Ler Cão Real. – Capítulo 19 Online

Modo Claro

 

No dia seguinte, enquanto Pavel estava na escola, alguns empregados com quem Hayul já havia trocado cumprimentos  invadiram seu quarto. Todos eram homens de porte avantajado. Sem aviso algum, eles o agarraram e o arrastaram para fora.

— E-ei, esperem um pouco. O que é isso, de repente?

— É uma ordem do Duque. Ele disse para expulsá-lo.

Um dos homens explicou a Hayul. Parecia que o doutor Kevin havia feito queixinhas do Duque de Headington. ‘Na verdade, isso até que é bom, não é? Estava pensando se deveria fugir imediatamente, mas já que me botam para fora, melhor ainda.’ Por dentro, Hayul esboçou um sorriso satisfeito e não resistiu mais, deixando-se levar em silêncio.

Sem revelar o destino, colocaram-no em um carro e viajaram por mais de meio dia. Haviam saído pela manhã e só chegaram ao local quando o sol já estava se pondo.

O veículo parou diante de uma velha casa em uma aldeia rural. O homem que dirigiu até ali pegou uma bolsa de viagem no porta-malas e a jogou no chão. Curioso, Hayul abriu a bolsa e viu que havia dinheiro dentro.

— Viva quieto aqui, como um rato. O duque ainda foi misericordioso. Seja grato por isso.

Hayul não conteve uma risada. Chamar de misericórdia, jogá-lo em um casebre caindo aos pedaços, que parecia assombrado, e dar um pouco de dinheiro, ele só poderia rir daquilo. Ainda assim, o fato de não o terem matado já era, de certa forma, uma clemência.

— Ohhhh. Senhor Duque, muito obrigado. Por conceder uma misericórdia tão tremenda!

Ele ironizou, rindo. O homem lançou-lhe um olhar nada amigável.

— Quis seduzir o jovem mestre Pavel para tirar algum proveito, foi isso? Quem você pensa que é? Saiba qual é o seu lugar. O jovem mestre está destinado a se casar com a princesa Kartan.

‘O quê? Quem seduziu quem? Isso é absurdo. Se ao menos eu tivesse tentado seduzi-lo, não me sentiria tão injustiçado assim.’

A situação era tão ridícula que só conseguia soltar risadas vazias.

— Viva dentro dos seus limites. Este lugar é perfeito para alguém como você. Já vi muitos como você morrerem tentando subir mais alto do que deviam.

— É… Muito obrigado pelo conselho de merda.

O homem suspirou, abriu a porta do carro, entrou e resmungou:

— Espero nunca mais ver sua cara.

— O sentimento é recíproco. Só de olhar para você já dá uma irritação desgraçada. Dirija com cuidado. À, tome muito cuidado com os veados na estrada ao dirigir à noite.

Hayul acenou, sorrindo de forma provocativa. O homem apenas balançou a cabeça em reprovação, ligou o carro e partiu. Logo o veículo desapareceu de vista. Talvez o homem tivesse visto aquele sorriso como zombaria, mas, na verdade, era uma expressão de pura alegria.

— Liberdade!

Não havia ninguém por perto para ouvir, então Hayul gritou a plenos pulmões, rindo alto enquanto abraçava a bolsa de dinheiro contra o peito e corria para dentro da casa.

O lugar estava cheio de teias de aranha, sinal de que estava abandonado havia muito tempo, mas era surpreendentemente espaçoso. Acima de tudo, era sua própria casa. Sem aluguel, sem ninguém mandando. O lar dos sonhos, o “meu lar”, que sempre quis. Ele corria pelos cômodos como um louco, gargalhando.

Viver ali, quieto como um rato, para sempre? Que tipo de punição maravilhosa seria essa?

— Obrigado, Duque!

Exclamou em voz alta, rindo, mesmo sabendo que o duque de Headington jamais ouviria. Mas a liberdade não durou muito, era algo que ele já esperava. Pavel não ficaria parado, era óbvio. Um dia, mais cedo ou mais tarde, aquele homem o encontraria.

O problema foi que esse “mais cedo ou mais tarde” veio muito mais cedo do que esperava.

Havia se passado apenas uma semana desde que ele começou a viver em sua própria casa, velha mas aconchegante, em uma pacata vila rural. Naquele dia, Hayul havia ido à cidade comprar materiais para consertar o telhado que gotejava com a chuva.

— Maldito velho sovina… Se fosse para dar uma esmola, que desse direito, não desse essa porcaria.

Resmungando contra o duque de Headington, abriu a porta de casa. Mas, de imediato, o forte aroma cítrico invadiu o ambiente. Pavel estava sentado na sala de estar. Instalado confortavelmente em uma cadeira ensolarada, como se estivesse em sua própria biblioteca na mansão Headington, lia um livro com uma naturalidade irritante.

Ele era tão descarado que, por um momento, Hayul quase acreditou que estava em uma das residências de veraneio da família Headington.

Assim como acontecia todas as manhãs no horário do café da manhã na mansão, Pavel fechou o livro que estava lendo com um estalo e sorriu calorosamente para Hayul.

— Vamos para casa. — O tom era leve demais, quase despreocupado. — Já resolvi aquele problema desagradável.

O lugar que Hayul acreditava ser inteiramente seu estava sendo tomado pela fragrância de Pavel Headington. Aquele perfume se transformava numa rede densa que parecia apertar seu corpo.

— Casa? Casa de quem? Lá não é minha casa.

— Aqui também não é a casa do hyung.

Dizendo isso, Pavel se levantou. Hayul instintivamente recuou alguns passos, mas alguns homens já bloquearam o caminho atrás dele.

‘É claro que esse desgraçado não viria sozinho.’

— Vamos, hm?

Seu olhar e expressão eram gentis, mas sua voz carregava um peso firme. O estômago de Hayul se contorceu diante do medo que o corpo já conhecia. Resistir seria inútil, por mais que tentasse, acabaria sendo capturado. Era para isso que Pavel tinha vindo. Não havia saída.

‘Nesse estado, com minha própria força, não consigo fazer nada. O que eu poderia fazer de mãos vazias? Não teria como enfrentar homens que vieram decididos a me levar.’ Experiências passadas já tinham lhe mostrado, com o corpo todo, que provocações e resistências inúteis só resultavam em ferimentos. ‘Agora não é a hora.’

O caminho de volta para a Mansão Headington era terrivelmente longo. O cheiro de Pavel, que um dia Hayul achará agradável, agora lhe revirava o estômago, forçando-o a manter a janela do carro sempre aberta.

Os empregados da mansão abaixaram a cabeça ao receber os dois de volta. O homem que havia arrastado Hayul para fora da mansão tinha a perna quebrada e engessada. Seu rosto também estava um desastre. Ele sequer olhou para Hayul, como se tivesse cumprido sua promessa de nunca mais encará-lo. Quando Pavel passou, o sujeito se encolheu assustado e deu alguns passos para trás.

Naquele jantar, o próprio duque de Headington estava presente. Apenas três pessoas ocupavam a imensa mesa de mármore: o Duque, Pavel e Hayul. O duque, de rosto fechado, apenas comia em silêncio. Pavel, por sua vez, cortava o filé com elegância, usando garfo e faca. Apenas o som dos talheres ecoava pela sala de jantar.

— É o bife de cervo que o hyung gosta.

Pavel cortou um pedaço suculento do bife, ainda sangrento, e colocou no prato de Hayul. O duque, interrompendo a refeição, ergueu o olhar e encarou fixamente os dois. Até mesmo os criados de pé em um canto da sala prenderam a respiração, observando-os.

Hayul sentia como se estivesse sentado em um assento cheio de agulhas.

— Pavel.

O duque falou em tom solene.

— Eu deveria ter me oposto desde o momento em que trouxe essa coisa imunda para dentro da minha casa. Preciso mesmo partilhar a mesa com algo assim?

O olhar carregado de desprezo caiu sobre Hayul, ofendendo-o diretamente. Mas Hayul não se abalou, seus ouvidos já estavam mais do que acostumados àquele tipo de reação.

— Pai, o senhor se lembra do que me prometeu?

Com a mesma expressão gentil de sempre, Pavel olhou para o pai e perguntou num tom suave:

— Que eu viveria do jeito que o senhor deseja, mas em troca não interferiria nas coisas entre mim e o Rosie hyung.

— Mas isso, isso não pode estar certo. Expulse esse bastardo imediatamente. Sabe o que aqueles nobres fofoqueiros andam dizendo? Que você não trouxe um Servo Real, mas sim um Cão Real. Estão zombando de você, dizem que enlouqueceu.

— Então o senhor tem vergonha de mim?

— De forma alguma. Você continua sendo meu precioso filho.

— Então o senhor deve confiar em mim, não importa quem murmure. Alguma vez na minha vida eu desobedeci o senhor? É a primeira e única coisa que lhe peço. Nem isso o senhor vai me conceder?

— Não, veja bem, Pavel…

— Estou profundamente magoado. Às vezes, me pergunto se o senhor realmente me ama de verdade. Eu vivi apenas pela honra da nossa família e pelo senhor, e agora o senhor me pressiona assim apenas porque as pessoas estão murmurando? Desde que Rosie Hyung chegou, finalmente sinto como se pudesse respirar um pouco, mas nem um momento de descanso o senhor me permite?

O duque ficou visivelmente desconcertado. Suava frio, desviava o olhar de um lado para o outro, como se buscasse com cuidado as palavras certas para acalmar o filho, que deixava transparecer tamanha mágoa.

— Pavel, não é isso. É tudo para o seu próprio bem. Você não entende? Você também será pai um dia. Então entenderá por que estou agindo assim.

Era um discurso que ele já ouvira muitas vezes. Os velhos conservadores sempre diziam coisas assim quando ficavam sem argumentos. Pavel, sem responder, tomou um gole de água em silêncio. A expressão de desalento em seu rosto deixava claro o quanto se sentia ofendido.

O duque, por sua vez, apenas tomava o vinho em silêncio, atento às reações do filho. Era como se, de repente, as posições tivessem se invertido. Até pouco tempo atrás, era Pavel quem vivia receoso sob o olhar severo do pai.

Essa mudança pareceu engraçada, e ele se conteve para não rir. Hayul, então, levou o garfo à boca e mastigou o pedaço de bife que Pavel havia cortado para ele. O duque de Headington lançou um olhar feroz para ele, mas ele simplesmente continuou comendo a carne enquanto bebia o vinho,  fazendo barulho com os talheres de propósito.

— Parece um animal. Você precisa fazer um barulho tão nojento enquanto come? Nenhuma educação.

— Perdoe-me, prezado duque, é que sou um ignorante sem modos. Mas, veja bem, levantar a voz para discutir durante a refeição também não é sinal de educação, não acha?

Hayul sorriu com ironia, com a voz carregada de sarcasmo. O duque bateu o punho com força sobre a mesa e explodiu:

— Seu… seu insolente!

Hayul o encarou diretamente, assumindo de propósito uma expressão insolente, e disparou:

— O senhor acha que para mim é agradável revê-lo? Pois saiba que também detesto. Se eu sou tão desagradável aos seus olhos, o senhor deveria ter gastado um pouco mais de dinheiro e me enviado para o exterior. Para um chalé no meio da floresta da Sibéria, por exemplo. Mas não, o senhor preferiu economizar no lugar errado. E veja só: justamente porque quis poupar, seu filho, que não tem nada melhor para fazer, me encontrou em um piscar de olhos.

Hayul estava profundamente irritado. Cada palavra que cuspia vinha carregada de espinhos, assim como o olhar. Desde o início, o erro havia sido tê-lo deixado no país. O Duque subestimou muito seu próprio filho. Ele pensou que desistiria assim que Hayul sumisse de vista?

O Duque ficou com o rosto vermelho, incapaz de formar uma resposta adequada, e apenas tremeu. Parecia que ia agarrar o próprio pescoço e desmaiar a qualquer momento.

— Eu servi ao seu filho por tanto tempo, e tudo o que recebi foi uma casa velha que mal protege da chuva e algumas moedas de esmola. E ainda vem me dizer que devo ser grato pela sua generosidade? Até um cachorro de rua riria disso. Porra.

— Ex… expulse esse insolente daqui, agora!

O Duque se levantou de um salto, com as veias do pescoço alteradas, e gritou. Então, talvez realmente tenha tido um pico de pressão, ele cambaleou. Os empregados correram e o seguraram. — Chamem o médico! — A voz potente do mordomo ecoou agudamente. Em poucos instantes, o ambiente nobre e elegante do jantar se transformou em completo caos.

— Hahahaha! — a gargalhada de Pavel ressoou no meio da confusão. Ele ria abertamente, como se aquilo tudo fosse a cena mais divertida do mundo.

‘Maldito… não vou aguentar mais.’

Hayul se levantou, atravessou a cozinha e saiu até o jardim. No início, quando chegou àquela casa, tinha se encantado com o vasto e belo jardim de estilo inglês. Mas agora, parecia apenas um belo labirinto do qual ele nunca poderia escapar. Sentindo-se sufocado, ele caminhou pela trilha e respirou fundo.

‘Como foi que minha vida chegou a esse ponto?’

A pergunta foi lançada ao vazio, mas não obteve resposta. Precisava de um cigarro. Ou ao menos de álcool.

‘Talvez eu deva invadir a adega e roubar uma garrafa. Não vou aguentar essa noite sóbrio.’

A brisa fresca trazia consigo o perfume das flores… misturado ao aroma cítrico daquele homem. Hayul ergueu o olhar. Pavel estava ali, de pé, na varanda do segundo andar, observando-o.

‘Como fui me meter com esse desgraçado? Por que ele está fazendo isso comigo?’

A pergunta mudou, mas a resposta ainda era a mesma: nenhuma.

 

***

O tempo flui como água. O vento que tocava a pele havia se tornado muito mais frio, e, quando as árvores do jardim pareciam estar apenas começando a se tingir de cores, num piscar de olhos, o inverno chegou.

A rotina seguiu como sempre. Apesar da mudança de estação, Hayul continuava na mansão Headington, sendo chamado por Pavel e forçado a prestar serviços sexuais. Depois do incidente em que Pavel, excitado, estrangulou Hayul, ele nunca mais perdeu a razão, e o Duque de Headington vivia ausente. Era confortável não ter de se deparar com o duque de maneira constrangedora.

Um tempo relativamente tranquilo se passou e, sem perceber, já era dezembro. Restavam apenas dois meses para o fim do contrato de um ano.

Na favela onde Hayul cresceu, dezembro era o período mais difícil. Sem condições de aquecer as casas, as pessoas precisavam vestir várias camadas de roupas mesmo dentro de casa, tremendo de frio. Muitos pegavam resfriados que, sem tratamento adequado, evoluíam para pneumonia e levavam à morte. Hayul também costumava pegar resfriados terríveis por tomar banho com água fria quando o fornecimento de água quente era cortado por não poder pagar a conta de luz. Felizmente, ele era resistente e se recuperava rapidamente.

— Água quente cortada? — Pavel ergueu as sobrancelhas, incrédulo, durante o café da manhã. — Existem pessoas que não conseguem nem pagar a conta de eletricidade?

Hayul, que comentava sobre os invernos rigorosos que passou na favela, achou a reação ainda mais absurda do que a pergunta.

— Existem muitas pessoas que morrem de fome por não conseguirem comprar sequer um pedaço de pão, seu menino mimado.

O mordomo, que servia pessoalmente a refeição de Pavel, lançou a Hayul um olhar feroz. Mas, sendo encarado ou não, Hayul continuou a comer com a maior desfaçatez. Ouvia claramente as pessoas murmurando insultos contra ele: que era um sujeito arrogante, insolente, que não conhecia o próprio lugar e que acabaria se dando muito mal.

Todos naquela mansão desprezavam e odiavam Hayul. Todos, exceto Pavel Headington.

Após a refeição, enquanto o mordomo servia o chá, Pavel comentou:

— Wilton, este ano pretendo passar o fim de ano na casa de campo em Belmark, no sul.

— A casa de Belmark… o inverno lá é especialmente belo. Já que o aniversário do jovem mestre é próximo ao final do ano, parece uma boa ideia celebrar tanto o final de ano quanto o seu aniversário lá. Talvez a princesa Kartan também devesse ir junto?

— A princesa está em seu país, pois a saúde de seu avô piorou. Apenas eu e Rosie Hyung iremos.

O rosto do mordomo enrijeceu na mesma hora.

— O Jin também irá?

— Sim. Se eu for, é claro que ele também deve ir. Ele é meu secretário, afinal. Algum problema com isso?

— Mas, jovens mestre… os olhares dos moradores daquela região…

Ouvindo a conversa, Hayul também se intrometeu:

— Eu não vou. Se quiser ir, vá sozinho.

— Não.

Como sempre, não adiantou protestar. Pavel cortou o assunto num tom firme e, ainda diante do mordomo que olhava para ele com o rosto rígido, acrescentou:

— Então providencie os preparativos.

— Mas, jovem mestre…

— Já que tocamos no assunto, quero partir amanhã mesmo. Será possível? Gostaria que fosse.

O tom soava mais como uma ordem do que um pedido. O mordomo, por fim, desistiu, respondeu num tom seco que sim, — Entendido —, e se retirou.

— A casa de Belmark é lindíssima. Além disso, é uma região vinícola famosa; poderemos beber vinhos de qualidade à vontade. Tenho certeza de que o Hyung também ficará satisfeito.

Ele disse, sorrindo de lado enquanto tomava o chá. Se Hayul fizesse escândalo se recusando a ir, Pavel seria capaz de amarrá-lo e arrastá-lo assim mesmo.

O mordomo, que servia Pavel desde a infância, organizou uma enorme bagagem com a ajuda dos empregados. Mesmo sabendo que encontraria de tudo na casa de campo, exigiu que levassem até a roupa de cama que usava, alegando que seu jovem mestre não conseguia dormir bem em uma cama diferente.

Por ser uma região remota, onde nem sempre havia acesso rápido a médicos, também convocaram o doutor Kevin. Já que o médico estava ali, Pavel mandou que Hayul passasse por uma consulta.

Enquanto colocava o manguito do esfigmomanômetro no braço de Hayul, o doutor Kevin torceu o rosto como se estivesse mastigando uma maçã podre e resmungou:

— Mas o que você é, afinal? Como conseguiu fazer com que o jovem mestre quebrasse até mesmo o voto de castidade?

Hayul respirou fundo, soltando uma risada debochada.

°

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Continua…

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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