Ler Caminhando sobre às águas – Capítulo 30 Online
「Não é um filme que gira em torno de um grande enredo, mas mostra os vários aspectos da vida neste mundo. Em suma, não é um personagem com uma história especial, mas sim um filme que mostra como vivemos.」
「O filme retrata a vida dos personagens de várias maneiras, embora às vezes conte suas próprias histórias diretamente para o público. Uma trágica comédia que revela as muitas emoções e pensamentos pelos quais passamos na vida, incluindo a melancolia, a alegria, a amargura e a expectativa.」
…O site de resenhas explica o filme <You, the Living>.
Achei interessante, então pensei que deveria assistir ao filme depois de ler a introdução da comédia trágica. O site de resenhas estava cheio de comentários ruins sobre o filme, dizendo que era chato, mas eu queria assistir mesmo assim. O motivo era porque não tinha vontade de chorar por causa de uma tragédia, nem vontade de rir enquanto assistia a uma comédia. Além disso, a combinação das duas palavras incompatíveis, tragédia e comédia, tocou meu coração.
No entanto, o filme não estava nem em sites online nem na TV. Fui a uma locadora perto da minha casa, mas o DVD também não estava lá.
A resposta estava na minha cara. O <You, the Living> que eu queria ver estava na casa de Glenn McQueen. Acho que vi o título no arquivo onde ele organizou a lista de DVDs.
Quando McQueen ia voltar mesmo? Ele deveria voltar para casa na quinta, e hoje é segunda-feira. Já que ele disse que me emprestaria um DVD, acho que posso visitar seu estúdio novamente sem qualquer desculpa.
Estava distraído pela refração da luz forte na minha frente devido ao calor escaldante. Quando virei minha cabeça para o lado olhando para a névoa que mais parecia uma miragem, meu rosto vermelho pelo calor foi refletido na vitrine.
— ….
O dia estava tão quente que o calor deixou meu rosto vermelho. Está quente o suficiente para fazer meu cérebro latejar.
O olhar refletido na vitrine parecia um tanto deprimente. Tudo o que sabia era que simplesmente não queria me aprofundar em algo ou mesmo tentar entender. Em vez de voltar para casa, decidi caminhar sem rumo pela cidade.
Foi só quando desci do ônibus que percebi que precisava renovar meu cartão de tarifa do Metrô. Nesse momento, as contas a pagar eram tantas que me fez lamentar ter que gastar dinheiro com transporte. A pobreza é geralmente transmitida de geração em geração, e apenas aqueles que lutam para escapar de sua inércia fogem dela, mas raramente se consegue.
Então foi isso que eu tentei fazer? Quando filmei pornografia?
Como disse um filósofo, se a dor causada pela falta de algo for removida, mesmo a comida frugal, proporcionará tanto prazer quanto uma mesa luxuosa. Eu nunca tinha sentido a diferença entre uma mesa luxuosa e uma mesa frugal em minha vida. Achei que havia aceitado a pobreza, mas, ironicamente, para escapar dela, comecei a filmar pornô.
No entanto, a maioria das pessoas que fazem isso não admite que filmavam para sobreviver. A maioria prefere fazer parecer que foi uma escolha própria do que apenas uma necessidade.
Eu senti como se minha mente estivesse sendo despedaçada pelo calor. Tinha muito em que pensar hoje. A verdade é que não sou bom em tirar conclusões.
Eram quase sete da noite quando saí do Met Museum. Sentei no parque para ler, olhei alguns livros de segunda mão em uma livraria de rua que estava aberta nas proximidades.
Não houve nenhum que realmente chamou minha atenção. Um homem de meia-idade com um bolo e um buquê de flores olhou para mim. Ele estava escolhendo um livro com uma adolescente que parecia ser sua filha. Senti seu olhar e levantei a cabeça, o homem me olhou fixamente, depois com o dedo nos óculos, agarrou a mão da filha e desapareceu pela rua.
Nova York tem muita extravagância e a taxa de homossexualidade entre os homens é mais alta do que em outras cidades, então sabia que algumas pessoas me reconheceriam. Quando estava usando óculos escuros no trabalho, ninguém me reconhecia, mas quando eu andava pelas ruas assim… Principalmente quando estava sozinho, sentia os olhares de várias pessoas em mim. Mas ninguém tinha vindo falar comigo ainda.
— Você vai comprar este livro?
Enquanto ele deslocava meu olhar ao longo das pontas dos dedos abruptos, havia livros de economia que tinha se tornado uma febre por todos os lugares dos Estados Unidos há muito tempo. Eu balancei minha cabeça quando vi o título do livro manchado em sua mão.
— Não.
— Hum, você vai comprar alguma coisa aqui? Eu tenho te observado a um tempo, mas você nem se mexeu.
Quando virei minha cabeça com uma sensação estranha, um rosto familiar estava olhando para mim.
— Como você está?
Era Kyle. E ao lado dele estava o corretor de imóveis chamado Luke, cujo nome verdadeiro era Levi Lehman. Coincidentemente, os dois eram homens que atuaram como Bottom em filmes comigo.
— Oh…
— Hm, eu vi um homem sorrindo para Tommy mais cedo.
Ao contrário de mim, que estava envergonhado por essa coincidência embaraçosa, Kyle parecia estar se divertindo. Olhando para Kyle com um sorriso em seu rosto, larguei o livro que estava lendo pela metade.
— Há quanto tempo.
— Acho que é seu dia de folga. Não está usando um terno hoje?
Kyle já me viu de terno? Um pouco mais tarde, lembrei-me do encontro acidental em um clube algumas semanas atrás.
— Você jantou?
— Sim.
Levi Lerman interveio e disse.
— Então vamos tomar uma bebida.
— De qualquer forma, já tinha convidado Levi para um drinque hoje, então se você tiver tempo, vamos juntos, Tommy. Você tem algum compromisso?
— … não.
— Isso é ótimo.
Levi Lehman sorriu com um rosto simpático, batendo em meu ombro com a mão.
Pensei em um lugar cheio de bares gays e uma multidão barulhenta, mas Levi me levou para um bar underground no subsolo de um hotel. Era um espaço com uma pequena sala com as paredes decoradas com veludo vermelho.
— Acabei de entrar em contato com eles… Eu tive sorte.
Kyle sorriu enquanto segurava uma azeitona com uma mão e um copo de uísque na outra. Depois de ser admitido na universidade de artes em Nova York, ele foi apresentado a Levi Lerman, um corretor de imóveis em Manhattan, que disse ter conseguido encontrar um apartamento com um preço acessível.
— Graças a Levi, o custo dos imóveis ficaram acessíveis ao meu bolso.
— E em troca disso, ele ganha bebidas caras.
— Ainda assim, isso não é nada comparado ao custo dos imóveis. Aproveite ao máximo e peça o que quiser beber.
— Tommy, me ligue quando precisar encontrar um bom apartamento. Porque eu posso encontrar um com um preço bom.
As palavras de Levi me fizeram lembrar do apartamento parecido com uma toca de ratos em Chinatown, onde o contrato de aluguel estava chegando ao fim. Queria perguntar a ele sem hesitar, mas lembrei que Levi não negociava apartamentos na periferia cujo aluguel era barato. De qualquer forma, acenei com a cabeça, agradecendo, pensando que pediria ajuda se precisasse.
— O quê?
Levi revirou os olhos e sorriu enquanto bebia o uísque. É um pouco engraçado pensar isso, mas ainda era estranho, mesmo depois de ter transado com ele, aceitar o sorriso alegre e o olhar casual de um homem.
— Quando o Lance vai chegar?
— Ouvi dizer que será no início de setembro. Decidimos morar juntos e dividir as despesas de moradia assim que ele voltar.
— Você deve ser próximo de Lance.
Não imaginava que Lance era próximo o suficiente de Kyle para apresentá-lo a Levi e logo irem morar juntos. Kyle sorriu com um olhar perplexo no rosto quando ouviu a pergunta implícita.
— Não somos próximos, mas decidimos morar juntos porque os preços aqui são muito altos. Tenho que ir à escola e Lance quer começar um negócio aqui. Ah, caso tenha entendido mal, vou avisar com antecedência, dormimos juntos por dinheiro, mas não estamos em um relacionamento. Somos apenas colegas de quarto
Levi, que sorriu baixinho ao observar Kyle acenando com a mão e parecendo indiferente, perguntou, despejando a bebida em seu copo vazio.
— Então é porque não tem dinheiro suficiente?
— Que pergunta. Mesmo se nós dividirmos o aluguel entre duas pessoas por mês,
$2.000 seria uma piada. Você não consegue ver a grana voando para longe?
Levi sorriu ao ver Kyle choramingando.
— Você vai continuar fazendo pornografia?
— Eu não consigo muito trabalho e acho que quero parar de vender meu belo rosto. Para ser sincero, gostaria de experimentar um serviço de acompanhantes, tem uma empresa que Lance me apresentou.
Serviço de acompanhantes? Não era diferente de uma prostituta esperando por um homem no beco de uma rua qualquer. Mas eu só pensei, não disse isso em voz alta. Eu não tinha o parâmetro para avaliar quais eram as diferenças entre pornografia e prostituição, e qual era a pior.
Larguei minha bebida e olhei para a mão de Kyle. Como ele disse que estava pintando, as pontas de suas unhas estavam manchadas de tinta e ficaram coloridas.
Ler Caminhando sobre às águas Yaoi Mangá Online
Este romance conta a história de Ed Talbot, um jovem de vinte e quatro anos que herdou uma dívida com um agiota.
Por acaso, ele acaba se envolvendo no mundo dos filmes pornôs gays amadores dirigidos por “Straight”.
Inicialmente, Ed pretendia se afastar da indústria após gravar apenas um vídeo de masturbação solo, mas sua mentalidade começa a mudar ao conhecer Glenn McQueen.
Glenn McQueen é um homem que comanda dezenas de produtoras de filmes pornográficos. E Ed, sem perceber, acaba se apaixonando por esse homem experiente e libertino.
Nome alternativo: Walk On Waterwow