Ler Cão Real. – Capítulo 29 Online

Modo Claro

 

Enquanto se debatia preso nos braços dele, acabou esfregando as nádegas molhadas contra a virilha de Pavel.

— Você lembra do que aconteceu há sete anos, na casa de campo de Belmark? Não é? Sete anos atrás, eu estava no rut e ataquei você, hyung. Mas agora é você quem está em meio ao ciclo de calor e me atacando.

Ele disse isso sorrindo com calma, enquanto acariciava a parte inferior do corpo de Hayul, recordando o passado.

— Quem está atacando quem?

Hayul resmungou, tentando empurrá-lo, mas quanto mais se debatia, mais forte era o aperto. A mão enorme do outro apalpava descaradamente suas nádegas molhadas, deslizando pelo sulco entre elas. O movimento ousado dos dedos, invadindo seu interior, fez outro jorro de líquido quente escorrer. As roupas encharcadas grudaram-se à pele, e até a mão de Pável, que o acariciava por baixo, ficou completamente molhada. Aquela sensação era uma das que ele jamais conseguiria se acostumar.

— Está escorrendo sem parar. Nunca vi um ômega com tanta lubrificação assim.

— Cala a boca. Vou arrebentar essa sua boca.

A ameaça foi dita com ousadia, mas a voz saía trêmula, inofensiva. Era uma reação quase involuntária, seu corpo reagia instantaneamente ao feromônio de Pavel, queimando por dentro, seu ventre estava em ebulição, e mais uma vez o líquido quente transbordou por trás. Devia ser mesmo lubrificante, como ele dizia.

‘Lubrificante… que merda.’

O pior é que, sem perceber, ele mesmo começou a rebolar a bunda, esfregando os quadris contra o corpo de Pavel, como se suplicasse para que o penetrasse logo. Sua respiração ficou pesada, a mente em branco, tomada apenas por um desejo sexual vermelho e bruto.

Era de enlouquecer. O jogo dos feromônios era cruel, reduzia alguém a um animal movido apenas por instintos. O calor era tanto que seus olhos ardiam. Seu orifício, que devia estar inchado e sensível, pulsava loucamente. As paredes internas, que se lembravam da sensação de estar cheio, formigavam insuportavelmente.

Queria ser penetrado de novo. Queria que Pavel o preenchesse logo. Era só nisso que conseguia pensar.

— Que fofo. Está pedindo para eu colocar logo?

— Me solta… desgraçado.

As palavras saíram ásperas, mas os olhos marejados de Hayul, que encaravam Pavel, imploravam o contrário. Não falasse mais nada, apenas o fizesse.

— Solto você? Ou penetro? Só pode escolher uma das duas.

As mãos de Hayul empurravam o peito dele, mas embaixo, as nádegas se colavam ao corpo do outro, movendo-se sozinhas. Era desesperador. Ele queria chorar. Queria gritar consigo mesmo: por que está agindo assim?

— Ah… merda. Cala a boca. Para de falar, por favor. Você sempre foi tão tagarela assim?

— É muito fofo… sério.

Pavel beijou a bochecha trêmula dele com um estalo, enquanto puxava sua roupa de baixo. O tecido molhado descolou da pele, revelando a bunda redonda, completamente encharcada. Enquanto dava mais beijinhos no rosto do outro, e as mãos dele acariciavam as coxas expostas, até se enfiar naturalmente entre as nádegas. Alguns dedos grossos abriram caminho, forçando a entrada contraída até penetrá-lo.

Foi o suficiente para que o último fio de racionalidade de Hayul se rompesse. Seu torso se arrepiou violentamente e os músculos das nádegas se contraíram com força, fazendo mais fluido quente escorrer para fora. Quanto mais era invadido, mais seu corpo apertava, quanto mais era provocado, mais o pequeno  buraco se fechava. A impaciência cresceu; os dedos já não eram suficientes. Ele conhecia o prazer esmagador de ser empalado pelo pênis daquele homem, e não podia se satisfazer com menos.

— Pare de brincar e… haaa…

“Enfia.” A palavra saiu num sussurro enrolado.

— Hm? — Pavel fez de conta que não ouviu, provocando. — Hm? O que você quer que eu faça?

Enquanto falava, mordiscou a orelha vermelha em brasa de Hayul. Os dedos que reviravam seu interior se encurvaram como ganchos, arranhando as paredes sensíveis antes de saírem de propósito, provocando um arrepio que percorreu todo o corpo de Hayul.

— Vamos, fala. O que você quer que eu faça?

Aquele sussurro era irritantemente provocativo. Hayul sentia que ia morrer, não de vergonha, mas do calor acumulado em seu ventre que precisava ser liberado. Havia apenas uma maneira de expelir aquele fogo. Ofegante e dominado pelo calor, ele abriu as pernas e sentou sobre as coxas de Pavel. Então puxou a calça do homem para baixo e segurou o pênis que, desde antes, cutucava por baixo, provocando-o sem parar.

Em contraste com o rosto bonito, o pênis que emergiu entre as pernas de Pavel era simplesmente selvagem.

Hayul o agarrou de novo, ajustando a mão, segurando o pilar que mal cabia em uma das mãos. Era tão grande que apertá-lo já era difícil. O pau brilhava, completamente úmido, e exalava um cheiro enlouquecedor, qualquer afrodisíaco parecia fraco perto daquilo. O aroma cru, espalhando-se de forma obscena, tornou impossível resistir.

Era por causa dos feromônios. ‘Tudo por causa da merda dos feromônios,’ Hayul repetiu em pensamento, ele se ergueu, tensionando as coxas, e se posicionou sobre o pênis ereto de Pavel. Entre as pernas abertas, o líquido escorria em gotas, caindo sobre o tronco rígido do membro do homem. Era tão obsceno que teve vontade de fechar os olhos.

Mesmo já montado sobre ele, Hayul hesitou por um momento. Se fosse tão longe, talvez nunca pudesse voltar a ser quem era antes. Suas entranhas, prestes a sufocá-lo, lutavam contra a razão. Pavel apenas o observava, imóvel, como se aquilo fosse o maior dos divertimentos.

— Está com medo? — Pavel segurou-lhe o braço e o acariciou de maneira afetuosa. Hayul franziu a testa e o encarou. — Age como um animal feroz que não teme nada no mundo, mas numa hora dessas treme como um coelhinho, hyung.

Coelhinho? Que absurdo. Quem ousaria compará-lo a um coelho?

— De qualquer forma, é fofo. É fofo quando late sem pensar, é fofo quando treme de medo. Mas essa sua cara excitada é a mais fofa de todas.

A mão que acariciava o braço deslizou com malícia, arranhando de leve, descendo até a mão dele, depois às pontas dos dedos, e então se firmaram na parte interna de suas coxas, tensas. Seu corpo estremeceu e no mesmo instante mais fluido escorreu pela parte interna de suas coxas, os dedos de Pavel recolheram o líquido que fluía.

— Mas torturar alguém nesse estado é maldade, não acha?

Seu ventre, que fervia, se contorceu violentamente.

— Pode parar com a tortura e enfiar isso logo?

Ele pediu com um sorriso insinuante, quase gentil. Mas na verdade era Hayul, quem queria suplicar para ser preenchido, só o olhar de Pavel já era suficiente para fazê-lo derreter. Queria, naquele instante, descer o corpo e enterrar aquele pênis dentro de si. Mas a razão – não. – talvez fosse medo, como dizia Pavel que o segurava. Um medo que ia além do desejo sexual.

— Ei…

— Hum?

— Por que… tinha que ser comigo?

O sorriso nos olhos azuis de Pavel se aprofundou. Mostrando os dentes brancos, ele riu abertamente, quase o fazendo baixar a guarda, e então, de repente, agarrou sua cintura e o forçou para baixo. Sem aviso, Hayul foi empalado. Sua coluna se arqueou violentamente e um gemido que parecia um grito escapou de sua boca.

— Que tipo de pergunta é essa? É porque era você, hyung.

Pavel balançou sua cintura com força, enterrando-se até as raízes, e falou como se estivesse cuspindo as palavras. Seu interior, encharcado e pronto, envolveu o membro do homem com uma tensão elástica.

— Foi no estádio de canoagem, não foi?

No mesmo instante em que terminou a frase, ele investiu novamente com força, erguendo Hayul de novo.

— Aaagh! Ah!

A intensidade era tamanha que Hayul precisou agarrar-se aos ombros dele. Cada vez que Pavel o erguia e lançava de volta sobre seu corpo, a poltrona de balanço rangia alto. Ele começou a se perguntar se ela iria quebrar.

— Desde o primeiro momento, só enxerguei você. Parecia que tudo tinha parado, só você estava vivo e se movendo. Rindo mais alto que todos, correndo de um lado para o outro, roubando cerveja para beber, tirando coisas dos bolsos dos bêbados.

O cheiro de água salgada pairava no ar do estádio de canoagem. Entre os estudantes das mais renomadas famílias, Pavel se destacava de forma incomum. Naquela época, os olhos de Hayul também só viam Pavel, o homem era simplesmente uma existência única. E, aparentemente, Pavel também só tinha olhos para Hayul.

Talvez fosse verdade. Hayul também devia ser uma presença igualmente dissonante naquele lugar.

O ângulo de penetração, de baixo para cima, era excessivamente estimulante.A investida ficou ainda mais profunda, transformando seu interior em um verdadeiro caos. A próstata era incessantemente cutucada, pressionada, esmagada. Era exatamente a intensidade de prazer que desejava. Era esse o gosto. O prazer brutal que parecia dilacerar o estreito orifício, revolvendo sem piedade suas paredes internas.

Seus gemidos de dor, sem que ele percebesse, se transformaram em sons doces e depois em soluços roucos e pegajosos. Em algum momento, Hayul perdeu a noção de tudo e começou a balançar o próprio quadril. Seu interior nunca secava, os fluidos transbordavam sem cessar, e suas paredes se contraíam e relaxavam violentamente, mastigando com ganância o membro de Pavel. Ele também perdeu o controle de sua razão.

— Haa… Hyung. Hayul… Jin Hayul.

Chamava seu nome em uma voz doce a ponto de enlouquecer, espalhando pelo ar aquele feromônio venenoso e embriagante. O balanço da cadeira rangendo, aumentava o prazer. A cada investida de Pavel, acompanhada pelo balanço da cadeira, o êxtase explodia dentro dele.

Parecia que seu corpo inteiro estava encharcado num mel quente e reconfortante. Pegajoso, doce e ardente. Um perfume tão doce impregnava o ar que chegava a anestesiar o olfato. Pavel soltava suspiros grossos sem parar, chamando o nome de Hayul. Mas Hayul apenas soluçava, em nenhum momento chamou o outro pelo nome.

— Hyung… chame meu nome. — Pavel, cravando-se fundo dentro dele, massageava as nádegas rígidas de Hayul enquanto sussurrava. — Vamos diga meu nome.

Ele sussurrou e mordeu a orelha de Hayul. Depositou um beijo em sua nuca, passou a língua, lambendo, seu hálito e lábios estavam quentes. Mas o outro resistiu com teimosia. Aquilo soava como um feitiço, ele sentia que não devia chamá-lo por seu nome.

— Hyung. Hyung Hayul. Jin Hayul.

Sem restrições, Pavel repetia o nome inúmeras vezes. Fazia tanto tempo que Hayul não ouvia alguém chamá-lo assim, por seu verdadeiro nome. ‘Jamais vou fazer o que você quer’, ele pensou, teimoso até o fim, mantendo a boca fechada, mas sua parte inferior estava escancarada, recebendo o homem com fervor. Cada vez que ouvia seu nome, seu interior reagia, devorando o pilar de forma insaciável.

Era bom. Na verdade, era reconfortante. Ser chamado pelo seu nome verdadeiro, não por um daqueles nomes falsos como Rosie, Sean Ringer ou Anjo. Não apenas sua parte inferior, mas seu ventre inteiro ficou quente. Seu peito batia forte, um fluxo inesperado de emoções fazia até o nariz arder.

Nos últimos sete anos, ele acreditava ter vivido bem como Sean Ringer, o soldado, mas aparentemente não era o caso. No fundo, sentia falta de sua verdadeira identidade. Houve momentos em que pensou em continuar vivendo como Sean Ringer, mas aquilo não era suficiente.

Jin Hayul, não passava de um fantasma na cidade, uma criança que nunca deveria ter existido – filho de uma mulher asiática comum com um Alfa Real. A mãe havia lhe dado um nome decente, mas era uma existência que nunca poderia ser tratada por seu nome verdadeiro em lugar nenhum. Para sobreviver neste mundo, ele dizia a si mesmo que um nome não importava.

Mas, na verdade, sentia falta dele. Desejava, no fundo, que alguém o chamasse assim.

— Hyung Hayul. Hyung…

— Hhh… cala… a boca. Não… não me chama pelo meu nome… ahhh.

Pavel liberou sua torrente de feromônio que fervia e transbordava, enquanto continuava a investir sem parar. Hayul, abraçado ao pescoço dele, sacudia-se a cada investida, grunhindo pelos dentes cerrados, saliva escorria pelos cantos retorcidos de sua boca. Sem falar na parte inferior, onde o membro do homem entrava e saía incessantemente: o interior encharcado não parava de expelir lubrificação, jorrando sem trégua.

— Por quê? Por que disse que não posso te chamar pelo nome?

Pavel disse isso enquanto enfiava fundo, como se fosse enterrar até as bolas, sacudindo os quadris com força. O pênis que preenchia cada centímetro do seu interior cresceu e endureceu ao máximo. Sob a pressão esmagadora, como se uma enorme coluna de metal estivesse sendo cravada dentro dele, Hayul esticou a coluna e tremeu violentamente. Sem querer ele contraiu a bunda, apertando o ânus ao redor dele em espasmos.

— Haah.

Com um gemido arrastado, a mão de Pavel apertou com força as duas bandas da bunda de Hayul e, naquela posição, ele sacudiu o quadril mais uma vez, enfiando ainda mais fundo.

— Haaak!

Hayul não conseguiu mais suportar e jogou a cabeça para trás, deixando escapar um som convulsivo. Com a penetração violenta, o orifício dele se contraiu com força, e o outro também não conseguiu aguentar, explodindo por dentro. Jorros de sêmen quente inundaram seu interior. O interior, que já estava um caos com a própria lubrificação de Hayul, agora se misturou com o de Pavel. A quantidade era tão grande que, mesmo com o pênis ainda enterrado, o esperma escorria em excesso, vazando pelos lados.

— Haa… Hayul… haaah… É bom. É bom demais, hyung.

Parecia que, por gozar dentro, Pavel se excitou ainda mais. Ofegante, ele abraçou Hayul e esfregou o rosto contra o pescoço e o peito dele. Parecia um animal grande fazendo manha, mas Hayul estava à beira da morte. A sensação do membro ainda pulsando e se movendo dentro dele, no interior já completamente inundado, era enlouquecedora. Onde estaria o fim daquele prazer? Dominado por uma onda de prazer avassaladora, Hayul apenas choramingava e tremia.

Um ex-assassino de uma unidade especial que caçava principalmente Alfas Reais. O atirador de elite “Anjo da morte”, conhecido por abater seus alvos com um tiro certeiro, agora estava chorando e tremendo no colo de um Alfa Real. Até para si mesmo aquilo parecia patético. Se Marco pudesse vê-lo naquele estado, o quanto zombaria dele? Enquanto era manipulado pelos feromônios, o peso do auto-desprezo real vinha em ondas repentinas, ameaçando levá-lo à loucura.

— Hyung só queria encher o seu interior com o meu. Esperei tanto, tanto por este dia… haa… parece um sonho.

Pavel murmurou isso enquanto passava os dedos pela entrada do orifício de Hayul, que já mal conseguia conter o órgão genital enterrado até o limite. A abertura, já esticada ao extremo, doía e ardia, fazendo as nádegas de Hayul se contraírem.

— Merda… você… durante esses sete anos, porra…

Nem ele sabia que palavras estava querendo soltar. Estava intoxicado pelo calor e pelo prazer, apenas falando o que vinha à mente. Surpreendentemente, o pau de Pavel, que se movia como uma serpente dentro dele, voltou a engrossar. Era sufocante.

— Só pensei no meu Hyung, durante esses sete anos.

E então, no meio da respiração ofegante de Pavel, o toque de um celular cortou o ar, agudo. Como se alguém tivesse invadido o lugar, Hayul levou um susto tão grande que seu corpo tremeu. O toque continuou. Pavel, que estava acariciando a bunda avermelhada e a cintura de Hayul, saboreando cada contração molhada das paredes internas, soltou um longo suspiro. — Haaa…

Sem qualquer aviso, o membro que estava cravado dentro dele foi puxado para fora, junto com o pênis de Pavel, o fluido acumulado dentro jorrou em abundância. Hayul teve a sensação de estar urinando pela parte de trás. — Haaa… ahhh —  soltou gemidos trêmulos, estremecendo. A metade inferior de seu corpo, as coxas de Pavel e até a cadeira de balanço estavam ensopadas. Seus fluidos e o sêmen de Pavel se misturaram, criando um aroma peculiar e uma sensação pegajosa. Era humilhante a ponto de fazer com que ele desejasse desmaiar.

Enquanto Hayul arfava, ainda expelindo líquido, Pavel recostou-se na cadeira e, com calma, atendeu a ligação.

— Resolva isso sozinho.

Quando Hauyl tentou descer da cadeira, Pavel envolveu sua cintura com o braço, não permitindo que se afastasse. Pela linha, uma voz masculina alta ecoou, e Pavel soltou uma risadinha.

— O cachorro do chefe mordeu o dono e fugiu, então é natural caçá-lo e matá-lo? Aparentemente, Marco era um dono muito bom.

Hayul franziu o cenho ao ouvir isso. Devia ser sobre os homens do grupo de Marco. Um bando de idiotas que se agarravam a uma lealdade estúpida, que gritavam lemas de irmandade e caçariam até os confins do mundo qualquer um que traísse a organização.

— Então vão mexer com alguém da família Kirov? Que piada.

 

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Continua…

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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