Ler Cão Real. – Capítulo 04 Online

Modo Claro

— Você mesmo cuidou do Levy?

Marco perguntou despreocupadamente enquanto acendia um cigarro após ser informado da morte de Levy. Um homem asiático nu estava ajoelhado entre suas pernas, chupando seu pênis. Os sons obscenos de suas ações ecoaram pelo ambiente de maneira lasciva.

— Sim.

Ele mentiu. Marco não perguntou mais nada sobre isso, mesmo que seu amante “amado” tivesse morrido, ele nem piscou um olho.

— Bom trabalho. Eu mesmo deveria ter cuidado disso.

Marco agarrou os cabelos do homem cujo rosto estava entre suas pernas e forçou-o a erguer a cabeça. O homem levantou-se rapidamente, limpando os lábios úmidos, então subiu nas coxas de Marco. A área entre suas nádegas estava brilhando como se o lubrificante tivesse sido aplicado com antecedência.

O homem habilmente desabotoou a calça de Marco, puxando seu pênis totalmente para fora e colocou a bunda em cima dele. Marco acariciou a cintura fina e as nádegas arredondadas do homem, e beijou seu pescoço. Em seguida, agarrou a carne vermelha com força e enfiou seu membro ereto no orifício brilhante.

Não era uma visão que ele tivesse visto apenas uma ou duas vezes antes, então não se incomodou muito.

— Anjo, você é um sub-beta?

Mas quando Marco fez essa pergunta, Hayul ficou tenso. Seus olhos se fixaram nos de Marco enquanto ele mordia o pescoço do homem asiático. Ele tinha a aparência de um animal mordendo a nuca de sua presa.

— Não estou tentando te interrogar, então me diga a verdade.

Após uma breve hesitação, Marco disse; que de qualquer maneira, não havia motivo para esconder sua origem, já que ele não estava no exército nem trabalhando para uma empresa de mercenários.

— Sim.

— E o nome Sean Rinzer também é falso?

— Sim.

— Qual é o seu nome verdadeiro?

— Jin Hayul. — Hayul respondeu sem a menor hesitação. De qualquer forma, não tinha sentido em esconder isso.  — Você sabia que eu era um sub-beta desde o início?

— Claro, eu pesquisei tudo isso quando o coloquei sob minha proteção.

— Então por que só está me dizendo isso agora?

— Porque não era uma questão particularmente importante. Se você é um sub-beta ou o que for, não faz diferença para mim. E além disso, ninguém da nossa organização opera com seus nomes reais. Todos usam falsos.

A razão pela qual Hayul deixou seu nome verdadeiro e adotou o pseudônimo de um homem beta chamado Sean Rinzer foi para se alistar no exército. Ele usou o dinheiro que tinha juntado vivendo na favela para mudar sua identidade e esconder suas características, e graças a um corretor de identidade confiável, ele conseguiu se alistar no exército sem problemas.

Até agora, estava tudo bem. Ele conseguiu viver tranquilamente como Sean Rinzer. Ninguém parecia suspeitar que sua identidade era falsa.

— Como diabos você passou na verificação regular? Não fazem verificações de correspondência genética anuais no exército e nas empresas de mercenários?

— Este é um mundo onde não há nada que você não possa fazer se tiver o dinheiro necessário.

Em qualquer sociedade, há pessoas que burlam as regras desde que você tenha dinheiro e contatos.

O sistema de correspondência genética era um sistema de classificação baseado em exames de sangue e DNA que diferenciava as características de “Alfa Real”, “Ômega Real”, Alfas e Ômegas comuns e Betas que compunham a maior parte da população geral. Todas as pessoas do mundo tinham de se submeter a exames regulares para o sistema.

No entanto, o próprio sistema foi criado para fins especiais, para administrar e proteger a pequena quantidade de Alfa Reais que existia acima da hierarquia total de Alfas. Os Alfa Reais e seus companheiros, Ômegas Reais, eram os únicos a serem cuidados, eles não se importavam com os de características comuns como Alfas e Ômegas, muito menos com os Betas.

Portanto, para aqueles que não eram “Reais”, era simples. Se você tinha dinheiro, podia subornar os funcionários do sistema para manipular os resultados dos exames.

Hayul era um “sub-beta”.

Seres que não se distinguem claramente pelas características de Alfa, Ômega ou Beta e que não são tratados como seres humanos em nenhum lugar da sociedade em que vivem.

Os 1% superiores da população eram os Alfas Reais, que eram abençoados por Deus com todas as características importantes. Na prática, eram superiores em todos os aspectos, desde habilidades intelectuais e até físicas. O único problema era que sua produção excessiva de feromônios era uma falha fatal.

Os feromônios intensos que eles liberavam eram tóxicos. Os Alfa Reais constantemente emitiam feromônios tóxicos que afetavam aqueles com outras características, causando grande desconforto. Alguns Alfa Reais, incapazes de lidar com o excesso de feromônios, optavam por receber tratamento de supressão de feromônios.

Seus feromônios eram tão fortes que as pessoas comuns não conseguiam lidar com eles. Qualquer pessoa exposta a tais feromônios poderia sofrer choque de feromônios, parada cardíaca ou ruptura de órgãos internos, resultando em ferimentos graves ou morte.

Portanto, a reprodução era um problema.

Para preservar as características marcantes que existiam em apenas 1% da população mundial, eles precisavam ter filhos, mas o excesso de feromônios estava se tornando um grande problema.

Mesmo em casos raros de um Ômega comum conseguir conceber e dar à luz a semente de um Alfa Real, a maioria das crianças nascidas tinham problemas. Isso incluía problemas mentais, fragilidade extrema ou nasciam com deformidades físicas em partes do corpo.

O que os líderes da sociedade desejavam eram crianças Alfa Real excepcionais para mantê-los no poder, eles não precisavam de crianças que possuíam algum tipo de problema ou que fossem medíocres. Mas, a esse ritmo, a linhagem dos Alfas Reais estava destinada a se tornar mais fraca e, eventualmente, se extinguir.

Assim, os Alfas Reais criaram um sistema rigoroso para catalogar as características das pessoas do mundo e mantê-las sob rígido controle, especialmente os Ômegas que gerariam seus filhos. O sistema de correspondência avaliava e classificava as capacidades físicas e os genes dos Ômegas que podiam resistir aos feromônios tóxicos dos Alfas Reais.

Dessa forma, surgiu a classe dos “Ômegas Reais”, que eram tratados de forma especial. Foi estabelecido por lei que os Alfas Reais deveriam se casar exclusivamente com Ômegas Reais verificados pelo sistema de compatibilidade.

E se um Alfa Real tivesse um filho com um Ômega ou Beta que não fosse um Omega Real, a criança inútil era rotulada como “Sub-Beta”. A maior parte deles morria quando bebê, mas alguns tinham a sorte de sobreviver. Porém, por terem nascido fora da lei, eles não podiam ser registrados em nenhum lugar e viviam como invisíveis dentro da sociedade.

Não tinham acesso à assistência médica ou ao sistema de seguridade social do país. Não podiam conseguir um emprego decente, não podiam comprar uma casa, estavam em uma posição onde não podiam fazer nada. Eles eram os fantasmas da cidade, aqueles que existiam, mas eram ignorados. Esses eram os sub-betas.

 

— Adoro a sua origem. O fato do meu Anjo ser um Sub-Beta tão raro é especial.

Marco riu como um louco enquanto mexia os quadris. O homem acima dele grunhiu freneticamente e moveu a bunda por conta própria. Lágrimas escorriam de seus olhos, saliva escorria de sua boca, seu membro estava ereto e pré-semen pingava da fenda em sua glande. Será que também se sentiria tão bem se fosse penetrado por trás?

O escritório de Marco se encheu com o som de respirações ofegantes e carne se esfregando contra carne. O ar na sala estava denso, deixando-o enjoado e tonto. Ele não queria nada mais do que sair dali o mais rápido possível.

Marco continuou a se movimentar em silêncio, brincando com os quadris do outro como um louco. Seu enorme pênis era claramente visível entrando e saindo do corpo do homem. O homem gemia como um animal, com o pênis perfurando sua bunda, seu órgão estava ainda mais ereto, sacudindo loucamente, derramando um líquido espesso por toda parte. Embora ele não fosse um Ômega, um líquido aguado não identificado continuava a fluir do seu buraco. Ele podia ver cada movimento do pilar que entrava e saía da bunda redonda e branca. Era uma cena incrivelmente lasciva.

Permanecer ali, observando a atividade sexual alheia, era uma tortura. Um suor frio escorreu pelo seu pescoço e entrou em suas roupas. Estava terrivelmente quente. Não era a primeira vez que via uma cena tão promíscua como essa, mas ele estranhamente, estava se sentindo mais excitado hoje.

Como se tivesse percebido seu estado, Marco olhou para Hayul com olhos ardentes, enquanto continuava a movimentar os quadris impiedosamente. Ele olhou para Hayul enquanto lambia os próprios lábios com a língua, sem parar de penetrar o homem de baixo para cima.

Gemidos misturados com choramingos de prazer escapavam dos lábios trêmulos do homem. Mesmo enquanto choramingava, não parava de mover a bunda. Era de se admirar como um beta conseguia suportar a virilidade transbordante de um alfa. Marco agarrou firmemente a cintura do homem que tentou se afastar, e empurrou o membro até a raiz, fazendo-o estremecer.

Incapaz de continuar observando, Hayul inclinou a cabeça para baixo. Os gemidos ásperos de Marco e as lágrimas do homem se misturavam em seus ouvidos. Ele só desejava que essa situação horrível acabasse logo.

No final, quando olhou para a área protuberante em sua calça e estava prestes a perder a sanidade, a voz de Marco ecoou entre os gemidos úmidos.

— O que mais?

— Hã?

Hayul ergueu a cabeça em surpresa. Marco estava visivelmente retirando seu membro do interior do homem, uma fina corrente de sêmen escorreu do buraco aberto. Com um golpe rápido, Marco tirou o homem de cima dele. O asiático se levantou sem se importar com nada, enquanto o esperma deslizava entre as pernas.

Com um toque hábil, Marco pegou um lenço de papel, limpou o pênis molhado e o enfiou dentro da calça. Em seguida, tirou dinheiro da carteira e o entregou ao homem, que pegou o dinheiro, fez uma reverência e se virou. Era um homem asiático, de corpo esguio e rosto adorável – definitivamente o tipo que Marco preferia.

O homem caminhou, exibindo-se com confiança apesar de sua nudez, esbarrando deliberadamente em Hayul. Ele olhou para a calça protuberante de Hayul e mostrou um sorriso. Era tão fofo. Suas provocações infantis eram simplesmente adoráveis.

— O que mais você está escondendo de mim?

Estava olhando para as costas do homem esbelto vestindo as roupas que havia deixado no sofá, mas virou a cabeça novamente assim que ouviu a voz de Marco.

— Nada.

— Anjo. Mentir não é bom.

Seus olhos eram afiados, como se pudesse ver através de tudo. Quanto você sabe? Bem, se tiver feito uma investigação completa, provavelmente sabe até mesmo o nome da minha falecida mãe.

— Até que ponto devo contar?

— Qual é a sua relação com o Duque de Headington?

Sentiu que algo estava por vir. O homem até mencionou a família Headington com quem ele trabalhou por alguns meses. Parecia que, agora que o assunto havia surgido, Marco estava determinado a revelar completamente sua identidade.

— Trabalhei como secretário do filho mais novo do Duque de Headington. Eu era um servo real.

— Então você era o cão da família Headington.

Não era uma afirmação errada. Ele era, de fato, como um cão ou um mero serviçal. Na verdade, ele era tratado pior do que um cão, já que ninguém ousaria mandar um cão fazer o que lhe era ordenado.

— Se estamos falando do filho mais novo do Duque Headington, então é Pavel Yates Headington, certo?

— Sim.

— Ouvi dizer que o Duque de Headington teve quatro filhos, e três deles já estão casados.

Sete anos atrás, quando Hayul estava trabalhando naquela casa, todos os três filhos, exceto Pavel, já haviam se casado. Claro, todos esses casamentos foram arranjados.

— Sim.

Apenas Pavel tinha uma mãe diferente de seus irmãos. Mas Marco não parecia ter descoberto sobre a mãe de Pavel. Se tivesse descoberto, ele teria mencionado sobre a mãe de Pavel, Leana Kierov. Não havia sentido em falar sobre algo que não tinha sido perguntado, então Hayul permaneceu em silêncio.

— Que tipo de cara era Pavel Headington?

Ele se forçou a lembrar de Pavel, uma figura que havia enterrado profundamente em sua memória. O filho mais novo, o orgulho do Duque de Headington, um excelente Alfa Real com cabelos negros da cor do pelo de uma pantera e olhos azuis brilhantes.

— Pavel era o mais notável entre os filhos do Duque Headington. Um Alfa Real com os mais altos genes, cuidadosamente administrados pelo sistema de correspondência. Ele era um aluno brilhante, ingressou na University Morton, uma faculdade privada de prestígio como o primeiro da turma e nunca repetiu uma única vez em sua área de estudos. Aos domingos, ele sempre acompanhava o Duque e a Duquesa Headington à igreja, demonstrando sua devoção. Ele era um cristão devoto. Ao contrário de outros Alfas Reais, ele nunca bebeu ou fumou, e até fez um voto de castidade, prometendo não ter relações sexuais promíscuas até o casamento.

— Um voto de castidade? Estou surpreso, ele era um aristocrata do século 19?

— É surpreendente, mas mesmo nos dias de hoje nas famílias aristocráticas, os pais ainda obrigam seus filhos a fazer um voto de castidade. Quando uma criança Alfa Real faz um voto de castidade, se torna um artigo de alto valor em qualquer lugar que vá. Com isso, os melhores pretendentes fazem fila atrás dele.

— Isso significa que eles são verificados como um produto geneticamente superior e sexualmente imaculado?

— No final das contas, o casamento de um Alfa Real é um negócio. Eles devem se casar com os Ômegas Reais verificados que o sistema de correspondência designa, e entre esses Ômegas, eles ainda escolhem o melhor partido possível.

 

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Continua….

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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