Ler Caminhando sobre às águas – Capítulo 19 Online
Não foi o ronronar de Empa que ressoou em meus ouvidos à noite, nem o rádio que esqueci de desligar antes de dormir.
A chuva forte estava caindo na janela, me aproximei e olhei a paisagem acinzentada de Chinatown que parecia imersa em névoa nebulosa. Quando toquei na janela úmida molhei a palma da mão. Mesmo chovendo, o dia não estava nada fresco, estava apenas úmido e quente. O suor frio escorria por minhas costas quentes.
Ainda meio cansado, me sentei na cama e encarei o nada. De repente, lembrei que dia era. Coloquei uma colherzinha entre os lábios enquanto preparava uma xícara de chocolate para encher o estômago vazio antes de sair.
Enquanto bebia o chocolate gelado, abri uma lata de comida para Empa. Depois de comer tantos petiscos, a gata nem olhava mais para a ração, isso não era bom e estava começando a me preocupar.
“O que eu vou fazer se você se acostumar com isso.”
Dei um tapinha na bunda de Empa, que estava comendo, enquanto ela fazia cócegas em meu pulso com a cauda longa. Me agachei na frente da gata e observei rapidamente ela esvaziar a vasilha. Despejei o restante do chocolate gelado na pia e fui para o banheiro. Empa, que entrou atrás como uma sombra, saiu correndo toda arrepiada assim que ouviu o som do chuveiro ligado.
A tempestade caiu ao nível de chuva torrencial. O vento forte empurrava as gotas em um ângulo de 45 graus. Enquanto caminhava pela água da chuva até a estação de metrô, meus sapatos ficaram encharcados e sujos. Depois de suportar o cheiro horrível do metrô lotado, consegui chegar ao East Village muito tempo depois. Era difícil chegar a East Village com toda aquela chuva, sendo um tanto dramático, poderia quase comparar a grande jornada de Frodo na busca pela destruição do anel, até Mordor.
Quando abri a porta, Janine, que estava sentada à mesa, ergueu os olhos. Ela parecia mais calma do que o normal, talvez por causa da chuva torrencial. Usava óculos roxo no rosto sem maquiagem, e estava vestindo uma camiseta sulista larga. Teria facilmente sido confundida com uma bibliotecária se não fosse pelas presilhas rosas presas em seu longo cabelo loiro.
— Você já chegou?
— Sim.
Ela estava imprimindo uma ficha de programação britânica relacionada às filmagens de um filme pornô. Janine colocou a caneta entre os lábios e examinou atentamente o papel com o registro de todos os horários.
— Todos estão na sala de edição no terceiro andar. Vou ficar no Reino Unido por um tempo, então preciso terminar o lançamento semanal de dois episódios antes de ir. Na verdade, deveríamos ter filmado ontem, mas como você e Lancer disseram que estariam ocupados, adiamos para o fim de semana. Estarei um pouco ocupada a manhã toda. Você se importaria de ir para o segundo andar antes e esperar lá?
Ela logo separou as folhas de papel, as colocou em uma pasta e se sentou novamente. Lembrei da sinopse do filme que ouvi quando jantamos juntos.
Era a história de um homem que fugia dos olhares alheio e perseguia seus instintos, eles planejaram e tinham a intenção de filmar um longa-metragem de pornografia muito erótica – e com muito estilo – diferente de outros filmes pornô.
Os personagens eram Glenn McQueen, um ator pornográfico americano, e alguns atores de agências britânicas. A história começa quando M, viaja nas férias para visitar seu amante que havia ido estudar na Inglaterra, e ao chegar percebe a mudança de atitude de seu amante – é claro, o personagem principal intitulado de M era Glenn McQueen.
Embora a maioria das cenas fossem filmadas em ambientes fechados, não seria fácil gravar quase dois filmes em um curto período de 12 dias.
Subi as escadas para o segundo andar. Não haviam luzes acesas, o interior da sala onde esperei o resto da equipe para filmar estava abafado e úmido. Enquanto olhava para a estante cheia de livros, com as mãos enfiadas nos bolsos de calças, uma voz surgiu atrás de mim.
— Lancer disse que vai demorar um pouco por causa da chuva forte.
As luzes se acenderam assim que virei a cabeça e Glenn McQueen se levantou. Quer fosse porque passou toda a noite acordado ou simplesmente porque não estava de bom humor, seu rosto parecia um tanto áspero e sua expressão estava rígida. Ele ligou o ar condicionado enquanto esfregava o queixo com a barba por fazer.
— Todo mundo está um pouco distraído agora. Tenho que ir ao local das filmagens amanhã, mas ainda não editei os episódios que vão ser publicados nas próximas 2 semanas no site. Tenho que filmar e editar o mais rápido possível hoje, mas o tempo está acabando… Enfim, uma xícara de café?
Ele parou na frente da máquina de café e perguntou, falando rápido.
— Não, estou bem.
Com minha recusa, ele acenou com a cabeça brevemente e pegou uma grande caneca cheia de café puro. Se sentou no sofá enquanto segurava cuidadosamente a xícara de café que estava a ponto de transbordar, e a colocou sobre a mesa. Ele apoiou as costas no encosto do sofá e olhou para mim piscando suavemente com o rosto cheio de sonolência. Depois de me encarar com uma expressão vazia por um longo tempo, fechou os olhos com força e disse.
— Pensando bem, eu nem disse olá. Como você está?
— Eu estou bem.
Não havia muito a acrescentar. Ele sorriu silenciosamente sem dizer mais nada.
— Ouvi de Lancer que vocês já se conheceram no clube.
— Sim, foi por acaso.
— Ele é bonito, certo?
Hesitei e acenei com a cabeça, com um sorriso de canto.
— Sim, é bem bonito.
Enquanto esfregava os olhos com a ponta dos dedos, ele bocejou e inclinou o corpo piscando os olhos, e disse.
— Tem algumas pantufas no armário ao lado da TV, você pode usá-las.
Ele se deitou no sofá e fechou os olhos. Não muito longe, havia uma cama usada para as filmagens, mas ele se deitou no sofá e cochilou. O observei em silêncio e apaguei a luz que iluminava a sala. Estava calçando um tênis all stars escuro, ensopado pela chuva. Fiquei surpreso que mesmo cansado Glenn McQueen notou facilmente o estado dos meus tênis.
Com os sapatos molhados no canto, vaguei pela sala escura e eventualmente sentei em um banquinho ao lado de Glenn McQueen. Era difícil sentar-se com as costas retas em um banco sem encosto. O tédio me consumiria logo então pensei em algo para me distrair, mas não havia nada para fazer.
Disseram que as filmagens seriam às quatro horas, mas naquele momento eram apenas 11h. A única coisa que melhorava o interior da sala quente e úmida era o ar condicionado ligado que deixa o ambiente agradável. Estar no mesmo lugar sozinho com McQueen era um pouco desconfortável.
O punho do homem, que estava na testa, amoleceu e deslizou. Não muito tempo depois de fechar os olhos, talvez por estar cansado de trabalhar a noite toda, ele adormeceu como se o som da chuva forte fosse uma canção de ninar. Havia nuvens acinzentadas lá fora, mas o tempo não estava completamente escuro. Dormindo sem se mexer ou roncar, ele parecia não se incomodar com a luz quando adormeceu. Então vi que nem todos precisavam de um tapa-olho para dormir como eu.
Olhei para as mãos grandes, longas e bem formadas do homem, queixo forte e barbado, nariz empinado e cílios longos e escuros. Ele tinha um rosto que podia agradar não apenas aos gays, mas também o sexo oposto. Sua aparência provavelmente influenciou em sua carreira e fama como ator pornô. Além disso, era bonito, mas isso não era tudo. Ele tinha uma aura única que poderia se destacar em qualquer lugar.
Assim que o vi, senti uma energia pesada vindo oriunda dele, era como um lutador que não queria ser incomodado por ninguém. Agora ele só parece cansado. Encarando aquele ser, prendi a respiração, cocei a nuca e inclinei a cabeça para mais perto, como se quisesse olhar cada detalhe do rosto adormecido.
Então alguém abriu a porta. Jack Black era o homem de pé contra a luz fraca da escada.
— Ai, você está aqui.
Jack Black se aproximou da cadeira em que Glenn McQueen estava, inclinou a cabeça e olhou para o rosto do homem. No momento em que estendeu a mão para acordá-lo, pensou que talvez o homem houvesse acabado de dormir, e disse:
— Tommy.
Olhei para o homem, que parou a mão antes de acordar McQueen.
— Você pode vir comigo por um instante, por favor?
Jack Black ergueu a caixa em sua mão. Com um sorriso sem jeito, ele disse.
— Há muito para se preparar.
***
Como já esperava, o que Jack Black estava segurando era um kit de enema. Eu costumava pensar que apenas iria ficar por cima, mas a verdade era que hoje iria fazer sexo anal.
Pensei que não seria tão difícil, depois de ver como Kyle e Luke filmaram com ele das outras vezes, eles aceitavam com facilidade. Mas depois de sair do banheiro com o rosto vermelho, percebi meu erro, e estava enjoado após tomar outro banho. Todos estavam bem, então me perguntava se era o único ali que sentia vergonha e agia de forma estranha.
— Bom trabalho. Bom trabalho.
Quando sai do banheiro com um rosto inexpressivo, Jack Black deu um tapinha em minhas costas.
— Vou voltar depois de fumar.
A primeira coisa que peguei ao sair do banheiro e soltar a toalha foi um cigarro. Quando coloquei o cigarro na boca e o acendi, parecia que meu estômago estava se revirando. Fiquei de pé, descalço no terraço do terceiro andar, que era a única sala para fumantes dentro do prédio, com vista para a rua chuvosa.
As pessoas geralmente têm uma certa resistência ao sexo anal, mesmo entre homens e mulheres o sexo anal nem sempre é comum, mas só entendi o porquê quando recebi o enema. O tamanho do pênis de Lancer era maior do que o normal, então talvez doa muito. No momento em que pensei nisso, a vermelhidão nas minhas orelhas se fizeram presente, sem intenção alguma de calmaria.
Terminei meu cigarro, coloquei as mãos vazias no bolso, bati na porta e entrei na sala em que Jack Black estava. “Ele provavelmente já deve ter feito o mesmo processo com centenas de caras como eu.”
— Eu, hum… foi tão estranho. Desculpe.
— Oh, hahaha, tudo bem. Tem quem chora e sai correndo só de ouvir falar a palavra enema.
Jack Black sorriu sem jeito, mas respondeu casualmente, verificou a hora e disse:
— Hum… então, Lancer acabou de embarcar no avião. Nesse ritmo, não poderemos começar a filmar até as 5 horas. Já que esperar é um saco, você quer praticar.
— Praticar?
— É a sua primeira vez sendo um bottom… O Lancer está acima do tamanho normal, se colocar o pênis dele direto, a dor definitivamente vai ser terrível. Você precisa praticar antes.
Dito isso, entramos em uma pequena sala ao lado da sala de edição. Através das paredes, as vozes de Taylor e de outras pessoas eram ouvidas de vez em quando, talvez estivessem editando os vídeos feitos ontem.
— Parece que há mais pessoas do que antes.
— Eu recebi um apoio. Além da McQueen Entertainment em Manhattan, há uma editora em uma empresa de reprodução de DVD em New Jersey. A filmagem do episódio de hoje foi colocada na frente de outras, então pedimos apoio a outra distribuidora porque não havia gente suficiente. Originalmente, deveríamos ter terminado as filmagens na semana passada, mas a programação foi interrompida.
Jack Black falou rapidamente enquanto vasculhava uma caixa. Janine já havia falado sobre isso antes, cerca de 1.000 vídeos de pornografia eram distribuídos por ano, tanto online quanto físico, pela McQueen Entertainment. A maior parte é pornografia feita por pequenas produtoras e vendidos por meio da distribuidora de McQueen, e a McQueen Entertainment apenas empresta seu nome para eles. Na verdade, menos de 40 filmes por ano eram rodados pelos funcionários do prédio.
Além de distribuir os próprios episódios de pornografia amadora, o site GlennMcQueen.com, recebe e vende mais de 1.000 vídeos de pornografia por ano de pequenas produtoras. Entendi vagamente como a indústria do pornô foi criada. Ao contrário do passado, os cafetões do século 21 pareciam ter encontrado seu caminho.
Além disso, Janine havia dito que as pequenas produtoras costumavam pagar menos de US $300 pelos atores. Por causa disso muitos atores gays estavam aparecendo, mas também haviam muitos heterossexuais atrás das vantagens de trabalhar para McQueen Entertainment. Isso porque alguns atores que aparecem em pornografia voltada para heterossexuais não são bem tratados, então alguns estavam migrando para o universo do pornô gay.
Então, acho que talvez seja uma sorte filmar como Bottom para o site GlennMcQueen.com e ainda receber $6.000 por isso. Heterossexuais em todos os lugares filmam esse tipo de coisa, isso já tinha se tornado comum. Claro, pensar assim não me fez sentir melhor.
Jack Black, que estava remexendo em uma caixa, mostrou algo para mim. Era um dildo grosso que tinha mais de dois palmos de comprimento combinados juntos. Encarei aquilo congelado.
— Aqui está o preservativo e o lubrificante.
— …
— Oh, se você não fizer isso com antecedência, será como mergulhar no inferno. Pratique, pratique e pratique.
Não soube como responder, porque Jack Black disse aquilo tão casualmente. Eu não queria insistir muito também.
— Hum, se você acha que é muito grande pode usar o preservativo e o lubrificante para entrar mais facilmente.
— Certo.
— Agora é só empurrar.
— …
— Vai entrar, não tenha dúvida.
Jack Black olhou para mim, eu estava com os olhos arregalados e o rosto vermelho de vergonha, era como se o fogo queimasse o meu cérebro. Enquanto segurava o dildo, o preservativo e o lubrificante em ambas as mãos, desviei o olhar e Jack Black deu um tapa em minhas costas com a grande palma da mão.
— Oh, se não entrar, use mais lubrificante, então não se preocupe. Pode doer um pouco no começo, mas… Todo mundo começa assim.
Ele pegou o dildo da mão de Edd e colocou a camisinha. Não sabia onde enfiar minha cara, aquilo era gentileza demais, então o pedi para sair e disse que cuidaria de tudo sozinho.
— Então, vejo você mais tarde. Estarei na sala de edição ao lado. Se você precisar de alguma coisa, é só bater na parede.
Jack Black sorriu sarcástico enquanto olhava para minha cara, que expressava meu exato mau-humor.
Depois que o homem saiu, abaixei as calças e tirei a cueca. Foi engraçado me ver no espelho vestindo apenas uma camisa preta, mas resolvi deixar a camisa por enquanto. Sentei no sofá e esguichei lubrificante naquele cacetão.
As vozes de Taylor e Jack Black vinham da sala ao lado. De vez em quando também ouvia os gemidos dos homens no vídeo que estava sendo editado. Tentei me concentrar, e comecei a encaixar o dildo untado com lubrificante entre as pernas.
— Ugh…. Uhh…
“Isso dói.”
Tenho certeza que meu rosto estava retorcido por uma sensação estranha e indescritível. A mão que segurava a extremidade do dildo tremia levemente. Empurrei com mais força para dentro e abaixei a cabeça. Mesmo que ninguém estivesse me olhando, me senti terrivelmente envergonhado e tão constrangido, que só queria achar um buraco e me esconder.
— Uh… Hmm…
A dor já havia feito um estrago, mas contive os gemidos. Cerrei os dentes com força e empurrei mais fundo.
Aquele monstrengo entrou como Jack Black havia dito. Só pude pensar em como Kyle conseguia lidar com isso? Inclinei a cabeça que dava voltas contra o encosto do sofá e respirei fundo. De repente a porta se abriu. — Ops — Nesse momento, meus olhos encontraram os da pessoa que estava na frente da porta.
— Oh… me desculpe. Eu deveria ter batido. Eu não esperava que tivesse alguém.
McQueen, que hesitou por um tempo, entrou na sala com uma expressão de constrangimento no rosto. No momento em que ele entrou na sala, eu não conseguia respirar, como se uma pressão estranha me impedisse.
— Vou levar um estroboscópio para iluminar. Acho que Lancer deve chegar à noite, então estou aqui para pegar a iluminação.
Havia uma marca atrás de sua nuca, como se ele houvesse acabado de acordar, levantando do sofá e subido ao terceiro. Ele estava sonolento e ainda parecia cansado, caminhando em direção ao grande estroboscópio ao meu lado.
Respirei fundo e rapidamente fechei as pernas. Desviei o olhar, abaixei a cabeça e soltei o dildo.
Glenn McQueen, que agarrou a base do estroboscópio deu alguns passos e parou. Ele colocou a base do estroboscópio no chão, pegou a garrafa de lubrificante que estava no chão e disse:
— Use mais lubrificante, se não funcionar bem.
— …
— Entra mais fácil se você usar uma quantidade generosa. Não coloque muita pressão na sua bunda.
— …Hmm.
O calor no meu rosto aumentou a tal ponto que me questionava se havia um inferno flamejante ardendo na minha cabeça. Puxei a garrafa de lubrificante da mão de McQueen e abaixei a cabeça. Bem, essa situação é estranha para qualquer um sem costume, ainda mais sendo tímido.
— Eu sempre posso te ajudar se for difícil fazer isso sozinho…
A voz do homem tinha um leve tom de ironia. Ergui a cabeça, esfreguei o rosto com a mão que estava limpa. Não acho que ele estava fazendo uma piada.
— Eu posso fazer isso sozinho.
Olhei para o rosto sorridente do homem. Ele deu de ombros e agarrou a base do estroboscópio que havia colocado de volta no chão.
— Tudo bem, então. Boa sorte.
Ao sair pela porta, ele apertou o interruptor para diminuir a luz do quarto. Em vez de olhar para lâmpadas fluorescentes claras, voltei meu olhar para o teto com as lâmpadas incandescentes quentes, e depois olhei para a porta que havia sido fechada.
Depois de ficar olhando por um longo tempo para a porta, senti um desconforto em me mover com Dildo posicionado, mas mesmo assim levantei e tranquei a porta para que ninguém mais pudesse entrar.
Continua…
Ler Caminhando sobre às águas Yaoi Mangá Online
Este romance conta a história de Ed Talbot, um jovem de vinte e quatro anos que herdou uma dívida com um agiota.
Por acaso, ele acaba se envolvendo no mundo dos filmes pornôs gays amadores dirigidos por “Straight”.
Inicialmente, Ed pretendia se afastar da indústria após gravar apenas um vídeo de masturbação solo, mas sua mentalidade começa a mudar ao conhecer Glenn McQueen.
Glenn McQueen é um homem que comanda dezenas de produtoras de filmes pornográficos. E Ed, sem perceber, acaba se apaixonando por esse homem experiente e libertino.
Nome alternativo: Walk On Waterwow