Ler Caminhando sobre às águas – Capítulo 39 Online
— 42… 43.
Eu não tinha certeza se havia sido ferido quando Lancer me penetrou, mas a área entre minhas pernas ainda doía. Estava fazendo flexões já que não podia correr e Empa, que estava brincando com uma bola de papel no chão, subiu nas minhas costas enquanto eu fazia as flexões. O suor se acumulou na ponta do meu queixo e pingou no chão.
Tive problemas para dormir durante a noite. Pensamentos que eu não queria ter continuaram surgindo repetidamente na minha mente, e como qualquer pessoa, tenho meus mecanismos de defesa, resolvi me exercitar até o dia o amanhecer. Não há necessidade de fazer algo lógico ou racional. Isso vai parar quando eu estiver convencido.
Ontem à noite tive a súbita vontade de beijá-lo, mas como esperado foi apenas algo que senti no calor do momento. Como quando eu quero chutar a bunda de Derek por contar péssimas piadas, ou quando eu senti vontade de calar a boca do instrutor porque não queria ouvir a aula que o seminarista tinha que dar em voz alta, esses foram todos pensamentos inconsistentes que passaram por minha mente. Aquela ideia incoerente me assombrou até o amanhecer, mas agora mesmo não estou com vontade de beijar Glenn McQueen. Foi apenas um impulso fugaz.
Mas, apesar de tal racionalização, sua presença me coloca de volta no lugar como a gravidade. Enquanto fazia flexões, olhei para baixo inadvertidamente e vi minha mão apoiada no chão. Olhar para a mão com dedos grossos e unhas curtas era como olhar para a mão de um menino.
A mão do homem, enrolada na alça da câmera, se espremeu através de uma pequena lacuna em meus pensamentos e sobrepôs-se à minha mão feia. As mãos compridas e bronzeadas do homem continuavam enrolando e desenrolando a alça em volta do pulso, e se movendo com suavidade e delicadeza como se estivesse tocando piano. Naquele momento meu olhar se fixou ao longo da alça e parou nos fortes braços do homem.
Fuga ou supressão da consciência e racionalização. Todos os meus mecanismos de defesa criados durante a noite tornaram-se inúteis em desempenhar seu papel
— 68… 69 … Uhh, 70!
Eu precisava fazer cem, mas pensei que morreria se fizesse mais. A última flexão me fez suspirar fundo e esticar o corpo no chão. Surpresa, Empa pulou das minhas costas e foi para a sala, arranhando o chão.
Fiquei deitado no chão pegajoso por um longo tempo, respirando pesadamente. Um calor pungente irrompeu de dentro do meu corpo.
— …Ahh …O que há de errado comigo, Empa?
Tive dificuldade em engolir a saliva que não passava por minha garganta seca e acabei engasgando. Olhei fixamente para o fundo da tigela de água de Empa. Empa, estava exausta por causa do calor, bebericando água fria com a língua.
Eu também estava com sede. Mas não tinha energia para me levantar e abrir a geladeira. Meu corpo estava exausto, e pesado como se eu estivesse morto, depois de um tempo abri os olhos e olhei para o relógio que indicava sete e vinte e nove. Terminei dormindo por cerca de uma hora.
Empa estava dormindo, na minha frente. Estava quente e o pelo da gatinha era muito comprido, então pensei se deveria empurrá-la, em vez disso coloquei minha mão no pelo da gata e a acariciei. Eu também tinha que sair para comprar areia e ração.
Tem muitas contas a serem pagas. Deixei meus pensamentos de lado, levantei e tomei um banho. Tinha que me preparar para ir trabalhar.
A franja esvoaçante estava fixada com gel e a gravata azul foi cuidadosamente amarrada. Empa que estava olhando para mim enquanto eu me olhava no espelho, colocou as patas em cima dos meus pés, olhei para a gata e me inclinei. Ao fazer cócegas com o dedo sob o queixo, ela bateu com o rabo no chão fazendo um som agradável.
— Você quer ir?
Abaixei e acariciei sua barriga, ela respondeu: “Miau”, e sai.
Minhas costas latejavam e minhas nádegas doíam, mas eu tive que suportar a multidão de pessoas dentro do vagão do metrô lotado que mais parecia um inferno. Meu corpo estava cheio de marcas de mordida e chupões. Embora faltem alguns dias para agosto, os dias ainda estavam quentes. Se a previsão do tempo estivesse correta, o calor escaldante duraria pelo menos até setembro.
Fui ao Radio City Music Hall, onde Barenaked Ladies se apresentará a partir de quinta-feira com Ashe e Derek, que chegaram tarde ao trabalho enquanto eu esperava no escritório.
Nos anos 90, os Barenaked Ladies eram um grupo popular em todo o mundo. Eu e Derek entramos no saguão do Music Hall seguindo Ash, que estava mergulhado em nostalgia e cantarolava <One Week>.
O saguão era luxuoso como um palácio decorado com padrões geométricos. Quando olhei para o enorme lustre dourado pendurado no centro do saguão, fui atingido na parte de trás da cabeça com um tapinha.
— Por que você está andando desse jeito hoje?
Toquei a nuca, olhei para trás e franzi a testa.
— Minhas costas doem.
— Se suas costas doem, você tem que endireitá-las. Você fica muito tempo parado em pé, mas vai doer mais se você ficar torto dessa maneira. Vamos endireite as costas.
Estalando a língua, Ash me fez endireitar as costas com um olhar penetrante, como se estivesse me perfurando. Com mais de 1,92 de altura e pesando mais de 100 quilos, só de ficar parado ele emitia uma atmosfera intimidante.
Embora sejam primos, Ash e Derek são muito diferentes. Ao contrário do alto Ash, Derek, era mais magro. Além disso, diferente do gentil e reservado Ash, Derek era um palhaço sem vergonha. Ash era um ex-militar veterano com um temperamento forte, enquanto Derek era um ex-jogador de beisebol, embora sempre ficasse no banco. Eles são diferentes em aparência, personalidade e até mesmo o ambiente em que cresceram, mas os dois têm uma coisa em comum: gostam mais de mulheres do que o normal.
— Você tem planos para hoje?
— Não, mas… eu quero ir para casa cedo e descansar. Não tenho conseguido dormir desde que voltei da viagem de ontem.
— Não quer beber uma cerveja? Vamos, é bom e barato.
— Eu comprei cerveja, minha geladeira está cheia. Vá sozinho.
Vendo Derek respondendo sarcasticamente, Ash enrugou as sobrancelhas e se virou para mim.
— Vamos, Ed.
— …
— Vamos beber, eu pago.
— Uh, o quê?! Então eu vou também.
Pendurado no ombro de Ash, Derek sorriu rapidamente com uma cara servil.
— Leve-me também.
— Você disse que queria ir para casa mais cedo para descansar.
— Goró de graça funciona como remédio. Você sabe.
Derek riu enquanto cutucou as costelas Ash com o cotovelo. Ash, que olhou fixamente para o rosto de Derek, sorriu e disse.
— Seu pobre merdinha.
— Não importa. Agora não há mais ninguém para te dizer como deve gastar seu dinheiro.
— Você está falando demais, por acaso isso é da sua conta?
— O que eu fiz?
Derek sorriu e deu um tapinha nas costas de Ash como se quisesse confortá-lo. Mesmo quando ele sai com Derek, Ash diz pouco sobre ele se limitar a beber. Depois de se divorciar de Sarah, ele estava morando sozinho em um pequeno apartamento e sempre chamava algum amigo para beber.
— Você vem?
Derek olhou fixamente para mim, como se fosse me arrastar se eu recusasse.
— Nem pense em deixar ouvir as lágrimas desse velho sozinho.
— Velho?
— …Não é que você seja um homem velho, mas quando bebe começa a se lamentar e falar como um velho.
— Já que é assim. Você pode só não vir.
— Ah, sério? Pra quê a grosseria?
Depois de repreender o murmurante Derek por um longo tempo, Ash se virou para mim.
— Você vai vir?
Eu estava preocupada que o gato ficasse sozinho, mas preparei ração e água suficientes para uma noite. Eu estava exausto devido ao sono e por causa da dor nas nádegas, mas era tolerável. Então balancei a cabeça enquanto olhava para Ash que me encarava. Virei a cabeça para desviar do olhar ameaçador de Ash e passei a mão na nuca tentando relaxar.
— Vamos lá. Eu também quero ficar bêbado hoje.
— Sério? Isso é ótimo! Então, vamos ficar todos bêbados hoje! ]]
— Você quer sair do trabalho mais cedo?
— Está bem. Olha mano! Esse filho da mãe está desesperado para sair com a gente.
Derek correu para frente, evitando a tentativa de Ash de acertar um soco nele. Na minha frente, Derek estava arrumando os óculos de sol no rosto e sorrindo como se quisesse provocar o homem. Foi só depois de encontrar o funcionário do centro de arte que estava esperando na entrada do Music Hall além do saguão que ele apagou o sorriso do rosto.
— Você.
Ash, que caminhava do meu lado, olhou para mim e disse.
— Por que você está tão atordoado hoje?
— …
— Derek, aquele bundão, tem um parafuso a menos, mas você não é assim.
Depois de um breve silêncio, ele perguntou.
— O que está acontecendo?
Se há um motivo pelo qual gosto de Ash, é esse aspecto dele. Um homem com uma forte impressão que parece ter saltado do fogo e aponta o problema apenas quando os dois estão sozinhos, como se quisesse proteger o orgulho de seu subordinado. Devido à sua carranca frequente, ele tinha rugas profundas entre as sobrancelhas e vivia com palavrões ferozes nos lábios, mas ele tinha uma suavidade que preenchia sua aspereza.
— Algo ruim aconteceu?
— Não.
Ao vê-lo franzir a testa, dei de ombros.
— Não está acontecendo nada especial.
O olhar penetrante de Ash estava fixo no meu rosto como se estivesse procurando algo. Depois de me olhar por um longo tempo, Ash estreitou as sobrancelhas e disse.
— Então quando estiver trabalhando não pense em mais nada, apenas foque no que está fazendo.
— Sim.
Ash disse, batendo forte em meu ombro com uma mão de ferro.
— Se você cometer algum erro, você morre.
continua….
Ler Caminhando sobre às águas Yaoi Mangá Online
Este romance conta a história de Ed Talbot, um jovem de vinte e quatro anos que herdou uma dívida com um agiota.
Por acaso, ele acaba se envolvendo no mundo dos filmes pornôs gays amadores dirigidos por “Straight”.
Inicialmente, Ed pretendia se afastar da indústria após gravar apenas um vídeo de masturbação solo, mas sua mentalidade começa a mudar ao conhecer Glenn McQueen.
Glenn McQueen é um homem que comanda dezenas de produtoras de filmes pornográficos. E Ed, sem perceber, acaba se apaixonando por esse homem experiente e libertino.
Nome alternativo: Walk On Waterwow