Ler Beast Alert (Novel) – Capítulo Epílogo Parte 06 – Fim Online


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❀ Epílogo 2, Parte 2 – Fim

A lua de mel estava planejada para a semana seguinte ao casamento. Geralmente, pessoas com variantes de gênero costumam ajustar a viagem para coincidir com o período do heat ou do rut. Esta viagem também fora planejada para alinhar perfeitamente com o período de estro de ambos.
Por isso, Jeong-seo pensava que seria o momento ideal para conceber um filho, mas Pyo Yoon-tae parecia ter outros planos.
— Acho que, se tomarmos o remédio, conseguiremos descansar e aproveitar por uns três dias. Seria melhor mudarmos de acomodação então, quer que eu dê uma olhada agora, Jeong-seo?
— Não, tudo bem. Mas… você vai mesmo tomar o remédio?
Até então, os dois sempre passaram os períodos de heat e rut recorrendo a supressores. Era a escolha óbvia para evitar erros inesperados, mas como agora eram oficialmente casados, Jeong-seo não conseguiu esconder o desapontamento, pois nutria expectativas internas.
— Sim, temos que tomar.
Jeong-seo olhou fixamente para Pyo Yoon-tae, que estava sentado no sofá. Uma corrente de ar estranha fluiu por um instante, fazendo com que Sobok, que estava deitado encostado no corpo de Jeong-seo, mexesse as orelhas e abrisse os olhos de leve para observar ao redor.
— Yoon-tae, você… não quer ter um filho comigo?
Pyo Yoon-tae ficou visivelmente atônito e negou com a cabeça repetidamente.
— Não é isso! Mas é que… não precisa ser agora. Não acho que devamos nos apressar. Você ficou tão feliz quando se tornou professor em Dangang. Se tivermos um bebê, ele será a prioridade acima de tudo, então pensei que seria bom aproveitarmos um pouco mais a vida atual.
As palavras de Yoon-tae tinham lógica. Com a chegada de um filho, seria difícil manter a vida focada na carreira e um no outro como faziam agora. Jeong-seo abaixou a cabeça e acariciou silenciosamente a cabeça de Sobok.
— …É verdade. Mas eu acho que seria feliz mesmo com a vida mudando por causa de um filho.
Ao ouvir o tom de voz de Jeong-seo, que soava quase melancólico, uma expressão de hesitação cruzou o rosto de Pyo Yoon-tae. Desde o jantar com os pais dele, Jeong-seo vinha tocando muito no assunto de ter filhos, e Yoon-tae acreditava que era apenas por causa das palavras do pai.
Por isso, ele evitava aprofundar a conversa, mas a essa altura, começava a sentir que Jeong-seo realmente desejava um filho. Yoon-tae olhou para a cabeça redonda de Jeong-seo e inclinou o tronco para frente.
— Eu também penso assim, Jeong-seo. Vamos conversar seriamente sobre isso depois da lua de mel.
— …Como você se sentiria se, de repente, um bebê surgisse agora?
Jeong-seo se virou, exibindo uma expressão séria. Pyo Yoon-tae ficou sem palavras e, com o semblante igualmente grave, baixou o olhar. Diante da falta de uma resposta imediata, Jeong-seo começou a se sentir ansioso involuntariamente. Yoon-tae o observou por um tempo com um olhar indecifrável antes de finalmente abrir a boca.
— Jeong-seo… por acaso, você está grávido?
— …O quê?
Que pergunta repentina era aquela? Diferente de Jeong-seo, que estava confuso, os cantos da boca de Pyo Yoon-tae tremeram, como se estivessem prestes a se curvar para cima. Ele parecia alguém tentando desesperadamente conter o riso.
— Não, não é isso. É apenas uma suposição.
— Ah…
— Como eu estaria grávido se sempre usamos proteção?
— Bem… camisinhas não garantem 100% de eficácia…
Pyo Yoon-tae, que falava como se não quisesse um filho agora, não conseguiu esconder a decepção ao saber que não era uma gravidez. Sem precisar perguntar mais, Jeong-seo percebeu que Yoon-tae sentia o mesmo que ele. Sob o olhar silencioso de Jeong-seo, Yoon-tae esfregou a nuca com a palma da mão, encabulado.
— Enfim, vamos conversar depois da lua de mel.
Não houve resposta, mas Pyo Yoon-tae, sentindo-se sem jeito por ter sido tão honesto em sua reação, levantou-se do sofá.
— Não está com sede? Quer que eu traga um suco?
Jeong-seo hesitou antes de responder.
— Traga.
O olhar de Jeong-seo sobre ele parecia mais persistente do que o habitual.
Ao escancarar a janela, uma brisa salgada entrou no quarto. O mar cor de esmeralda, que se estendia infinitamente, brilhava sob a luz do sol. Enquanto Jeong-seo fechava os olhos para sentir o vento fresco, Pyo Yoon-tae, após deixar as malas, aproximou-se lentamente por trás.
— A vista é linda.
— Com certeza. É muito bom vir ao mar depois de tanto tempo.
Pyo Yoon-tae imitou Jeong-seo, debruçando-se no batente da janela e fechando os olhos. O som calmo das ondas parecia dissipar todo o cansaço da longa viagem. Graças ao fato de terem alugado uma ilha inteira, não havia mais ninguém ali além dos dois e dos funcionários.
— Quer descansar um pouco e depois ir comer? Se quiser dormir mais, pode ir depois.
Com uma semana inteira livre, o tempo era abundante; além disso, ele sabia que tanto ele quanto Jeong-seo entrariam no período de estro entre hoje à noite e amanhã de manhã, no máximo. Isso significava que não havia necessidade de se esforçarem antes disso.
Enquanto Yoon-tae mexia no cabelo de Jeong-seo, este se inclinou contra seu corpo e assentiu.
— Vamos descansar um pouco e depois comer. Estou com fome.
Com o contato físico total, um aroma doce começou a emanar sutilmente de Jeong-seo. As pálpebras de Pyo Yoon-tae tremeram levemente e ele engoliu em seco, acariciando a própria bochecha. Jeong-seo ainda era um recessivo, mas seus feromônios excitavam Yoon-tae mais do que qualquer outra coisa.
Pelo perfume que já começava a vazar, o heat cycle poderia começar ainda esta noite. Olhando para baixo, Jeong-seo apenas aproveitava a brisa com uma expressão límpida e inocente. Pyo Yoon-tae sentiu um impulso forte de morder aquelas bochechas brancas e macias, mas conseguiu se conter.
O desejo já estava se tornando difícil de suportar, então ele pensou que seria melhor tomar um supressor preventivo logo após a refeição. Afinal, quando o seu rut realmente começasse, apenas uma pílula não seria suficiente para controlá-lo.
— Um momento, Jeong-seo.
Pyo Yoon-tae afastou-se gentilmente de Jeong-seo. Este virou-se com a cabeça inclinada.
— Hn? Onde você vai?
— Vou tomar um supressor com antecedência. E você?
— Ah… — murmurou Jeong-seo, virando-se completamente de costas para a janela.
Ele ficou apenas observando Pyo Yoon-tae em silêncio. Diante daquele olhar pensativo, Yoon-tae pegou os supressores que havia guardado na mala e perguntou:
— Quer dizer alguma coisa?
— Nada, só estava pensando onde estavam os supressores.
— Ah. Eu já deixei tudo separado. O seu também está aqui, pode tomar daqui a pouco.
Pyo Yoon-tae tirou um comprimido e o engoliu. Bebeu um pouco de água e guardou tanto o seu frasco quanto o de Jeong-seo na gaveta ao lado da cama. O olhar de Jeong-seo seguiu Yoon-tae insistentemente até que seus olhos se encontraram, e então ele deu um sorriso leve.
— Sim, entendi.
Embora houvesse uma atmosfera estranha no ar, Pyo Yoon-tae não deu muita importância.
Os dois desfrutaram de uma refeição relaxante no restaurante e passaram um tempo calmo caminhando pela costa. Com o pôr do sol, a temperatura caiu um pouco, tornando o passeio agradável.
— Então o professor de matemática… Yoon-tae, está ouvindo?
Jeong-seo, que vinha falando sem parar, olhou para o lado. Desde que comeram, Pyo Yoon-tae parecia meio aéreo. Jeong-seo inclinou-se levemente e acenou com a mão na frente do rosto dele; só então as pupilas amarelas recuperaram o foco.
— Ah, eu… desculpe, Jeong-seo.
— Tudo bem. Hn, vamos entrar?
Pyo Yoon-tae assentiu enquanto puxava levemente a gola de sua camiseta azul-marinho para ventilar. Cada vez que o tecido balançava, feromônios densos se espalhavam com força. Diante do aroma concentrado, Jeong-seo hesitou; agora que sua paciência atingira o limite, o sorriso desapareceu do rosto de Yoon-tae.
Segurando a mão de Jeong-seo com força, Pyo Yoon-tae caminhou apressadamente em direção à acomodação. Fora uma boa escolha ter tomado o remédio mais cedo. Se não o tivesse feito, teria perdido o juízo ali mesmo na praia.
Ao chegarem rapidamente ao quarto, Pyo Yoon-tae fechou a porta com um estrondo e abraçou Jeong-seo com força.
— Hn…!
Ao enterrar o rosto na nuca de Jeong-seo e inspirar profundamente, o aroma doce penetrou profundamente em seus pulmões. Jeong-seo soltou um risinho, sentindo o ar quente soprar contra sua pele.
— Yoon-tae, isso faz cócegas.
Yoon-tae mordiscou a pele macia com os dentes, e sentiu como se a doçura se espalhasse por toda a sua língua. Por um momento, o desejo de não se afastar lutou contra a razão que dizia para tomar mais supressores, e ele soltou um suspiro febril.
— Jeong-seo, você também… precisa tomar o remédio agora.
Pyo Yoon-tae caminhou até a gaveta ao lado da cama onde havia deixado os frascos, mas logo seu cenho se franziu.
— Hã?
O pote de remédios havia desaparecido completamente.
Pyo Yoon-tae, em pânico, abriu a gaveta às pressas e vasculhou o interior, mas não encontrou sequer um frasco. No momento em que suas pupilas amarelas tremeram violentamente e ele tentou olhar para trás…
— Ah.
O corpo de Yoon-tae foi empurrado para o lado e ele acabou caindo sentado na cama. Com os olhos arregalados, olhou para cima e viu Jeong-seo, com o rosto corado, desabotoando a camisa enquanto dizia:
— Fui eu que escondi.
Mesmo ouvindo as palavras de Jeong-seo, Yoon-tae não conseguia processar a informação e perguntou com uma voz atordoada:
— Hã……? O que você disse?
— Eu dei um fim nos supressores.
Diante da afirmação direta, Pyo Yoon-tae franziu o cenho e olhou para Jeong-seo com um olhar estranho. De repente, o feromônio que emanava de Jeong-seo tornou-se tão denso que chegava a ser arrepiante, e sua pele branca aparecia por entre as fendas da camisa aberta. Yoon-tae engoliu a saliva que se acumulava sob a língua.
— Por que você sumiu com os supressores? Jeong-seo, se eu não tomar o remédio agora, sinto que vou perder a razão de verdade. Pare com a brincadeira e, primeiro…….
Quando Yoon-tae tentou se levantar, Jeong-seo pressionou seus ombros firmemente, impedindo-o. Pyo Yoon-tae era quem deveria estar confuso com aquela atitude repentina, mas foi Jeong-seo quem apertou os lábios, parecendo a pessoa injustiçada da situação.
— Você é quem deveria parar de brincar, Pyo Yoon-tae. Você disse que, assim que encontrasse seu primeiro amor, ia logo fazer filhotes…!
Ao ser lembrado de sua declaração audaciosa do passado, quando falava tudo o que vinha à telha sem pensar, Yoon-tae sentiu o rosto queimar até o topo da cabeça.
— Já se passaram onze anos. Não sei o que eu disse bêbado da última vez, mas querer ter um filho é o que eu realmente sinto. Não é por causa do que seu pai disse, nem por uma ansiedade passageira. É algo que eu desejo de verdade, do fundo do coração.
Jeong-seo subiu na cama de joelhos, posicionando-se entre as pernas abertas de Yoon-tae. Orelhas triangulares surgiram por entre seus cabelos castanhos desalinhados, pendendo para baixo. Seus olhos úmidos como vidro olharam ansiosamente para Yoon-tae enquanto ele colocava a mão sobre o peito firme do outro.
— Então, seja honesto você também. Se você não estiver pronto, eu trago os supressores de volta. Mas, se não for isso……!
Num instante, o corpo de Jeong-seo foi virado. Seus olhos se arregalaram de surpresa, mas logo o som de uma risada baixa ecoou sobre ele.
— Acabei perdendo tempo à toa e deixando você preocupado.
As pupilas dentro dos olhos semicerrados brilhavam com um fulgor estranho. As pupilas negras estavam dilatadas, parecendo ferver em escuridão. Yoon-tae, com o pomo de adão oscilando, exibiu os dentes brancos e sussurrou baixo:
— Como se eu não estivesse pronto. Eu estou… a qualquer momento.
— Hn.
Yoon-tae desceu a mão, abrindo a camisa e acariciando intensamente o abdômen magro de Jeong-seo.
— Posso preencher este lugar até ele ficar bem inchado. É isso que você quer agora, não é?
Jeong-seo sentiu como se fosse ser consumido pelo calor ardente daquela palma.
— Haa… — ele assentiu, sobrepondo sua mão à de Pyo Yoon-tae. — Eu também quero. Yoon-tae.
Ao ouvir aquela voz luxuriosa, as veias sob o maxilar de Pyo Yoon-tae saltaram. Ele soltou um palavrão baixo e, de uma vez, arrancou as calças de Jeong-seo. Ao segurar as pernas dele e virá-lo levemente de lado, viu que a cueca justa já estava encharcada.
Sabendo o quão viscoso e quente aquele interior ficava durante o heat cycle, Yoon-tae sentiu a ansiedade subir. Ele engoliu em seco mais uma vez e abriu a fivela de sua própria calça.
Ele pressionou sua ereção pulsante contra a cueca de Jeong-seo até amassá-la, chocando o quadril levemente.
— Hn, ah……..
— Já está todo molhado. Jeong-seo, como aguentou estar tão ansioso?
— É porque você… ah… ficava agindo como se, hn, não quisesse nada…….
Cada vez que o pau de Yoon-tae batia contra suas nádegas, Jeong-seo sentia a vibração ecoar até o fundo do ventre. Com lágrimas acumuladas nos cantos dos olhos, ele olhou para cima com um semblante choroso, e Yoon-tae sorriu, inclinando-se sobre ele.
— É, eu fui um tremendo lerdo. Me desculpe.
Yoon-tae enfiou os dedos por uma das pernas da cueca de Jeong-seo e puxou o tecido para dentro. Ao vislumbrar a fenda entre as coxas e o períneo, ele lambeu os lábios.
— Era só… tirar logo…
Jeong-seo, querendo que ele entrasse logo, olhou para o Yoon-tae hesitante com um rosto insatisfeito. No momento em que ele estendeu a mão para tirar a cueca por conta própria, Yoon-tae empurrou seu pau ferozmente ereto pela abertura da peça.
O tecido elástico envolveu o pau junto com a coxa de Jeong-seo, criando uma cena obscena.
— Haa…….
Yoon-tae moveu o quadril fazendo com que a glande roçasse na coxa dele, então virou o corpo de Jeong-seo ainda mais de lado, cutucando a parte inferior das nádegas.
— Por que está fazendo assim, hn……
A sensação do órgão roçando na pele nua com as veias saltadas era estranha. Após esfregar o pau nos glúteos algumas vezes como um aquecimento, Yoon-tae puxou a cueca de uma vez para baixo.
Segurando firmemente uma das nádegas fartas com uma mão e puxando-a para o lado, um fluido escorreu da entrada avermelhada. Yoon-tae segurou o próprio pau e posicionou a glande ao redor daquela abertura, aplicando pressão de forma hesitante, como se fosse entrar a qualquer momento.
— Hup, ah, ahn….!
O órgão, que parecia dar botes, subitamente dilatou as paredes internas e penetrou. Como não tinham relações sexuais adequadas há algum tempo devido aos preparativos do casamento e à questão dos filhos, as paredes internas estavam apertadas.
Jeong-seo sentiu a carne espessa entrando após tanto tempo e soltou um suspiro profundo, o corpo todo tremendo.
— Ah… delicioso.
Gemidos misturados a um som metálico escaparam da boca de Yoon-tae enquanto a mucosa envolvia seu pau fervorosamente. O feromônio de seu ômega no cio exalando doçura e as paredes internas pulsando como se dessem as boas-vindas ao seu pau… Yoon-tae sentia que seu cérebro e seu pau iam derreter.
Jeong-seo arquejou, sentindo a extremidade penetrar profundamente até o fundo do ventre.
Devido à grande quantidade de lubrificação, toda vez que Yoon-tae recuava o quadril e investia com força, um líquido límpido espirrava. Em pouco tempo, o lençol da cama estava encharcado como se alguém tivesse se aliviado ali.
— Hup, ah, ah……!
— Parece que você entrou no cio de verdade. Acho que você se derreteu todo aqui embaixo, Jeong-seo.
Yoon-tae segurou as pernas de Jeong-seo, que estavam viradas de lado, e as abriu completamente. Ao mesmo tempo, a inserção tornou-se mais profunda conforme ele avançava contra a virilha. Jeong-seo jogou a cabeça para trás e, ofegante, agarrou apressadamente os ombros de Yoon-tae.
— Ah, hn, Yoon-tae ah…!
A abertura sensível, inchada e avermelhada pelo atrito, pulsava e “mordia” o pau. Yoon-tae soltou uma respiração pesada e aumentou a velocidade das estocadas. Quando a extremidade rombuda atingiu com precisão o ponto saliente da parede interna, o corpo de Jeong-seo deu um grande solavanco.
Um fluido esbranquiçado jorrou do pau alvo de Jeong-seo, que estava rigidamente ereto. O prazer, tão intenso que fazia sua visão clarear, não diminuía facilmente. Seu ventre sofria espasmos leves, envolvendo o pau febril.
— Haa, Jeong-seo ah, ha…… tão bom. Você também está gostando? Hn…….
Deixando para trás a parede interna que grudava na glande como se a sugasse, Yoon-tae recuou o quadril e então avançou novamente, revirando o interior com violência. A razão do alfa dominante em pleno rut já havia desaparecido há muito tempo. Ele fez com que as mãos que agarravam seus ombros envolvessem seu pescoço e segurou firmemente o quadril de Jeong-seo.
Ele pressionou a base contra as nádegas com tanta força que elas se esmagaram, para depois retirá-la. O interior, relaxado e viscoso, apertava e soltava o pau na medida certa, estimulando-o. Parecia que estava sendo “devorado” com gosto, o que fez Yoon-tae soltar uma risada febril. Suas pupilas amarelas perderam o foco, parecendo alguém sob o efeito de alguma substância.
Exceto em raras ocasiões sob efeito de álcool, eles nunca haviam feito sem preservativo. O simples desaparecimento de uma fina película de plástico fez com que tanto Jeong-seo quanto Yoon-tae vissem flashes brancos diante de um estímulo mais intenso do que nunca.
Diante do aroma doce que parecia paralisar o olfato, as orelhas e a cauda pretas de Yoon-tae finalmente saltaram.
— Você queria tanto o meu pau natural que até escondeu os remédios… ah… hn… porra, está gostoso? Jeong-seo? Hn?
— Ah, hic, ahn…… ah, tão bom, Yu, Yoon-tae, tão bom…….
Não era apenas Yoon-tae que estava embriagado pelos feromônios. Não havia como um ômega recessivo resistir ao feromônio de um alfa dominante repleto de luxúria direcionada exclusivamente a ele. Com o rosto tingido de vermelho, Jeong-seo balançava o quadril acompanhando os movimentos de Yoon-tae.
Os dois, em pleno período de estro, uniram seus corpos freneticamente. Enquanto Jeong-seo já havia chegado ao ápice inúmeras vezes, o pau violentamente inchado de Yoon-tae ainda não havia ejaculado sequer uma vez.
Ali não… mais fundo.
Ele estava buscando instintivamente um lugar onde pudesse receber completamente todo o seu sêmen.
Foi no momento em que a extremidade do pau passou pela próstata e começou a vasculhar perto do cólon. Ele sentiu um lugar excepcionalmente côncavo.
— Ah, é aqui.
O alfa, do qual restava apenas o instinto de reprodução, investiu com o quadril de uma vez, como se quisesse perfurar aquele local.
Com a sensação de uma parte desconhecida sendo aberta, os olhos de Jeong-seo se arregalaram como se fossem saltar, e suas costas se arquearam.
— Ah, aah…! Yu, Yoon-tae, aí é estranho, hah, é estranho, ahhn!
Quando algo excessivamente grosso entrou em um lugar onde nada jamais havia invadido, o prazer e a dor atingiram seu corpo simultaneamente. Jeong-seo, derramando lágrimas, balançou a cabeça e bateu no peito de Pyo Yoon-tae para tentá-lo afastar, mas foi totalmente inútil.
— Está tudo bem, está tudo bem, Jeong-seo ah.
Pyo Yoon-tae murmurava como um sussurro enquanto envolvia o pequeno corpo de Jeong-seo, beijando e lambendo cada parte de seu rosto.
Finalmente, a extremidade entrou completamente no colo do útero. Como ele não havia tomado os remédios e o heat viera com força total, a entrada se abriu com mais facilidade. Enquanto Jeong-seo soluçava, seus batimentos cardíacos foram se acalmando gradualmente.
— Ahh, Yu, Yoon-tae!
De repente, o pau que preenchia seu ventre começou a inchar ainda mais. Era o nó. Como Pyo Yoon-tae sempre tomava supressores fortes durante seus ruts, tanto para ele quanto para Jeong-seo, aquele era o primeiro nó.
Quando Jeong-seo tentou se debater para escapar, Pyo Yoon-tae mordeu a sua nuca com força.
— Não pode, Jeong-seo. Onde pensa que vai? Haa, você não disse que queria logo fazer filhotes?
— Hup, mas… é que… ah…! Minha barriga… parece que vai explodir…!
— Hn, não. Não vai explodir. Olha como este lugar do Jeong-seo é macio e estica bem.
Com o rosto aterrorizado, Jeong-seo olhou para baixo e viu que seu ventre já estava estufado. O feromônio que emanava dele estava cheio de medo, o que fez Pyo Yoon-tae sentir pena e, ao mesmo tempo, um desejo sujo e lúbrico.
Ver Jeong-seo chorando e tremendo enquanto abrigava o seu pau era tão adorável quanto obsceno. Ele queria que o outro chorasse ainda mais e se pendurasse nele. Pyo Yoon-tae lambeu as lágrimas que escorriam pelas bochechas dele e pressionou a virilha com ainda mais força.
Quando o pau inchado preencheu completamente o interior, o esperma quente foi jorrado em ondas no lugar mais profundo do ventre.
Jeong-seo tremeu ao sentir a sensação vívida do líquido viscoso escorrendo pelas paredes internas.
— Isso… hn… até quando…?
Como o preenchimento parecia não parar, Jeong-seo olhou para Pyo Yoon-tae com olhos trêmulos, e ele sussurrou com os cantos da boca curvados de forma preguiçosa:
— Até que o Jeong-seo engravide do nosso filho.
— Hup!
Jeong-seo abriu os olhos de repente. O céu que se via pela janela estava azul e ensolarado, indicando que era pleno dia. No entanto, ele não conseguia discernir de qual dia se tratava.
Atrás dele, ouvia-se um som baixo de respiração profunda. Ao espiar, viu Pyo Yoon-tae, que o abraçava, dormindo com um rosto manso.
Ao contrário de sua aparência atual, o Pyo Yoon-tae que não tomara os supressores fora uma verdadeira fera. Jeong-seo chegara a pensar que, vulgarmente falando, nem um animal sob efeito de afrodisíacos seria daquele jeito.
— Haa…….
Sua garganta, de tanto chorar e soltar gemidos que pareciam gritos, estava completamente destruída. Sentindo-a áspera como se tivesse sido lixada, Jeong-seo franziu o cenho e tocou o próprio pescoço, examinando depois os braços.
Em seu corpo nu, não havia um único lugar ileso. Pyo Yoon-tae, excitado, ficara com as presas afiadas como as de um predador e o mordera até que o sangue brotasse.
Como o heat de Jeong-seo já havia terminado, a febre que incendiava seu corpo desaparecera, dando lugar apenas à dor muscular, sede e fome. Percebendo que Pyo Yoon-tae parecia ter se acalmado, Jeong-seo tentou se mover para beber um pouco de água.
— Ah…!
Sentindo uma sensação estranha e invasiva lá embaixo, ele olhou para trás assustado e viu que o pau de Pyo Yoon-tae ainda estava inserido.
— …
Ele subestimara demais o rut de um alfa dominante. Se soubesse que seria tão terrível, teria insistido para que ele tomasse ao menos um pouco de supressor. Embora Jeong-seo sentisse um pouco de arrependimento pelo que provocara, aquela fora a transa mais deliciosa de sua vida.
Mais do que apenas se sentir bem, ele perdera completamente o juízo e se entregara totalmente… Soltando um suspiro baixo, Jeong-seo moveu o quadril para frente com cuidado para começar a retirar o pau.
— Hic!
— Hn, Jeong-seo ah.
Quando estava quase na metade, o braço de Yoon-tae envolveu sua cintura e o puxou para trás. O pau, que quase saíra, penetrou profundamente de novo. Além disso, Pyo Yoon-tae começou a dar estocadas curtas, atingindo cada ponto das paredes internas inchadas.
— Ah…! Yoon-tae ah, hn, agora… hn, chega.
— Não quero, ainda quero mais aqui dentro.
Pyo Yoon-tae pressionou o ventre estufado de Jeong-seo com a palma da mão. Com isso, o esperma que preenchia o interior vazou pela abertura que pulsava. O pau, que estava meia-bomba, endureceu rapidamente com a pressão.
— Vou gozar em você, hn? Entendeu, querido?
— Eu… hah… hn, desculpaaa…….
— Estou com sede, Yoon-tae ah. — Jeong-seo, que mal recuperara a consciência, começou a soluçar e chorar novamente. Mesmo naquela situação, ele sentia um arrepio tão bom toda vez que a glande roçava na parede interna sensível.
Como Jeong-seo estava choramingando, Pyo Yoon-tae segurou o rosto dele, virou-o e devorou seus lábios. A língua entrou pela fenda, percorreu a gengiva e umedeceu a boca seca com sua própria saliva.
Pyo Yoon-tae, embora não totalmente, recuperara um pouco da razão e não tinha a intenção de deixar Jeong-seo morrer de desidratação.
— Meu amor está com sede. Depois de ter vazado tanto líquido por baixo, é compreensível.
— Hn, hn.
Jeong-seo assentiu ansiosamente com o rosto todo inchado. Então, em vez de soltá-lo, Pyo Yoon-tae virou o corpo dele para que ficassem de frente. Como o corpo foi girado com o pau inserido, as entranhas pareceram se contorcer, fazendo Jeong-seo fazer uma careta.
— Por… por que…!
— Vamos beber água.
Pyo Yoon-tae levantou-se ainda abraçado a Jeong-seo, fazendo com que a inserção se tornasse ainda mais profunda. Sendo erguido no ar, Jeong-seo não teve escolha a não ser prender a respiração e abraçar Yoon-tae com força.
A cada passo dado, o interior do ventre vibrava, fazendo Jeong-seo tremer o quadril e fincar as unhas. Novas marcas vermelhas foram traçadas nas costas largas de Pyo Yoon-tae, que já estavam repletas de arranhões.
O lugar onde Pyo Yoon-tae chegou foi a cômoda em um canto do quarto. Ele pegou uma garrafa de água mineral no frigobar ao lado. Jeong-seo, sentindo suas nádegas tocarem a cômoda, relaxou e deixou o corpo pender contra a parede.
Ele estendeu a mão para pegar a garrafa, mas Pyo Yoon-tae, deliberadamente, abriu a tampa e começou a beber ele mesmo.
— Ei! Eu… eu também estou com sede…!
Com a boca cheia de água, Pyo Yoon-tae uniu seus lábios aos de Jeong-seo. Assim que a água fresca fluiu para dentro de sua boca, Jeong-seo a engoliu avidamente. Ao beber, percebeu que sua sede era maior do que imaginava.
Jeong-seo envolveu o rosto de Pyo Yoon-tae e sugou sua língua, aproximando-se como se quisesse beber todo o líquido.
Pyo Yoon-tae encheu a boca com água novamente e beijou Jeong-seo. Jeong-seo pensou por um momento que seria melhor apenas beber a água e se beijarem direito, mas ao ver a cauda preta balançando sob as coxas dele, decidiu não dizer nada.
— Hup, ahh, haa…!
Pyo Yoon-tae investiu o quadril de forma luxuriosa. O corpo de Jeong-seo deu um solavanco e seus dedos do pé, que estavam esticados, se encolheram. O pau de Jeong-seo, que estava caído sem forças, começou a endurecer novamente.
No ponto de junção, o fluido esbranquiçado e o líquido límpido vazavam, criando espuma a cada atrito de pele com pele. O som úmido e viscoso ecoava alto pelo espaço, e Jeong-seo, amolecido pelo feromônio do alfa dominante que se intensificara novamente, soltou uma respiração curta.
O pau, que entrava com violência, atingiu mais uma vez o fundo, forçando a entrada do colo do útero. Como aquele lugar fora cutucado inúmeras vezes nos últimos dias, o músculo estava relaxado e macio, “mastigando” e engolindo a glande.
— Ahh, hn, minha… minha barriga dói…….
A base do membro inchou, iniciando o nó. Jeong-seo, com o corpo arqueado para trás, arquejava com dificuldade, tentando relaxar a parte de baixo. Ele já sabia que aquela era a única forma de doer menos.
Sustentando a cintura vacilante de Jeong-seo, Pyo Yoon-tae girava o quadril de forma lenta e profunda. Como o pau inchado pelo nó vasculhava as paredes internas, a próstata era esmagada pela pressão. Diante do prazer vertiginoso, Jeong-seo tremeu as coxas e envolveu a cintura de Pyo Yoon-tae com as pernas, grudando-se a ele.
Pyo Yoon-tae acariciava a franja de Jeong-seo, que estava grudada de suor, enquanto esfregava sua bochecha na dele. Apesar de estar enfiando algo com veias terrivelmente saltadas dentro do corpo dele, era um carinho dengoso que nem parecia vir dele.
— Prrrr prrr prrrr — Pyo Yoon-tae movia suas orelhas pretas enquanto ronronava e lambia desde o rosto de Jeong-seo até ambos os peitos, que estavam inchados e vermelhos, e então perguntou:
— Qual vai ser o nome do nosso filho, Jeong-seo?
Diante daquela pergunta, Jeong-seo não pôde evitar uma risada anasalada.
“Ah… pois é.” Depois de terem feito tanto, e considerando que ainda não havia acabado, se ele não engravidasse, seria até uma injustiça.
Mas, sem energia ou mente para pensar nisso agora, Jeong-seo apenas enterrou o rosto no ombro de Pyo Yoon-tae, esfregando a testa nele.
A lua de mel dos dois terminou assim, sem que saíssem sequer uma vez do chalé durante a semana inteira. Foi somente no dia de ir embora que, graças aos apelos desesperados de Jeong-seo, Pyo Yoon-tae finalmente caiu em si.
— …Sobrevivi e voltei.
A voz que escapava entre os dentes ressecados ainda estava rachada. Ao chegar finalmente na Coreia, no Aeroporto de Incheon, Jeong-seo, com o rosto encovado e visivelmente mais magro do que há uma semana, observava as pessoas circulando com um olhar vago. Ao lado dele, carregando as malas, Pyo Yoon-tae estava inquieto, desviando o olhar e observando Jeong-seo incessantemente.
— Jeong-seo…
Feromônios ainda vazavam levemente de Pyo Yoon-tae. Na verdade, o rut dele ainda não havia terminado por completo. Por mais que fosse um dominante, o motivo do rut de Pyo Yoon-tae não ter acabado de forma tão persistente era, ironicamente, por causa dos supressores que ele vinha tomando regularmente.
Diz-se que, em casos muito raros de dominantes com alta concentração de feromônios, o uso prolongado de supressores pode causar efeitos colaterais. Geralmente, mesmo tomando supressores, o corpo libera e resolve os feromônios acumulados naturalmente, mas, no caso de um dominante, eles podem acabar estocados.
Pyo Yoon-tae era esse caso. Ao não tomar os supressores desta vez, tudo o que estava acumulado em suas glândulas de feromônio explodiu, fazendo com que o cio não parasse — essa foi a explicação que o médico deu por telefone há pouco.
— De agora em diante, no rut, vou tomar os supressores sem falta…
— Yoon-tae.
Jeong-seo virou-se bruscamente para o lado e balançou a cabeça rapidamente de um lado para o outro.
— O médico disse agora há pouco. Por enquanto, tome apenas uma dose pequena de supressor em comparação ao que você costuma tomar.
— …Mas e se eu agir como agi desta vez de novo?
Com a racionalidade recuperada até certo ponto, Pyo Yoon-tae se sentia angustiado ao lembrar vagamente de ter dito todo tipo de coisa suja para Jeong-seo e de ter continuado a pegá-lo e enfiá-lo sem descanso, mesmo quando ele dizia que não queria. Como isso era apenas parte de suas memórias, ele tinha medo por não conseguir lembrar exatamente de tudo o que fez.
Jeong-seo olhou para o desanimado Pyo Yoon-tae e soltou um suspiro. Ele fez um sinal com a mão para Pyo Yoon-tae, que baixou o tronco e aproximou o ouvido.
— Foi cansativo, mas foi bom pra caralho.
O sussurro soou sutilmente obsceno.
Ao cruzarem os olhares, o rosto de Pyo Yoon-tae ficou tingido de vermelho. “Ahem”, Pyo Yoon-tae soltou uma tosse seca e abanou a própria roupa.
— …Eu também gostei.
— Não é? E você, Yoon-tae, aqui… — Jeong-seo colocou uma das mãos sobre o baixo ventre. Provavelmente, onde estaria o saco gestacional. — Disse que ia gozar um monte.
Diferente de Jeong-seo, que falava com malícia, Pyo Yoon-tae sentiu o calor subir instantaneamente até o topo da cabeça. Ouvir um cara com uma cara tão fofa dizer algo assim fazia seu interior ferver junto com a culpa. Enquanto Pyo Yoon-tae, com toda a pele exposta vermelha, não sabia o que fazer, Jeong-seo estreitou os olhos com um sorriso e sussurrou:
— Então, vamos parar de tomar supressores de agora em diante, Yoon-tae?
Pyo Yoon-tae esfregou as bochechas com as duas mãos, olhou de soslaio para Jeong-seo e assentiu com a cabeça rapidamente. Observando-o, Jeong-seo começou a caminhar e perguntou:
— Mas, afinal, o que foi que eu realmente disse daquela vez?
— Daquela vez?
— No dia em que conheci seus pais e fiquei super bêbadof.
As sobrancelhas de Pyo Yoon-tae tremeram. Ele pareceu hesitar por um momento antes de falar. No entanto, agora que tinha ouvido a verdade de Jeong-seo e percebido que o fato de ter escondido as coisas só o deixou mais preocupado, ele precisava desabafar.
— Você disse que precisava carregar nosso bebê… mas que sentia muito por ser um recessivo…
— …Eu?
Diante de palavras tão fáceis de serem mal interpretadas, Jeong-seo ficou perplexo. Ele imaginava que pudesse ter dito algo ruim, mas não esperava por aquilo.
Se ele disse esse tipo de coisa bêbado, fazia sentido Pyo Yoon-tae ter evitado falar sobre ter filhos. Se a situação fosse inversa, Jeong-seo provavelmente teria feito a mesma escolha que Pyo Yoon-tae.
— Hum. Não sei bem por que eu disse isso, mas, na verdade, eu não fico tão triste ou me sinto culpado por ser um recessivo. É só uma pontinha de pena. E eu não acho que a minha classe influencie tanto assim na nossa relação.
— Se for assim, que alívio. Eu fiquei tão triste por você ter dito aquilo, e fiquei bravo e com pena pensando que fosse por causa do meu pai… então achei que seria melhor não pensar em filhos por um tempo. Desculpa.
— Não, não. Se eu tivesse ouvido algo assim, teria feito o mesmo que você, Yoon-tae. E isso mostra o quanto você me valoriza, então eu é que te agradeço, Yoon-tae.
Jeong-seo entrelaçou seu braço ao de Pyo Yoon-tae e esfregou o rosto nele, fazendo manha. Agora que os mal-entendidos entre os dois haviam sido resolvidos, eles entraram no carro voltando para casa com o coração muito mais leve.
Ainda restava no íntimo de Pyo Yoon-tae a dúvida de por que Jeong-seo realmente teria dito aquilo, mas isso acabou sendo resolvido de forma ridícula logo em seguida.
Dentro do carro, tanto Jeong-seo quanto Pyo Yoon-tae dormiam profundamente. Pyo Yoon-tae disse que tinha tirado férias mais longas e decidiu ficar em Danggang com Jeong-seo por um tempo. No espaço silencioso, um murmúrio baixo ecoou.
— …Não sinto mais muito, Yoon-tae…
Ao lado dele, Pyo Yoon-tae abriu os olhos lentamente diante do som repentino e olhou para o lado. Jeong-seo estava com as sobrancelhas franzidas, resmungando algo. Com os olhos fechados, ele parecia estar falando dormindo. Em vez de acordá-lo, ele apenas ficou observando.
— Por eu ser um recessivo…
O rosto de Pyo Yoon-tae endureceu levemente.
— Eu tinha que fazer… até o seu pau esfolar… mas o seu não esfola… por isso não sinto mais muito…
— Há.
— Só o meu lá embaixo… que virou um caos… Ah, ah, para…
O rosto de Jeong-seo se contorceu ainda mais, e Pyo Yoon-tae, relaxando a tensão, acabou soltando uma risada. Por algum motivo, ele sentiu que agora sabia pelo que era aquele pedido de desculpas feito bêbado.
Já haviam se passado cerca de duas semanas desde que voltaram da lua de mel. No banheiro, Jeong-seo apertava os lábios enquanto olhava para o que tinha em mãos.
— Hmmm…
Não importava o quanto esperasse, havia apenas uma linha vermelha. Ele sabia, por ter pesquisado, que engravidar não era fácil, mas, mesmo assim, depois de terem dado nó tantas vezes… Talvez, por ser um recessivo, ele não achasse que aconteceria de primeira, mas não pôde evitar o sentimento de decepção.
Jeong-seo ficou olhando para o teste de gravidez por mais um tempo, mas como não houve nenhuma mudança, acabou jogando-o na lata de lixo.
Ao sair do banheiro, Pyo Yoon-tae estava sentado na beira da cama olhando para ele. Jeong-seo soltou um suspiro profundo e balançou a cabeça negativamente.
Por um momento, a decepção também cruzou o rosto de Pyo Yoon-tae, mas ele rapidamente se recompôs, levantou-se e aproximou-se de Jeong-seo. Ele o abraçou com cuidado e deu tapinhas leves em suas costas.
— Não vamos pensar nisso com tanta pressa. Ainda temos muito tempo.
Jeong-seo enterrou o rosto no peito de Pyo Yoon-tae e assentiu sem forças.
— Uhng… mas ainda assim é uma pena.
— Você disse que tínhamos que fazer até o meu pau esfolar. É porque ainda não esfolou.
— …Ei!
Diante da fala brincalhona, Jeong-seo fez um biquinho, mas parecia ter se animado. Ele segurou o pulso de Pyo Yoon-tae e o levou para a sala, sugerindo que comessem algo gostoso. Sobok, que estava deitado em um canto do quarto, levantou-se num pulo e seguiu os dois.
Jeong-seo abreu os olhos com a vibração barulhenta do celular.
“Já é hora do alarme tocar?” Ele estendeu a mão para a cabeceira e tateou ao redor até finalmente conseguir pegar o aparelho. Com os olhos que mal se abriam, viu que não era o alarme, mas sim uma ligação.
[Mamãe]
— Que horas são…?
Ao checar o horário, viu que eram cinco da manhã. No instante em que estranhou o motivo da ligação àquela hora, o pensamento de que algo pudesse ter acontecido com sua mãe o atingiu como um raio.
Jeong-seo sentou-se na cama de uma vez ao atender o telefone.
— Mãe, por quê? Aconteceu alguma coisa…?
— Jeong-seo, por acaso você não está grávido?
— …Hein?
O que era aquilo, do nada?
Jeong-seo franziu o rosto, pensando se estava sonhando, e afastou o celular do ouvido para confirmar. Ele estava mesmo falando com sua mãe.
— Mãe, que história é essa de repente…? Por que eu estaria grávido do nada…?
Ultimamente, ambos estavam tão ocupados que Pyo Yoon-tae às vezes não conseguia vir para Danggang. Jeong-seo queria ir até ele, mas também andava sem fôlego preparando o festival de esportes desde que as aulas começaram.
— Não, Jeong-seo, é que a mamãe acabou de ter um sonho.
— Uhng, um sonho?
— É, um sonho. Eu estava caminhando em uma floresta cheia de árvores bem densas, sabe? Aí ouvi um barulho alto de água e, quando segui o som, tinha uma cachoeira enorme.
— Ohhh…
Jeong-seo estava cansado por ter ido dormir tarde na noite anterior, mas ouviu obedientemente o que sua mãe dizia. O quanto ela não devia querer contar aquilo para ligar naquela madrugada?
— Eu estava lá parada olhando como a cachoeira era grande e a água limpinha, quando de repente a água do lago abaixo da cachoeira se abriu e, lá de baixo!
— Sim.
— Algo enorme e bem pretinho saltou de lá! Eu achei que fosse um tigre, mas a criatura veio voando na minha direção. Quando olhei de perto, era uma doninha! A doninha era tão grande e pretinha que pousou bem na minha frente e me entregou o que estava carregando na boca.
— Oh… uma doninha preta… existe doninha preta?
— A mamãe lá vai saber. Enfim, quando eu recebi, ai meu Deus, não era um gatinho bem pequeno? Ele tinha os pelos pretos com umas manchas brancas aqui e ali, parecia um gato-zebra. Ele miou para mim e era tão fofo que eu comecei a dar carinho, e aquela doninha preta não foi embora; ela se deitou no chão e pediu para eu fazer carinho nela também.
O falatório da mãe só terminou após ela dizer que acordou depois de brincar com a doninha gigante e o gatinho-zebra na beira do lago, e perguntar se aquilo não seria um sonho de concepção.
Depois de desligar o telefone, Jeong-seo olhou fixamente para o próprio ventre. Era uma barriga completamente plana, sem qualquer mudança.
“Seria bom se fosse mesmo um sonho de concepção, mas…”
Ele decidiu deixar para contar ao Pyo Yoon-tae depois. Pyo Yoon-tae também queria um filho, e ele não queria criar expectativas à toa.
— Professor de educação física, você está passando mal?
A professora de artes, ao notar Jeong-seo sentado em um canto da mesa do refeitório, trouxe sua bandeja e sentou-se à frente dele. Jeong-seo olhou para ela e assentiu com o rosto pálido.
— Não sei se é porque não tenho dormido direito, mas estou com uma dor de cabeça desde manhã.
— Puxa, vá até a enfermaria tomar algum remédio.
— Acho que vou fazer isso. Vou me levantar primeiro, então. A comida não está descendo bem. Bom almoço para vocês!
Jeong-seo levantou-se segurando a bandeja com a comida que mal havia tocado.
Justo hoje, o cheiro da comida e o feromônio dos poucos alunos com classe pareciam estar especialmente enjoados. Jeong-seo segurou a ânsia de vômito enquanto esvaziava a bandeja no coletor de restos, quando as crianças que estavam atrás dele disseram rindo:
— Ih, o professor de educação física jogou a comida fora sem comer tudo. Ele que disse pra gente que tinha que mastigar tudo direitinho!
Quando Jeong-seo se virou com um sorriso sem graça, as crianças, ao notarem seu semblante, ficaram surpresas de imediato.
— Professor, o senhor está doente?
— Uhng, hoje não estou me sentindo muito bem. Da-yeon e Hae-su, vocês têm que dormir e comer bem para não ficarem doentes.
— Nossa… professor, o senhor não devia ir para casa?
— Vou na enfermaria tomar um remédio primeiro. O professor já vai, então.
Após beber um chá de cevada morno da garrafa térmica, Jeong-seo colocou o copo no coletor e saiu do refeitório. Ele tentava arrastar seu corpo pesado e nauseado em direção à enfermaria, mas hesitou.
“Jeong-seo, eu estou falando, isso é mesmo um sonho de concepção! Tente usar ao menos um teste de gravidez.”
Ele tinha usado testes de gravidez depois disso, mas todos deram negativo. Portanto, a probabilidade de seu estado atual ser apenas por cansaço era alta, mas, subitamente, ele não sentiu vontade de tomar nenhum remédio. Por fim, Jeong-seo mudou o caminho que levava à enfermaria.
Aguentando o quanto pôde com o corpo mal, assim que saiu do trabalho, Jeong-seo comprou um teste de gravidez na farmácia.
E o resultado foi:
— …Acho que só estou passando mal mesmo.
Deu negativo. Embora não estivesse exatamente esperando, o fato de sentir decepção mostrava o quanto ele devia estar querendo aquilo no subconsciente. Jeong-seo soltou um suspiro pesado, foi para a sala e começou a fazer carinho em Sobok, que estava dormindo.
— Sobok-ah… o seu irmão está doente hoje…
Sobok, como se entendesse as palavras de Jeong-seo, abanou a cauda levemente, soltou um ganido e se aninhou no colo dele.
Após ficar ali deitado por um tempo, o celular tocou. Jeong-seo hesitou, mas acabou atendendo.
— Sim, Yoon-tae.
— …… Jeong-seo, você está doente?
Pyo Yoon-tae às vezes era sensível ao estado dele de uma forma impressionante. Como ele conseguia perceber na hora, apenas ouvindo sua voz que não durou nem um segundo? Ele não queria preocupá-lo à toa, mas se não atendesse, era óbvio que o outro ficaria ainda mais preocupado.
— Ah, hoje eu não estava me sentindo muito bem. Acho que é por causa do cansaço. Você já jantou, Yoon-tae?
— Onde você está se sentindo mal? Tomou remédio? Não precisa ir ao hospital? Quer que eu vá aí agora?
— Não, não é para tanto.
Jeong-seo ficou grato por ele se oferecer para vir sem qualquer hesitação, mesmo estando exausto. De qualquer forma, falar com Pyo Yoon-tae parecia fazê-lo se sentir melhor. Jeong-seo deixou passar com a ideia simples de que estaria curado no dia seguinte. E, de fato, no dia seguinte o estado dele melhorou.
Ele se sentia um pouco cansado e às vezes sentia uma pontada no peito, mas não era uma dor grande. Além disso, como havia algo específico que o preocupava ultimamente, toda a atenção de Jeong-seo estava voltada para aquilo.
Por algum motivo, o estado de Pyo Yoon-tae não parecia muito bom há alguns dias. Ele dizia que estava bem, que era apenas por estar ocupado, mas era natural que Jeong-seo ficasse preocupado. Por isso, quando Pyo Yoon-tae disse que não conseguiria vir neste fim de semana também, Jeong-seo decidiu ir até ele.
Claro, Pyo Yoon-tae não sabia disso.
Se ele dissesse que subiria, Pyo Yoon-tae diria que estava tudo bem e que ele mesmo viria.
Se Pyo Yoon-tae estivesse louco de ocupado no fim de semana, Jeong-seo planejava apenas entregar o ensopado de costela que fez de manhã cedo e ir para a casa de sua família. Ele não queria incomodar quem estava ocupado. Mesmo estando ocupado, Pyo Yoon-tae sempre fazia questão de vir; vê-lo sem aparecer há duas semanas mostrava que ele devia estar com muito trabalho.
— Vai ver a mamãe e o irmão depois de tanto tempo, Sobok.
Sobok, que estava confortavelmente deitado no banco de trás do carro, deu um latido vigoroso. Jeong-seo sorriu e olhou pelo retrovisor. Jeong-seo saiu da rodovia dirigindo agora com bastante habilidade.
Jeong-seo deixou Sobok primeiro na casa de sua família. Sobok, ao ver a mãe e o irmão de Jeong-seo após alguns meses, ficou super animado, pulando para lá e para cá. Observando a cena com satisfação, só então Jeong-seo enviou uma mensagem para Pyo Yoon-tae.
[Onde você está agora? Estou na frente da sua casa!]
O chat, que ele costumava visualizar em menos de 10 minutos, não mostrava o sinal de “lido”. Jeong-seo achou estranho e seguiu para o apartamento onde Pyo Yoon-tae morava.
Ao chegar à porta, Jeong-seo digitou a senha da fechadura com familiaridade e entrou. Como Pyo Yoon-tae morava na cobertura, o interior era amplo e o pé-direito era refrescantemente alto.
Não sentindo sinal de presença humana, ele pensou que o outro talvez tivesse ido trabalhar. Como já previa isso, Jeong-seo foi primeiro à cozinha e guardou o recipiente térmico com o ensopado de costela na geladeira.
Ele tirou uma foto e enviou a Pyo Yoon-tae avisando para comer quando voltasse para casa. Foi nesse instante que…
Ding! Um som de notificação familiar ecoou baixinho. Com os olhos arregalados, Jeong-seo olhou para a direção do som. Vinha do quarto. Com um olhar intrigado, ele caminhou até lá e abriu a porta cautelosamente.
E lá estava ele.
— Yoon-tae?
Pyo Yoon-tae estava deitado, encolhido. Estar dormindo a ponto de nem ouvir o som da notificação… A expressão de Jeong-seo tornou-se séria instantaneamente e, à medida que se aproximava, uma sombra de preocupação cobria seu rosto.
— …Por que seu rosto está tão abatido?
O rosto de Pyo Yoon-tae, que ele não via há quase duas semanas, estava muito mais magro do que da última vez. No momento em que Jeong-seo estendeu a mão cuidadosamente para acariciar a bochecha dele, os olhos do outro se abriram de repente.
— Je-Jeong-seo?
— Sim, Yoon-tae. Você está doente? Seu rosto está muito mal.
— Ah…
Pyo Yoon-tae levantou-se, incapaz de esconder o nervosismo. Sob a testa coberta pelo cabelo preto desalinhado, seus olhos pareciam profundos e encovados. No momento em que Jeong-seo subiu na cama para se aproximar dele…
— Você já foi ao médico? Se está mal a esse ponto, deveria ter me dito…
— Uugh.
De repente, Pyo Yoon-tae teve uma ânsia de vômito, desceu rapidamente da cama e correu para o banheiro.
Com os olhos arregalados, Jeong-seo não conseguia desviar o olhar da porta do banheiro. Pouco depois, ouviu-se o som baixo de água correndo e Pyo Yoon-tae saiu caminhando pesadamente com o semblante exausto. Havia gotículas de água nos cantos de sua boca, que ele limpava com as costas da mão.
— …Yoon-tae.
A situação parecia mais grave do que ele imaginava. No momento em que Jeong-seo se levantou e correu em direção a Pyo Yoon-tae…
— Espera, espera um pouco. Jeong-seo.
Pyo Yoon-tae cobriu o próprio nariz e a boca com uma das mãos, recuando hesitante.
— O que foi? O que houve?
— Não, é que… haaa… desculpa, mas por acaso você comeu costela antes de vir?
Diante de uma pergunta que não combinava em nada com a situação atual, Jeong-seo olhou para ele com o rosto confuso e balançou a cabeça devagar. Pyo Yoon-tae não tinha visto sua mensagem, então não sabia que ele trouxera o ensopado.
— Eu não comi, mas fiz hoje de manhã para você e trouxe. Está guardado na geladeira agora. Estou com tanto cheiro assim…?
Ele tomara banho e trocara de roupa antes de vir. Só abrira o recipiente uma vez para conferir antes de colocar na geladeira; como o cheiro poderia estar tão impregnado a ponto de ele notar na hora? Jeong-seo afundou o nariz no próprio braço e fungou, mas sentia apenas o aroma suave do amaciante. O olfato de Pyo Yoon-tae sempre fora sensível assim?
Sem conseguir se mover dali, Jeong-seo apenas observou Pyo Yoon-tae e perguntou:
— Você foi ao hospital?
— …Só comprei remédio na farmácia e tomei. Eu ia na semana que vem… é sério.
Quanto mais o olhar de Jeong-seo se estreitava, mais Pyo Yoon-tae ficava inquieto, sem conseguir manter os olhos parados. Esse era o problema de Pyo Yoon-tae: ele fazia um alvoroço pela saúde de Jeong-seo, mas negligenciava a própria dor. Será que ele não percebia que Jeong-seo se preocuparia com ele tanto quanto ele se preocupava com Jeong-seo?
— Vou tomar banho e trocar de roupa de novo. Você, se prepare para ir ao hospital.
Quando Jeong-seo lançou um olhar afiado para Pyo Yoon-tae, que não respondera nada, ele finalmente assentiu rápido com a cabeça. Jeong-seo saiu do quarto e foi para o banheiro de hóspedes. Enquanto isso, pegou o celular e ligou para o Dr. Jang Ha-seon, do Hospital Saerin — um hospital gerido pela fundação do Grupo Black Panther.
— Estão vendo aqui?
Jeong-seo, completamente atônito, fixava os olhos em algo que se contorcia em cinza na tela preta. Não era apenas um.
— É o feto. São gêmeos. Estão com cerca de 9 semanas.
Eram dois bebês. Pyo Yoon-tae, sentado atrás dele, estava tão em transe quanto Jeong-seo, sem conseguir fechar a boca. Eles foram ao hospital por causa de Pyo Yoon-tae, mas de repente disseram que Jeong-seo estava grávido. E as ânsias de vômito e a falta de apetite de Pyo Yoon-tae eram, na verdade, enjôo por simpatia.
Aproveitando que estavam no hospital, Pyo Yoon-tae comentara que Jeong-seo também dissera que não estava se sentindo bem antes, e acabou fazendo-o passar por exames também. O resultado foi a gravidez. E de gêmeos. Jeong-seo não conseguia acreditar, mesmo vendo com os próprios olhos as duas vidas se contorcendo no ultrassom.
Além disso, aquelas sementinhas já estavam instaladas em seu corpo há 9 semanas. Pensando no período… devia ter sido durante a lua de mel.
— …Mas eu fiz vários testes de gravidez… e todos deram negativo.
— Quando o senhor os fez?
— Bem… fiz um cerca de duas semanas após a lua de mel, e fiz outro na semana passada também. Ambos deram negativo.
Ele até entendia o negativo do primeiro teste por poder ser uma nidação tardia, mas não conseguia compreender por que o da semana passada também deu negativo. Ao olhar fixamente para o médico com essa dúvida, o doutor assentiu como se compreendesse o sentimento de Jeong-seo.
— Existe um fenômeno que costuma ocorrer entre a 8ª e a 12ª semana de gestação. Quando os níveis do hormônio da gravidez estão altos demais, o dispositivo acaba não conseguindo detectá-los; chamamos isso de Efeito Gancho. No caso do senhor Jeong-seo e do senhor Yoon-tae, por serem gêmeos e filhos de um alfa dominante, acredito que o teste deu negativo por esse motivo.
— Ah.
Acho que já tinha lido sobre isso em algum lugar. No entanto, por ser algo que raramente acontecia, ele nunca imaginou que aquilo pudesse ser o seu caso. Pyo Yoon-tae segurou a mão de Jeong-seo, que estava sobre sua coxa, com um aperto suave. O médico trocou olhares com os dois e continuou a explicação.
— O período inicial, que é o de maior risco de aborto, já passou quase por completo. Atualmente, o desenvolvimento e os batimentos cardíacos dos fetos estão dentro da faixa normal e parecem muito estáveis. Podem ficar tranquilos até certo ponto. No entanto, por ser uma gravidez gemelar e por você ter um físico recessivo, a possibilidade de complicações futuras é maior do que em uma gravidez comum. De agora em diante, vocês devem dar atenção especial ao repouso e ao controle nutricional.
— Sim, tomaremos cuidado — respondeu Pyo Yoon-tae.
— Especialmente, evitem fadiga excessiva ou estresse a todo custo. Se possível, é bom manter um padrão de vida estável. Também recomendo que venham para exames periódicos.
O médico detalhou tudo o que os dois deveriam observar daqui para frente. Pyo Yoon-tae não apenas anotou as palavras do médico, como também chegou a gravá-las no celular. Terminada a consulta, Jeong-seo e Pyo Yoon-tae saíram pela entrada do hospital de mãos dadas.
Pyo Yoon-tae desceu um degrau primeiro e olhou para trás. Com um gesto cuidadoso, como se estivesse amparando Jeong-seo, ele murmurou:
— Nosso bebê está aqui.
Jeong-seo colocou a mão sobre o próprio ventre. Agora que sabia da gravidez, sentia como se a barriga estivesse um pouquinho mais saliente do que antes. Segundo o médico, em breve ela ficaria visivelmente estufada.
— E ainda por cima são gêmeos.
— Estou tão feliz, Jeong-seo.
A voz trêmula de Pyo Yoon-tae, que parecia prestes a chorar, transbordava um afeto e uma emoção avassaladores. O rosto de Jeong-seo se contorceu em emoção e ele abriu bem os braços. Percebendo imediatamente o significado daquele gesto, Pyo Yoon-tae também ficou com os olhos marejados.
Pyo Yoon-tae, que quase o abraçou com força por instinto, hesitou e então acolheu o corpo de Jeong-seo em seus braços com delicadeza.
— Eu também, eu também estou muito feliz, Yoon-tae.
— Sim, sim. Eu te amo, Jeong-seo. Sempre obrigado, desculpa e eu te amo.
Os dois ficaram abraçados por um longo tempo, fungando um no nariz do outro.
Com a notícia da gravidez de Jeong-seo, as duas famílias celebraram dizendo que era uma benção. Especialmente Pyo Hyun-seok, que ao ouvir sobre os gêmeos, segurou e balançou as mãos de Jeong-seo, radiante por uma “preciosidade” ter entrado em sua casa.
Passada a alegria inicial, Jeong-seo sentiu que havia chegado a hora de executar o plano que sempre tivera em mente: sua demissão como professor. Como Pyo Yoon-tae dissera, era bom poder ser professor em Danggang, sua terra natal, mas a prioridade absoluta de Jeong-seo eram os filhos.
Seria mentira dizer que não sentia nem um pouco de pena ao se aposentar, mas, dadas as circunstâncias em que não precisava trabalhar, não focar nos filhos era algo inaceitável para ele. Ele sabia que se arrependeria depois.
Recebendo as despedidas dos alunos e professores da Escola Secundária de Danggang, Jeong-seo deixou a escola pela qual havia se afeiçoado em tão pouco tempo.
Além disso, ele teria que deixar Danggang novamente. Tanto para os exames hospitalares quanto para qualquer eventualidade, seria melhor morar em Seul, onde havia hospitais de grande porte.
Além disso, agora que estava grávido, não queria ver Pyo Yoon-tae apenas nos finais de semana como antes. Então, ir para Seul era, de certa forma, uma escolha óbvia e necessária.
Faltando uma semana para deixar aquela casa à qual já estava se acostumando, Jeong-seo sentou-se no sofá e olhou pela janela. O quintal não era tão grande, mas ele vinha cuidando com dedicação de um pequeno canteiro desde o ano passado. Talvez por isso, a tristeza ao pensar em partir tenha aumentado.
“Mas… podemos voltar depois.” Jeong-seo preparou-se para mais uma despedida de Danggang.
— Vamos dar uma volta, Jeong-seo?
— Uhng, caminhar é bom… ah!
Jeong-seo virou-se bruscamente. Diferente do semblante melancólico de ultimamente, seus olhos brilhavam.
— Que tal passarmos por onde eu morava antes? Quando fui lá da última vez, estavam construindo uma casa enorme ao lado da casa da minha avó. Era gigante e linda. Vamos lá ver nossa antiga casa e dar uma espiada.
Desde que chegara a Danggang, Jeong-seo assumira periodicamente a manutenção da casa onde viveu desde a infância. Como este verão fora agitado com o casamento e tudo mais, ele não pôde ir; seria bom dar uma última olhada antes de deixar Danggang.
Pyo Yoon-tae, é claro, concordou e pegou as chaves do carro. Mesmo sendo um passeio curto, acharam que Sobok gostaria de ir junto; os três seguiram em direção à casa das memórias de infância.
— Uaaaa.
Ao descer do carro, Jeong-seo deu uma pequena espreguiçada. Mesmo sendo na mesma Danggang, o ar dali parecia ter um frescor diferente do ar do centro do condado.
— Me faz lembrar da época do ensino médio.
Pyo Yoon-tae, que desceu logo atrás e abriu a porta traseira, viu Sobok saltar e correr para a casa antes mesmo de Jeong-seo. Ao ver que o cão também parecia feliz por ter morado ali, Jeong-seo riu involuntariamente.
— Pois é. Vir aqui com o Yoon-tae me dá uma sensação estranha.
Os dois caminharam conversando sobre os tempos de escola. Em um piscar de olhos, chegaram ao portão, e Sobok estava sentado à frente dele, abanando a cauda vigorosamente.
Kiiii— o portão se abriu com um som metálico e Sobok entrou correndo. Jeong-seo, que entrou em seguida, olhou para a esquerda sem querer e ficou paralisado.
— …Isso é loucura?
Havia um portão que ele nunca vira antes no muro de sua casa. Ele se conectava diretamente à residência vizinha, que parecia um casarão majestoso.
Jeong-seo ficou momentaneamente sem palavras, sem saber como descrever aquela cena absurda. Soltando risadas incrédulas, ele caminhou a passos largos em direção ao portão estranho.
— Não, sério, esse cara é um psicopata?
Mesmo que parecesse que ninguém morava aqui, como alguém pode colocar um portão no muro da casa dos outros? Parece que morar em uma casa bonita não faz de ninguém uma pessoa bonita. No momento em que Jeong-seo agarrou o portão baixo, querendo tirar satisfação imediatamente…
De repente, uma gargalhada explodiu atrás dele.
— Não é hora de rir, Yoon-tae. Essa pessoa definitivamente enlouqueceu. Como alguém pode, do nada, na casa dos outros…!
— Não é a casa dos outros, é a nossa casa — sussurrou Pyo Yoon-tae, aproximando-se.
— Uhng…? O que você quer dizer?
Pyo Yoon-tae colocou a mão levemente no ombro de Jeong-seo e estendeu a outra, apontando para a casa gigantesca.
— Aquela casa é a nossa casa.
Os olhos castanhos de Jeong-seo tremeram levemente diante da casa ampla, alta e com um quintal enorme. Ele ficou em silêncio por um tempo, olhando para Pyo Yoon-tae, esperando por mais explicações.
— Não vamos para Seul, vamos ficar aqui, Jeong-seo. Eu já tinha preparado tudo porque imaginei que em algum momento nos estabeleceríamos de vez em Danggang, e acho que esse momento é agora. O que você acha?
Parecia um sonho. Jeong-seo também pensara em viver em Danggang com Pyo Yoon-tae se tivesse oportunidade algum dia. No entanto, ele achava que o momento em que isso seria realisticamente possível estaria em um futuro distante, ou que teria que se conformar se as condições não permitissem.
Como Pyo Yoon-tae, mesmo depois de tanto tempo juntos, ainda conseguia deixá-lo tão animado e feliz?
— Yu-Yoon-tae, você também vai morar aqui? Sem ser apenas nos finais de semana?
— Sim, claro. Eu também vou morar aqui com você para sempre.
O coração de Jeong-seo batia rápido: badum badum badum. Mas havia algo que ele precisava perguntar primeiro.
— Mas e o seu trabalho…? Você não está se forçando a ficar aqui por minha causa, está? Se for por isso, eu não me importo de morar em Seul…
— Meu pai disse, não disse? Se falta dinheiro na nossa casa, por que os dois querem trabalhar?
Jeong-seo lembrou-se vagamente do pai de Pyo Yoon-tae dizendo aquilo. Enquanto Jeong-seo assentia, Pyo Yoon-tae, com um sorriso suave, disse:
— Não faz diferença nenhuma se nós dois não trabalharmos, Jeong-seo. Mesmo que meu pai não nos ajude, tenho dinheiro suficiente para sustentar nossos bebês, e até os netos deles, pelo resto da vida.
Diante daquela declaração confiante, Jeong-seo não conseguiu fechar a boca antes de explodir em uma gargalhada.
— Acho que eu fiz um negócio boooom demais casando com você.
— Com certeza, Jeong-seo. Esse pensamento não vai mudar pelo resto da sua vida.
Jeong-seo pôde sorrir plenamente nos braços largos que o abraçavam por trás com um riso astuto.
O tempo passou rápido e um novo ano chegou. A vida de Jeong-seo estabelecido em Danggang era realmente pacífica. Pyo Hyun-seok enviava periodicamente muita comida sazonal deliciosa, e o obstetra vinha a cada duas semanas para fazer os exames de rotina, então não havia preocupações.
Além de tudo, no mês passado, So Kang-hyun abriu um grande hospital particular no centro do condado de Danggang, o que trouxe ainda mais tranquilidade.
Como o inverno havia chegado, Jeong-seo estava todo agasalhado — de touca de lã, cachecol, jaqueta e botas forradas — sentado no deque de madeira com as pernas esticadas.
— Jeong-seo, não está com frio?
— Uhng, não estou.
Jeong-seo negou com a cabeça enquanto aceitava a batata-doce assada que Pyo Yoon-tae descascava para ele ao seu lado. Já havia dois aquecedores de cada lado dele e um nos pés; na verdade, estava quase sentindo calor. Com o aroma e o sabor doce da batata-doce se espalhando pela língua, ele mastigava com os cantos da boca elevados, parecendo o ser mais feliz do mundo.
Aquela cena era tão adorável que Pyo Yoon-tae não conseguia desviar os olhos dele. Ele então colocou a mão suavemente sobre a barriga de Jeong-seo, que agora estava estufada como um balão. Por serem gêmeos, o ventre crescera muito rápido, fazendo com que Jeong-seo tivesse que balançar o corpo para os lados como um patinho ao caminhar.
Enquanto ele acariciava a curvatura suave com cuidado, uma cauda branca com a pontinha preta apareceu de lado, balançando de alegria. Eles ficaram imersos em seu próprio mundo por um tempo, até que, em pouco tempo, So Kang-hyun colocou o rosto para fora do depósito à frente.
— Jeong-seo, você sabia que tinha isso aqui?
— Hein? O quê?
Quando Jeong-seo tentou se levantar da posição semi-deitada, Pyo Yoon-tae habilmente apoiou suas costas para ajudá-lo. So Kang-hyun então soltou um gemido de esforço e puxou algo para fora. O que surgiu diante deles foi…
— Vinho de ginseng…?
Era uma garrafa de vinho de ginseng. Os olhos de Jeong-seo se arregalaram diante da bebida que nunca vira antes.
— O quê? Tinha isso no depósito? Onde estava?
— Estava na prateleira bem no fundo. Deixe-me ver, parece que tem uma data escrita aqui. — So Kang-hyun limpou a tampa com a mão calçada com luvas de trabalho e gritou com os olhos quase saltando para fora: — Caramba, é um vinho de ginseng de 30 anos!
— O quê? 30 anos?
So Tae-baek, o pai de Jeong-seo que estava na casa grande, entrou pelo portão lateral. Atrás dele, vieram a mãe de Jeong-seo, Kim Seo-hyun, e Sobok, trotando juntos.
Hoje, toda a família de Jeong-seo viera para Danggang e tinham acabado de fazer um churrasco. Jeong-seo riu ao ver seu pai todo animado com o vinho, enquanto Kim Seo-hyun colocava uma travessa de morangos lavados sobre o deque.
— Os morangos estão muito doces.
— Obrigado, sogra. Jeong-seo, quer morango? — Quando Pyo Yoon-tae perguntou, Jeong-seo assentiu. Pyo Yoon-tae, sorridente, espetou um morango sem o talo com o garfo e o levou à boca de Jeong-seo. Jeong-seo apenas abria a boca como um passarinho e mastigava.
— Ai, ai, voltou a ser um bebezinho.
— Eu sempre fui o bebê desta casa, mas acho que isso está prestes a acabar.
“Que pena, que pena”, murmurou Jeong-seo, respondendo de brincadeira enquanto acariciava a barriga. Pyo Yoon-tae, enquanto o alimentava, deu tapinhas carinhosos na bochecha dele.
— Por que acabar? Você vai ser sempre o meu bebê.
Ao ver Pyo Yoon-tae dando beijinhos repetidos na testa de Jeong-seo, Kim Seo-hyun fez uma cara de desdém. Aquele contato físico sem hesitação, mesmo diante da sogra, já havia se tornado rotina há muito tempo. Enquanto isso, os homens da família So soltavam exclamações ao provarem o vinho de 30 anos.
— Querida! Venha provar isso aqui. O sabor é fenomenal!
— Yoon-tae, quer um copo?
— Não, obrigado. Vou ficar aqui com o Jeong-seo.
Kim Seo-hyun, que provavelmente já imaginava que Pyo Yoon-tae não beberia, logo se afastou. Jeong-seo apenas ficou passando vontade ao ver os três bebendo o vinho animados no quintal.
— Eu também queria beber…
— Depois eu compro um melhor para você, Jeong-seo.
— Então eu vou querer um vinho de ginseng de 100 anos.
— O que é 100 anos? Vou conseguir um de 1000 anos para você.
Enquanto brincavam um com o outro, Jeong-seo parou de falar ao sentir uma leve vibração dos movimentos fetais em sua barriga.
— Pensando bem, que nomes daremos às nossas sementinhas?
Ainda faltava um tempo para a data prevista para o parto, mas seria bom começar a pensar nos nomes com calma. Entre os gêmeos, o bebê um pouco maior era uma menina, e o menor, um menino.
Ao ouvir isso, Jeong-seo sentiu novamente como o sonho de concepção de sua mãe fora certeiro. A doninha preta e enorme provavelmente era a menina, e o gatinho pequeno e fofo devia ser o menino.
— Hum, pois é. Você tem algum nome em mente? — Diante da pergunta de Pyo Yoon-tae, Jeong-seo começou a pensar profundamente, murmurando “Pyo, Pyo…”. Pyo Yoon-tae também refletiu e disse com cautela:
— Sobre o sobrenome… se você quiser seguir o seu, podemos usar So. Ou um pode ser Pyo e o outro So.
Embora o comum fosse seguir o sobrenome do Alfa, ele ouvira dizer que hoje em dia muitos seguiam o sobrenome do Ômega. Após pensar por um momento, Jeong-seo balançou a cabeça.
— Não, eu gosto que nossos filhos sejam Pyo. E como são irmãos, acho que ficariam desconfortáveis se os sobrenomes fossem diferentes.
Ele imaginou que teriam que responder inúmeras vezes por que tinham sobrenomes diferentes sendo irmãos. Jeong-seo olhou para o nada por um instante e pegou seu celular. Abriu o bloco de notas, escreveu dois nomes e entregou a Pyo Yoon-tae.
[Pyo Yoon-jung]
[Pyo Tae-seo]
Pyo Yoon-tae pegou o celular e murmurou os dois nomes baixinho.
— Tem o nome de nós dois neles.
— Sim, o que achou?
Pyo Yoon-tae desviou os olhos do aparelho, olhou para Jeong-seo e sorriu abertamente.
— É ótimo. Eu adorei.
Pyo Yoon-tae não conseguia ficar parado por um segundo sequer, olhando fixamente para a porta da sala de parto. Para ele, parecia que já fazia uma eternidade que Jeong-seo entrara; o suor frio escorria por todo o seu corpo com o medo de que algo desse errado.
Após andar de um lado para o outro por muito tempo, a porta finalmente se abriu e uma enfermeira saiu. Como apenas Pyo Yoon-tae estava ali, ela sorriu e disse:
— Os gêmeos nasceram com segurança. Tanto a mãe quanto os bebês estão saudáveis, o senhor pode entrar.
— Obrigado, obrigado, de verdade…
Só então Pyo Yoon-tae soltou o fôlego que estava preso e seguiu a enfermeira para dentro da sala. Jeong-seo, com o rosto pálido e encharcado de suor, sorriu fracamente assim que o viu. Pyo Yoon-tae sentiu o coração apertar ao imaginar a dor imensurável que ele suportara, mas, ao ver as pequenas vidas nos braços de Jeong-seo, todos os seus pensamentos se dissiparam instantaneamente.
Dois bebês recém-nascidos, com os rostinhos enrugados, se mexendo devagar.
Pyo Yoon-tae finalmente explodiu em lágrimas e se aproximou de sua família.
Em um dia ensolarado de maio, foi o momento em que a família, que era de dois, tornou-se de quatro.

❀ Fim da História de Beast alert ❀
Autor: Ice Dust (얼음먼지)

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

N/T: Agora sim é o fim de Beast Alert. Obrigada quem leu até aqui ❀

~Bella 

Ler Beast Alert (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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