Ler Caminhando sobre às águas – Capítulo 17 Online

Modo Claro

Janine gritou e aplaudiu as palavras de Glenn McQueen, que declarou que iria filmar o jantar em um restaurante próximo.

Edd estava um pouco tonto e parecia bêbado. Parte da culpa era de Janine, que continuava lhe servindo vinho, mas queria estar de bom humor mesmo que para isso precisasse ficar bêbado, queria parar de ouvir os sussurros irritantes em seu coração. Não conseguia encontrar a causa daqueles pensamentos deprimentes.

Ele tinha muita bagagem, estava embriagado e mesmo assim empurrou Janine dizendo que estava tudo bem, então o homem o segurou e o sentou no banco do passageiro de seu carro por volta das 23h. Ele levou Janine para o Brooklyn e dirigiu até o Queens sem se preocupar com as palavras compulsivas de Edd.

— Edd, você quer que eu empreste a minha ID para o site GlennMcQueen.com?

O semáforo ficou vermelho. Ele pisou no freio lentamente e olhou para o rapaz do espelho retrovisor.

ID, Edd não tinha certeza do que ele estava falando, então o encarou. Sua cabeça dava voltas por causa da bebedeira.

— Você não quer saber como os episódios que você filmou antes foram editados?

— Bem, estou curioso, mas… eu não quero ver isso.

Com a resposta o homem, sorriu levemente.

— Entendo, claro, tem isso também.

Ele se concentrou em dirigir novamente. Demorou pelo menos 30 minutos para chegar ao destino correto. Nesse momento, a boca do rapaz que continuava negligenciando essa situação embaraçosa sob o pretexto de não falar bobagens embora estivesse bêbado, foi amaldiçoada.

Claro, um assunto comum veio à mente. Queria perguntar qual era o significado das palavras que o homem havia dito há muito tempo sobre ele parecer mais com um ator de drama comum, e não com um ator de ação. Mas doze dias haviam se passado e achou que parecia um pouco estranho ainda lembrar de suas palavras, então inclinou a cabeça contra a janela do carro.

— Eu tenho uma pergunta. Se você continuar como um top, vai continuar filmando episódios?

— Pra ser sincero… eu não sei.

Glenn McQueen sorriu com a resposta, e esfregou as mãos suadas nas calças.

— Você quer filmar na próxima semana?

Olhou nos olhos de McQueen.

— Você se lembra do cara chamado Lancer de quem falei antes?

Era algo que já esperava desde que ficou sozinho com ele, mas no momento em que escutou isso, rapidamente acordou como se tivessem lhe jogado água fria. Levantou a cabeça que estava encostada na janela do carro e olhou para o rosto de Glenn McQueen.

— Desculpe por trazer isso à tona novamente, mas não acho que Janine tenha falado sobre isso com você. Bem, não será fácil falar sobre esse assunto com um colega de classe.

Com um rosto inexpressivo, ele acariciou os lábios lentamente com o polegar. Pelo espelho do carro olhou para o rosto de Edd e falou.

— Vamos, pense sobre isso por enquanto. Eu não estou tentando forçá-lo. Viro nessa direção, não é?

 

Com as pontas dos dedos, ele apontou para uma placa com luzes vermelhas néon piscando rapidamente. Levou um bom tempo para chegar na casa de Edd depois que passaram pelo prédio com a grande placa.

— Sim, vire à esquerda.

Glenn McQueen não tocou mais no assunto enquanto dirigia pela estrada longa e reta. Em vez disso, apenas ligou o rádio. Tocava dance music que já estava fora de moda há muito tempo.

Limpou as mãos suadas nas calças e mais uma vez encostou a cabeça na janela do carro. O homem olhou fixamente para Edd com os olhos entreabertos, o rapaz estava completamente embriagado.

Ser um Bottom. Glenn McQueen falava disso tão levemente como se a bunda do rapaz fossem duas bolas de assopro coladas em suas costas.

Edd olhou para o perfil do rosto do homem, que estava focado apenas em dirigir. Logo se lembrou do que Janine havia falado sobre “culpa prazerosa”. Este homem, que trata seu traseiro como um balão, parecia não se sentir culpado por desfrutar de qualquer tipo de prazer depravado.

Edd tentou encontrar as palavras certas para expressar o quão sua bunda era preciosa, mas com a lógica de um bêbado não conseguiu pensar em nada. Ele apenas se sentiu um bebum estúpido.

 

***

 

Edd abriu os olhos e viu a mão que sacudia seus ombros. Uma luz fraca explodiu em seus olhos que piscavam como uma bala pontilhada.

A cabeça de Edd doía muito. Ele franziu a testa e tentou descobrir de onde vinha aquela voz gentil de homem.

— Este é o lugar certo?

O rosto estava bem diante de seus olhos. As sobrancelhas do homem se contorceram, assim que Edd recuou e moveu seu corpo rapidamente.

” Por que Glenn McQueen está na minha frente… ”

A sensação estranha não durou muito. Enquanto olhava em volta, descobriu onde estava. Estava no carro de Glenn McQueen e em Chinatown, cheio de apartamentos miseráveis.

— Sim, nós chegamos.

Quando ele respondeu, McQueen sorriu como se tivesse aliviado de não ter errado o local.

Edd havia adormecido no caminho para o Queens. Antes de adormecer estava refletindo sobre a oferta de Glenn McQueen, mas estupidamente não se lembrava a que conclusão tinha chegado. Quando estava saindo do carro, teve que soltar o cinto de segurança e acabou percebendo que sua mão estava estranhamente lenta.

” Oh, eu estou bêbado.” Edd riu porque estava fedendo a álcool, mas logo sentiu uma forte dor de cabeça e fez uma careta. Seus olhos encontraram os de Glenn McQueen através do espelho retrovisor do carro.

— Você realmente quer me ver dormir com outro homem?

As sobrancelhas de McQueen se contorceram enquanto o rapaz murmurava em voz baixa, suspirou. O hálito exalado estava cheio de cheiro de álcool. Edd riu só de pensar que havia cuspido aquelas palavras casualmente, com o pretexto de estar bêbado.

O rosto de McQueen se virou para o espelho. “Ele agora estava olhando para o meu verdadeiro eu, e não apenas um rosto refletido no espelho.” Edd virou a cabeça, pesada pela embriaguez, e olhou para ele. McQueen estava olhando para ele como se estivesse olhando para um objeto estranho.

— …Bem.

— Vejamos.

— Em última análise, a resposta é sim.

Era difícil mover os músculos faciais como se um tecido sólido cobrisse o rosto. Ele só conseguiu sorrir. Então suspirou e levantou. Quando saiu do carro tropeçou no primeiro degrau, soltei um longo suspiro para tentar controlar a respiração. Era dinheiro de outra pessoa, mas foi a primeira vez que se embriagou com um vinho caro. Mesmo que seja caro, não era como se não fizesse mal. Ele estava com muita dor de cabeça, então fez uma careta.

— Você pod…  ablir?

Não foi fácil entender as palavras de um bêbado com a língua enrolada, então o homem olhou para ele com uma sobrancelha retorcida. E logo abriu o porta-malas como se percebesse o significado daquelas palavras.

— Eu não acho que vai ser fácil para um bêbado levantar esse peso todo sozinho.

Glenn McQueen murmurou, varrendo o queixo. Cambaleando, Edd caminhou até o porta-malas do carro e puxou uma caixa cheia de latas.

Janine parecia estar criando dez, e não apenas um gato. Ou o alimentava com petiscos em vez de ração.

Mal colocou as duas caixas grandes na calçada e já fechou o porta-malas com força. Depois de empurrar as caixas na direção da entrada dos apartamentos, Edd parou na frente do homem tomado pela embriaguez. O suor escorria pelas suas costas com todo aquele calor.

— Vá para casa com cuidado.

— …

Olhou para Edd pela janela do carro. De repente, ele abriu a porta fazendo Edd recuar.

De repente, ele caminhou e pegou a caixa que Edd havia deixado no primeiro degrau da escada. McQueen ergueu a cabeça e olhou ao redor para os prédios cheios de apartamentos tipo cortiço, que ficavam perto da estação de trem. Eram apartamentos que pareciam tão estreitos quanto as tocas de ratos. E perguntou:

— Em qual andar você mora?

— Naquele… Eu posso ir sozinho….

Ele ergueu a caixa cheia de latas nos braços novamente. Seu pulso tremia por causa do peso, Edd insistia em segurar uma caixa que não era nem um pouco leve.

— Eu estou bem…

— Basta continuar andando em linha reta.

Ele não se sentia realmente bem. Não, na verdade era bastante desconfortável. Edd parou e engoliu a saliva presa em sua garganta e, finalmente, lhe disse para segui-lo.

Se ele soubesse que era um prédio de cinco andares sem elevador, ele poderia estar correndo agora. McQueen seguiu Edd em silêncio, e então ele abriu a grade e caminhou na frente do rapaz, em passos lentos e constantes.

Quando chegou ao quinto andar, o homem já estava colocando as caixas no corredor apertado perto do apartamento, ele estava abanando o rosto com as mãos. As luzes do corredor que haviam sido acesas logo se apagaram. No escuro, Glenn McQueen, enxugou o suor do queixo com as costas da mão e disse.

— Posso tomar um copo d’água? Oh, sério, eu nunca pensei que não haveria elevador.

Franzindo o cenho e respirando com dificuldade, agarrou suas roupas e se aproximou da porta. Contando com o brilho fraco do corredor, ele conseguiu empurrar a chave no buraco da fechadura com a mão lenta e abrir a porta.

— É aqui.

Ele pegou o copo com água, bebeu e olhou em volta de toda a sala. Embora fosse um apartamento tão pequeno quanto a palma de sua mão, não havia nenhum inconveniente em morar ali, já que tinha uma sala de estar e um banheiro separados, e o aluguel era barato. Claro, não se comparava ao seu enorme castelo no meio de Manhattan.

— E o gato?

— Na janela.

A cabeça de Glenn McQueen virou-se para a silhueta negra de Empa parada no parapeito da janela. Seu olhar se desviou e se dirigiu para o quarto escuro. Ele disse, enquanto bebia a água fria lentamente, como se estivesse tomando um café quente, não como uma pessoa que estava realmente com sede.

— O quarto está bem arrumado.

Edd riu do que o homem disse e depois abaixou a cabeça porque ainda parecia pesada. Só depois que as luzes da porta da frente voltaram a se apagar foi que lembrei que a luz do quarto ainda não tinha sido acesa. Ele ficou de pé na sala apertada enquanto caminhava até a porta da frente para acender a luz, e esbarrou em McQueen ao seu lado.

Os olhos de Edd e os lábios de McQueen estavam frente a frente. O homem era muito alto, olhou para seu queixo com um pensamento inesperado, cambaleou e se sentou em um banquinho ao lado da parede. “Queria estar tão bêbado, só cair na cama e dormir “. Mas ele não estava tão bêbado a ponto de adormecer com o homem ali.

— Obrigado pela água.

Ele sorriu educadamente enquanto colocava o copo na pia. Edd se levantou da cadeira, e olhou literalmente para o homem com a intenção de se despedir. Mas, inesperadamente, ele puxou um banquinho à sua frente e se sentou.

— Posso ficar e descansar um pouco?

— …Claro.

— Há um pôster de Bruce Lee na sala.

Ele apontou para o pôster na sala escura. Os olhos de Edd se moveram na direção em que apontava os dedos. Um pôster de < Enter the Dragon > estava colado na parede.

— Ouvi dizer que seu sonho era ser um ator de ação.

— Sim.

— Você deve ter sido bem com esportes.

— Apenas em alguns.

— Você deve ter visto todos os filmes com Bruce Lee. Eu também gostei bastante de < Operação dragão >. Você tem o DVD?

— Não.

Ele respondeu inocentemente, e pensou que o homem só estava jogando conversa fora, mas na verdade tinha outras intenções. Talvez isso também fosse apenas um dos muitos preconceitos que Edd contra McQueen.

Depois da conversa estranha, ele se levantou. Edd olhou para o relógio na parede e ficou surpreso com isso. Já passava das onze horas. Havia um motivo para seus olhos estarem pesados de sono.

— Você tem uma caneta?

— Ao lado do computador.

— Vou te dar meu ID e senha, no caso de você querer ver.

— ID?

— Para o site de <GlennMcQueen.com>

Seus olhos sonolentos se arregalaram.

Não se incomodando com a reação de Edd, o homem entrou no quarto e acendeu a luz. Ele escreveu o ID e a senha no verso de um papel que estava em sua carteira, largou o papel e a caneta e esticou as costas curvadas.

— Vou deixar aqui, dê uma olhada se tiver vontade.

Com um breve aceno de cabeça, ele se virou. Apertou a mão de Edd para se despedir e seguiu para a porta da frente. A luz do corredor acendeu. Abriu a porta com as dobradiças enferrujadas e caminhou para o corredor. Seu movimento, fechando a porta da frente no corredor escuro parou, e seu olhar penetrante perfurou lentamente o coração de Edd.

— A propósito.

Ele esticou os lábios e sorriu enquanto o segurava firmemente a porta.

Olhou para cima, e enquanto olhava para o sorriso cada vez mais profundo de McQueen. Não conseguia desviar o olhar porque os olhos do homem pareciam sorrir em algum lugar. Encarou os olhos brilhantes e sorridentes do homem.

— Se eu disser que realmente quero ver isso, você vai me mostrar?

A risada nasal seca foi leve. Enquanto Edd tentava entender o que ele estava dizendo, McQueen acenou brevemente com a mão antes fechar a porta e desaparecer.

Assim que acordou na cama pela manhã, segurou a cabeça pesada pela ressaca. Conforme apalpou as orelhas e tirou o tapa-olho, a escuridão em frente aos seus olhos desapareceu. Uma imagem rapidamente apareceu em sua mente, era o rosto de Glenn McQueen, sorrindo com o canto da boca levantando, se fundindo no azul profundo do amanhecer. Olhou fixamente para a parede branca onde a imagem residual de Glenn McQueen permanecia, isso só fez com que a dor de cabeça causada pela ressaca piorasse ainda mais.

“Por que o rosto desse homem vem a minha mente, justo pela manhã?”

Para tentar lembrar o que causou essa dor de cabeça horrível, fechou os olhos e pressionou a têmpora com as palmas das mãos. Havia um leve cheiro de álcool em seu hálito.

— …Tsc.

Esfregou as mãos nos olhos, levantou a parte de cima do corpo, e parou. Não conseguia se mover, como se tivesse se tornado um grande bloco de gelo. Como se por magia seu corpo estivesse totalmente rígido, Edd finalmente expirou o ar que estava prendendo em seus pulmões. Se possível, queria continuar prendendo a respiração porque desejaria morrer assim se pudesse. No entanto, nunca ouviu falar de alguém que cometeu suicídio prendendo a respiração.

— Droga.

Se lembrou das palavras que havia dito a McQueen “você quer me ver dormir com um homem” e do rosto do homem, se contorcendo como se estivesse olhando para algo bizarro. Aparentemente, ele parecia estar sem palavras, como se estivesse olhando para um homem carente.

— Eu só posso estar louco.

— Argh… — levantou da cama depois de suspirar descontroladamente.

“Que tipo de merda passou pela minha mente para que eu dissesse isso? Mesmo estando bêbado, não é como se eu pensasse nessas coisas.” Edd estava tão atordoado que começou a rir.

— Agora tenho certeza, eu estou completamente louco.

Seus ombros tremiam com a gargalhada seca. Ao contrário do tom claro de sempre, o interior do banheiro azul onde pequenos raios de sol entravam, estava úmido, quente e escuro porque as luzes continuavam apagadas. Quando olhou para o espelho sorrindo, viu a imagem de um homem exausto de pé. O sorriso forçado lentamente se transformou em um rosto sem expressão.

Ele tocou os lábios, o queixo com poucos pêlos escuros e o cabelo pegajoso de suor, tirou todas as roupas com as quais havia dormido na noite anterior e abriu a torneira do chuveiro. Quando a água fria atingiu o peito de Edd, um arrepio passou por suas costas. Enquanto olhava para os cabelos escuros no espelho que lentamente desabavam com a força da água e grudavam em sua pele, fechou os olhos com força.

 

***

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Continua…

Ler Caminhando sobre às águas Yaoi Mangá Online

Este romance conta a história de Ed Talbot, um jovem de vinte e quatro anos que herdou uma dívida com um agiota.
Por acaso, ele acaba se envolvendo no mundo dos filmes pornôs gays amadores dirigidos por “Straight”.
Inicialmente, Ed pretendia se afastar da indústria após gravar apenas um vídeo de masturbação solo, mas sua mentalidade começa a mudar ao conhecer Glenn McQueen.
Glenn McQueen é um homem que comanda dezenas de produtoras de filmes pornográficos. E Ed, sem perceber, acaba se apaixonando por esse homem experiente e libertino.
Nome alternativo: Walk On Waterwow

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