Ler Beast Alert – Capítulo 86 Online


Modo Claro

❀ Capítulo 86

[Outubro XX, 20XX. Clima: absurdamente limpo.]
Faltam 31 dias para o vestibular.
O mundo está contra mim.
Por mais que eu pense nisso, eu nem mirei alto—me inscrevi dentro da minha média.
Então por que diabos fui rejeitado? Esse mundo maldito pode ir pro inferno.
O tempo está bom demais, e eu aqui, apodrecendo numa sala de aula. Que vida de merda.
Será que eu vou sequer entrar na faculdade?
Porra, porra, porra, porraaa
Era um diário.
Jeongseo sabia que não deveria estar lendo, mas a letra era tão grande que era impossível ignorar.
E além disso…
Ele virou o olhar para a janela.
Desde a manhã, chovia sem parar.
O clima estava longe de ser bom.
Sem graça, voltou o olhar e acabou cruzando os olhos com Junhyun.
Diferente de antes, sua expressão estava vazia, os olhos ocos e sem vida.
Jeongseo ficou tenso instintivamente.
Junhyun fechou o caderno às pressas.
— O quê?
…Bem, cada um tem sua própria definição de tempo bom.
Jeongseo forçou um sorriso sem jeito, balançou a cabeça e saiu rapidamente da sala.
Talvez fosse porque o segundo semestre tinha começado, mas havia mais alunos com aquele olhar vazio.
Claro, alguns já estavam tensos no primeiro semestre, mas agora parecia que quase metade estava assim.
Perdido em pensamentos, Jeongseo logo chegou à sala dos professores.
Ele bateu na porta e entrou.
Seu professor, sentado ao fundo, fez um gesto para que ele se aproximasse.
Jeongseo puxou uma cadeira e se sentou.
O professor o olhou de lado, os lábios ligeiramente entreabertos, como se hesitasse em falar.
Uma sensação incômoda subiu pela espinha de Jeongseo.
— …Jeongseo, você conferiu o resultado da admissão antecipada da Universidade Jeonghan?
Os olhos de Jeongseo se arregalaram.
Ele não tinha conferido.
Como estava focado no vestibular tradicional, manteve o celular desligado o tempo todo.
Apavorado, balançou a cabeça e pegou o celular.
O professor soltou um pequeno suspiro.
E Jeongseo entendeu imediatamente o que aquilo significava.
Ele nem tinha passado da análise de documentos.
Estava oficialmente fora.
Agora, suas únicas opções eram o vestibular e a prova prática.
Ele já tinha um pressentimento de que isso poderia acontecer, então não ficou completamente chocado.
Mas ouvir aquilo ainda doeu.
Arrastando os passos de volta, ouviu o sinal do intervalo tocar.
Pensou em dar uma volta para clarear a mente e estava prestes a ir até o lounge dos alunos no fim do corredor quando—
— Ei, Seo Jeongseo!
Ao se virar, viu Hayan acenando para ele no corredor.
Uma das mãos estava escondida atrás das costas, como se ocultasse algo.
Jeongseo inclinou a cabeça e se aproximou.
— Hm? O que foi?
Por algum motivo, o rosto de Hayan parecia levemente corado.
Ele hesitou por um momento, mexendo nos óculos, e então de repente segurou o pulso de Jeongseo.
Jeongseo se assustou.
Hayan nunca tinha feito algo assim antes.
Depois de levá-lo até os armários, Hayan finalmente soltou sua mão.
— …Você precisa pegar algo no seu armário?
Quando Jeongseo estava prestes a perguntar o motivo, Hayan de repente estendeu algo em sua direção.
Jeongseo recuou um passo, surpreso.
Na mão de Hayan estava—
— Um kit de Sea-Monkeys?!
Era o mesmo kit de criação de camarões marinhos que tinham visto na papelaria.
Um recipiente transparente em forma de foguete, já cheio de água, com pequenos pontos flutuando dentro.
— Quando você comprou isso? Já colocou água? Esses são os ovos?
— Ei, olha mais de perto. Tá vendo esse negocinho nadando?
Jeongseo se inclinou, arregalando os olhos.
Forçando a visão, focou nos pontinhos e—lá estava.
Uma criaturinha minúscula, transparente, parecida com um girino, flutuando na água.
— Uau! Já nasceu! É tão pequeno—parece um grão de poeira! Que fofo!
Jeongseo estendeu a mão para ver melhor, e Hayan entregou com um sorriso orgulhoso.
Enquanto Jeongseo observava os Sea-Monkeys de vários ângulos, Hayan não conseguia esconder o orgulho.
Mesmo que, na verdade, tudo que tivesse feito fosse encher o recipiente até a marca e colocar os ovos, como mandava o manual.
— Quantos dias eles têm? Já cresceram tudo?
— Não. Nasceram ontem. Acho que vivem uns três meses? Mas crescem mais.
— Nossa, são praticamente recém-nascidos. Posso tirar uma foto?
Quando Jeongseo olhou para ele com olhos suplicantes, celular na mão, Hayan torceu o nariz antes de assentir levemente.
E assim, a mente de Jeongseo se encheu com as imagens dos minúsculos Sea-Monkeys, afastando completamente a decepção de ter sido rejeitado.
O tempo passou rápido, e antes que percebesse, o dia do vestibular havia chegado.
Durante todo o segundo semestre, Jeongseo ficava até tarde estudando com Pyo Yoontae e Hayan, depois ia direto para casa, comia, passeava com Seobok e voltava a estudar até dormir.
Como decidiu se preparar para o teste físico depois do exame, aquele foi o período em que mais estudou na vida.
Sentindo o frio da manhã, enterrou o rosto no cachecol que havia levado por precaução.
Preparou sua marmita na noite anterior, e como a prova seria na própria escola, a Escola Dankang, não havia risco de se perder.
Sentado no ônibus logo cedo, seu coração já batia acelerado.
Ele só precisava ir bem em coreano, inglês e matemática.
Sentado rígido de nervoso, seu celular vibrou de repente, assustando-o mais do que deveria.
Quando pegou rapidamente, viu que era sua mãe.
— Mãe!
— Hoje é o grande dia, né? Eu queria poder estar aí pra te ajudar, mas não posso, e isso me deixa tão triste.
Ouvir a palavra prova da boca da mãe fez tudo parecer ainda mais real.
Suas mãos tremeram levemente.
Respirando fundo para se acalmar, forçou um tom animado.
Sentia que precisava fazer isso.
— Tá tudo bem! Eu vou dar o meu melhor!
— Meu filho se esforçou tanto, então vai se sair bem. Mas, sabe, eu não acho que essa prova define o resto da sua vida. Então, mesmo que você erre, tudo bem.
Jeongseo abriu levemente os lábios, depois os fechou, colocando a mão sobre o peito.
Seu coração, que batia descontrolado, começou a desacelerar.
— Não coloca tanta pressão em você, querido! Tá bom?
As palavras dela—dizendo que errar era normal, que ele não deveria carregar tanto peso—chegaram até ele por completo, e um sorriso suave surgiu em seus lábios.
A ansiedade e o medo que o impediam até de tomar café da manhã desapareceram.
— Tá bom! Obrigado, mãe! Já tô chegando na escola, vou desligar!
— Tá bom, tá bom. Lembra sempre que eu tô do seu lado!
Diferente de quando entrou no ônibus, Jeongseo desceu com um sorriso leve, caminhando em direção ao portão da escola.
Ao se aproximar, alunos do segundo ano que estavam ali para incentivar os veteranos distribuíam chocolates e aquecedores de mão.
— Boa sorte! Tire nota máxima!
Aceitando os itens de colegas com quem nem era tão próximo, Jeongseo agradeceu sem jeito.
Ele estava prestes a passar pelo portão quando ouviu passos apressados atrás de si, seguidos por um braço envolvendo seus ombros.
— Ah!
— Ei, Jeongseo.
Ao cambalear com o puxão repentino, Pyo Yoontae o segurou firme, puxando-o para perto.
Mesmo sendo dia de prova, Yoontae parecia completamente tranquilo, como sempre.
— Dormiu bem?
— Pra falar a verdade… não muito. Nem consegui tomar café direito. Deixei duas colheradas…
— Você devia ter comido direito. Quer deixar a mochila e passar rapidinho na loja de conveniência? Ou eu posso ir comprar algo pra você. O que quiser.
Ao chegarem nos armários de sapato, Yoontae olhou para ele com preocupação genuína.
Ele parecia mais intenso que o normal, mas Jeongseo decidiu não pensar muito nisso e apenas sorriu, balançando a cabeça.
— Não! Se eu comer muito, posso ficar com sono, então tá tudo bem! E você? Dormiu bem?
— Sim, como sempre.
Enquanto trocavam os sapatos e conversavam, começaram a subir as escadas.
Mas, de repente, no meio do caminho, Yoontae parou e começou a mexer na mochila.
Curioso, Jeongseo também parou e olhou para ele, notando que as pontas de suas orelhas estavam estranhamente vermelhas.
Seria por causa do frio da manhã? Enquanto pensava nisso, Yoontae finalmente tirou algo da mochila e falou:
— Estende a mão e fecha os olhos, Jeongseo.
O que é isso agora?
Mesmo assim, Jeongseo obedeceu, estendendo a mão e fechando os olhos.
Um momento depois, algo pequeno e levemente áspero caiu em sua palma.
— Pode abrir agora.
Sem ter ideia do que esperar, Jeongseo abriu os olhos com curiosidade.
Sobre sua mão havia uma caixinha de madeira comprida e retangular, um pouco maior que um estojo de grafite.
Confuso, olhou para Yoontae.
— Abre. A tampa desliza.
Ainda desconfiado, Jeongseo abriu.
Dentro havia algo fino, branco, parecido com fios…
— …Bigodes?
Eram bigodes.
Vários deles.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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