Ler Cão Real. – Capítulo 20 Online

Modo Claro

 

— Quem é que vai quebrar o voto de castidade? O pau dele nem foi estreado ainda.

— Que vulgaridade.

O doutor Kevin franziu o rosto escancaradamente. O manguito do esfigmomanômetro começou a apertar seu braço. Sua pressão arterial estava normal. Os resultados dos exames sempre eram normais, mas às vezes ele se perguntava se, um dia, a qualquer momento, não acabaria tendo uma artéria estourada por causa disso.

Dessa vez, o doutor espetou a ponta do dedo de Hayul com uma agulha e encostou o sangue na lâmina de teste. Disse que era para a máquina que verificava o nível de feromônio.

— Não dá para saber se ele teve relações ou não através do exame de feromônios? O senhor acabou de examinar o Pavel, então deve saber muito bem, não?

— Ainda assim, você não me agrada.

— Também não gosto do senhor.

— Por mais mal-educado que seja, devia ter ao menos o mínimo de cortesia necessária para a vida em sociedade… Hm? Espera. Tem algo estranho aqui.

O doutor encaixou a lâmina na máquina para verificar o nível de feromônio de Hayul e franziu ainda mais o rosto.

— Por que apareceram níveis de feromônios?

— E daí?

— Um sub-beta não deveria ter níveis de feromônios. Você deveria estar sempre no zero.

— Então, o que há de estranho?

Hayul pressionou por uma resposta. Ouvir aquelas palavras incompreensíveis que só criavam ansiedade era exasperante. O médico levantou a cabeça, encarando-o.

— Você realmente nunca teve relação com o jovem mestre?

— Eu já disse que não.

— Por acaso, sob o efeito do álcool, o jovem mestre não o estuprou?

— Eu falei que não! O senhor não sabe que aquele desgraçado nem consegue beber?

— Bem, esses níveis podem subir através do contato com mucosas de um Alfa Real como o jovem mestre… Se não foi contato sexual, você deve ter ingerido algum fluido corporal do jovem mestre…

— Ontem eu acabei engolindo o sêmen dele.

O médico, que murmurava confusamente, ficou com uma expressão atordoada.

— O quê, o quê? O q-que você disse que engoliu?

— Quantas vezes foram, eu já nem sei direito… mas toda vez que ele me faz chupar o pau dele, me manda engolir o sêmen.

O médico ficou sem palavras e, com uma expressão como se sua alma tivesse deixado o corpo, abria e fechava a boca como um peixe. Foi então que Pavel entrou no quarto.

— Já terminou o exame?

O doutor virou a cabeça de modo engessado, olhando para Pavel parado à porta.

— Há algum problema?

— A-ah, não. Nenhum problema. Os níveis de feromônios subiram temporariamente, mas não dá para chamar de anormalidade, já que há uma razão bem clara para o sintoma.

— É mesmo? E qual seria essa razão?

O médico não conseguiu responder; seu rosto estava vermelho e ele apenas tossiu secamente repetidamente, e começou a arrumar a maleta para ir embora.

— Vou indo então. Os níveis do Hayul voltarão ao normal rapidamente.

Mas Pavel já tinha entrado de vez no quarto e se colocou na frente dele, impedindo a saída.

— O senhor precisa me dizer com precisão para que eu não fique preocupado.

O doutor não teve coragem de encará-lo. Diante de Pavel, parado como uma estátua, apenas murmurou hesitante.

— Os, os níveis de feromônios… Eles podem subir através de contato sexual com um Alfa Real como o jovem mestre, ou pela ingestão de fluidos corporais…

— Ah.

Pavel soltou uma breve exclamação, como se tivesse entendido.

— Então os níveis de feromônios do meu Hyung subiram porque ele engoliu meu sêmen?

O rosto do doutor ficou ainda mais vermelho, de um jeito quase doloroso de se ver. Diferente do médico, que estava tão constrangido que mal conseguia falar, um sorriso intenso se espalhou pelo rosto de Pavel.

— Entendi.

O que é que ele tinha entendido afinal? O doutor disse que já ia embora e saiu praticamente em fuga.

— Então isso é possível…

Pavel continuou ali de braços cruzados, falando coisas sem sentido e mergulhado em pensamentos. Hayul não fazia ideia do que se passava na cabeça dele; porém não havia espaço para pensar em feromônio ou qualquer outra coisa além de ir logo para a mansão de Belmark e se encher de vinho.

O caminho até a mansão era absurdamente longo, a ponto de dar raiva. A viagem parecia não ter fim, no carro, Hayul dormiu, acordou  e tornou a dormir. Sempre que estava acordado, Pavel acabava o incomodando, então fingia cochilar mesmo sem sono. Ao forçar-se a fechar os olhos, o sono vinha suavemente, e ele cochilava por um instante, apenas para acordar abruptamente com os solavancos do carro.

— Dormiu bem?

A voz de Pavel ecoou. Aparentemente, sem que percebesse, ele havia adormecido encostado no ombro do Alfa. Ele afastou o rosto do ombro duro do sujeito, espreguiçou-se languidamente e bocejou.

— Isso é uma tortura… Ainda não chegamos?

Mesmo tendo dormido tanto, a estrada parecia não ter fim.

— Que tipo de mansão fica enfiada no fim do mundo? Se era para isso, teria sido melhor pegar um avião.

— Era o lugar onde meu avô costumava descansar. Ouvi dizer que para passar seus últimos anos, ele queria um lugar que correspondesse à imagem que você chama de “fim do mundo”. Quando os negócios da família Headington estavam no auge, até mesmo helicóptero particular eles tinham.

— E o que fizeram com esse helicóptero? Venderam?

— Meu pai não tem talento para negócios.

Pavel falou com amargura, olhando para a distância. O atual Duque de Headington, que herdou os negócios após a morte do pai, não era um Alfa Real muito perspicaz. Era como uma planta criada em estufa, um jovem mestre sem noção alguma do mundo real. Nem mesmo sua herança genética era excepcional. O avô, já falecido, o havia protegido de forma excessiva, e por isso ele parecia ter crescido como um eterno garoto preso em corpo de adulto.

O que recebera dos pais era imenso, mas não tinha capacidade de manter nada daquilo. Para piorar, a esposa do Duque de Headington também era extremamente extravagante, o que fez com que metade da fortuna fosse desperdiçada em um piscar de olhos. E, à medida que os anos passavam e os filhos cresciam, o patrimônio continuou a escoar sem freios.

Naturalmente, a empresa acabou falindo e foi vendida a preço de banana para uma rival. Coberturas e mansões, que em tempos de prosperidade tinham sido erguidas tanto no país quanto no exterior, também foram todas liquidadas. Tudo o que restou foi apenas a mansão principal da família Headington e a propriedade de Belmark.

Fazendas intermináveis se estendiam em ambos os lados da estrada. Deviam ser vinhedos.

— Originalmente, tudo isso também era propriedade da família Headington. Tudo o que essas terras produziam pertencia aos Headington.

Quanto seria, afinal, a fortuna da família Headington no auge? Hayul, atônito, só conseguia encarar pela janela. A imensidão era tamanha que dava vontade de abrir a boca de espanto.

— Pare um pouco. Vamos sair e respirar um ar fresco.

Ao ouvir a ordem de Pavel, o motorista encostou o carro no acostamento. Hayul achou ótimo. Saiu rápido, espreguiçando-se e girando os ombros e o tronco para soltar os músculos rígidos. O céu já estava escuro, o vento era seco e gelado.

— Vou recuperar e restaurar tudo o que foi tirado de mim.

Pavel, parado ao lado de Hayul, murmurou enquanto olhava para além das fazendas que se estendiam sob o céu cinzento. Seus cabelos negros voavam desordenadamente no vento forte. Mesmo com o tempo nublado, seus dois olhos azuis não perderam o brilho claro.

— Essa terra também será minha em breve.

De alguma forma, as palavras soavam estranhas. Ele havia dito que estas terras já haviam sido propriedade da família Headington. Mas falava como se o verdadeiro dono tivesse de ser apenas ele. O vento era frio, mas ao mesmo tempo puro e revigorante, no inverno, o vento que soprava sobre os campos áridos tinha uma essência completamente diferente do vento da cidade. Pavel fechou lentamente os olhos, enchendo os pulmões daquele ar limpo.

— Essa terra, esse céu, esse vento… tudo será meu.

A voz baixa, carregada de confiança, se espalhou. Ali, no meio da imensa planície, aquele homem era apenas um grão de poeira diante da vastidão. E ainda assim, Pavel impunha presença, exalando seu característico perfume cítrico em todas as direções. Ele permanecia ereto, inabalável mesmo com o vento forte que soprava de todos os lados. Dava a impressão de ser sólido como um muro de pedra, que jamais cederia, não importando a tempestade que viesse contra ele.

Ficava impossível não perder os sentidos e apenas olhar.

Um homem que, só pela presença natural, esmagava e dominava tudo ao redor.

Hayul se pegou imaginando o que aconteceria quando aquele ser, ainda imaturo e preso ao controle do pai, conseguisse romper sua casca frágil. Sentia ao mesmo tempo inveja e admiração por um sujeito que havia nascido com genes tão extraordinários. E pensar que uma existência dessas estava justamente ao seu lado… isso o deixava ainda mais surpreendido.

Pavel, que parecia ter sentido o olhar fixo, abriu os olhos e olhou para Hayul. Seus olhos azuis se estreitaram e ele sorriu.

— Se você se casar comigo, o que for meu também se tornará seu.

— Que besteira.

Hayul rebateu de imediato. Aquilo era absurdo, impossível de acontecer. Não importava o quanto aquele louco insistisse, haviam coisas que simplesmente não podiam acontecer. Um Alfa Real e um Sub Beta? Só de pensar naquela disparidade mais se irritava, e despejou um monte de palavrões no ar.

— Ha, que merda. Ei, seu bastardo, acha divertido brincar comigo desse jeito?

Mesmo diante da expressão irritada e das provocações, Pavel só continuou rindo.

— Eu te disse para experimentar viver a sua própria vida, não para se jogar no inferno. Falar coisas bonitas de forma enfeitada é fácil… mas cadê a coragem de fazer mesmo?

Hayul soltou aquelas palavras no calor do momento, e logo se arrependeu. Se Pavel surtasse como da outra vez, ele estaria perdido. Já tinha decidido sair dali vivo, e mesmo assim vivia ultrapassando os limites. No fim, sempre era a boca dele o verdadeiro problema. Parou de falar, murmurou um xingamento baixo e observou, nervoso, a reação do homem.

Ele abriu um sorriso e disse:

— E se eu tiver coragem para agir de verdade, você vai aceitar?

Hayul franziu o cenho. O tom não parecia normal. Tinha percebido que a atmosfera estava estranha, mas ainda assim respondeu de volta sem pensar.

— Você tem a coragem necessária para isso?

Diante disso, Pavel ergueu uma sobrancelha e soltou uma risadinha.

— Olha só… Para você isso é só diversão, não é? Mas nessa sua mania “de brincar com fogo” pode acabar perdendo tudo. Você sabe, não sabe? Que para vocês, os tão nobres Alfas reais, é ilegal se unir a alguém que não seja um omega real. Agora imagina aí, como seria com um Sub Beta como eu? Aí não é só pagar multa ou sofrer uma punição. Não é só ser punido e pagar multa; você pode perder seu título de nobreza, sua qualificação como Alfa Real, toda a sua fortuna e ser exilado da Inglaterra.

Se ele realmente tivesse noção de como era miserável viver no fundo do poço, não falaria essas coisas tão levianamente. Será que já tinha parado para pensar em quantos privilégios vivia mergulhado só por ter nascido com o sangue de um Alfa Real? E em como seria miserável se tudo isso lhe fosse arrancado?

— Casar? Que piada. Você acha que casamento se faz sozinho? E além disso, por mais forte que eu seja, você acha que meu corpo iria sobreviver depois de ser penetrado por um Alfa Real? Parece que já esqueceu, mas eu sou diferente de você. Eu sou frágil. Meu corpo é como o de um filhote de cervo recém-nascido.

Pavel caiu na gargalhada.

— Essa foi a coisa mais engraçada que eu ouvi nos últimos tempos.

‘Será que ele acha que é uma piada?’

Hayul se irritou ainda mais e empurrou o peito dele com o dedo.

— A sua vida deve estar boa demais, pacífica demais, para você precisar de uma escapada excitante dessas. Mas não jogue tudo fora nessa brincadeira com fogo. E saiba que eu não tenho a menor intenção de arder junto com você nesse incêndio.

— “Arder” não… seria “carbonizar”.

Pavel corrigiu sorrindo, apontando a palavra errada. Hayul teve que se segurar para não socá-lo, e em vez disso empurrou-o com força no peito.

— Carbonizar ou seja lá o que for, não estou brincando aqui. Abra bem esses ouvidos e escute direito: o nosso período de contrato é de um ano.

— “Nosso”, é? Que jeito mais romântico de dizer.

‘Esse desgraçado…’

Hayul respirou fundo e conteve a raiva.

— Quando o contrato terminar, essa palhaçada também vai acabar de vez. Fiquei sabendo que os nobres me chamam de Cão Real, não é? Pois bem, tudo bem, que seja. Até lá você pode me tratar como um cachorro. Mas não tente transformar esse Cão Real em um Noivo Real por causa de uma rebeldia de merda.

— Que bela expressão? Noivo Real.

‘Porra, escuta o que eu estou dizendo!’

Tomado pela raiva, Hayul agarrou a gola de Pavel.

— Eu vou garantir que você receba o que prometi. E, quando eu também receber o que me cabe, desaparecerei da sua vida de forma limpa, sem deixar rastros. Durante o período do contrato, aceitarei qualquer coisa que você fizer. Mas se continuar com essas idiotices depois disso, não vou ser mais complacente.

Cada palavra foi cuspida com força, como um animal rosnando para ameaçar, franzindo o nariz com fúria. Ainda assim, o sorriso que se espalhava pelo rosto de Pavel não desapareceu. Ele inclinou a cabeça, encarando Hayul fixamente, e com a mão enorme começou a brincar com sua bochecha e lóbulo da orelha. Hayul se encolheu instintivamente, não sabia quando aquele toque suave, que fazia cócegas na pele, poderia se transformar em mãos esmagadas a sua garganta.

— Então, até agora você foi complacente comigo?

A voz baixa, quase um sussurro, escapou pelos lábios de Pavel. Sua mão deslizou para baixo e envolveu de leve o pescoço rígido e tenso de Hayul.

— Ou só não conseguiu me vencer?

As marcas roxas na pele já tinham sumido, mas a dor de quando aqueles dedos brancos apertaram sua garganta estava gravada com clareza em sua mente. Era irritante, mas ele estava certo. Se provocasse mais, não sabia o que esse louco faria no meio da estrada, então decidiu parar por aí.

Hayul afrouxou a mão que agarrava a gola de Pavel e afastou a mão dele de sua nuca.

— Chega disso, vamos entrar. Estou com fome.

No instante em que se virou, Pavel segurou seu ombro e o puxou de volta com força, girando-o bruscamente. De repente, colidiu os lábios contra os dele. Não havia qualquer traço de gentileza naquele beijo – apenas força bruta e pressa em saciar seu desejo.

Lábios gelados se pressionaram e respirações se emaranharam desordenadamente. Seus lábios foram mordidos e sugados com força. Uma língua espessa invadiu sem cerimônia através de seus lábios entreabertos, revirando toda a sua boca.

— Hmph… hhh… solta… não faz isso… ugh…

Hayul conseguiu, com muito esforço, empurrar Pavel e recuar a cabeça para conquistar um mínimo de espaço e dizer algo. Mas, logo em seguida, seu lábio inferior foi mordido com força. Uma das mãos firmes de Pavel continuava segurando sua nuca, impedindo que se afastasse, enquanto a outra envolveu sua cintura, puxando-o para mais perto. Os corpos colaram indecentemente. O membro já ereto de Pavel roçava contra suas pernas. Por mais que se debatesse, ele não cedia, Hayul estava preso em seus braços.

O que Pavel disse não era mentira. Não era questão de ser “complacente”, mas de não conseguir vencê-lo, em força, não havia como derrotá-lo. Como uma fera faminta, Pavel sugava e mordiscava seus lábios com voracidade, engolindo até a respiração ofegante. O calor do seu hálito, a pressão na nuca, o toque dos dedos, a força que apertava sua cintura, o atrito úmido e quente entre as pernas e sobre as coxas – tudo era sentido de forma cruelmente nítida.

— É você que não deve brincar comigo. Eu também me machuco.

Ele sussurrou contra seus lábios. Era uma voz baixa e assustadoramente úmida. De repente, um calafrio percorreu Hayul, fazendo-o tremer, e a mão em sua cintura desceu e agarrou sua bunda com firmeza. Surpreso, seus calcanhares se ergueram.

— Se não vai me aceitar, por que continua me provocando?

Que diabos estava dizendo? Quem tinha provocado quem? “Aceitar”? O quê? O acordo entre eles era apenas de patrão e secretário, mas Pavel vivia ultrapassando limites. Já tinha passado da conta para ser chamado de brincadeira.

— Por que você está agindo assim?

Mas nenhuma resposta veio. Apenas aquele olhar brilhante e perigoso, como se fosse devorá-lo. Logo, Pavel voltou a colar os lábios aos dele. Suas mãos apertaram ainda mais a bunda do outro, e logo deslizaram para o vão entre elas, esfregando por cima da roupa, como se tentasse enfiar os dedos através do tecido.

Hayul mordeu com toda a força os lábios de Pavel. Sem piedade, golpeou o queixo dele com o cotovelo e aproveitou a fraqueza momentânea para se soltar rapidamente de seus braços.

— Caia na real, seu louco do caralho!

Ele cuspiu as palavras, ofegante. Pavel sorriu, limpando os lábios com as costas da mão. Havia sangue no dorso – parecia que o lábio tinha se partido.

— Se a sua intenção era me enlouquecer, conseguiu.

Ele massageou o queixo avermelhado, ainda sorrindo. Não apenas os lábios, mas o interior da boca dele também parecia ferido.  Sua dentição exposta através do sorriso sangrava um pouco. E, como se nada fosse, Pavel levou a mão até o pênis e murmurou.

— Estou duro, Hyung.

Hayul sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Pavel parecia realmente um louco. De repente, ele avançou um passo e Hayul recuou. Subitamente, ele correu, agarrou o braço de Hayul, puxou-o bruscamente e o pressionou contra o capô do carro com um baque, como um policial imobilizando um criminoso. Seu braço capturado foi torcido atrás das costas, e seu rosto foi pressionado contra a superfície do capô.

— Vou gozar rápido. Me chupa.

Ele sussurrou aquilo no ouvido de Hayul, que gemia de dor sob a pressão.

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Continua…

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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