Ler Cão Preso na Gaiola (Novel) – Capítulo 01.6 Online


Modo Claro

Capítulo 1.6 Zona de alta criminalidade

Diante da pergunta inesperada, Jung Heeyeon seguiu o olhar dele para baixo e viu sua própria mão agarrada à bainha do terno do Diretor Yeon. Sua mão clara, contra o terno escuro sob as luzes brilhantes do elevador, parecia ainda menor.

— Ah, desculpe.

Jung Heeyeon rapidamente soltou o aperto e baixou a cabeça.

— É a primeira vez que anda em um?

— Sim.

O Diretor Yeon examinou Jung Heeyeon com uma expressão curiosa. Ele sabia que o Presidente Jung o havia criado em isolamento, mas achava que era apenas uma maneira de falar. Claro, manter alguém escondido dentro de casa é o método usual para mantê-lo longe de olhares curiosos, mas…

Ao se lembrar das reações pequenas e inocentes que Jung Heeyeon demonstrou no pouco tempo que passaram juntos, o Diretor Yeon perguntou em um tom indiferente.

— Você nunca esteve do lado de fora?

— Sim.

Jung Heeyeon respondeu suavemente. Então, o Diretor Yeon estendeu a mão vagarosamente e entrelaçou seus dedos com os de Jung Heeyeon, segurando a mão pequena que balançava ao lado do corpo. Jung Heeyeon não resistiu exatamente, embora seus dedos se agitassem levemente. Logo, uma voz quieta, mas firme, escapou de seus lábios carnudos.

— Ficarei bem sem que você segure minha mão…

O ômega acabara de confirmar que o elevador não era perigoso. O painel mostrava que estavam se aproximando do número que o Diretor Yeon havia pressionado. Ele apenas instintivamente estendeu a mão naquele momento de sensação desconhecida de subida, mas agora, segurar as mãos por causa de algo assim parecia estranho.

— Quando um bebê anda de elevador, ele deve segurar a mão de um adulto.

Jung Heeyeon sentiu vagamente que o Diretor Yeon estava provocando-o. No entanto, em vez de protestar dizendo que não era um bebê, ele silenciosamente olhou para a mão que segurava a sua. Exceto em suas memórias distantes de infância, esta era a primeira vez que segurava a mão de alguém.

O toque desconhecido com outra pessoa fez Jung Heeyeon instintivamente contrair os dedos levemente, roçando as pontas dos dedos nas costas da mão do Diretor Yeon. Era uma mão grande, áspera e de adulto, bem diferente da sua.

— Chegamos ao andar.

Assustado com a voz mecânica repentina, Jung Heeyeon deu um passo para trás, surpreso. Divertido com a reação inesperada, o Diretor Yeon riu e puxou gentilmente a mão pequena que ainda estava presa à sua. Era uma mão macia e delicada, bem o oposto de seu próprio aperto áspero.

— Há muito o que te ensinar.

Distraído pelo ambiente desconhecido, Jung Heeyeon não ouviu o resmungo do homem.

Quando saíram do elevador, encontraram-se em um corredor vazio. Havia uma porta na extrema direita, e o lado oposto era bloqueado por uma parede. Parecia ser a única porta naquele andar.

Com a mão de Jung Heeyeon na sua, o Diretor Yeon aproximou-se da porta e colocou a mão em um painel. Com um bipe suave, a porta se abriu. Obedientemente, Jung Heeyeon seguiu-o para dentro.

O interior era distintamente diferente da casa a que ele estava acostumado, mas era claramente onde aquele homem morava. As luzes da sala estavam acesas e o ar dentro da casa estava quente, como se alguém tivesse preparado tudo com antecedência.

— Um bebê deve ir para a cama cedo.

Disse o Diretor Yeon, abrindo uma porta. Jung Heeyeon parou diante dela, hesitando em vez de entrar. Como se ponderasse algo, moveu os lábios levemente antes de finalmente olhar para o Diretor Yeon.

— …E o senhor, Diretor?

Suas bochechas pálidas estavam coradas de rosa. Depois de passar o dia inteiro preso em um contêiner frio, o calor do ambiente trouxe um leve rubor ao seu rosto.

— Já que você é um bebê, preciso ficar ao seu lado e dar tapinhas até você dormir?

O Diretor Yeon provocou com malícia. Suas palavras, tratando quase Jung Heeyeon como um recém-nascido, fizeram-no franzir a testa levemente.

— Não é isso que eu quis dizer… Quer dizer, se eu dormir aqui, então onde o senhor…?

— Este é o quarto de hóspedes, então não se preocupe. Há um banheiro aqui dentro também, você pode se lavar. Preparei roupas para você também.

Com isso, o Diretor Yeon acendeu a luz do quarto escuro e apontou para dentro com o queixo. Seguindo o gesto, Jung Heeyeon desviou o olhar e notou uma sacola de compras colocada perto de uma porta que ele presumiu levar ao banheiro.

— Oh, obrigado.

Jung Heeyeon disse, tirando cuidadosamente seu casaco e expressando sua gratidão. O Diretor Yeon observou os movimentos pequenos e cautelosos do ômega, depois olhou para o relógio em seu pulso. Já estava quase amanhecendo.

Após verificar a hora, o homem virou-se para sair. Ele planejava ligar para a Chefe Nam primeiro e adiar qualquer conversa posterior com Jung Heeyeon para o dia seguinte.

— Heeyeon.

Ele chamou de repente, como se lembrasse de algo. Ele virou a parte superior do corpo levemente e chamou Jung Heeyeon calmamente.

— Sim?

— Boa noite.

— Oh…

O Diretor Yeon olhou brevemente para o rosto gentil de Heeyeon enquanto este olhava para cima, depois fechou a porta. O silêncio preencheu o quarto imediatamente.

— Tenha uma boa noite também.

Jung Heeyeon respondeu tardiamente, encarando a porta fechada antes de caminhar lentamente para dentro do quarto.

Ele ficou lá e observou o quarto por alguns minutos, depois atravessou o ambiente com passos lentos. Através da grande janela, a vista noturna deslumbrante inundou a escuridão. A paisagem era tão transbordante que parecia prestes a derramar a qualquer momento.

— É lindo.

Ele murmurou suavemente, pressionando ambas as mãos contra a janela e encostando a testa no vidro frio.

O cheiro do oceano que experimentou pela primeira vez e o rosto do alfa que o trouxe para lá flutuavam em sua mente.

Parecia que ele não conseguiria dormir tão cedo.

Enquanto olhava para fora, as luzes da cidade se espalhavam infinitamente pela noite.

***

— …Mestre, Jovem Mestre!

Com o sacudido brusco em seu corpo, o ômega tratado como Jovem Mestre mal conseguiu levantar as pálpebras. Mesmo sem verificar, ele sabia quem estava sacudindo-o para acordá-lo. Havia apenas uma pessoa naquela casa cercada por muros altos que falaria com Jung Heeyeon.

De fato, quando finalmente abriu os olhos, o homem a quem ele chamava de mordomo estava bem ao lado de sua cama.

— Levante-se, rápido!

— Ah.

Ele podia sentir o homem deliberadamente apertando com força seu pulso machucado. Suportando a dor familiar, Jung Heeyeon levantou-se lentamente.

Quando estava prestes a sair da cama, o homem que o acordara jogou algo nele. Seu movimento foi descuidado, quase como jogar lixo em vez de entregar algo cuidadosamente.

— Vista isto.

O mordomo, Lee Yootae, que criara Jung Heeyeon por quase 15 anos, jogou roupas na cama e latiu suas ordens urgentemente. Diante do comando severo, o ômega, que acabara de acordar, direcionou o olhar para a cama. Ele não tinha o hábito de se mexer durante o sono, portanto, o cobertor cuidadosamente arrumado estava agora coberto com roupas espalhadas.

Ele sabia que se, se movesse lentamente, Lee Yootae descontaria sua frustração nele, mas após a injeção de feromônios de ontem, era difícil para ele recuperar totalmente os sentidos. Ele tinha acabado de adormecer depois de lutar contra os efeitos a noite toda.

— O que está fazendo? Mova-se rápido!

— Sim, vou me vestir agora.

Acenando levemente, Jung Heeyeon desabotoou seu pijama.

Seu corpo pálido, exposto sob o tecido, estava coberto de hematomas. Alguns eram vermelhos, outros de um tom azulado, essas eram marcas inconfundíveis de violência implacável.

No entanto, nem o homem que causou os hematomas nem aquele que os carregava mostraram qualquer reação, quase como se estivessem acostumados com isso. Lee Yootae, como fizera nos últimos 15 anos, monitorava Jung Heeyeon, enquanto Jung Heeyeon se comportava como se aquele olhar atento fosse natural.

O mais rápido possível, Jung Heeyeon vestiu uma camiseta e colocou uma malha grossa por cima, depois trocou as calças, terminando com um par de meias brancas.

— Estamos atrasados. Vamos!

Assim que Heeyeon colocou o casaco, Lee Yootae agarrou seu pulso e o puxou, nem mesmo lhe dando tempo para abotoar.

Segurando seu pulso machucado descuidadamente, Lee Yootae começou a caminhar rapidamente em direção à porta. Jung Heeyeon seguiu em silêncio, mas abriu a boca levemente, como se algo estivesse errado.

— …Achei que eu não deveria sair hoje.

Ele tinha acabado de tomar uma injeção ontem. Após uma injeção de feromônios, ele deveria ficar em seu quarto por pelo menos um ou dois dias inteiros. Essa rotina estava em vigor desde que ele tinha treze anos.

Na verdade, Jung Heeyeon nem sabia para que servia a injeção. O mordomo, Lee Yootae, chamava-a de injeção de feromônios, e ele simplesmente acreditava. De acordo com as palavras do beta, ômegas precisavam de injeções regulares de feromônios. Assim que a agulha perfurava sua pele e a droga fazia efeito, todo o seu corpo doía. Mas Jung Heeyeon só podia obedecer, como fizera durante toda a sua vida. A recusa não era algo que ele considerasse.

— Por favor, não cause problemas, apenas me siga silenciosamente.

Se fosse outro dia, ele teria levado um tapa por responder a um adulto, mas hoje, Lee Yootae parecia estranhamente diferente. Seu rosto, geralmente endurecido com uma expressão maldosa, estava pálido e urgente, como se estivesse sendo perseguido por algo.

Os passos do homem eram tão rápidos que Jung Heeyeon tropeçou várias vezes. A cada vez, Lee Yootae puxava seu braço para frente. Seu braço parecia que seria arrancado da articulação, mas Jung Heeyeon tentou o seu melhor para acompanhar. Embora não soubesse o que estava acontecendo, tinha certeza de que devia ter feito algo errado.

Ao saírem para o jardim, um vento frio arrepiou seu cabelo, e o calafrio que desceu por seu pescoço era tão cortante quanto aquele vento. Apesar do clima fresco, gotas de suor formavam-se na testa de Lee Yootae.

Finalmente, eles pararam na frente de um carro surrado. Era um carro que Jung Heeyeon nunca tinha visto antes, um veículo antigo que não combinava com o belo jardim ao redor.

Lee Yootae abriu a porta traseira do carro e empurrou rudemente Jung Heeyeon para dentro, como se estivesse jogando carga.

— Eu vou… entrar no carro?

Pela primeira vez, Jung Heeyeon fez uma pergunta. Ele não conseguia se lembrar de ter andado de carro antes. Mais precisamente, ele era alguém que não tinha permissão para sair de casa, já que pisar fora dos limites da propriedade era proibido.

Seus passos estendiam-se apenas até os muros que cercavam aquela propriedade.

Quando Lee Yootae não respondeu, Jung Heeyeon mexeu as mãos inquieto e olhou para o banco da frente, onde um estranho estava sentado no lugar do motorista.

Embora raramente interagisse com alguém além de Lee Yootae, ele reconhecia o rosto de todos os funcionários da casa — e tinha certeza de que nunca tinha visto aquele antes.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Cão Preso na Gaiola (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
A sensação de flutuando na água. O cheiro de ferro enferrujado. Uma jaula cercada por todos os lados.
— O que é isso agora?
Um rosto tão frio quanto o ar do inverno.
— O que eu deveria receber era…
Uma cicatriz acima da pálpebra e,
— Não esse tipo de vira-lata.
Olhos ferozes, como se pudessem devorar alguém.
— …Ah.
E o cheiro salgado do mar.
Esse era um mundo que Jung Heeyeon nunca tinha visto antes.
Nem uma única vez.

Abrindo os olhos dentro de um contêiner vazio, Jung Heeyeon segue um homem que nunca conheceu antes sem resistência, simplesmente porque o homem é um alfa dominante.
Enquanto isso, o Diretor Yeon recebe uma ligação do Chefe Nam, que lhe enviou um “presente”, e descobre que o ômega no contêiner é parente do Presidente Jung, uma figura de um passado sombrio.
— Heeyeon.
— … Sim?
— Você tem dezenove anos?
— Sim.
— Então você é um bebê.
— Eu não sou um bebê.
— Bebês geralmente odeiam ser chamados de bebê.
— Não é assim… Quer dizer, eu tenho dezenove…?
Diante dessa resposta sincera, o Diretor Yeon solta uma risada suave.
— Você vai dar trabalho, não vai?
— Vou tentar… não ser um fardo.
— Não se preocupe, Heeyeon.
— ……
— Eu gosto de coisas que exigem muita atenção.
O homem, que trouxe Jung Heeyeon para dentro de sua casa, faz uma sugestão gentil.
— Que tal chamarmos isso de acordo?
— Acordo?
— Porque eu preciso de você.
Nome alternativo: Dog On The Hutch Co Preso Na Gaiola Cachorro Preso Na Gaiola

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