Ler Cão Preso na Gaiola (Novel) – Capítulo 06.11 Online

Capítulo 6.11 Vínculo
Yeon Woobeom acariciou suavemente a nuca de Jung Heeyeon, que estava coberta de marcas de mordidas. Sentado na banheira, ele ainda estava totalmente vestido. Seu terno caro grudava úmido em sua pele, encharcado, mas ele não parecia se importar. Ele acariciava silenciosamente o corpo inconsciente apoiado contra si.
Sempre que surgia o impulso de penetrar o ômega, ele mordia a carne pálida, deixando a pele de Jung Heeyeon com quase nenhum ponto intocado. Seu corpo inteiro estava coberto por marcas de mordidas e chupões. A nuca, em particular, era uma visão digna de nota. Ele tentara se conter, mas o pescoço esguio agora era uma confusão manchada.
O homem soltou um suspiro lânguido enquanto dava tapinhas no Jung Heeyeon encharcado de água.
— …
Após um longo silêncio, como se estivesse perdido em pensamentos, Yeon Woobeom levantou-se lentamente. A água escorria dele enquanto segurava o ômega adormecido, que roncava suavemente, em seus braços. Saindo da banheira, ele secou meticulosamente o corpo do ômega adormecido antes de se mover do local sem hesitação. Da lavagem à secagem do ômega, seu toque era tão delicado que era difícil acreditar que era a primeira vez que fazia aquilo.
O quarto em que entrou não era o de Jung Heeyeon — era o seu próprio quarto. Ele colocou o corpo inconsciente na cama, onde nem um fiapo de luz penetrava, cobriu-o com um cobertor e virou-se.
Antes de carregar Jung Heeyeon, ele jogara um roupão sobre suas roupas molhadas. Assim que entrou no banheiro, descartou imediatamente o roupão.
— Porra.
Afastando o cabelo meio úmido, ele murmurou um palavrão e baixou a cabeça. Através da calça de terno encharcada, o contorno ameaçador de seu pau ereto era totalmente visível.
Seu cabelo quase seco deslizava por seus dedos longos. Movendo-se pausadamente com um rosto frio e inexpressivo, ele estava praticamente nu. A iluminação suave do closet espalhava-se sobre sua estrutura robusta, iluminando totalmente seu corpo. Músculos sólidos contraíam-se sutilmente a cada movimento do alfa. Cicatrizes marcavam várias partes de sua pele exposta, embora fossem tênues, sugerindo ferimentos antigos.
As cicatrizes nítidas e implacáveis davam testemunho de uma vida que escalou desde o fundo. Talvez devido à sua aura única ou aos feromônios ameaçadores que exalava, as cicatrizes, que de outra forma seriam feias, combinavam quase bem demais com ele. Como a cicatriz perto de seu olho, eram falhas paradoxais que, de alguma forma, faziam o sujeito parecer perfeito.
A perfeição do homem parecia derivar de suas imperfeições.
— Haa.
Yeon Woobeom soltou uma risada oca misturada com um suspiro curto. Ele não era mais um garoto imprudente, mas aqui estava ele, nesta idade, prestes a se masturbar sozinho. Sua pele formigava por estar sob a água fria, mas o calor acumulado abaixo permanecia implacável. Ele olhou para seu membro ainda semi-ereto antes de vestir algumas roupas. Com a luxúria fervilhando, ele pensou em fumar um cigarro em vez disso. Ele não podia morder o ômega adormecido, então fumar era seu único recurso.
Em vez de sair direto após deixar o closet, o homem passou pelo quarto. No cômodo breu, o único sinal de vida era a respiração exausta da figura que dormia. O alfa estava acostumado com a escuridão, movendo-se sem esforço. Quando ele roçou onde a mesa de cabeceira deveria estar, seus dedos encontraram um objeto familiar. Pressionando o controle remoto, as cortinas do quarto se abriram silenciosamente.
Embora estivesse perto do amanhecer, a longa noite de inverno mantinha o mundo lá fora escuro. Ainda assim, o luar cortando a penumbra era suficiente para iluminar o rosto do ômega adormecido. A luz do amanhecer tingida de azul acumulava-se suavemente sobre as feições adormecidas de Jung Heeyeon.
— …
Yeon Woobeom estendeu a mão e deu um tapinha leve na bochecha de Jung Heeyeon. A bochecha macia e fofinha ainda parecia terna e flexível. Embora o toque devesse ser irritante, Jung Heeyeon não se moveu de seu sono. Exausto de ter sido atormentado até desmaiar, ele apenas soltava respirações suaves e pesadas através de seus lábios inchados.
O dedo pressionando sua bochecha naturalmente deslizou para seus lábios.
— Mmph…
O ômega adormecido franziu as sobrancelhas e soltou um ganido de dor. Como resultado, o dedo que pressionava seus lábios deslizou para dentro, pressionando sua língua. Era um movimento ambíguo — apenas o dono do dedo poderia dizer se foi acidental ou deliberado. Inclinando ligeiramente a cabeça, o homem não retirou o dedo. Ele simplesmente olhou para os lábios pequenos envolvendo seu dedo.
A língua do ômega, que havia caído no sono após suportar seu cio, estava quente e úmida. Era o mesmo pedaço de carne que estivera tentando Yeon Woobeom desde esta manhã — ou, mais precisamente, ontem de manhã. Como se recordasse aquele momento, os feromônios lânguidos do alfa de repente tornaram-se ferozes.
Mas o homem rapidamente conteve seus feromônios e retirou o dedo calmamente. Ele não podia prever quando a luxúria que mal suprimira poderia mostrar sua face novamente.
— …
Yeon Woobeom estabilizou sua respiração silenciosamente. Usar seus feromônios para acalmar o cio de Jung Heeyeon não fora um método ruim. Embora, considerando que ele havia mordido, lambido e sugado cada centímetro daquele corpo, dizer que simplesmente “usou feromônios” parecia uma simplificação excessiva.
O cio de Jung Heeyeon não era um ciclo de cio típico. Foi um acidente desencadeado por um estado anormal de feromônios excessivamente acumulados. Tal acúmulo era altamente propenso a causar uma excitação esmagadora além dos limites normais, e sexo naquele estado seria semelhante a veneno. Ele provavelmente imploraria por isso de forma imprudente, inconsciente do esforço. Como um ômega dominante, ele não era propenso a se machucar facilmente, mas Yeon Woobeom não queria deixar nem a menor chance de dano.
Em termos simples, ruts e cios eram temporadas de acasalamento. O corpo aquecendo e liberando feromônios para seduzir um parceiro não era muito diferente do estro de um animal.
Em uma palavra, era obra dos feromônios. A razão pela qual ruts e cios frequentemente levavam ao sexo era porque a maneira mais fácil e primária de lidar com os feromônios era a intimidade física.
Explicando claramente, mesmo sem sexo, um cio poderia terminar se feromônios do traço oposto se misturassem. É que a maioria das pessoas sucumbia aos próprios feromônios ou aos do parceiro e acabava fazendo sexo, tornando esses casos raros.
A razão pela qual Yeon Woobeom pôde suavizar o cio de Jung Heeyeon sem sexo foi que ele praticamente banhara o ômega em seus próprios feromônios.
Poderia parecer simples e humano, mas estava longe de ser fácil. O que poderia ser mais difícil do que suprimir à força um instinto tão primário quanto um impulso de acasalamento? Não importa o quão habilidoso ele fosse em controlar feromônios, teria sido muito mais simples e fácil para Yeon Woobeom apenas devorar Jung Heeyeon em vez de derramar feromônios sem sexo. Afinal, o sexo não exigia o esforço minucioso de controlar os feromônios.
No entanto, ele escolhera o caminho mais trabalhoso porque se sentia responsável por trazer Jung Heeyeon para cá. E porque pretendia cumprir sua promessa de ser afetuoso com ele.
Yeon Woobeom deu um passo para trás para se distanciar de Jung Heeyeon. O luar azul entrava, iluminando nitidamente o rosto do ômega claro. O ômega tinha uma expressão serena, como se nunca tivesse implorado por sexo em um frenesi mais cedo.
— Jung Heeyeon…
Chamando pelo nome querido, o homem moveu-se ligeiramente. Uma sombra se formou, e o rosto pálido iluminado pelo luar foi engolido pela escuridão. Yeon Woobeom olhou silenciosamente para o rosto agora consumido pela sombra, segurando a respiração. Jung Heeyeon estava constantemente banhado pela luz e, a cada vez, ele sentia um impulso de puxar o pequeno ômega para seu próprio mundo — um impulso que ele não conseguia nomear.
— Eu posso ser perigoso para você, Heeyeon.
Yeon Woobeom murmurou para o ômega adormecido em um tom surpreendentemente terno. Após encarar Jung Heeyeon intensamente, ele recuou lentamente. Naquele momento, a luz azul infiltrou-se sobre o corpo pálido e nu. Ao contrário dele, que dormia em uma escuridão sufocante, Jung Heeyeon sempre adormecia sob uma luz brilhante e torrencial.
É por isso que o homem, de forma atípica, abrira as cortinas do quarto. Para que Jung Heeyeon pudesse dormir confortavelmente.
Com o hábito de se mover sem fazer barulho, ele deixou o quarto sem sequer um sussurro de ruído. No cômodo, perpetuamente mergulhado na escuridão, apenas o ômega adormecido permanecia, banhado pelo brilho branco do amanhecer.
Este era o domínio de Yeon Woobeom, mas quem ocupava a cama era Jung Heeyeon.
Entrando na sala de estar, o Diretor Yeon parou antes de ir para a varanda. Uma risada baixa escapou de seus lábios quando notou algo. Estendendo a mão, ele pegou um cardigã que caíra no sofá. Era sua própria roupa, que era praticamente o cobertor de conforto de Jung Heeyeon.
Quando ele enterrou o nariz nele, um aroma de feromônio subiu. Não o seu próprio, mas a rica fragrância de gardênias, um perfume impossível de encontrar no inverno. Pensando no ômega que estava praticamente encharcado de seus feromônios, ele vestiu o cardigã. Com seus feromônios totalmente liberados por uma vez, usá-lo deixaria o aroma penetrar na roupa. E então Jung Heeyeon o usaria novamente.
Saindo para fora, o vento frio bagunçou seu cabelo. Yeon Woobeom puxou um cigarro com um rosto impassível, como se o frio não o afetasse.
Ele planejava substituir sua luxúria mal suprimida pelo desejo de fumar. O clique metálico de um isqueiro seguiu-se, e um cigarro branco acomodou-se entre seus lábios bem definidos. Brasas vermelhas brilharam, dominando o céu escuro da noite. A fumaça acre penetrando em seu corpo não era nada mal.
Pensar em Jung Heeyeon que estava dormindo em seu quarto naturalmente o lembrou de seu encontro com Kang Seoui. Ele encontrara o filho ilegítimo do Grupo Sunha, o Diretor Executivo Kang, para discutir assuntos relacionados ao Presidente Jung. Yeon Woobeom refletiu sobre a conversa deles.
— Eu preparei algo que acho que você vai gostar, Diretor Yeon. Dê uma olhada.
Aquela expressão estava transbordando de confiança. Yeon Woobeom analisou os documentos que Kang Seoui entregou, levantando preguiçosamente o canto da boca.
— Interessante.
— Fico feliz que ache divertido.
— Para ser honesto, eu não achei que você conseguiria, Diretor Executivo Kang.
Em vez de se ofender, Kang Seoui sorriu.
— Bem, eu imaginei que você pensaria isso.
— Você deve realmente querer assumir a Sunha, hein?
— Há algo de errado em ter grandes ambições? Quem sabe, talvez eu suba para o assento de presidente e depois me torne o presidente do conselho? A prova viva disso não está parada bem na minha frente, Diretor Yeon?
Yeon Woobeom , folheando os papéis, moveu apenas os olhos para encontrar o olhar de Kang Seoui à sua frente. Vendo a visão rara do outro estremecer, Yeon Woobeom sorriu levemente. Seus lábios se esticaram em uma linha nítida e gelada.
— Nossa situação não é a mesma, Diretor Executivo Kang.
— …
— Eu só queria rasgar e matar aquele desgraçado. Eu não me importava em subir para esta posição.
Sua voz era totalmente gentil, um contraste gritante com a ameaça gélida em seus olhos.
— A atual Jiwoo é apenas o resultado disso. Propósito e resultado são distintamente diferentes, não são?
— Bem…
— De qualquer forma, já que você mostrou sua sinceridade, Diretor Executivo Kang, eu retribuirei o favor.
A conversa se arrastara por mais tempo do que o esperado, mas o resultado foi bastante satisfatório.
Yeon Woobeom apagou o cigarro, olhando para a escuridão total. A última lufada de sua fumaça girou no ar como o luar.
Era hora da caça.
Após um momento de contemplação, o homem limpou o cheiro de cigarro e voltou para dentro com passos silenciosos. Como era o primeiro cio de Jung Heeyeon, ele achou melhor ficar ao seu lado. De forma atípica, vestido sobre a cama, ele não se deitou ao lado de Jung Heeyeon, mas sim encostou-se na cabeceira. Seu braço estendido acariciava suavemente o cabelo do ômega adormecido.
— Mmph…
Talvez achando o toque agradável, Jung Heeyeon se contorceu para mais perto. Justo então, seu telefone vibrou. Normalmente, ele teria atendido na hora, mas o ômega adormecido ao seu lado pesava em sua mente. Yeon Woobeom bagunçou o cabelo de Jung Heeyeon, seus dedos traçando lentamente a curva suave de sua orelha. O ômega soltou um ganido fraco, mas não mostrou sinais de acordar, suas pálpebras profundamente fechadas protegendo seus olhos.
Confirmando que ele estava em sono profundo, o homem estendeu a mão lentamente e atendeu a chamada.
— Sim.
— Diretor, recebemos uma ligação da Chefe Nam.
Ainda era cedo, então Yeon Woobeom assumira que seria urgente. Com certeza, era a notícia que ele estava esperando.
— Ela diz que encontraram as mercadorias.
— Entendido.
— Qual será o próximo plano? Não há problema em movê-las imediatamente agora.
O olhar do homem permaneceu fixo em Jung Heeyeon. Talvez o som que escapava estivesse perturbando seu sono, pois sua testa lisa franziu-se ligeiramente. Yeon Woobeom deu tapinhas suaves no ômega adormecido, mantendo a voz baixa ao encerrar a chamada rapidamente.
— Envie os detalhes por mensagem.
— Perdão? Você disse mensagem?
Kim Chulwoo parecia confuso. E compreensivelmente — Yeon Woobeom não gostava de lidar com negócios de forma ineficiente. Isso incluía lidar com assuntos urgentes através de qualquer coisa que não fosse uma chamada telefônica.
— O bebê está dormindo.
Foi uma resposta bastante descarada. Após um longo silêncio, Kim Chulwoo gaguejou sua resposta antes de encerrar a ligação.
— …Sim, entendido.
Depois de desligar, o homem respondeu às mensagens recebidas uma por uma. A luz de seu telefone iluminava seu rosto frio e composto. Seus dedos demoraram-se brevemente na tela antes de deslizarem suavemente para completar a frase final.
[Dê uma surra em Lee Yootae um pouco mais e investigue o passado do bebê.]
Jung Heeyeon dissera que começara a morar com o Presidente Jung aos cinco anos. Isso significava que ele devia estar com os pais antes disso. Baixando o olhar para olhar para Jung Heeyeon, ele inesperadamente encontrou os olhos do ômega. Cílios longos tremularam delicadamente enquanto Jung Heeyeon olhava para ele.
— D-Diretor…
Uma voz, arrastada e pesada de sono, chamou por ele.
— Sim, Heeyeon.
— Vamos dormir juntos…
Dormir ao seu lado poderia se tornar um problema. Quer Jung Heeyeon soubesse o que passava pela mente de Yeon Woobeom ou não, ele esboçou um sorriso fraco.
— Haaa…
No final, Yeon Woobeom soltou um suspiro semelhante a uma risada oca e deitou-se na cama. Como se pedisse para ser segurado, Jung Heeyeon naturalmente se aninhou em seus braços. Deitado de lado e puxando o pequeno ômega para perto, Yeon Woobeom sentiu o cabelo macio e fofo roçar em seu peito.
— Heeyeon.
Jung Heeyeon não respondeu. Ele já estava dormindo, respirando ritmadamente.
— Durma bem.
Yeon Woobeom baixou a cabeça e pressionou um beijo no topo redondo da cabeça de Jung Heeyeon. A luz do amanhecer entrando pela janela banhava Jung Heeyeon antes de se espalhar sobre ele.
Era uma luz desconhecida. E um momento desconhecido.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Cão Preso na Gaiola (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
A sensação de flutuando na água. O cheiro de ferro enferrujado. Uma jaula cercada por todos os lados.
— O que é isso agora?
Um rosto tão frio quanto o ar do inverno.
— O que eu deveria receber era…
Uma cicatriz acima da pálpebra e,
— Não esse tipo de vira-lata.
Olhos ferozes, como se pudessem devorar alguém.
— …Ah.
E o cheiro salgado do mar.
Esse era um mundo que Jung Heeyeon nunca tinha visto antes.
Nem uma única vez.
—
Abrindo os olhos dentro de um contêiner vazio, Jung Heeyeon segue um homem que nunca conheceu antes sem resistência, simplesmente porque o homem é um alfa dominante.
Enquanto isso, o Diretor Yeon recebe uma ligação do Chefe Nam, que lhe enviou um “presente”, e descobre que o ômega no contêiner é parente do Presidente Jung, uma figura de um passado sombrio.
— Heeyeon.
— … Sim?
— Você tem dezenove anos?
— Sim.
— Então você é um bebê.
— Eu não sou um bebê.
— Bebês geralmente odeiam ser chamados de bebê.
— Não é assim… Quer dizer, eu tenho dezenove…?
Diante dessa resposta sincera, o Diretor Yeon solta uma risada suave.
— Você vai dar trabalho, não vai?
— Vou tentar… não ser um fardo.
— Não se preocupe, Heeyeon.
— ……
— Eu gosto de coisas que exigem muita atenção.
O homem, que trouxe Jung Heeyeon para dentro de sua casa, faz uma sugestão gentil.
— Que tal chamarmos isso de acordo?
— Acordo?
— Porque eu preciso de você.
Nome alternativo: Dog On The Hutch Co Preso Na Gaiola Cachorro Preso Na Gaiola