Ler Cão Real. – Capítulo 32 Online

Modo Claro

 

Certa manhã, Hayul acordou tremendo, com o som da chuva e a umidade penetrante que trazia um frio repentino.

Deitado na cama, ao virar o corpo, ver a janela imediatamente. As cortinas estavam abertas, permitindo uma visão clara da paisagem chuvosa.

Era um pouco estranho. Mesmo sendo um dia chuvoso, a terrível enxaqueca que sempre o visitava estava ausente. Havia, é claro, uma dor latejante resultante do sexo excessivo. Mas já houve alguma vez em um dia chuvoso em que sua enxaqueca simplesmente não apareceu? Embora sua cabeça estivesse nebulosa, como se estivesse gripado, o simples fato de não ter enxaqueca já o fazia sentir que valia a pena viver.

Não sabia por que a dor de cabeça havia desaparecido de repente. Será que tinha sumido por completo? Ah, como desejava que sim.

De repente, teve vontade de sair. Queria andar na chuva.

Levantou-se da cama, mas, ao erguer o corpo, suas pernas fraquejaram, obrigando-o a se sentar na beira para descansar um pouco. O Seu corpo só produzia suspiros. Foi quando Pavel abriu a porta e entrou, o homem se aproximou diretamente de Hayul e beijou sua testa.

— Dormiu bem?

Foi uma doce saudação matinal, daquelas que se dá a um amante. Hayul ainda estava de pijama, enquanto Pavel já vestia um terno impecável desde cedo. Definitivamente não era uma roupa para ficar em casa. Teria voltado de algum lugar ou estava prestes a sair?

— Quer tomar café da manhã?

— Quero sair.

— Não pode.

Sua pergunta havia sido extremamente gentil, mas a resposta que se seguiu foi fria.

— Eu disse que quero sair.

— Está chovendo bastante lá fora.

No fim, era só outra forma de dizer “não”. Não havia diálogo possível. Encarando Pavel, Hayul se levantou da cama e caminhou com passos largos em direção à janela. Ele abriu a janela com bravura, mas hesitou por um momento ao olhar para baixo. Logo abaixo havia uma cerca de ferro com pontas afiadas, erguida bem rente. Por que diabos colocaram aquilo embaixo da janela?

— Por que quer sair logo hoje que está chovendo? Lá fora está frio.

Pavel, que sem que Hayul percebesse havia se aproximado por trás, esticou o braço e fechou a janela.

— Ficar trancado neste quarto o dia todo me faz sentir como se estivesse morrendo. O que eu sou para você, algum animal preso?

Esperava ouvir outro “não pode”. Mas Pavel apenas o encarou por alguns segundos e, para surpresa de Hayul, deu uma resposta diferente.

— Então vamos pelo menos dar uma caminhada.

Pavel pegou o telefone sobre a mesa e ordenou ao empregado que preparasse roupas de passeio para Hayul. Logo, o mesmo homem careca que havia entrado no quarto antes apareceu trazendo roupas. Ele nem mesmo olhou nos olhos de Hayul dessa vez, parou apenas na porta, entregou as roupas e saiu imediatamente.

Havia um suéter, calças, um sobretudo e até sapatos – tudo novíssimo, ainda com as etiquetas de preço. Recusando a ajuda para vesti-las, Hayul foi atrás do biombo e trocou de roupa ali. Não que fosse a primeira vez que mostravam seu corpo nu, mas ele não suportava a sensação de olhos pegajosos fixados nele enquanto se vestia.

Quanto tempo fazia desde a última vez que vestiu roupas de passeio? Não tinha contado os dias com exatidão, mas já devia estar trancado ali há mais de dez dias.

As roupas tinham o tamanho certo, eram de boa qualidade e o design era elegante. Assim que se aprontou, saiu do quarto junto com Pavel. Como estava sempre preso, era a primeira vez que via a estrutura além do quarto.

Primeiro, havia um longo corredor com piso de mármore branco. O chão de mármore brilhava, sem um grão de poeira. Parecia haver vários outros quartos neste andar, além do que Hayul ocupava.

Homens que estavam de guarda à frente do quarto se juntaram, seguindo atrás de Pavel e Hayul. Seus sapatos praticamente não faziam ruído ao tocar o chão de mármore.

Desceram a escada em espiral localizada no centro do corredor. No primeiro andar, vários guarda-costas também aguardavam. Os homens acenaram com a cabeça para cumprimentar Pavel e lançaram olhares de relance para Hayul, que estava ao seu lado. Eram todos homens corpulentos e armados.

Dois seguranças armados com submetralhadoras, que estavam postados de cada lado da porta de entrada da casa principal, se aproximaram e abriram a porta para eles. No instante em que a porta se escancarou, o forte som da chuva atingiu seus tímpanos.

Ao saírem pela porta, havia um carrinho de golfe como os que se viam em campos de golfe, já à espera. Um motorista exclusivo para o carrinho mantinha o motor ligado, aguardando por Pavel e Hayul. Ele se perguntou quão imensa deveria ser aquela propriedade para precisarem até de carrinho.

— Quero caminhar.

Com aquela única frase de Hayul, um dos homens abriu um guarda-chuva. Pavel pegou o guarda-chuva, envolveu o ombro de Hayul com um braço e desceu os degraus. Hayul pensou em se desvencilhar, mostrando que podia andar sozinho, mas, se fizesse isso, poderia perder a oportunidade rara de dar um simples passeio. Então ele caminhou obedientemente, seguindo a liderança de Pavel. Os homens que os seguiam também abriram seus próprios guarda-chuvas.

O clima estava muito frio, mesmo dentro do quarto, o vento que entrava pela janela já era gelado. Provavelmente não era uma região do sul. Parecia uma área naturalmente ventosa. Em locais assim, chovendo ou não, sempre sopravam rajadas fortes de vento. Se alguém quisesse atirar a distância ali, certamente a direção do vento teria enorme influência.

O gramado do jardim, amplo e aberto, estava tomado por ervas daninhas. As árvores cresciam desordenadas e galhos soltos, junto de fardos de palha levados pelo vento, jaziam espalhados pelo chão. A piscina, vazia, estava coberta de sujeira, e as estátuas de mármore decorativas espalhadas pelo jardim estavam abandonadas de forma grotesca.

Acima da gigantesca estátua de um anjo, havia uma câmera de segurança, mas estava desligada. Visto de perto, o cenário era completamente diferente do que Hayul enxergava da janela do quarto.

— Esta é a casa de um milionário que faliu e a colocou à venda. Aluguei por um tempo, enquanto ficamos aqui.

Sem que ninguém perguntasse, Pavel deu a explicação.

— Parece que o dono da casa se matou ali, atirando na própria cabeça.

Enquanto dizia isso, ele apontou com o dedo para a estátua do anjo. Depois de ouvir a história, as manchas vermelhas-escuras espalhadas pela estátua pareciam marcas de sangue.

— É um lugar grandioso, com muito espaço desperdiçado. O ápice da ostentação. Por fora parece luxuoso, mas por dentro o mofo e a podridão se espalham. Igual à mansão Headington.

A voz baixa de Pavel foi abafada pelo som da chuva. Hayul se lembrou da mansão Headington, onde havia passado quase um ano inteiro, sete anos atrás. Assim como Pavel disse, aquele também era um lugar que só parecia luxuoso por fora. Os cantos escondidos estavam cheios de pó; só os lugares visíveis reluziam.

— O dono desta mansão faliu há muito tempo, mas não vendeu esta casa e a manteve até o fim. Em uma entrevista pouco antes de morrer, ele disse que finalmente havia conquistado a casa dos sonhos e que podia morrer sem arrependimentos. Para ele, este lugar deve ter sido seu maior orgulho, sua última vaidade. Por isso quis protegê-la até o fim e, por fim, morreu aqui.

Ele não sabia por que Pavel de repente começou a falar sobre o falecido dono da casa. Para ser sincero, não queria ouvir nada daquilo. Hayul deixou as palavras de Pavel entrarem por um ouvido e saírem pelo outro, enquanto seus olhos percorriam rapidamente os arredores, examinando a paisagem em detalhes.

— Eu devo ter sido como esta casa para o meu pai.

O murmúrio de Pavel continuou. O hálito saía de sua boca em nuvens brancas, logo dissolvidas pela chuva. Um leve perfume cítrico, molhado pela água, chegou até Hayul. Um cheiro lascivo que trazia de volta memórias vívidas da noite anterior, que continuou até ele desmaiar de exaustão.

Ao sentir aquele cheiro, como o cão de Pavlov, a cueca de Hayul ficou molhada. Tanto a frente quanto as costas ficaram encharcadas simultaneamente, e a sensação do tecido fino colando nas nádegas era desagradável. ‘Porra!’ Hayul xingou mentalmente e fez uma careta.

— Hyung, você está exalando um cheiro lascivo. Está molhado, não está?

‘Essa boca de merda. Um dia, eu ainda vou calar ela.’

Pavel sempre dizia em voz alta coisas que não precisavam ser ditas. Hayul desviou o olhar, sem responder, evitando o olhar fixo do outro. Manteve os olhos apenas no jardim encharcado e coberto de ervas daninhas.

— Eu ouvi dizer que o Duque de Headington morreu em um acidente.

Incomodado com o olhar silencioso e insistente de Pavel sobre ele, abriu a boca.

— Foi um acidente, sim. Mas foi provocado por alguém.

Ao ouvir as palavras ditas com calma, Hayul virou a cabeça bruscamente.

— Não me diga que você…

— Está me perguntando se eu matei meu pai? Não. Ele era meu pai, como eu faria isso? Foi meu avô materno. Meu pai ultrapassou os limites, ele teve a ousadia de ameaçar meu avô. E isso era algo que jamais deveria ter feito.

Se era o avô materno de Pavel, só podia ser Oleg Kirov.

— O Duque de Headington não parecia ter coragem para tanto.

O Duque de Headington que Hayul conhecia era excessivamente preocupado com a opinião dos outros e muito vaidoso. Embora fosse um típico hipócrita, indulgente consigo mesmo e rigoroso com os outros, ele não era um homem com audácia suficiente para chantagear alguém.

— Foi porque estava encurralado. Os negócios do meu pai já tinham falido todos. Ele se afundou em jogo e drogas até acabar com o pouco que restava da fortuna.

— Então… com o que ele ameaçou? Simplesmente invadiu exigindo dinheiro, fazendo escândalo?

— Ele exigiu que meu avô pagasse o preço por me levar. Afirmou que, se não lhe desse o que queria, iria me levar embora.

— Eu ouvi dizer que o Duque de Headington tinha te internado em uma clínica psiquiátrica, que fica em uma ilha.

— É verdade. Mas, depois de algum tempo, meu avô me resgatou e me levou para a Rússia. A família dele sempre teve poucos herdeiros. Minha mãe era filha única e, depois que ela morreu, a situação piorou. Ele se divorciou de sua primeira esposa e se casou novamente imediatamente, e mesmo após o novo casamento, teve várias amantes, mas nenhuma lhe deu um filho homem. Com o tempo, sua capacidade reprodutiva diminuiu, e ele atingiu uma idade em que não podia mais esperar por descendentes, quando ele se deu conta, percebeu que eu era o único descendente do sexo masculino que carregava o seu sangue.

Pavel sorriu de leve antes de continuar:

— E além de tudo eu sou um Alfa Real, alguém com qualidades para liderar uma organização mafiosa. Já tinha matado três e fui internado justamente por isso.

Seu tom era muito monótono, sem variação. Mas seus olhos brilhavam triunfantemente, e um sorriso arrogante pairou sobre seus lábios vermelhos. Hayul parou por um momento e olhou para Pavel.  silêncio entre eles pesou por alguns instantes. O Ele tinha muito a dizer, muitas perguntas na ponta da língua, mas o que escapou foi apenas uma frase:

— Por que você os matou?

— Porque eram uns bastardos que tocaram em você, hyung.

A resposta de Pavel saiu sem a menor hesitação.

— Foi apenas uma tentativa.

Naquela noite, bêbados e drogados, aqueles homens tinham tentado abusar de Hayul, mas acabaram se dando mal.

— Eles ousaram encostar em você com aquelas mãos imundas de drogas.

Como sempre, Pavel ignorou o que ele dizia. Na cabeça dele, os três rapazes que matou já eram, sem dúvida, bastardos que haviam estuprado Hayul.

— Foi no mesmo dia em que você tentou me matar. Eu desmaiei e, quando recobrei a consciência, você já não estava mais lá. Eu te procurei enquanto sangrava da cabeça, foi então que Ben, tropeçando de tão drogado, veio até mim. Ele disse aquilo… que tinha transado com o prostituto barato que eu vivia protegendo. Que achava que seria ordinário, mas acabou sendo surpreendentemente gostoso. Que ele e outros dois tinham se revezado pra te foder e que você tinha gozado de prazer, mijando de tanto gostar. E ele riu.

A voz de Pavel, que no início soava calma, foi se tornando mais áspera e alta. A lembrança reacendeu nele a fúria daquele dia. Seus olhos azuis queimavam de ódio.

— Foi a primeira vez que senti aquilo. Uma emoção tão vermelha e incandescente que me cegou por completo. Minha mente simplesmente apagou. Agarrei Ben pelo colarinho e o acertei com um soco, os outros dois, que sempre andavam com ele, vieram para cima. Eu não era mais eu, era como estar desmaiado de olhos abertos. Quando recobrei a consciência, Ben estava caído no chão e os outros dois, todos cobertos de sangue, largados ali.

Ele fez uma pausa, curvando o canto dos lábios em um sorriso.

— Estavam mortos. E eu mal os havia atingido algumas vezes.

Um riso carregado de desprezo escapou junto de sua respiração branca no ar frio. Parecia que o som da chuva havia subitamente ficado mais forte. De repente, um calafrio percorreu o corpo de Hayul.

— Depois daquele dia, meu pai me rejeitou. Ele xingou, me bateu e me chamou de inútil, gritando que eu tinha arruinado tudo. Ele gritou: “Como pôde me trair assim depois de tudo que eu fiz por você.” Disse que não precisava mais de uma peça defeituosa como eu, e me enviou imediatamente para um hospital psiquiátrico. Fui trancado em uma cela solitária. Aquele hospital é conhecido como “a cova dos vivos”. De lá não se saía com vida. No hospital, não me deram comida nem água. Eles queriam que eu ficasse trancado na solitária e morresse de fome em silêncio. Hahaha.

Pavel deu uma risada curta e seca, então esticou uma das mãos para fora do guarda-chuva. A palma de sua mão branca, completamente aberta, molhou-se instantaneamente.

— Foi quando eu percebi. Eu era apenas uma ferramenta para manter a honra mesquinha do meu pai.

‘Por quê? Mas por que você…’

— Por que fez isso?

Hayul deixou escapar sem filtro as perguntas que martelavam em sua mente.

— Por que você fez aquilo? Deveria ter aguentado. Por que estragar a própria vida? Que idiotice.

— Eles tocaram em você, hyung. Como eu poderia aguentar?

Mas Pavel devolveu a pergunta.

— Eu não me arrependo. Mesmo se voltasse sete anos atrás, faria exatamente a mesma coisa.

— Aquele bastardo estava apenas se gabando. Eles não fizeram nada comigo.

— Mas é fato que aqueles desgraçados encostaram em você com aquelas mãos imundas, não é? Eles olharam para você com olhos sujos, te insultaram e tentaram machucá-lo, certo?

— Então você vai matar todo mundo que ousar me tocar ou me provocar?

— Sim. Essa é a minha intenção.

Hayul perdeu as palavras. Estava esgotado, sem energia nem mesmo para continuar a discussão.

— Pavel, você é realmente…

— Finalmente me chamou pelo nome?

Enquanto dizia isso, o homem sorriu largamente – como uma criança. Feliz, como um cachorrinho cujo dono chama seu nome. O perfume denso de seus feromônios se espalhou por toda parte, como se viesse de uma flor em plena floração. Não só a parte inferior do corpo, mas também o peito de Hayul palpitava. Pavel ainda era um sujeito impossível de entender.

— Seu maluco.

Tudo o que saiu foi um suspiro. Que tipo de passeio era aquele? Ele só queria desabar e sentar em algum lugar. Após caminhar por apenas alguns minutos, já estava completamente exausto.

— Quer sentar ali?

Pavel, percebendo o cansaço de Hayul, indicou com os olhos um banco em frente à fonte. Tinha cobertura, um lugar adequado para descansar, protegido da chuva. Como era sua primeira saída depois de tanto tempo, ele não queria voltar para dentro, então se dirigiu primeiro em direção à fonte.

A área ao redor da fonte também estava completamente cercada por ervas daninhas. Fazia tanto tempo que ninguém cuidava do lugar que a vegetação chegava até a altura de sua cintura. A velha fonte, seca e coberta de sujeira, com a estátua de anjo no centro, parecia lamentável.

Assim que se deixou cair no banco, um gemido escapou naturalmente. Ele sempre teve confiança em sua força física, mas agora só sentia pena de si mesmo. O que aquele maldito feromônio tinha para deixar alguém tão fraco assim?

Pavel fechou o guarda-chuva e sentou-se ao lado de Hayul. Os homens que os acompanhavam se posicionaram ao redor, cercando o banco.

— Não acha exagero manter uma guarda tão cerrada assim?

— É por você, hyung.

Não era a resposta que Hayul queria ouvir. Aquilo feria seu orgulho.

— Eu sou perfeitamente capaz de me proteger sozinho.

Pavel não respondeu, apenas sorriu de lado, como quem zomba. O incômodo e o cansaço foram tão grandes que Hayul desistiu de retrucar. Um breve silêncio se instalou. O som da chuva caindo abundantemente era bastante agradável de se ouvir. O cheiro da grama molhada também, e além da paisagem além do vasto jardim, envolta em névoa, era espetacular.

Apesar da reação de seu corpo aos feromônios de Pavel e do mal-estar que ainda sentia, sua mente estava surpreendentemente clara. Quem diria que chegaria um dia em que ele pudesse desfrutar do som da chuva sem aquela enxaqueca lancinante.

Todos os tipos de pensamentos complicados desapareceram. Antes que percebesse, Hayul ficou absorto, olhando para além do jardim enevoado. Era até mesmo pacífico.

Enquanto Ha-yul observava a paisagem do jardim, Pavel não tirou os olhos do seu perfil. Ele conseguia sentir o olhar descarado. O que havia de tão bom naquele rosto para ele ficar olhando tão extasiado? Era intrigante que um homem mais esculpido que uma estátua, com olhos azuis como joias, olhasse para o seu rosto como se até piscar fosse um desperdício.

— Parece um sonho. Você está ao meu lado, hyung.

— Para mim parece um pesadelo. O cara que eu pensei que estivesse morto está ao meu lado sorrindo feito um pervertido.

Hayul respondeu na mesma hora ao murmúrio de Pavel, que soltou uma gargalhada. Um som agradável que vibrava no ar úmido. Quando ele ria, era como se um formigamento percorresse os ouvidos de Hayul.  Por que diabos a voz daquele sujeito, mesmo ao rir, tinha que ser tão melodiosa? Deus era injusto, pensou ele. Se já tinha dado tudo a Pavel, ao menos poderia ter lhe dado uma risada horrenda, como a gargalhada estridente de uma bruxa.

— Eu deveria ter verificado melhor naquela época. Você estava largado no chão, sem se mover, então só pude achar que tinha morrido.

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Continua…

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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