Ler Beast Alert – Capítulo 94 Online


Modo Claro

❀ Capítulo 94

— Você estava muito vermelho. Está bem?
— Ack…!
A forma como Yoontae falou, com algo além de simples preocupação em sua voz, fez Jeongseo se assustar e se afastar bruscamente.
Como resultado, a mão de Yoontae naturalmente se soltou dele.
Mesmo tendo sido apenas um toque por cima das roupas, um arrepio percorreu a espinha de Jeongseo, fazendo suas pernas formigarem.
Ele apertou os lábios e lançou um olhar afiado para Yoontae antes de puxar os joelhos para perto do corpo e envolvê-los com os braços.
Era um recado silencioso: não me toque.
Mas, como Yoontae já havia ultrapassado aquela linha ambígua entre eles, não tinha intenção de parar agora.
— Não fuja, Jeongseo.
No momento em que Jeongseo recuou, Yoontae encurtou a distância, envolvendo-o com um braço e apoiando o queixo em seu ombro.
O leve aroma que vinha dele deixou a cabeça de Jeongseo ainda mais confusa.
Sem saber como lidar com o clima, ele revirou os olhos e soltou a primeira coisa que veio à mente.
— C-Correr na neve… meio que lembra quando éramos crianças, não acha?
— Sim. Você era bem pequeno naquela época.
Felizmente, Yoontae não parecia querer provocá-lo mais.
Em vez disso, entrou na conversa. Jeongseo olhou para as pegadas espalhadas pela neve e deixou seus pensamentos voltarem ao passado.
— É… naquela época, você era tão pequeno que eu achei que fosse um gato.
— Eu sei. Sempre que eu aparecia em forma humana, você me chamava de “gatinho”. Isso me irritava tanto que eu nunca disse meu nome de propósito…
Um ato de rebeldia sem sentido.
Ao ouvir Yoontae murmurar isso de forma distante, Jeongseo lançou um olhar discreto em sua direção.
Ele nunca soube disso.
Sempre achou que, assim como ele, Yoontae apenas tinha sido ensinado a não revelar nada a estranhos.
Por isso, nunca perguntou.
Se tivesse perguntado o nome dele naquela época… como teria sido?
Talvez… se o gato preto que desapareceu de repente tivesse deixado ao menos um nome, ele teria guardado aquilo para sempre.
O nome de Yoontae aparecia de vez em quando em artigos online e no Motube.
Se ele soubesse antes, talvez tivesse reconhecido mais cedo.
Mesmo sabendo que não podia mudar o passado, Jeongseo continuava imaginando possibilidades.
Enquanto estava perdido nesses pensamentos, a voz baixa de Yoontae o trouxe de volta.
— Não estou tentando começar nada… só estou realmente curioso, Jeongseo.
Seus pensamentos se reorganizaram imediatamente.
— Por que você foi embora sem dizer nada?
As pálpebras de Jeongseo tremeram levemente.
Quando virou o rosto, Yoontae já havia levantado a cabeça de seu ombro, olhando para ele com uma expressão difícil de ler.
Não havia raiva nem ressentimento — seus olhos dourados pareciam… um pouco tristes.
Quando Jeongseo permaneceu em silêncio, Yoontae inclinou a cabeça com naturalidade.
— Eu só quero saber. Se não quiser falar, tudo bem.
— N-Não! Não é isso… um… espera um pouco!
De repente, Jeongseo se levantou e saiu correndo em direção ao depósito.
Pouco depois, voltou com um saco plástico preto amassado nas mãos.
O saco estava tão sujo e apertado que Yoontae franziu a testa.
Jeongseo desfez o nó e tirou de dentro um pequeno saco com zíper, contendo um papel dobrado.
Quanto mais Yoontae olhava, menos entendia.
Antes que pudesse perguntar, Jeongseo abriu o papel e o mostrou.
“Gatinho, eu vou para o hospital.
Eu sou uma doninha, meu nome é Seo Jeongseo!!!!!
Espere por mim!!!!
Se estiver entediado, venha aqui.
010-xxxx-xxxx”
A letra torta e irregular deixava claro que era de uma criança que havia aprendido a escrever há pouco tempo.
As pupilas de Yoontae tremeram levemente.
— Na verdade, eu tinha que ir para o hospital no dia seguinte ao que te vi — explicou Jeongseo.
— Mas minha mãe disse que ia nevar muito, então tivemos que sair mais cedo. Eu enterrei o bilhete e fui embora.
— …Você enterrou?
— Sim, debaixo da árvore onde a gente sempre se encontrava.
Yoontae alternou o olhar entre Jeongseo e o papel antes de soltar uma risada baixa.
Então… se ele tivesse encontrado aquilo…
No dia em que Jeongseo não apareceu, Yoontae ficou esperando sob aquela árvore.
Percebendo o clima estranho, Jeongseo se apressou em explicar:
— Eu pensei que gatos tinham um bom olfato, então achei que você encontraria rápido. Por um tempo, achei que você tinha visto e me ignorado… fiquei um pouco magoado. Eu nunca quis ir embora sem dizer nada.
— Naquele dia… nevou.
O suficiente para cobrir suas pernas até a metade da panturrilha.
— Nevou muito mesmo.
Por isso, ele não conseguiu sentir nenhum cheiro.
O fato de terem se encontrado… e de terem se separado sem entender o motivo… tudo por causa da neve.
A ironia fez Yoontae sorrir enquanto dobrava o papel com cuidado.
— Se eu tivesse encontrado isso, talvez tivéssemos nos reencontrado antes.
— É… que pena. Talvez eu devesse ter amarrado na árvore.
Ao ver a expressão arrependida de Jeongseo, Yoontae bagunçou seu cabelo branco.
Os fios leves se moveram suavemente.
— Está tudo bem. Talvez fosse para ser assim.
Talvez encontrar algo tão precioso com tanta facilidade fosse conveniente demais.
Talvez o caminho longo até se reencontrarem fosse o preço.
E saber que Jeongseo não foi embora sem dizer nada… que ele se importava… já era suficiente.
Porque isso significava que aquele tempo juntos teve valor.
Pyo Yoontae permaneceu em silêncio, fazendo Jeongseo inclinar a cabeça.
Ele não entendeu o que Yoontae quis dizer.
Esperou que continuasse, mas o assunto mudou.
— Me dá esse bilhete, Jeongseo.
— O bilhete?
— Era para mim, não era?
Como não era algo que precisava guardar, Jeongseo apenas assentiu.
Yoontae guardou o papel no bolso com um sorriso incomumente sincero.
Chegou a hora de Jeongseo deixar a pequena casa à qual tanto se apegou.
Ele olhou uma última vez — a casa antiga, simples, mas acolhedora; o quintal improvisado; o galinheiro vazio.
Cada canto guardava memórias.
A casa não seria vendida, então ele poderia voltar.
Mas, com a faculdade, não seria tão fácil.
Sempre achou que viveria ali para sempre.
Mesmo sabendo que teria que sair, seu coração não aceitava.
Seu nariz ardeu, e ele fungou.
— Filho! Está na hora!
Sua mãe chamou do portão.
Mesmo relutante, ele andou.
Olhou para a varanda.
Estava vazia.
Mas podia imaginar sua avó ali.
— Eu volto, vó.
E então foi embora.
Agora, Jeongseo estava em Seul, esperando o resultado da universidade.
Tinha certeza de que passaria.
Mas seus pais não tinham.
Por isso, pediram que ficasse em casa.
Se não passasse, teria que tentar de novo ou trabalhar.
Depois decidiria onde morar.
No começo, foi estranho.
Mas ele se acostumou.
Agora caminhava com Seobok e encontrava Yoontae.
Yoontae também passou e se mudou para Seul.
Enquanto corria com o cachorro, pensava no que fariam no dia seguinte.
Então, seu relógio vibrou.
Ele olhou.
E congelou.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler Beast Alert Yaoi Mangá Online

Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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