Ler Cão Real. – Capítulo 09 Online

Modo Claro

 

Ao pesquisar o sobrenome “Headington”, que estava gravado na carteira velha roubada no vestiário, informações sobre a família ducal de Headington apareceram imediatamente. A família do homem, a Casa Ducal de Headington, era uma linhagem extremamente famosa e prestigiada. Por isso, era possível encontrar informações sobre ele em notícias locais e em várias comunidades. O homem era o filho mais novo do Duque de Headington, e seu nome era Pavel Yates Headington.

Ele entrou em primeiro lugar na Universidade Morton e, desde a matrícula, nunca perdeu uma única bolsa de estudos. Era também o capitão do time de rúgbi da universidade, um verdadeiro Alfa Real de elite.

Seus hobbies eram leitura, estudo e esportes. Não tocava em álcool nem em cigarros e ainda liderava campanhas antidrogas dentro da universidade. Um aluno exemplar, quase um “santinho”. Um cristão devoto, que inclusive havia feito na igreja um voto de castidade, prometendo não ter relações sexuais irresponsáveis antes do casamento. Uma verdadeira raridade.

Era tão perfeito que chegava a dar medo. Um cara com aquele rosto e aquele corpo vivendo uma vida de abstinência…

‘Mas que tipo de cara é esse?’

Essa foi a primeira impressão de Hayul sobre Pavel Headington. Alguém tão perfeito que chegava a causar estranheza.

‘Mas meus olhos não se enganam.’

Hayul olhou para a tela do notebook que exibia uma foto de Pavel Headington sorrindo radiantemente após vencer uma partida de jogo de rúgbi, já sem o uniforme, e riu por dentro com desdém.

Tudo aquilo deveria ser fingimento. Uma perfeição fabricada. Ele se lembrou do olhar de Pavel Headington na noite anterior, quando segurou sua mão no bar e o encarou fixamente. Aquele olhar afiado como uma lâmina bem forjada, as íris azuis brilhando de forma perigosa, a força brutal com que ele apertou seu pulso.

Agarrou com tanta força que ainda havia marcas vermelhas no dorso da mão de Hayul.

Naquele bairro pobre havia inúmeros homens com olhos assim. A única diferença era que os favelados não escondiam sua natureza e cometiam crimes abertamente, enquanto Pavel Headington vivia usando uma máscara.

Um sujeito desses não deveria ser provocado, era o tipo mais perigoso. Por isso Hayul decidiu que realmente deveria devolver a carteira de Pavel Headington sem mais demora.

Enquanto desligava o notebook e se preparava para sair com a carteira em mãos, ouviu batidas na porta. Pensando que eram os amigos da vizinhança chamando para comer algo,  abriu a porta. Mas quem estava parado ali era Pavel Headington. O mesmo homem que até instantes antes aparecia na tela do notebook como protagonista da vitória no jogo de rúgbi.

Um “Alfa Real” envolto em roupas de grife, parado no corredor de um prédio velho e decadente. Sua presença era absurdamente irreal. A luz que entrava pelas janelas quebradas iluminava-o como um holofote. No corredor úmido e com cheiro de mofo, espalhava-se o frescor cítrico do seu perfume.

— Vim pegar minha carteira de volta.

No corredor escuro, onde nem mesmo a luz do dia entrava, apenas os olhos azuis de Pavel brilhavam intensamente. O rosto de Hayul se contorceu, desagrado ‘Como ele descobriu onde eu moro?’ Esse foi o primeiro pensamento que lhe veio. Ter decidido devolver a carteira parecia mesmo a escolha certa. Um cara que viria até sua casa para recuperá-la era capaz de qualquer coisa.

— Como descobriu onde eu moro?

Hayul tirou a carteira do bolso do casaco e a estendeu, perguntando.

— Você precisa de dinheiro?

Ele não respondeu. Apenas devolveu uma pergunta absurda completamente fora do contexto. Desde o dia anterior, Hayul não entendia o que ele queria. O homem parecia ser mais novo do que ele, mas desde ontem, sentia que estava sendo arrastado pelo ritmo dele.

— Você tem tanto dinheiro assim que está com vontade de gastar por aí à toa?

— Não é gastar a toa, é ajuda que quero oferecer.

O estômago de Hayul se revirou. Sentiu uma onda súbita de irritação. Achava que, desde a morte da sua mãe e a vida largada nos becos da favela, já tinha jogado o orgulho fora. Mas aparentemente, ainda restava algum.

— Por quê? Quer ajudar um Sub-Beta que vive de pequenos furtos? Eu pareço um miserável digno de caridade para você?

— Não. Você não parece nem um pouco miserável. Mas sua forma pobre de pensar é lamentável. Pensar assim te faz sentir melhor?

‘Esse desgraçado.’

Com um rosto de anjo, sorria enquanto soltava veneno.

— Não é que eu queira fazer caridade ou trabalho voluntário. Eu quero comprar você, senhor Jin Hayul.

— Comprar o quê, seu filho da puta?

O palavrão escapou automaticamente. O homem sorriu e corrigiu suas palavras.

— Não nesse sentido de comprar. Você já deve ter ouvido falar em Servo Real.

O Servo Real era como um secretário que auxiliava um Alfa Real. mas, na prática, mais parecia um escravo com status. Hayul já tinha ouvido histórias.

— Quer que eu seja o seu escravo, então?

Ao ouvir as palavras de Hayul, o homem explodiu em gargalhadas. Até rindo, o rosto dele era perfeito. Quando sorria, parecia que o corredor sombrio se iluminava.

— O salário será generoso.

Mesmo sendo provocado de forma tão direta, o homem continuava educado até o fim. Hayul o encarou firme e perguntou:

— Olha, você…

— Sim. Há algum problema?

— Tem tantas pessoas mais qualificadas no mundo. Por que eu? Se colocar um anúncio dizendo que procura um Servo Real, vai ter fila de gente se candidatando. E, como sabe, eu sou um Sub Beta.

— E o que tem de mais? Que diferença isso faz?

Hayul franziu o rosto. Nunca, em toda sua vida, tinha recebido uma reação dessas. Dizer que não importava? Importava muito! Ainda mais um Alfa Real, filho de um duque, querer contratar justamente um Sub Beta como secretário? Com certeza havia algum outro plano obscuro por trás.

Quando Hayul o encarou com olhos cheios de desconfiança, Pavel, com um sorriso inocente, puxou um envelope de dentro da bolsa e o entregou.

— Para começar, este é um adiantamento.

Hayul pegou o envelope, abriu e conferiu a quantia, ficando de olhos arregalados. Era uma soma enorme. Ontem já tinha ficado espantado quando ele lhe deu dez mil dólares, mas oferecer tanto dinheiro assim, de imediato, como simples adiantamento, era impressionante.

— Quero muito contratá-lo, Jin Hayul.

A voz firme do homem ressoou em seus ouvidos. Em seguida, ele tirou um caderno e uma caneta da bolsa, rabiscou rapidamente e arrancou a folha, entregando-a a Hayul. Era um bilhete com um número de telefone.

— Entre em contato.

Então, guardou rapidamente os objetos de volta na bolsa, pendurou a alça no ombro e, após inclinar a cabeça em despedida, virou-se para ir embora sem dizer mais nada.

— Ei, espere! — Hayul chamou e ele virou a cabeça imediatamente. — Fora o adiantamento, quanto vai pagar?

— O quanto você quiser.

— E aquele dinheiro que me deu ontem, como gorjeta… vai descontar do meu salário? Ou quer que eu devolva…?

— Não. Aquilo foi só gorjeta. Assim como o que entreguei agora é apenas um pequeno adiantamento.

Diante do sorriso radiante do homem, Hayul finalmente se sentiu aliviado.

— Por favor, me ligue. Estarei esperando.

Com o rosto iluminado pelo sorriso, o homem fez um aceno com a cabeça, virou-se e se afastou com passos largos. Logo desapareceu do campo de visão, mas o aroma cítrico que exalava continuou suspenso no ar por muito tempo. Não sabia dizer qual perfume era, mas o cheiro era ótimo. Combinava perfeitamente com a imagem dele.

Sozinho, Hayul encarou o pedaço de papel em sua mão. Pagar o quanto ele quisesse? No subúrbio, quando alguém estranho se aproximava de repente com gentileza e começava a falar em dinheiro, nove em cada dez vezes era golpe.

Mas ele era um Alfa Real. Por que alguém como aquele homem se daria ao trabalho de enganar um miserável como ele? A verdade é que Hayul precisava de um emprego, não podia viver para sempre de furtos. Além disso, a promessa de receber o quanto pedisse mexeu com ele.

‘Será que o que ele quer, na verdade, é um escravo sexual?’

A dúvida passou por sua mente. Sempre ouviu que os alfas Reais, por terem feromônios em excesso, levavam vidas sexuais devassas. Já escutou relatos de garotas e garotos de programa chamados para festas de alfas reais, que diziam nunca ter visto pervertidos iguais àqueles. Só de ouvir o que tinham sofrido, já era o bastante para deixar qualquer um perturbado.

Mas logo soltou uma risada. ‘Que ideia absurda.’ O que aquele cara teria a ganhar dormindo com um Sub Beta? Além disso, ele não tinha feito um voto  público de castidade? Se ele tentasse algo pervertido, era só fugir na hora.

Pensava que, se quisesse, poderia escapar a qualquer momento. Afinal, era apenas uma relação de patrão e empregado; a qualquer hora poderia largar o trabalho e ir embora. Se fosse realmente insuportável, era só dar um grande golpe e fugir de vez.

Um cara que dava dez mil dólares de gorjeta certamente pagaria qualquer quantia que ele pedisse.

A dúvida foi breve, e a decisão, rápida. Mesmo já tendo tomado sua decisão, o orgulho ainda falava alto, então só no dia seguinte resolveu telefonar para ele.

 

***

 

Hayul fez a ligação e pediu um salário absurdo, e Pavel Headington aceitou prontamente.

Assim, ele entrou na mansão Headington por vontade própria. O contrato era de um ano, com a condição de que ele moraria e trabalharia na propriedade durante esse período. Quando ouviu isso pela primeira vez, pensou que havia ganhado na loteria. Além de fornecerem moradia, ainda forneceriam  três refeições por dia? Era um negócio sem igual.

Assinou o contrato com o secretário do duque e recebeu o quarto onde ficaria durante um ano. Não havia comparação com a velha pensão do subúrbio onde morava. Era um quarto esplêndido. ‘Um quarto desses, só para mim?’ Parecia um sonho. Enquanto explorava o quarto e organizava sua bagagem, um criado entrou e chamou por Hayul.

— O jovem mestre o chama.

Seguindo o criado até o quarto de Pavel Headington, ele encontrou o rapaz recém-chegado da escola, tirando o casaco e guardando a mochila. O empregado saiu, deixando-os sozinhos.

— Gostou do quarto, Rosie?

Ele perguntou, enquanto tirava o casaco e o pendurava no cabide.

— Meu nome é Jin Hayul.

Ele certamente já sabia seu nome, então por que fingia não saber?

— De agora em diante, vou chamá-lo de Rosie.

— O quê? Por que vai me chamar por esse nome?

— Rosie era o nome da minha cachorra que morreu recentemente. Era uma criatura muito adorável.

— Não, espera aí… por que me chamar pelo o nome de uma cachorra morta?

— Porque você se parece com a minha Rosie.

‘Era esse o motivo real para me contratar?’

Já era estranho dizer que uma pessoa se parecia com um cachorro, mas ainda mais absurdo era chamar alguém pelo nome de um animal morto. Desde o momento em que se encontraram no bar, ele já tinha sentido que havia algo errado com aquele cara. Era, sem dúvida, um sujeito perturbado.

Pavel Headington virou-se e aproximou-se dele com passos largos. Estendeu a mão e ajustou a gola surrada do casaco de Hayul – ou pelo menos fingiu fazê-lo, porque seus dedos deslizaram lentamente, pegajosos, até o peito do outro. Dos dedos pálidos exalava, como sempre, um leve perfume cítrico. Nervoso por causa daquilo, o peito de Hayul subia e descia irregularmente.

Os olhos azuis intensos de Pavel estavam fixos nele. Mesmo sem sentir seus feromônios, a simples aura que emanava já era suficiente para deixá-lo sem palavras, completamente oprimido.

— Não use mais essas roupas velhas e gastas, Rosie.

— Esse é o único casaco que tenho.

— Vou lhe dar roupas novas, então jogue fora todas as que trouxe. São imundas.

As sobrancelhas perfeitamente desenhadas de Pavel se contraíram ligeiramente.

— Olha aqui….

Hayul ficou realmente irritado. Chamar alguém de imundo, bem na sua frente, era impossível de engolir. O tom de voz dele até podia soar elegante, mas o conteúdo das palavras não tinha nada de educado.

— Me chame de Mestre. A partir de agora, sou seu empregador e você é o meu subordinado. Guarde bem isso, Rosie.

— Bem, de resto eu não sei, mas o meu nome é Jin Hayul. Então por que está me chamando por um nome ridículo desses?

Pavel parou a mão que acariciava o peito de Hayul e o encarou diretamente.

— Rosie.

Outra vez o nome da cachorra. A voz teimosa soou pesada e o sorriso também desapareceu dos olhos azuis.

— Espero que, de agora em diante, não me responda mais, Rosie.

Ele insistentemente repetia aquele maldito nome.

— Seu desgraçado!

Da boca de Hayul escapou um xingamento que ele não conseguiu segurar. Havia um limite até para a sua paciência. Furioso, ele lançou um soco, mas Pavel desviou com facilidade, agarrou seu pulso e torceu com força. Tudo aconteceu em um piscar de olhos.

— Também não deve mostrar os dentes sem permissão.

Pavel sussurrou em tom baixo, apertando ainda mais o pulso que segurava. Soou como se os ossos estivessem se partindo. Hayul gritou de dor.

— Aaaah!

— Não deve xingar, nem latir alto na minha frente.

Ele deu esse “conselho” como se fosse algo importante, e só então soltou o pulso torcido. Aproveitando a chance, Hayul atacou novamente com socos e insultos, mas Pavel desviou com facilidade, agarrou-o pelo colarinho e o jogou contra a parede com força. A força foi tão brutal que Hayul sentiu o impacto ecoar em seus ossos. O choque foi ainda maior porque ele nunca havia perdido uma briga antes.

— Me solta! Filho da puta, me solta!

— Parece que você precisa de um pouco de educação.

De repente, Pavel agarrou os testículos de Hayul com uma das mãos. O toque foi totalmente inesperado, e instintivamente, o corpo de Hayul se enrijeceu.

— Seu… seu maldito louco!

A mão que o segurava pressionou com ainda mais força, arrancando um gemido dolorido de Hayul. Só então ele percebeu pela primeira vez que, quando alguém lhe agarrava no ponto vital, não havia nada que pudesse fazer. Tudo o que conseguia era tremer e encarar o homem diante de si com ódio. Sentia que, se se mexesse um pouco sequer, aquele aperto esmagaria suas bolas de uma vez.

Parecendo satisfeito com a reação, Pavel soltou uma risada curta e começou a acariciar e esfregar o pênis de Hayul como se estivesse brincando com ele. A mão grande estava quente e úmida, o calor e a umidade eram tão intensos que se sentiam até por cima da roupa. Sua palma era tão larga que conseguiu apertar todo o membro e ainda brincar com o saco em seus dedos. A cueca e a calça se encharcaram rapidamente, grudando na pele, e talvez por causa do tecido molhado, o movimento dos dedos pareceram ainda mais nítido.

— Ha, ma-maldito… haa…

Da boca entreaberta de Hayul escapou um gemido. Era um som constrangedor, difícil de acreditar que fosse dele, soava como o lamento de um animal no cio.

Era uma situação que jamais havia imaginado. Nunca pensou que poderia ser subjugado e dominado tão facilmente por alguém. Sempre acreditou que, se algo desse errado, bastava fugir, mas não tinha previsto que o outro fosse tão forte.

Ele havia subestimado um Alfa Real. Sentia-se humilhado, mas ao mesmo tempo o medo se misturava à sensação inédita.

Sem perceber, lágrimas se acumularam em seus olhos, seu corpo tremia, e seu torso curvou-se para frente. O som baixo da respiração de Pavel, entre um gemido e um riso, ecoou em seus ouvidos. E, dentro da mão daquele homem, ele sentiu sua parte inferior inchar, sem pudor algum.

Era algo que nunca havia experimentado, e justamente por ser a primeira vez, o choque era tão intenso que quase o fez perder a consciência. Mas, mesmo assim, a vergonha que martelava em sua cabeça começou a se dissipar sob o calor do prazer.

— Tira… a mão… seu desgraçado.

— Diga “Mestre”. Por que você não obedece?

O sussurro provocativo em seu ouvido era estranhamente afetuoso. O calor da respiração de Pavel fez suas bochechas e nuca formigarem.

— Ma-maldito… solta… porra… haaah!

No momento em que ele se agarrou ao braço do homem, gemendo e suplicando, acabou acontecendo – um tremor violento, e então ele perdeu o controle completamente. Como se tivesse urinado, a frente de suas roupas ficou encharcada. O choque da ejaculação involuntária o deixou ofegante, incapaz de se recompor por um bom tempo.

Lágrimas fisiológicas escorreram dos olhos de Hayul, que tremia descontroladamente. Só então Pável Headington tirou a mão, satisfeito, e se afastou um pouco. Hayul sentiu as pernas fraquejarem e deslizou até sentar-se no chão. A vergonha era insuportável – o espaço entre suas coxas estava completamente molhado, mas ele nem sequer tinha energia para fechar as pernas.

— Rosie, como é que você consegue sujar-se tão rápido assim?

Pável disse, sorrindo despreocupadamente enquanto pegava um lenço e limpava a mão. Parecia uma fala que se diria a um cachorro de estimação.

— Já que está sujo, vamos te lavar.

E estendeu a mão, sorrindo com carinho como se olhasse para um animalzinho adorável. Foi só então que Hayul percebeu:

‘Eu caí nas garras de um anjo de aparência doce mas que na verdade é um completo pervertido.’

Além disso, quando assinou o contrato, ninguém o alertou sobre isso.

Durante o ano de vigência do contrato, ele não poderia sair da mansão sem a permissão do seu “Mestre.” No instante em que carimbou o documento, uma coleira invisível foi colocada em seu pescoço, e a partir daquele instante, ele teria que viver como o cão de Pavel Headington.

Ele achava que, sendo um adulto, poderia fugir a qualquer momento se quisesse, mas agora, ele percebia, de forma agonizante, quão ingênua era essa ilusão.

 

 

°

°

Continua…

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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