonda e saliente na sua nuca. Mas não afrouxou a pressão. Hayul estava prestes a vomitar, seus lábios doíam de tão abertos, a saliva escorria em fios e as lágrimas rolavam sem parar.

Percebendo que falar era impossível, segurou firme as coxas grossas de Pavel e começou a usar toda a habilidade da língua. Imobilizou-o e se dedicou a lamber com empenho. Usou tanto a língua que até a base dela latejava. Talvez pelo esforço, Pavel não puxou sua cabeça de forma tão violenta como antes, não o sufocando até o fundo.

‘Goza logo… por favor, rápido.’

Implorou mil vezes em pensamento enquanto lambia e chupava com toda a dedicação. De vez em quando soltava o pênis para lamber devagar a glande com a ponta da língua e depois descia até os testículos, acariciando-os com cuidado. Quando cravou os dentes de leve no escroto, Pavel arqueou o quadril bruscamente. Soltando um som que parecia o rosnado de uma fera, ele agarrou os cabelos de Hayul.

— Quantos caras você já… chupou assim?

Hayul não respondeu. Continuou, mordiscando o saco escrotal e acariciando-o com a ponta da língua. De qualquer forma, estava ocupado demais chupando até travar a mandíbula para poder responder. Um gemido grave ecoou e as coxas grossas de Pavel tremeram com violência. A mão que agarrava os cabelos de Hayul também apertou com mais força.

‘Esse desgraçado… perde o controle quando chupam suas bolas.’

Não queria saber das zonas erógenas de Pavel, mas o importante agora era fazê-lo gozar rápido.

— O hyung também… chupava os outros até os ovos? Haa… ahh…

‘Cala a boca e goza logo, seu merda.’

Ele envolveu o membro do homem novamente com a boca, atacando a glande, a parte mais sensível, enquanto massageava o escroto com a mão. Ao estimular os dois pontos ao mesmo tempo, a reação foi imediata: o pênis cresceu ao máximo dentro de sua boca. Com a ponta da língua, provocou a abertura da glande, tentou se afastar no momento certo, mas aquele homem não era do tipo que permitia. Acabou segurando a nuca de Hayul e empurrando o pilar até o fundo de sua garganta, gozando em seguida com um tremor violento.

O sêmen que jorrou escorreu garganta abaixo em golfadas, acumulou-se abundantemente em sua boca e depois vazou em fios pelos lábios. Aquele líquido impregnado de feromônios era como aguardente pura. Sua garganta parecia em chamas; seu rosto ficou vermelho enquanto ele engolia com dificuldade. Só então o homem afrouxou a força na mão que segurava sua cabeça e puxou o membro para fora.

— Haa… cof, cof!

Hayul cuspiu todo o sêmen acumulado em sua boca enquanto tossia convulsivamente. Lágrimas jorravam sem parar. Como se tivesse despejado vodca no estômago vazio, sua garganta e seu estômago ardiam e queimavam por completo. O cheiro era tão forte que até seu nariz ardia, dificultando a respiração.

— Não exagere. Você não deveria estar sofrendo por algo tão simples.

Era uma provocação enlouquecedora. Hayul ergueu a cabeça e, com os olhos marejados, o encarou.

— Seu desgraçado… o seu feromônio é veneno, maldito. Essa coisa é muito forte… porra!

— O feromônio do hyung também é veneno.

— Como se o meu pudesse se comparar ao seu!

Ele gritou, mas logo outra crise de tosse o tomou. Pavel passou a mão em sua nuca, e Hayul, irritado, afastou-a com um tapa. Mesmo assim, ele continuava sentado de pernas abertas, exibindo sem vergonha o pênis ainda ereto. Era assustador que, mesmo depois de ter jorrado tanta porra, o tamanho não tinha diminuído nem um pouco.

A mão que ele havia afastado estendeu-se novamente, acariciando a nuca. Enquanto ele baixava a cabeça para tossir, os dedos massagearam a proeminência da vértebra cervical e então se infiltraram pela gola de sua roupa.

— Solta esse cheiro excitante, completamente desprevenido. E não estamos nem sozinhos.

— Filho da puta!

Quem havia se excitado e partido para cima dele naquele lugar? Ele deveria ter se controlado, mas explodiu novamente. Ele se levantou de um salto e desferiu um soco, mas foi um golpe tão fraco, que parecia de criança. Pavel virou a cabeça, desviou com facilidade e puxou o pulso estendido de Hayul, que resistiu, tentando não ser puxado. Então, o homem tentou envolver sua cintura em um abraço. Hayul usou toda a força que lhe restava para se debater e escapar.

Virando-se rápido, empurrou o corpo do outro e correu para fora. Instantaneamente, seu corpo inteiro ficou encharcado pela chuva. Os ferozes fios de água batiam sem piedade em seu rosto. Não era uma fuga. Sabia que não havia como escapar. Ele simplesmente sentia uma louca sensação de sufocamento, estava puto com tudo, com raiva, irritado e se achando patético – incapaz de controlar a torrente de emoções transbordantes, só queria se refrescar com a chuva.

Claro que não conseguiu correr por muito tempo antes de ser capturado. Uma força brutal agarrou seu ombro e o fez girar, e de repente seus pés saíram do chão. Pavel, como se não fosse nada, jogou Hayul sobre seu ombro como um saco leve.

— Porra, me larga! Larga! Maldito! Desgraçado!

Mesmo naquela posição, ele gritou e se debateu como um louco, mas, ainda assim, estava sobre o ombro de Pavel. Seus esforços fizeram o sangue correr para sua cabeça, deixando-o tonto. O bastardo caminhou com passos largos e firmes, carregando um homem adulto no ombro como se não fosse grande coisa. Hayul se contorcia como um louco sobre o ombro do homem, mas não parecia pesado para ele. Ele até deu palmadas nas pernas de Hayul naquela posição.

— O hyung é fofo. Como uma pessoa pode ser tão fofa? Isso está me deixando louco.

— Para com isso! Porra, eu não sou um animal de estimação. Que merda de conversa é essa…

— O hyung é mais fofo que um animal de estimação. É terrivelmente fofo, sério.

Aquilo estava acabando com Hayul. Achou que fosse apenas zombaria, mas não parecia. Pavel realmente acreditava no que dizia.

Meu Deus. Nem a própria mãe, que o trouxe ao mundo, jamais lhe chamou de fofo. Cresceu ouvindo que era masculino, que era bonito. Mas agora ouvia que era mais fofo que um bichinho.

Sua resistência não durou muito. Entorpecido pelo feromônio, com o corpo amolecido depois de engolir aquele fluido corrosivo, logo desabou, sem forças, como um pano encharcado.

— Seu louco… um ex-soldado das forças especiais, que já enfiou balas na cabeça de vários Alfas, como pode dizer que eu sou fofo…

— É verdade, o hyung é fofo.

— Você é perturbado. Está totalmente maluco.

Dessa forma, Pavel, calmamente, com Hayul pendurado no ombro, atravessou o jardim em direção à casa principal. Em algum momento, um de seus subordinados correu atrás deles com um guarda-chuva. Hayul queria morrer. Completamente envergonhado, ele apenas ficou pendurado, inerte, como se estivesse morto.

‘Eu tenho que matar ele. Vou acabar com ele. Quando esta maldita época acabar. Quando chegar a hora em que eu não reagirei mais a essa merda de feromônios. Não é brincadeira: se eu não matar esse homem, vou acabar sendo arrastado para a Rússia, preso num castelo em meio à neve da Sibéria.’

***

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Continua..

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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